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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Serotonina, saiba o que é e aprenda a controlar seu lado emocional.





Você é daquelas pessoas que sentem muita instabilidade no humor? Ou às vezes se sente desanimado, depressivo, ou até mesmo irritado ou agressivo? Talvez você não saiba, mas muitas vezes essas reações emocionais podem estar ligadas aos níveis baixos de neurotransmissores, como a serotonina.
O que é

A serotonina é um neurotransmissor liberado na sinapse e na circulação sanguínea, um processo que ocorre naturalmente no nosso corpo. Portanto não é encontrado nos alimentos, embora estes tenham um papel fundamental para que o corpo possa produzi-lo, especialmente um aminoácido chamado triptofano.

Mas para que o triptofano seja bem aproveitado pelo organismo na sinapse da serotonina, outros nutrientes são importantes como proteínas, minerais, ácidos graxos, vitaminas do complexo B e tirosina. Uma alimentação descontrolada, pode reduzir os níveis de serotonina e isso poderá afetar o humor, o apetite, o sono e até a sexualidade.

Além disso pode desencadear problemas emocionais como raiva, depressão e insônia, problemas que podem comprometer a forma que enfrentamos os desafios da vida. Para evitar isso, que tal colocar alimentos em sua dieta para garantir uma vida mais feliz e saudável e assim impulsionar o seu humor e reduzir sintomas de depressão, estresse e irritabilidade?
Alimentos que controlam as emoções
Triptofano: Leite e derivados, peru, soja e derivados, amendoim, amêndoas, ovos, carne, nozes, feijão, peixe.
Vitaminas do Complexo B: Arroz integral, frango, milho, levedura de ovos, folhas verdes, legumes, carne, nozes, ervilhas, sementes de girassol, banana, manga e aveia.
Minerais: Cálcio: Amêndoas, levedura de cerveja, folhas verdes, vegetais crucíferos, peixes com ossos, sementes de gergelim, tofu.
Magnésio: Vegetais de folhas verdes, arroz integral, gergelim, camarão, salmão.
Ácidos graxos essenciais: Ômega 3 do (óleos de peixes encontrados em cavala, salmão, sardinha, atum, óleo de noz, óleo de linhaça) e ômega 6: óleo de canola, frango, ovos, linho, óleo de semente de uva, óleo de cártamo, óleo de girassol, peru, trigo germe de óleo.
Ácido Fólico: Fígado de frango, lentilhas, feijão, feijão preto, grão de bico, laranjas, melão, morango, folhas verdes, brócolis, espinafre e aspargos
Serotonina e a balança

A serotonina é responsável por um verdadeiro equilíbrio do nosso corpo, ele pode afetar coisas inimagináveis como o apetite por exemplo. Afinal, o estresse e a ansiedade podem fazer que involuntariamente que o apetite e a gula aumente, comprometendo nosso peso.

Outra questão importante é que estudos revelaram que 90% de Serotonina é sintetizada no intestino. Não é a toa que dizem que “O intestino é nosso segundo cérebro” e portanto devemos estar mais atentos à qualidade nutricional das nossas refeições, para fornecer ao nosso cérebro, todos os nutrientes que ele precisa.

Comidas com alto índice glicêmico como massas, pães e batatas aumentam a serotonina instantaneamente, porém causa uma grande queda nos níveis de insulina e nos níveis de açúcar no sangue. Para algumas pessoas, o resultado pode ser uma verdadeira montanha russa de altos e baixos em relação ao humor.
A chave para ser feliz

Já deu para saber como a serotonina tem grande influência no nosso bem estar físico e mental. Manter o equilíbrio é a chave para ter qualidade de vida e felicidade. Além disso, a serotonina por ser uma reação química do nosso organismo, podemos obtê-la de outras formas, como atividade física ou coisas que nos traz bem estar como sexo, dançar, uma música que gostamos, estar em companhia de amigos.



Fonte:  http://www.dietaebeleza.com/

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Você é a soma de todos os seus pensamentos



Portanto, vigie o que você pensa diariamente. Pratique a autoconsciência.
O que é autoconsciência? É perceber a forma e conteúdo dos seus diálogos internos.

Anos atrás, Louise Hay (sou fã de carteirinha dela) escreveu um livro inovador, com um título que para a época, parecia mais uma ficção ou uma estratégia de marketing para vender livro de auto-ajuda - Você Pode Curar a Sua Vida

Parece ridículo essa afirmativa diante de tanta pesquisa médica de ponta em pleno século 21 com seus medicamentos e aparelhos tecnológicos que abusam da nossa paciência, mas HOJE, essa afirmação está superando todas as expectativas e deixando a medicina de calças nas mãos... muita coisa terá que ser revista na maneira como nosso organismo funciona.

Se de fato, toda a humanidade soubesse como nosso organismo funciona, as pessoas poderiam influenciar sua saúde e todos seriam livres e mais honestos com os outros e isso seria o melhor preventivo para as enfermidades clássicas.

E HOJE sabemos - e ouso dizer que temos certeza absoluta - que emoções residem fisicamente no corpo e se relacionam com as células e os tecidos de todos os órgãos.

Somos responsáveis por nosso destino, inclusive por nosso equilíbrio interno – ou seja – nossa saúde física, mental e espiritual. Se essa premissa lhe parece muito “abstrata”, entenda que hoje ela faz sentido cientificamente falando. Não há mais espaço para dúvidas.

