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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Perturbações somatoformes - somatização

 

 


As perturbações somatoformes englobam várias perturbações psiquiátricas nas quais as pessoas referem sintomas físicos mas negam ter problemas psiquiátricos.
«Perturbação somatoforme» é um termo relativamente novo que se aplica ao que muita gente denomina «perturbação psicossomática». Nas perturbações somatoformes, os sintomas físicos ou a sua gravidade e duração não podem ser explicados por nenhuma doença orgânica subjacente. As perturbações somatoformes incluem a perturbação de somatização, a perturbação de conversão e a hipocondria.
Os psiquiatras diferem consideravelmente nas suas opiniões acerca do valor e da validade do uso destas categorias de diagnóstico. No entanto, esta distinção das diferentes perturbações somatoformes proporcionou aos psiquiatras um meio para descrever a ampla variedade de sintomas que estes doentes apresentam e para diferenciar as perturbações na base destas descrições. As descrições cuidadosas podem ajudar os psiquiatras a ordenar as diferentes perturbações, que assim podem ser mais bem estudadas cientificamente.

As perturbações somatoformes, geralmente, não têm uma explicação clara. Os doentes com uma perturbação somatoforme podem ser muito diferentes entre si. Devido a não se saber bem porquê nem como é que as pessoas desenvolvem a sua sintomatologia, não há modelos de tratamento específicos e consensuais.

Somatização

A somatização é uma doença crónica e grave caracterizada pela presença de muitos sintomas físicos, em particular de uma combinação de dor e de sintomas das esferas gastrointestinal, sexual e neurológica.
As causas da somatização são desconhecidas. Ela é apresentada frequentemente como uma característica familiar. As pessoas com essa perturbação tendem também a ter perturbações da personalidade caracterizadas por egocentrismo (personalidade narcisista) e por uma dependência exagerada dos outros (personalidade dependente). 
Os sintomas aparecem pela primeira vez na adolescência ou cedo na idade adulta e crê-se que ocorrem predominantemente nas mulheres. Os familiares do sexo masculino das mulheres com esta perturbação tendem a ter uma alta incidência de comportamento socialmente inapropriado e de alcoolismo.

Sintomas
Uma pessoa com somatização apresenta muitas queixas difusas de carácter físico. Embora possa afectar qualquer parte do corpo, os sintomas exprimem-se mais frequentemente como dores de cabeça, náuseas e vómitos, dor abdominal, menstruações dolorosas, cansaço, perdas de consciência, relações sexuais dolorosas e perda do desejo sexual. Embora os sintomas costumem ser primariamente físicos, também podem referir ansiedade e depressão. As pessoas com somatização descrevem os seus sintomas de um modo dramático e emotivo, referindo-se-lhes frequentemente como «insuportáveis», «indescritíveis» ou «o pior imaginável».

Estas pessoas mostram uma extrema dependência nas suas relações sociais. Pedem cada vez mais ajuda e apoio emocional e podem enfurecer-se quando sentem que não lhes satisfazem as suas necessidades. São muitas vezes descritos como exibicionistas e sedutores. Numa tentativa de manipular os outros, podem ameaçar suicidar-se ou inclusive tentá-lo. Estão frequentemente descontentes com a assistência médica que recebem e saltam de um médico para outro.

Os sintomas físicos parecem ser um modo de pedir ajuda e atenção. A intensidade e a persistência dos sintomas reflectem o desejo intenso da pessoa de ser atendida em cada um dos aspectos da sua vida. 

Os sintomas também parecem servir outros propósitos, como permitir que a pessoa iluda as responsabilidades da vida adulta. Os sintomas tendem a ser incómodos e impedem a pessoa de se envolver em projectos atractivos, o que sugere que também sofre de sentimentos de incapacidade e de culpabilidade. Os sintomas impedem o prazer e, simultaneamente, actuam como castigo. 

