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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Medicina Ortomolecular




Uma medicina que até há pouco tempo atrás era considerada elitista pelo alto custo dos seus tratamentos, é cada vez mais popular e acessível.

O objectivo principal da terapia ortomolecular é equilibrar o ser humano de forma global, observando o corpo num contexto mais amplo: corpo material, energético e consciência (emoções e sentimentos), que precisam estar em sintonia.

Assim, esta é uma terapia que, como a maior parte das terapias holísticas, trata o paciente e não a doença, procurando um equilíbrio e o ecossistema.

Orto significa acerto ou correcção. Esta correcção a nível molecular é feita através do uso de substâncias naturais, como vitaminas, minerais e aminoácidos.

Estas carências orgânicas ou desequilíbrios entre físico e psique são causados por diversos factores. Um destes factores é o próprio oxigénio que respiramos. Um parte deste oxigénio é transformado em radicais livres, verdadeiro veneno que temos dentro de nós, responsável por muitas doenças como o câncro, lúpus, efisema e doenças cardio-vasculares. Os radicais livres são pequenos átomos ou grupos de átomos que têm um electrão a mais na sua estrutura e que, para atingirem o seu equilíbrio, precisam 'doar' esse electrão que vai ser 'absorvido' por outras estruturas celulares do corpo. Resultados destas combinações são a destruição e morte celular.

Outros contributos para a criação destas moléculas instáveis, também chamadas de ferrugens naturais (uma vez que se dão através do processo de oxidação), são o fumo, o stress, a poluição, exposição prolongada ao sol, álcool e outros factores igualmente tóxicos.

Com o passar do tempo, o acúmulo destes factores e a presença de doenças, o sistema de defesa do nosso organismo contra os radicais livres vai-se tornando cada vez menos eficaz. É aqui que a medicina ortomolecular tem o seu papel - ao impedir que os radicais livres ganhem a batalha, procurando retardar o envelhecimento patológico, melhorando sensivelmente os rendimentos intelectuais, físicos e psicológicos.

Sabe-se, por exemplo, que um fumador gasta 25 mg de vitamina C a cada cigarrro que consome. Caso esta pessoa fume um maço por dia, estará perdendo 500 mg desta vitamina diariamente. E, hoje em dia, sabemos os inúmeros benefícios que esta vitamina proporciona, seja no combate a radicais livres, na síntese de hormônios, ou mesmo estimulando o sistema imunológico.

Assim, esta terapia faz uso de anti-oxidantes naturais para combater estes venenos no nosso corpo e também como forma de prevenção.

É importante também levar em conta a nossa memória celular. As nossas células registam memórias traumáticas, provocadas por choques eocionais, problemas de dinheiro, medos, relacionamentos, etc e esta memória genética é passada de pais para filhos trazendo um envelhecimento precoce e dispoletando diversos tipos de doenças. E desta herança genética fazem também parte as 'ferrugens naturais' dos nossos antepassados.

Antes de iniciar o tratamento, o paciente faz uma avaliação clínica e laboratorial que inclui exames de raio X do tórax, eletrocardiograma, entre outros. O mineralograma (análise dos fios de cabelo) pode mostrar aos especialistas se há excesso de minerais pesados – chumbo, alumínio, metal – no organismo do paciente. A avaliação do paciente é também feita por meio de um questionário que faz parte do curso de extensão universitária em terapia ortomolecular . As dezenas de perguntas foram elaboradas ao longo de 12 anos de pesquisas efectuadas em diferentes grupos com exames laboratoriais especializados.

Com base nos resultados, inicia-se a revitalização orgânica e, em pouco tempo, garantem os seus adeptos, sintomas de cansaço, stress, depressão, irritabilidade, fraqueza e perda de memória, desaparecem.

Este tratamento é individual e personalizado, uma vez que não existem dois seres iguais no universo. A sua aplicação varia em função da sua predisposição genética, da idade, do sexo, das particularidades de seu meio ambiente, da sua alimentação, níveis de actividade física e mental, índices de estresse, da utilização de certos medicamentos e evolução das doenças que possuir, e dependendo ainda dos resultados de exames específicos para cada pessoa.

O tratamento consiste, então, na aplicação dos minerais, vitaminas e aminoácidos directamente na pele, na região do antebraço, através de um aparelho ionizador que tem o papel de ajudar na dilatação dos poros e deixar os elementos com uma pequena carga eléctrica, facilitando o despertar do equilíbrio metabólico.

Esta é uma aplicação inteligente porque além de evitar distúrbios digestivos causados pela ingestão de comprimidos ou cápsulas, a pele absorve estes elementos pelos seus poros que funcionam como pequenas 'bocas', mas que também funcionam como uma protecção natural, ou seja, só absorve a quantidade necessária ao organismo. A partir daí torna-se uma barreira de protecção. Há quem compare a quando nos banhamos na água salgada do mar, retirando benefícios mas não sofremos uma intoxicação de iodo.

O tratamento ortomolecular pode ser aliado à homeopatia, fitoterapia, florais e aos medicamentos da medicina halopática (tradicional), tornando o organismo mais receptivo aos outros tratamentos.

Controvérsias

Existem médicos que defendem que o excesso de vitaminas é tão maléfico quanto a sua carência e por isso os terapeutas de medicina ortomolecular defendem que além da pele oferecer essa barreira natural, são feitos um sem número de exames ao paciente para que o tratamento seja individualizado.

Mas esta terapia cria controvérsia também quanto à teoria dos radicais livres.
Para o geriatra e endocrinologista Fábio Nasri, coordenador da Unidade de Diagnóstico Einstein Jardins, a teoria dos radicais livres é muito bonita do ponto de vista bioquímico mas não é aplicável clinicamente. Segundo Nasri, embora os radicais livres estejam diagnosticados numa série de doenças, não existem comprovações científicas de que sejam eles a causa. Além disso, garante o médico, as reacções dos radicais livres são muito específicas e as mediações utilizadas pela medicina ortomolecular são bastante abrangentes.

Para os defensores desta prática, a importância dos radicais livres na origem de várias doenças já é uma verdade nos meios científicos internacionais há pelo menos dez anos.

Os livros de clínica médica e bioquímica adoptados nas faculdades de medicina de todo o mundo consideram o excesso de radicais livres um factor fundamental nas lesões celulares provocadas por várias doenças.

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