Sou praticante e estudiosa do conceito da Meta-Medicina que se destina a explicar o mecanismo de trabalho entre os pensamentos e emoções que nos levam ao desequilíbrio e conseqüentemente as chamadas “doenças”.

Os sintomas de uma doença são significativas reações biológicas. A doença nesse caso se faz necessária para nos comunicar que estamos agindo em dissonância com o que pensamos.

Os conceitos da Física Quântica derrubaram padrões, mexeram com a realidade das coisas. O próprio Einstein, pai da teoria da Relatividade ficou espantado com a mudança de paradigma em nossa forma de ver o mundo como víamos.

Uma das frases celebre de Einstein nos faz pensar:
"A realidade é apenas uma ilusão, apesar de ser uma ilusão bastante persistente".

Estudos comprovam que a mente não diferencia a realidade daquilo que pensamos. Não existe um mundinho cá dentro de nossa cabeça e outro lá fora! Eles são os mesmos.

Colocando qualquer pessoa num aparelho de ressonância magnética e pedindo que essa pessoa observe um objeto concreto a sua frente - uma maça, por exemplo - serão iluminadas determinadas áreas no cérebro correspondentes a forma, cor, peso e dimensão, gosto (no caso de ter conhecimento desses) acusando o reconhecimento do objeto em questão.

Pedindo a mesma pessoa que IMAGINE o mesmo objeto (a mesma maça) de olhos fechados, as mesmas áreas do cérebro se iluminam novamente como se o objeto estivesse na sua frente.

Entendam o mecanismo de nosso cérebro. Cientistas descobriram que o cérebro não sabe fazer diferença entre o que é real do que é imaginário!

Tudo é realidade dentro de nosso conhecimento.
Ao termos um pesadelo podemos sentir dor, calor, falta de ar, cheiro, pressão, tudo! Sofremos com ele. Então onde está a diferença entre um pesadelo e a “realidade”?

Quando abrimos os olhos e vimos lá fora...?

Em MetaMedicina pressupõe que:

A mente, corpo e espírito fazem parte de um único sistema, um só elemento e reage de acordo com nosso meio ambiente, em uma forma sincronizada e Coerente quando em equilíbrio.

Eventos traumáticos na vida são o começo de um processo de doença. O que devemos ressaltar aqui é que: Cada momento tem um significado particular para cada INDIVIDUO. A perda de um objeto para uns pode ser infinitamente mais importante do que a perda de uma pessoa da família.

Temos que entender o grau de importância que cada um dá a cada evento em suas vidas, pois temos cultura e informação diferente.

Cada pessoa observa a vida de maneira própria, por isso cada pessoa desenvolve percepções aguçadas a determinados eventos em sua vidinha particular. Se alguém desenvolve diabetes na família e os outros membros não, é um sinal que para aquela pessoa o mesmo evento que o tirou do equilíbrio não afeta com a mesma intensidade os demais da família.

Nada tem a ver com a genética, por favor. O gene é apenas um programa que você acessa ou não. Ele não tem autonomia para rodar sem sua permissão.

O cérebro funciona como um computador contendo uma tecla, que pode iniciar um processo de doença, em qualquer órgão do corpo que corresponda a forma e conteúdo de seus pensamentos.

Em seu livro, Louise Hay enumera uma série de disfunções físicas e enfermidades, e descreve o que conecta o aspecto interior, psicológico ou psico-emocional a cada questão. 

Micróbios, bactérias, vírus e fungos são ajudantes biológicos em um processo e não a causa de uma doença.

Toda infecção é um conflito materializado.
A penetração desses agentes microscópicos não depende tanto da presença desses quanto da predisposição do corpo para admiti-los. Na medicina chama-se a isto imunidade.

O problema da in­fecção não consiste na presença de agentes - como julgam os fanáticos da esterilização - mas na faculdade de se conviver com eles.

Eles já fazem parte de seu organismo mesmo antes de você nascer. Como uma sociedade que vive paralela em nosso corpo, qualquer mudança caótica que afete o todo, pode fazer com que eles proliferem desordenadamente.

Se as nossas defesas psíquicas funcio­narem bem, o impulso não chegará à nossa consciência, per­maneceremos imunes ao desafio, mas caso você se concentre no conflito: alimentando-o literalmente - o conflito acaba assim por imobilizar to­das as nossas forças psíquicas.

A Doença é subjetiva.
Nossas crenças, valores e personalidade ajudam a decidir qual processo iniciado na seqüência de uma enfermidade diante de um choque emocional.

Onde há desenvolvimento, deve haver vida;
onde há vida, deve haver harmonia;
e onde há harmonia, deve haver saúde perfeita

Se você tem pensamentos que não estão em consonância com o princípio da harmonia interior – raiva, ódio, inveja, medo, insegurança etc - esses pensamentos aderem a você, atormentam-no, preocupam-no e, finalmente, trazem desequilíbrio interno e possivelmente a morte, se persistirem.

O que vemos como corpo físico é nada mais que o resultado final de um processo que começa com a consciência

O sintoma fala uma determinada língua, que reflete a idéia de como cada um de nós cria nossa própria realidade. Quando o sintoma é descrito a partir desse ponto de vista, o significado metafórico do sintoma se torna claro. 

Em MetaMedicina, quando estamos a ler o corpo como um mapa da consciência, nós trabalhamos com a idéia de que as tensões no corpo representam tensões na mente da pessoa sobre o que esta acontecendo em sua vida.

A doença nos torna transparente, mais verdadeiros, é impossível mentir para si e os demais. Através da autoconsciência, você pode se comunicar com todos os órgãos e todos os tecidos, e uma série de terapias são baseadas nesta comunicação. 