Diagnóstico
As pessoas com somatização não estão conscientes de que o seu problema é basicamente psicológico e por isso pressionam os seus médicos para que lhes façam estudos diagnósticos e tratamentos. O médico vê-se obrigado a efectuar muitos exames físicos e análises para determinar se a pessoa tem uma perturbação física que explique os sintomas. As interconsultas com especialistas são frequentes, mesmo quando a pessoa tenha desenvolvido uma relação razoavelmente satisfatória com o seu médico.
Uma vez que o médico determina que a alteração é psicológica, a somatização pode ser distinguida de outras perturbações psiquiátricas semelhantes pela sua grande quantidade de sintomas e pela sua tendência a persistir durante muitos anos. Ao diagnóstico juntam-se a natureza dramática das queixas e um comportamento exibicionista, dependente, manipulador e, às vezes, suicida.

Prognóstico e tratamento
A somatização tende a flutuar na sua gravidade, mas persiste toda a vida. É rara a remissão completa dos sintomas durante longos períodos. Algumas pessoas tornam-se mais manifestamente deprimidas com o passar dos anos e as suas referências ao suicídio tornam-se mais ameaçadoras. O suicídio é um risco real.
O tratamento é extremamente difícil. As pessoas com perturbações de somatização tendem a ter sentimentos de frustração e a encolerizar-se diante de qualquer sugestão referente ao carácter psicológico dos seus sintomas. Portanto, os médicos não podem tratar o problema directamente como de ordem psicológica, embora reconhecendo-o como tal. Os medicamentos não são de grande ajuda e inclusive, ainda que a pessoa vá a uma consulta psiquiátrica, as técnicas de psicoterapia específicas têm poucas possibilidades de êxito. 

De um modo geral, o melhor tratamento é uma relação médico-doente relaxada, firme e de apoio, onde o médico oferece alívio somático e protege a pessoa de possíveis procedimentos diagnósticos ou terapêuticos muito dispendiosos e possivelmente perigosos. No entanto, o médico deve permanecer atento à possibilidade de a pessoa desenvolver uma doença orgânica.

Dependência e toxicomania



A dependência é a actividade compulsiva e a implicação excessiva numa actividade específica. A actividade pode ser o jogo ou pode referir-se ao uso de praticamente qualquer substância, como uma droga. As drogas podem causar dependência psicológica ou então dependência psicológica e física.
A dependência psicológica baseia-se no desejo de continuar a tomar uma droga por prazer ou para reduzir a tensão e evitar um mal-estar. As drogas que produzem dependência psicológica actuam no cérebro e têm um ou mais dos seguintes efeitos:
  • Reduzir a ansiedade e a tensão.
  • Causar alegria, euforia ou outras alterações aprazíveis do humor.
  • Provocar a sensação de aumento da capacidade mental e física.
  • Alterar a percepção.
A dependência psicológica pode ser muito poderosa e difícil de superar. É particularmente frequente com as drogas que alteram o humor (e as sensações) e que afectam o sistema nervoso central.
Para os dependentes, a actividade relacionada com as drogas chega a ser uma parte tão grande da sua vida diária que a dependência interfere, geralmente, com a capacidade de trabalhar, de estudar ou de se relacionar normalmente com a família e os amigos. Na dependência grave, os pensamentos e as actividades do dependente são dirigidos predominantemente para a obtenção e consumo da droga. Um dependente pode manipular, mentir e roubar para satisfazer a sua dependência. Os dependentes têm dificuldade em abandonar a droga e muitas vezes retomam-na depois de períodos de abstinência.
Algumas drogas causam dependência física, mas esta não se acompanha sempre de dependência psicológica. Com as drogas que causam dependência física, o corpo adapta-se quando se utilizam de modo contínuo, conduzindo à tolerância e à síndroma de abstinência quando se deixa de consumir. A tolerância é a necessidade de aumentar progressivamente a dose de uma droga para reproduzir o efeito originariamente alcançado por doses menores. A síndroma de abstinência ocorre quando se deixa de tomar a droga ou quando os efeitos desta são bloqueados por um antagonista. Uma pessoa com a síndroma de abstinência sente-se doente e pode ter muitos sintomas, como dor de cabeça, diarreia ou tremores. A abstinência pode provocar uma doença grave e inclusive pôr a vida em risco.