O interessante sobre isso é que a fraqueza geral aparece no campo energético antes que haja qualquer evidência no nível físico. Portanto, uma mudança de consciência cria uma mudança no campo da energia Mude a freqüência!

Se mudarmos nossa maneira de ser, teremos recebido a mensagem, e o sintoma não tem mais razão de ser. Se nós criamos o sintoma com uma decisão, nós também somos capazes de o libertar com uma decisão. 

Quando a tensão tem uma vida longa, ou atinge um determinado grau de intensidade, criamos um sintoma no nível físico. Novamente, o sintoma serviu para se comunicar com a pessoa através de seu corpo buscando alerta-lo para a forma como está dissonante e incoerente com sua maneira de pensar, de sua consciência. 

Somos energia aprisionada em um campo

Estudos mostram que as oscilações elétricas na pele acima do chakras estão na freqüência de até 1.600 ciclos por segundo - em contraste com 0-100 no cérebro, 225 nos músculos, e 250 no coração. Chakras são usinas de energia.

(Estudo realizado pela Dra. Valerie Hunt professor emérito na Universidade da Califórnia, resumidos no livro de Richard Gerber, Medicina Vibracional).

Cada chakra influencia os órgãos, músculos, ligamentos, veias, e todos os outros sistemas dentro de seu campo de energia. Chakras também influenciam o sistema endócrino e por isso, são fortemente envolvidos com o seu humor, personalidade e saúde em geral.

Dra Candace Pert, (autora do livro – Moléculas de emoção) pesquisadora no Departamento de Fisiologia e Biofísica na Georgetown University Medical Center, em Washington, DC, acredita que os meridianos são os caminhos que são seguidos por células do sistema imunológico fazendo um percurso na estrada anatômica.
Sábios Judeus também acreditam que há um campo de energia chamado Luz circundante (Aura) que envolve o corpo humano e que esta Luz se estende 88 cm do corpo físico e protege o corpo tal qual a camada de ozônio protege os seres vivos da radiação ultravioleta emitida pelo sol - fazendo uma analogia rápida. 

Quando nós nos comportamos com intolerância, egocentrismo, raiva, inveja, desconfiança, medo e toda gama de emoções tóxicas, para com os outros, literalmente abrem se furos enormes em torno dessa luz que nos protege, deixando nosso “mundo interno” desprotegido das agressões externas – TODAS, literalmente.

Você deve estar pensando... Mas Laura, eu NUNCA poderei ter uma emoção forte? Terei que ficar inibindo toda essa experiência? Se alguém me magoou e me feriu eu sentirei ódio, muita raiva. Devo “fingir” que está tudo bem?

Não, você não entendeu a coisa. As emoções são a base de tudo, elas nos orientam, elas nos levam, nos move ao caminho do equilíbrio. Basta entender que remar contra a correnteza nos cansa, nadar contra ondas enormes nos abate.

A natureza quer que a gente vá sempre no fluxo POSITIVO, evitando sempre que possível o fluxo NEGATIVO da maré. Há muita perda de energia, concorda?

As emoções devem ser sentidas e assimiladas com serenidade. A Raiva deve ser sentida, a dor, a angustia, o medo e assim por diante, mas o grau, a intensidade e duração que damos a esses sentimentos é que determinará o quanto poderemos ter forças para continuar “nadando”.

Temos que admitir que chegará um momento que não conseguiremos ter forças para nos manter na superfície e com toda certeza vamos afundar...

Equilíbrio é o conceito-chave no bem-estar, energia, assim como a homeostase é um conceito-chave dentro da biologia. Todos os sistemas devem ter um movimento em direção a um balanço energético, um estado de harmonia com todas as energias universais. 

A principal função da unidade de Bem-Estar diário é para ajudar no equilíbrio dos campos de energia em seu corpo.

O Ser Humano tem no sintoma tudo aquilo que lhe falta na cons­ciência
A doença obriga o Ser Humano a não abandonar o caminho da unidade e, por essa razão, a doença é o caminho da perfeição

Aprenda a ler seus sintomas, aprenda a ouvir o que seu coração diz, pois do contrário não há “cura” (isso não existe, assim como não há doenças, apenas desequilíbrio energético), nem por meio de tratamentos de última geração.

Tenha ciência de que somente você é capaz de se manter no equilíbrio não permitindo que o ambiente te afete.

Você é um ser divino e imortal e como tal, tem todo o poder de estar bem quando quiser. Pense nisso.

laura botelho
 
retirado de seu site:
http://laurabotelhoquantica.blogspot.com/
 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Hipotiroidismo: doença comum pouco diagnosticada





Fraqueza, alteração menstrual, falta de memória, desânimo, alteração do humor, irritabilidade, distúrbio do sono, prisão de ventre, queda de cabelo, cansaço, ganho de peso em mulheres acima de 40 anos: Menopausa? Depressão? Velhice? Talvez possa ser um desses diagnósticos, mas o mais provável é que se trate de mau funcionamento de tiróide, denominado de hipotireoidismo. Essa é uma doença comum que afeta 1 em 10 mulheres acima dos 40 anos, dobrando esses valor após os 60 anos. Por ser mais comum em mulheres, por vezes é o ginecologista quem faz seu diagnóstico, acreditando-se que 1 em cada 5 queixas de menopausa de fato é secundária ao hipotireoidismo e não ao climatério.
Tireóide - tiróide ou tireóide, ambos os termos são corretos - é uma glândula que localiza-se na base anterior do pescoço, abaixo do pomo de Adão (gogó), em forma de borboleta de asas abertas, que se move à deglutição. É pequena, atingindo em média 20g, mas poderosa em sua ação, pois afeta todas as células, aumentando seu metabolismo, tornando suas funções mais rápidas. Produz dois hormônios denominados de T3 e T4, pois contém respectivamente três e quatro moléculas de iodo em sua composição.
Quadro clínico - quando a tireóide diminui a produção de T3 e T4, as células do corpo progressivamente vão lentificando suas funções, e a mulher vai apresentando raciocínio lento, falta de memória, desânimo, preguiça excessiva, irritabilidade, lentidão de movimentos, prisão de ventre, alteração menstrual com fluxo aumentado e perda sangüínea por maior tempo, alteração do metabolismo dependente de proteinas com conseqüente queda de cabelos, unhas quebradiças e a pele seca e fina (pergaminácea ou tipo pergaminho), bradicardia (batimentos lentos do coração), respiração lenta, com infiltração de uma substância chamada de mucopolissacáride em todos os tecidos (denominada mixedema), induzindo ganho de peso e arritmias, falta de ar e inchaço de pernas.
Papo - O hipotireoidismo provoca aumento da glândula tireóide, aparecendo no pescoço um bócio, denominado de papo. Essa doença por vezes evolui muito lentamente, dificultando o seu diagnóstico, pois as alterações só serão evidentes depois de anos.
Quando não diagnosticado, o hipotireoidismo pode levar até ao coma, denominado coma mixedematoso, pela total lentidão generalizada do metabolismo celular.
Causas mais comuns de hipotireoidismo: inflamação da tireóide (tireoidite) por produção de anticorpos contra a glândula, chamada Tireoidite de Hashimoto, cirurgias com retirada parcial ou total da tireóide, uso inadequado de iodo (falta de iodo ou excesso em medicamentos como ancoron®, que é antiarrítmico) ou uso de iodo radioativo terapêutico.
Tratamento - é simples e eficaz: repõe-se oralmente, através de comprimidos diários, a quantidade de hormônio faltante, que deve ser tomado em jejum para sua maior absorção – assim, a doença não deve interferir com a qualidade de vida. A dose necessária é muito pontual, sendo controlada através da determinação dos hormônios no sangue circulante principalmente do TSH (hormônio estimulante da tireóide).

Profa. dra. Maria Lúcia Bueno Garcia
Médica assistente doutora do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Cocaína (dependência)

Sintomas
A cocaína aumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca e pode causar um infarto do miocárdio letal, mesmo em atletas jovens e saudáveis. Outros efeitos incluem a constipação; a lesão intestinal; o nervosismo extremo; a sensação de que algo está se movendo sob a pele (bichos da cocaína), o que é um sinal de uma possível lesão nervosa; crises convulsivas; alucinações; insônia; delírios paranóides e comportamento violento. O droga-adido pode representar um perigo para si próprio e para terceiros. Como os efeitos da cocaína duram apenas cerca de 30 minutos, o droga-adido toma doses repetidas. Para reduzir parte do extremo nervosismo causado pela cocaína, muitos droga-adidos também usam heroína ou outra substância depressora do sistema nervoso, como o álcool.

As mulheres com adição à cocaína que engravidam apresentam uma maior probabilidade de abortar, em comparação a grávidas não usuárias de drogas. Se ela não abortar, o feto poderá apresentar danos causados pela cocaína, que passa facilmente do sangue materno para o fetal. As crianças geradas por mulheres droga-adidas podem apresentar padrões de sono anormais e má coordenação. Elas podem apresentar retardo no desenvolvimento (engatinhar, andar e falar), mas isto pode ser decorrente de deficiências nutricionais, cuidados pré-natais deficientes e abuso de outras drogas por parte da mãe. 



Com o uso diário, a tolerância à cocaína ocorre rapidamente. As reações de abstinência incluem a fadiga extrema e a depressão – o oposto dos efeitos da droga. Quando o indivíduo interrompe o uso da droga, ele pode apresentar ânsias de suicídio. Após alguns dias, quando as forças físicas e mentais são recuperadas, o droga-adido pode tentar o suicídio. Como ocorre com o uso intravenoso de heroína, muitas doenças infecciosas, inclusive a hepatite e a AIDS, são transmitidas quando os adidos à cocaína compartilham agulhas não esterilizadas.
 
Diagnóstico



O uso de cocaína é evidenciado pela hiperatividade, dilatação pupilar e aumento da frequência cardíaca. A ansiedade e o comportamento errático, grandioso e hipersexual são evidentes no consumo em maior quantidade. Frequentemente, observa-se a paranóia naqueles que são encaminhados aos serviços de emergência. O consumo de cocaína pode ser confirmado por meio de exames de urina e de sangue.