O abuso de drogas implica mais que a acção fisiológica das drogas. Por exemplo, as pessoas com cancro, cuja dor se trata com opiáceos como a morfina durante meses ou anos, quase nunca se tornam dependentes de narcóticos, embora possam desenvolver uma dependência física. Isto é, o abuso de drogas é um conceito definido principalmente por comportamentos disfuncionais e pela reprovação social. Quase todas as sociedades, ao longo da sua história conhecida, autorizaram o uso de fármacos psicoactivos, incluindo os considerados prejudiciais. As substâncias que alteram o humor, como o álcool e os cogumelos alucinogéneos, desempenham um papel importante em alguns rituais religiosos. Algumas sociedades aceitam substâncias que outras não permitem. As sociedades podem admitir uma substância e posteriormente rejeitá-la.
Em alguns países, o termo médico «abuso de substâncias»refere-se à disfunção e à desadaptação que o uso de drogas implica, mas não à dependência. Habitualmente, o abuso de drogas é a experimentação e o uso para a própria satisfação de drogas ilegais, o uso de fármacos legais não prescritos pelo médico para aliviar problemas ou sintomas e o uso de drogas até à dependência. O uso de drogas acontece em todos os grupos socioeconómicos e afecta tanto as pessoas de elevado nível cultural e profissional como pessoas com baixo nível de estudos e sem emprego.
Embora o abuso de drogas tenha efeitos poderosos, o humor do dependente e o ambiente onde se toma a droga influem significativamente no seu efeito. Por exemplo, uma pessoa que se sente triste antes de beber álcool pode ficar mais triste à medida que o álcool fizer efeito. A mesma pessoa pode estar alegre quando bebe com os amigos que se alegram sob os efeitos do álcool. Não é possível prever qual vai ser o efeito de uma droga para cada pessoa e em cada situação.
Como se desenvolve a dependência de uma droga é uma questão complexa e não esclarecida. O processo é influenciado pela composição química da droga, pelos seus efeitos, pela personalidade do dependente e por outras condicionantes predisponentes, como a hereditariedade e a pressão social. Em particular, a progressão desde a experimentação até ao uso ocasional e depois desde a tolerância até à dependência é pouco conhecida. As pessoas com um elevado risco de dependência baseado na sua história familiar não demonstraram ter diferenças biológicas ou psicológicas na forma de responder às drogas, embora alguns estudos indiquem que os alcoólicos possam ter geneticamente uma resposta diminuída aos efeitos do álcool.
Prestou-se muita atenção à chamada personalidade dependente. Os dependentes têm muitas vezes uma baixa auto-estima, são imaturos, facilmente frustráveis e têm dificuldade em resolver problemas pessoais e relacionar-se com pessoas do sexo contrário. Os dependentes podem tentar escapar à realidade e foram descritos como temerosos, introvertidos e deprimidos. Alguns têm uma história de repetidas tentativas de suicídio ou de auto-agressões. Foram descritos como personalidades dependentes, que tentam encontrar um apoio nas suas relações e que têm problemas para cuidar deles próprios. Outros mostram uma raiva manifesta e inconsciente e uma expressão sexual incontrolada; podem usar as drogas para controlar o seu comportamento. No entanto, a evidência sugere que, em geral, estes sinais emergem como resultado de uma dependência a longo prazo e não são necessariamente o resultado do abuso de drogas.
Por vezes, os familiares ou os amigos podem comportar-se de um modo que permite ao dependente continuar a abusar das drogas ou do álcool; estas pessoas são consideradas co-dependentes (também chamadas facilitadoras). Os co-dependentes podem chamar doente ao dependente ou criar desculpas para o comportamento da pessoa. Por exemplo, um amigo pode dizer: «O Pedro não tinha intenção de atravessar a parede com o punho; estava simplesmente um pouco aborrecido, porque o bar não tinha a sua cerveja favorita.» O co-dependente pode suplicar ao dependente que deixe de tomar as drogas ou o álcool, mas raramente faz algo mais para o ajudar a alterar o seu comportamento.
Um familiar ou amigo que se preocupe deverá animar o dependente a deixar de tomar drogas e a entrar num programa de tratamento. Se o dependente renunciar a procurar ajuda, o familiar ou o amigo pode, em certos casos, ameaçá-lo de deixar de estar em contacto com ele. Tal atitude parece cruel, mas pode ser coordenada com a intervenção guiada de um profissional. Este pode ser um método de convencer o dependente de que deve efectuar alterações no seu comportamento.
Uma mulher dependente grávida expõe o seu feto à droga. Muitas vezes, aquela receia admitir aos médicos e aos enfermeiros que está a abusar das drogas e do álcool. O feto pode tornar-se fisicamente dependente. Pouco depois do parto, o recém-nascido pode sofrer a síndroma de abstinência, sobretudo se os médicos e os enfermeiros não foram informados da dependência da sua mãe. As crianças que sobrevivem à abstinência podem ter muitos outros problemas.
Finalmente, outra grande preocupação relativamente a qualquer droga ilegal é que nem sempre é o que pretende ser. Não existe controlo de qualidade com as drogas ilegais e a má qualidade (grandes variações nos graus de potência ou inclusive adulteração) representa um perigo acrescentado ao seu uso.