Fonte:http://www.msd-brazil.com/msdbrazil/patients/manual_Merck/mm_sec7_92.html

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A paz reside nos intestinos






Por Dr. Alberto Gonzalez
O sistema digestivo, após uma refeição, usa de todos os recursos para obter os nutrientes que irão sustentar a vida. Basicamente são: enzimas que degradam gorduras, proteínas e carboidratos, ácidos e bases para 'digerir' grandes moléculas, emulsificantes, quelantes, um verdadeiro laboratório bioquímico, à nossa disposição. Tudo funcionando naturalmente, permitindo que aquilo que usamos como alimento possa ser transformado em nutrição e energia. 
O tubo digestivo deve ter a capacidade de selecionar o que é bom (nutrição) e o que é ruim (excreção). Defender-se de um intruso com más intenções, e manter os que pegam carona e nos ajudam: das bactérias. São em média um quatrilhão de bactérias que, dependendo da alimentação, podem ser grandes amigas ou grandes inimigas da saúde.
Para manter essa enorme população de bactérias, nem sempre pacíficas, as paredes do tubo digestivo contam com a maior massa de tecido do corpo humano: o sistema de células M e as placas de Peyer. Esse sistema imunológico pode identificar e destruir microorganismos e moléculas que não nos servem ou selecionar e absorver moléculas complexas que sejam necessárias à economia e saúde do organismo.

Os processos digestório e imunológico permitem a absorção de enzimas da dieta, e podem neutralizar e destruir bactérias nocivas ou relacionar-se diplomaticamente com elas, e até dar suporte a populações de bactérias benéficas.
Se ingerirmos alimentos cozidos antes de um exame de sangue (café com leite e pão com manteiga por exemplo), nosso corpo iniciará uma resposta imune que eleva a contagem de glóbulos brancos a um valor parecido ao de uma apendicite aguda. Essa resposta orgânica é chamada de leucocitose digestiva. É por isso que os laboratórios pedem sempre que se fique em jejum antes de um exame de sangue. Esse fato, entretanto, não ocorre após a ingestão de alimentos crus.

As bactérias podem gerar efeitos diametralmente opostos na nutrição e vitalidade, dependendo do seu gênero:
• Benéficas: trabalharão incessantemente fermentando, degradando, digerindo, produzindo vitaminas (como as do complexo B), interferon (o mais potente remédio contra os vírus), antioxidantes, degradando colesterol nocivo e mantendo nosso sistema imune estável, saudável e ativo.
Elas se nutrem basicamente de fibras e alimentos de origem vegetal, principalmente os íntegros,  maduros e frescos, ou seja, não refinados, cozidos, fritos, aditivados ou congelados.
• Nocivas: trabalharão incessantemente produzindo colesterol nocivo, enterotoxinas, produtos carcinogênicos e imunodepressores, radicais livres e tornando o sistema imune instável, deprimido e auto-agressivo.
Elas se nutrem de alimentos industrializados e vazios de nutrientes, açúcar, refinado( sacarose), farinhas e amidos refinados, aditivos sintéticos, produtos de origem animal.

Anatomia inteligente dos intestinos
Apesar de ocupar um pequeno espaço dentro do abdomen, as pregas intestinais fazem com que a área do intestino aumente 3 vezes. Um aumento adicional de sete a dez vezes é garantido por centenas de milhares de pregas minúsculas: as vilosidades. E, ainda por cima, dentro das vilosidades, na borda das células intestinais, estão as microvilosidades (bordas em escova) que fazem essa área aumentar mais 15 a 40 vezes. E é nesses recantos que as bactérias habitam mas, a qualidade delas determina a nossa saúde.
Hipócrates afirmava em 400 a.C. que somos aquilo que comemos. Verdade absoluta, mas hoje a ciência da probiótica deixa claro que: Somos o que temos de bactérias em nosso intestino.
Os alimentos cozidos, irradiados, embutidos, os açúcares e as gorduras saturadas são os alimentos prediletos de bactérias hostis. Alimentando-se assim, mantemos em nosso intestino um viveiro de serpentes venenosas, que transformam tudo o que aparece em toxinas fortíssimas e degradam substâncias presentes nessa forma de dieta, em produtos que fabricam o câncer, podendo agir diretamente na parede do intestino ou ser absorvidos, gerando um enorme problema para nosso corpo se livrar. Causa surpresa que esses alimentos sejam considerados inofensivos pela Saúde Pública.
Michael Gershon, um eminente pesquisador americano, publicou em 2002 o livro O segundo cérebro. Simultaneamente, no Brasil, foi publicado pelo Dr. Helion Póvoa o livro 

O cérebro desconhecido:
Nosso tubo digestivo, feioso, na obscuridade abdominal, capaz de produzir puns e coco, é na verdade um cérebro sensível, pensante, emocionável, irritável, magoável. Além de ter memória emocional, é capaz de emitir sinais transmissores sutis ao cérebro branquinho e chique lá de cima, na cabeça.

Assim, o que temos nos intestinos pode influenciar nosso pensamento e felicidade. De forma análoga, a ciência comprovou que o uso de tranquilizantes ou terapia pode fazer uma pessoa melhorar no âmbito psicológico, mas se nada mudar na alimentação, os intestinos desses mesmos indivíduos continuarão a apresentar suas próprias psiconeuroses.
Existem milhões de neurônios no tubo digestivo, fazendo-o senhor de seu próprio controle, e há relativamente poucas conexões com o sistema nervoso central, além das fibras vagais. 

O que é mais surpreendente ainda: se fossem desligados de vez todos esses circuitos integrativos, ainda assim o tubo digestivo seria capaz de funcionar com algum grau de coordenação. Segundo Gershon, "a voz do cérebro certamente se faz ouvir no intestino, mas não em linha direta com todos os membros da congregação entérica”. Esse e outros fatos comprovados pela ciência levaram os fisiologistas a determinar o que hoje se denomina de "divisão entérica" do sistema nervoso, ou seja, a parte do sistema nervoso relativa especificamente aos intestinos.
O tubo digestivo tem importantes efeitos sobre o comportamento humano. E um complexo computador de informações do ambiente que pode harmonizar-se com o hospedeiro ou rebelar-se contra ele.