Fármacos que podem produzir dependência
Fármaco Dependência psicológica Dependência física
Depressores (diminuidores)
Álcool Sim Sim
Narcóticos Sim Sim
Indutores do sono (hipnóticos) Sim Sim
Benzodiazepinas (fármacos contra a ansiedade) Sim Sim
Solventes voláteis Sim Possivelmente
Nitritos voláteis Possivelmente Provavelmente não
Estimulantes (aumentadores)
Anfetamina Sim Sim
Metanfetamina (speed) Sim Sim
Metilendioxi-metanfetamina ( MDMA, ecstasy, adão) Sim Sim
Cocaína Sim Sim
2-5-dimetoxi-4-metilanfetamina (DOM, STP) Sim Sim
Fenciclidina (PCP, pó-de-anjo) Sim Sim
Alucinogéneos
Dietilamida do ácido lisérgico (LSD) Sim Possivelmente
Marijuana Sim Possivelmente
Mescalina Sim Possivelmente
Psilocibina Sim Possivelmente




Comportamento suicida



O comportamento suicida abrange os gestos suicidas, as tentativas de suicídio e o suicídio consumado. Os planos de suicídio e as acções que têm poucas possibilidades de levar à morte são chamados gestos suicidas. As acções suicidas com intenção de morte, mas que não atingem o seu propósito, chamam-se tentativas de suicídio. Algumas pessoas que tentam suicidar-se são descobertas a tempo e salvas. Outras pessoas que tentam suicidar-se têm sentimentos contraditórios acerca da morte e a tentativa pode falhar, porque é, na realidade, um pedido de ajuda combinado com um forte desejo de viver. Finalmente, um suicídio consumado tem como resultado a morte. Todos os pensamentos e os comportamentos suicidas, quer se trate de gestos, quer de tentativas, devem ser tomados a sério.

O comportamento autodestrutivo pode ser directo ou indirecto. Os gestos suicidas, as tentativas de suicídio e o suicídio consumado são exemplos de comportamento autodestrutivo directo. O comportamento autodestrutivo indirecto implica a participação, geralmente de modo repetido, em actividades perigosas sem que exista uma intenção consciente de morrer. Exemplos de comportamento autodestrutivo indirecto incluem o abuso do álcool e das drogas, o abuso do tabaco, o comer em excesso, o descuido com a própria saúde, a automutilação, a condução de um veículo de modo temerário e o comportamento criminoso. Das pessoas com comportamento autodestrutivo indirecto diz-se que têm um «desejo de morte», mas geralmente existem muitas razões para este comportamento.
Epidemiologia

Como as estatísticas de suicídio se baseiam principalmente nas certidões de óbito e nas pesquisas judiciais, existe certamente uma subestimação da verdadeira incidência. Mesmo assim, o suicídio encontra-se entre as primeiras 10 causas de morte. O suicídio é a causa de 30 % das mortes entre os estudantes universitários e 10 % das mortes em pessoas entre 25 e 34 anos. É a segunda causa de morte entre os adolescentes. No entanto, mais de 70 % das pessoas que se suicidam têm mais de 40 anos e a frequência aumenta dramaticamente nos maiores de 60 anos, sobretudo nos homens. As taxas de suicídio são maiores nas áreas urbanas do que nas rurais.
Em contraste, as tentativas de suicídio são mais frequentes antes de chegar à meia-idade. As tentativas de suicídio são particularmente frequentes entre as adolescentes solteiras e entre os solteiros com cerca de 30 anos. Embora as mulheres tentem suicidar-se com uma frequência três vezes superior à dos homens, estes consumam o suicídio numa proporção quatro vezes superior à delas.