O maior mediador do pensamento, a serotonina, tem 95% de sua produção nos intestinos.
Se considerarmos ainda que os intestinos possuem funções de regulação de todas as glândulas do corpo, que é estratégico para a formação do sangue, que é a base de nossa imunidade, e a origem de nossa alegria interior e bem-estar, poderemos afirmar: A paz começa nos intestinos.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Por que adoecemos?

 


 
Quando ficamos doentes pensamos em nos curarmos e nem sequer pensamos nos motivos que nos levaram a tal
doença, mas é muito importante entender as motivações que nos fazem adoecer. Afinal, por que adoecemos? Essa com certeza não é uma resposta fácil de ser respondida, mas as pessoas adoecem porque têm necessidade de adoecer, ainda que inconsciente, por mais difícil que seja aceitar esse fato. Por que haveria a necessidade para o adoecer? Vamos analisar alguns fatores desencadeantes do adoecer:
- fuga
- incapacidade de expressar as emoções
- desejo de autopunição
- necessidade de atenção (muito comum em crianças e idosos)
- estresse
- Fuga:
A doença pode ser uma válvula de escape dos conflitos emocionais. De alguma forma, ao adoecer somos obrigados a nos retirar da rotina para buscar a cura, é como se fosse uma maneira de nos cuidarmos, e que muitos deixam esse importante quesito para a manutenção da saúde em segundo plano. Por exemplo, o caso de um empresário que sofre um infarto quando se depara com a falência de sua empresa. Muitas vezes a doença pode ser mais destrutiva que a agressão original, mas que naquele momento não foi mais possível suportar. Se a pessoa se encontra num momento de fragilidade, ou seja, sem mecanismos de defesa, mais facilmente ela adoecerá. O mais indicado é não negar o sofrimento ou o conflito pelo qual se passa, mas nem sempre a própria pessoa consegue identificar o que sente. A dor tem que ser sentida e esgotada, pois só assim será superada.

- Incapacidade de expressar as emoções:
A incapacidade de expressar as emoções é um fator importante na origem das doenças orgânicas. Em nossa sociedade, apesar de que nos últimos anos, felizmente, está realidade tem mudado, não há espaço para manifestações de afeto, exteriorização das emoções ou do sofrimento psíquico. Em nossa cultura é muito mais aceitável, por exemplo, uma justificativa pela ausência da pessoa no trabalho, em função de alguma doença física do que por alguma dificuldade emocional. É mais aceitável um enfarte, onde todos ficam comovidos e preocupados; do que uma depressão, ou outro sofrimento psíquico, que geralmente é visto como frescura. Claro que isso acontece muito mais em função da falta de conhecimento, da ignorância, do que pelo fato em si. Essa postura intolerante diante do sofrimento psicológico fica evidente no comportamento de algumas pessoas que convivemos. A doença física parece ser mais merecedora de atenção e cuidados do que aquele que sofre sem apresentar alterações orgânicas. Isso faz com que muitas pessoas tenham vergonha de sua dor psíquica, não tendo muitas vezes, espaço nem coragem, para expressar seu sofrimento, escolhendo assim, ainda que inconscientemente, a expressão pelo físico.

Como no exemplo citado do empresário, diante das dificuldades e não suportando seu sofrimento e angústia, ao sofrer um infarto, ele sabe que todos lhe darão amparo e cuidados; mas se ele se colocasse a chorar e lamentar-se por sua dor, poderia receber desprezo e ser visto como alguém fraco.
É comprovado que as pessoas que suportam suas dores sozinhas adoecem com maior freqüência e de maneira mais grave que aquelas que verbalizam suas dores. Algumas pessoas criam dentro de si verdadeiras prisões emocionais. A incapacidade de comunicar com palavras seus sentimentos faz com que o corpo expresse esses sentimentos, ou seja, o adoecer é a forma inconsciente de mostramos nosso sofrimento de uma maneira mais aceitável ou quando não conseguimos fazê-lo de outra maneira.

- Autopunição:
A autopunição surge para aliviar a ansiedade causada por um sentimento de culpa, derivado de um comportamento real ou imaginário, onde a pessoa se agride internamente. São pessoas que inconscientemente se sentem culpadas e merecedoras de castigo. Geralmente com a culpa, sempre vem a autopunição.
Quando há um conflito, mesmo que não tenhamos consciência de sua existência, será motivo de muito sofrimento, e se não for adequadamente resolvido, resultará em um estado de desequilíbrio do organismo a que chamamos doença. Como nem sempre conseguimos modificar a realidade, temos que nos adaptarmos a ela. Esse processo de adaptação não ocorre impunemente. Os meios que nossa psique lança mão para controlar o conflito são através dos mecanismos de defesa, que podemos entender como válvulas de escape de uma panela de pressão, que se não existirem, a panela explode. A explosão seria a doença, pois nem sempre os mecanismos de defesa conseguem ser eficazes.

- Necessidade de atenção:
A doença surge como uma forma de obter atenção, principalmente em crianças e idosos.
A opção pelo adoecer se faz pelo que chamamos de ganhos secundários. Para muitas pessoas a doença e o repouso na cama satisfazem suas necessidades de dependência, e até de descanso, como o ambiente hospitalar, que oferecem a oportunidade de satisfação parcial ao serem alimentados, cuidados e protegidos no mundo exterior. Ou as visitas constantes ao médico, tendo que as ouça e lhes dê um pouco de atenção, principalmente entre os idosos.

Se quando crianças ficávamos doentes e éramos atendidos, quando adultos podemos relacionar ficar doente com obter atenção, buscando preencher as carências e necessidades. Quando ficamos doentes não ficamos mais carentes de atenção, colo, carinho? Isso acontece porque um dos mecanismos de defesa muito comum durante a doença é a regressão, onde passamos a ter comportamentos próprios da infância. A regressão significa uma dificuldade em enfrentar ou controlar as situações de conflito. É como se, voltando a agir como criança, desistíssemos de lutar e nos entregamos aos cuidados dos outros.

- Estresse:
O estresse é um conjunto de reações que o organismo desenvolve quando submetido a uma situação que exige esforço para sua adaptação. É uma tensão emocional constante e quando essa tensão se torna intensa e prolongada, poderá haver falha nos mecanismos de defesa e surge a doença.
A expressão corporal constitui o primeiro e mais primitivo meio de comunicação e de defesa que o ser humano dispõe, principalmente nos momentos que as defesas estejam bloqueadas.
A vinculação entre estado psicológico e baixa das defesas do organismo baseiam-se nas alterações orgânicas que as situações do estresse provocam: maior produção de cortisona (hormônio produzido pelas supra-renais), que ocorre nessas situações, levaria à maior destruição das células de defesa do organismo. A relação entre o estado psicológico e as doenças não ocorre apenas nas situações de estresse, mas também de tristeza, ou toda sobrecarga de tensão emocional.

Diante do exposto acima, podemos perceber que as origens das doenças podem ser muitas, mas se analisarmos mais profundamente podemos perceber que a necessidade de adoecer está sempre relacionada com a falta de amor a si mesmo, e a necessidade desesperada de reconhecimento e atenção do mundo exterior. E ainda mais, percebemos como é importante expressarmos nossas emoções!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A MAIOR DOR DO MUNDO




Faça de tudo para não decepcionar alguém e também não espere muito das pessoas para não se decepcionar, porque não existe dor maior no mundo  M.Silva

"A dor maior do mundo é ter que passar o dia num velório, ter que ver um caixão entrar na sala e saber que é ela lá dentro, ter que ver o mesmo caixão descer na terra e ser coberto e ter que se controlar pra não se jogar junto. A dor maior do mundo é isso: é ouvir a voz dela na minha cabeça 24h por dia e saber que nunca mais vou ouvir essa voz nos meus ouvidos; é não poder abraçar ela, beijar ela, bater na bunda dela, apertar o nariz dela; é dormir e descobrir que a minha cama (nossa cama) é enooorme sem ela e que é horrível não levar nenhum tapa, nenhum chute e não ouvir nenhuma fungada durante a noite; é colocar o porta retrato dela pra dormir; é colocar só 4 lugares na mesa; é assistir um filme e ter uma crise de choro pq ela não viu e não vai poder ver; é lembrar dela em tudo e ver que não existe um futuro para nós; é não ter com quem dançar gafieira e thriller, não ter com quem jogar stop, pega-varetas, adedanha; é não ter com quem ser criança; é não ter graça pra mais ninguém e perceber que só ela ria das minhas besteiras; é não ter quem sente na minha barriga qdo a cólica é forte; é não ter quem tente me ensinar a dançar axé.... É tudo isso e muito mais.

Cura? Não há. Não tem remédio, tratamento, cirurgia, nada. A dor maior do mundo é pra sempre, te acompanha, diminui e aumenta, mas vai estar sempre em você."


Autor: desconhecido
mas uma pessoa que sentiu realmente, uma dor maior quer o mundo, que não para de doer,

.... e você que sofre, e se quer matar e desistir de tudo, pense, pense sempre e tenha sempre em mente

Há sempre alguém que o ama muito (mesmo que você não saiba) e vai sofrer (morrer em vida) porque você desistiu de SI !!!


LUTE, por favor, a vida dá sempre muitas VOLTAS!!


ANaluz

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Por que adoecemos?

Psicossomática IV: Por que adoecemos?















Quando ficamos doentes pensamos em nos curarmos e nem sequer pensamos nos motivos que nos levaram a tal doença, mas é muito importante entender as motivações que nos fazem adoecer. Afinal, por que adoecemos? Essa com certeza não é uma resposta fácil de ser respondida, mas as pessoas adoecem porque têm necessidade de adoecer, ainda que inconsciente, por mais difícil que seja aceitar esse fato. Por que haveria a necessidade para o adoecer? Vamos analisar alguns fatores desencadeantes do adoecer:
- fuga
- incapacidade de expressar as emoções
- desejo de autopunição
- necessidade de atenção (muito comum em crianças e idosos)
- estresse

- Fuga:
A doença pode ser uma válvula de escape dos conflitos emocionais. De alguma forma, ao adoecer somos "obrigados" a nos retirar da rotina para buscar a cura, é como se fosse uma maneira de nos cuidarmos, e que muitos deixam esse importante quesito para a manutenção da saúde em segundo plano. Por exemplo, o caso de um empresário que sofre um infarto quando se depara com a falência de sua empresa. Muitas vezes a doença pode ser mais destrutiva que a agressão original, mas que naquele momento não foi mais possível suportar. Se a pessoa se encontra num momento de fragilidade, ou seja, sem mecanismos de defesa, mais facilmente ela adoecerá. O mais indicado é não negar o sofrimento ou o conflito pelo qual se passa, mas nem sempre a própria pessoa consegue identificar o que sente. A dor tem que ser sentida e esgotada, pois só assim será superada.