As pessoas casadas têm menos probabilidades de tentar ou de levar a cabo um suicídio do que as pessoas separadas, divorciadas ou viúvas que vivem sozinhas. Os suicídios são mais frequentes entre os familiares de quem já fez uma tentativa ou já se suicidou.
Muitos suicídios ocorrem nas prisões, particularmente entre os homens jovens que não cometeram crimes violentos. Estas pessoas enforcam-se, geralmente, durante a primeira semana de prisão. Os suicídios em grupo, quer implique um grande número de pessoas, quer só duas (como um casal de namorados ou de cônjuges), representam uma forma extrema de identificação com a outra pessoa. Os suicídios de grandes grupos tendem a ocorrer em situações com uma grande carga emocional ou nos fanatismos religiosos que ultrapassam o forte instinto de sobrevivência.

As taxas de suicídio entre advogados, cientistas, médicos (especialmente do sexo feminino) e pessoal militar são mais altas do que na população geral. A intoxicação com medicamentos é uma forma frequente de suicídio entre os médicos, possivelmente porque podem obter os fármacos com facilidade e sabem qual é a dose letal.
O suicídio acontece com menor frequência entre os membros praticantes de grupos religiosos (particularmente os católicos), que geralmente se apoiam nas suas crenças, têm laços sociais próximos que os protegem da autodestruição e estão também proibidos de cometer tal acto devido às suas crenças. No entanto, a filiação religiosa e as crenças profundas não impedem necessariamente a realização de actos suicidas por motivos de frustração, ira e desespero, especialmente quando são acompanhados de um sentimento de culpabilidade ou de indignidade.

Uma de cada seis pessoas que se suicida deixa uma nota escrita. As notas fazem muitas vezes referência a relações pessoais ou a acontecimentos que devem acontecer depois de a pessoa ter morrido. As notas escritas pelas pessoas de idade avançada exprimem preocupações pelos que deixam para trás, enquanto as notas escritas pelos jovens podem ser de agastamento ou de reivindicação. Uma nota deixada por alguém que tenta suicidar-se mas não o consegue indica que a tentativa foi premeditada; o risco de voltar a tentar é, portanto, elevado.
Causas
O comportamento suicida resulta geralmente da interacção de vários factores:
  • Perturbações mentais (fundamentalmente depressão e abuso de substâncias).
  • Factores sociais (desilusão, perda e ausência de apoio social).
  • Perturbações da personalidade (impulsividade e agressão).
  • Uma doença orgânica incurável.
Mais de metade das pessoas que se suicidam estão deprimidas. Os problemas matrimoniais, uma relação amorosa acabada ou problemática ou uma perda pessoal recente (particularmente entre as pessoas de idade avançada) podem precipitar a depressão. Muitas vezes, um factor como a ruptura de uma relação pessoal é considerado a gota de água que transborda o copo. A depressão combinada com uma doença orgânica pode levar a tentar o suicídio. Uma deficiência física, especialmente se for crónica ou dolorosa, tem maior probabilidade de acabar num suicídio consumado. A doença orgânica, especialmente a que é grave, crónica e dolorosa, tem um papel importante em cerca de 20 % dos suicídios entre as pessoas de idade avançada.

O suicídio é muitas vezes o acto final de uma série de comportamentos autodestrutivos. O comportamento autodestrutivo é especialmente frequente entre as pessoas com experiências traumáticas na sua infância, especialmente as que foram vítimas de abusos, de negligência ou do sofrimento de um lar monoparental, talvez porque estas sejam mais propensas a ter maiores dificuldades em estabelecer relações profundas e seguras. As tentativas de suicídio são mais prováveis entre mulheres maltratadas, muitas das quais sofreram também abusos em pequenas.