- Incapacidade de expressar as emoções:
A incapacidade de expressar as emoções é um fator importante na origem das doenças orgânicas. Em nossa sociedade, apesar de que nos últimos anos, felizmente, está realidade tem mudado, não há espaço para manifestações de afeto, exteriorização das emoções ou do sofrimento psíquico. Em nossa cultura é muito mais aceitável, por exemplo, uma justificativa pela ausência da pessoa no trabalho, em função de alguma doença física do que por alguma dificuldade emocional. É mais aceitável um enfarte, onde todos ficam comovidos e preocupados; do que uma depressão, ou outro sofrimento psíquico, que geralmente é visto como "frescura". Claro que isso acontece muito mais em função da falta de conhecimento, da ignorância, do que pelo fato em si. Essa postura intolerante diante do sofrimento psicológico fica evidente no comportamento de algumas pessoas que convivemos. A doença física parece ser mais merecedora de atenção e cuidados do que aquele que sofre sem apresentar alterações orgânicas. Isso faz com que muitas pessoas tenham vergonha de sua dor psíquica, não tendo muitas vezes, espaço nem coragem, para expressar seu sofrimento, escolhendo assim, ainda que inconscientemente, a expressão pelo físico.

Como no exemplo citado do empresário, diante das dificuldades e não suportando seu sofrimento e angústia, ao sofrer um infarto, ele sabe que todos lhe darão amparo e cuidados; mas se ele se colocasse a chorar e lamentar-se por sua dor, poderia receber desprezo e ser visto como alguém fraco.
É comprovado que as pessoas que suportam suas dores sozinhas adoecem com maior freqüência e de maneira mais grave que aquelas que verbalizam suas dores. Algumas pessoas criam dentro de si verdadeiras prisões emocionais. A incapacidade de comunicar com palavras seus sentimentos faz com que o corpo expresse esses sentimentos, ou seja, o adoecer é a forma inconsciente de mostramos nosso sofrimento de uma maneira mais aceitável ou quando não conseguimos fazê-lo de outra maneira.

- Autopunição:
A autopunição surge para aliviar a ansiedade causada por um sentimento de culpa, derivado de um comportamento real ou imaginário, onde a pessoa se agride internamente. São pessoas que inconscientemente se sentem culpadas e merecedoras de castigo. Geralmente com a culpa, sempre vem a autopunição.
Quando há um conflito, mesmo que não tenhamos consciência de sua existência, será motivo de muito sofrimento, e se não for adequadamente resolvido, resultará em um estado de desequilíbrio do organismo a que chamamos doença. Como nem sempre conseguimos modificar a realidade, temos que nos adaptarmos a ela. Esse processo de adaptação não ocorre impunemente. Os meios que nossa psique lança mão para controlar o conflito são através dos mecanismos de defesa, que podemos entender como válvulas de escape de uma panela de pressão, que se não existirem, a panela explode. A explosão seria a doença, pois nem sempre os mecanismos de defesa conseguem ser eficazes.

- Necessidade de atenção:
A doença surge como uma forma de obter atenção, principalmente em crianças e idosos.
A opção pelo adoecer se faz pelo que chamamos de ganhos secundários. Para muitas pessoas a doença e o repouso na cama satisfazem suas necessidades de dependência, e até de descanso, como o ambiente hospitalar, que oferecem a oportunidade de satisfação parcial ao serem alimentados, cuidados e protegidos no mundo exterior. Ou as visitas constantes ao médico, tendo que as ouça e lhes dê um pouco de atenção, principalmente entre os idosos.

Se quando crianças ficávamos doentes e éramos atendidos, quando adultos podemos relacionar ficar doente com obter atenção, buscando preencher as carências e necessidades. Quando ficamos doentes não ficamos mais carentes de atenção, colo, carinho? Isso acontece porque um dos mecanismos de defesa muito comum durante a doença é a regressão, onde passamos a ter comportamentos próprios da infância. A regressão significa uma dificuldade em enfrentar ou controlar as situações de conflito. É como se, voltando a agir como criança, desistíssemos de lutar e nos entregamos aos cuidados dos outros.

- Estresse:
O estresse é um conjunto de reações que o organismo desenvolve quando submetido a uma situação que exige esforço para sua adaptação. É uma tensão emocional constante e quando essa tensão se torna intensa e prolongada, poderá haver falha nos mecanismos de defesa e surge a doença.
A expressão corporal constitui o primeiro e mais primitivo meio de comunicação e de defesa que o ser humano dispõe, principalmente nos momentos que as defesas estejam bloqueadas.
A vinculação entre estado psicológico e baixa das defesas do organismo baseiam-se nas alterações orgânicas que as situações do estresse provocam: maior produção de cortisona (hormônio produzido pelas supra-renais), que ocorre nessas situações, levaria à maior destruição das células de defesa do organismo. A relação entre o estado psicológico e as doenças não ocorre apenas nas situações de estresse, mas também de tristeza, ou toda sobrecarga de tensão emocional.

Diante do exposto acima, podemos perceber que as origens das doenças podem ser muitas, mas se analisarmos mais profundamente podemos perceber que a necessidade de adoecer está sempre relacionada com a falta de amor a si mesmo, e a necessidade desesperada de reconhecimento e atenção do mundo exterior. E ainda mais, percebemos como é importante expressarmos nossas emoções!

Rosemaire Zago

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