O álcool aumenta o risco de comportamento suicida porque agrava os sentimentos depressivos e diminui o autocontrolo. Cerca de metade dos que tentam o suicídio estão intoxicados no momento de o fazer. Dado que o alcoolismo por si só, particularmente quando há ingestão exagerada de forma aguda, causa muitas vezes sentimentos profundos de remorso nos períodos entre uma ingestão e outra, os alcoólicos são particularmente propensos ao suicídio mesmo quando estão sóbrios.
A auto-agressão violenta pode ocorrer durante uma alteração de humor no sentido de uma depressão profunda, embora transitória. As mudanças de humor podem ser provocadas por medicamentos ou por doenças graves. Uma pessoa que está a sofrer uma alteração do seu humor para uma depressão só tem, com frequência, uma consciência parcial e, provavelmente, só recordará depois de forma vaga a sua tentativa de suicídio. Os que sofrem de epilepsia, especialmente epilepsia do lobo temporal, sofrem muitas vezes episódios depressivos breves mas intensos, o que, adicionado à disponibilidade em medicamentos para tratar a sua doença, aumenta o factor de risco para o comportamento suicida.

Para além da depressão, existem outras perturbações mentais que aumentam o risco de suicídio. Por exemplo, os esquizofrénicos, particularmente os que estão também deprimidos (um problema bastante frequente na esquizofrenia), são mais propensos a tentar o suicídio do que aqueles que não têm esta doença.  

Os métodos de suicídio que os esquizofrénicos escolhem podem ser insólitos e frequentemente violentos. Na esquizofrenia, as tentativas de suicídio acabam geralmente na morte. O suicídio pode ocorrer nas primeiras fases da doença e pode ser a primeira indicação clara de que a pessoa sofria de esquizofrenia.
As pessoas com perturbações da personalidade estão também em risco de se suicidar, especialmente as imaturas, com pouca tolerância para a frustração e que reagem ao stress de modo impetuoso, com violência e agressão. Estas pessoas podem beber álcool em excesso, abusar de drogas ou cometer actos criminosos. O comportamento suicida exacerba-se, por vezes, pelo stress motivado, inevitavelmente, pela ruptura de relações problemáticas e pela carga que representa estabelecer novas relações e estilos de vida. Outro aspecto importante nas tentativas de suicídio é o método da roleta russa, em que as pessoas decidem deixar que seja a sorte a determinar o desenlace. Alguns indivíduos instáveis consideram emocionantes as actividades perigosas que implicam brincar com a morte, como conduzir um veículo de modo temerário ou os desportos perigosos.
Factores de alto risco para consumar o suicídio
Factores pessoais e sociais Factores mentais e físicos
Homem.
Idade superior a 60 anos.
História de uma tentativa prévia de suicídio.
História de suicídio ou de perturbação do humor na família
Separação recente, divórcio ou viuvez.
Isolamento social, com atitude de incompreensão por parte dos amigos ou familiares, real ou imaginária.
Aniversários com especial significado pessoal, como o aniversário da morte de um ente querido.
Desemprego ou dificuldades económicas, particularmente se provocarem uma queda drástica do status familiar.
Abuso do álcool ou de drogas.
Planeamento pormenorizado do suicídio e tomada de precauções para não ser descoberto.
Experiência vital humilhante recente.
Depressão (especialmente doença maníaco-depressiva).
Agitação, inquietação e ansiedade.
Sentimento de culpabilidade, desadequação e falta de esperança.
Conversa ou conduta autodenegridora.
Personalidade impulsiva ou hostil.
Convicção delirante de ter cancro, doença cardíaca ou outra doença grave.
Alucinações em que a voz dirige a tentativa de suicídio.
Doença orgânica crónica, dolorosa ou invalidante, especialmente se a pessoa era anteriormente saudável.
Uso de medicamentos, como a reserpina, que podem provocar depressão profunda.
Métodos

O método escolhido por uma pessoa para se suicidar é muitas vezes determinado pela disponibilidade e por factores culturais. Pode também reflectir a seriedade da tentativa, dado que alguns métodos, como saltar de um edifício alto, fazem com que seja virtualmente impossível sobreviver, enquanto outros, como a sobredosagem farmacológica, deixam em aberto a possibilidade de salvação. No entanto, a utilização de um método que demonstre não ser mortal não indica necessariamente que a tentativa é menos séria.

A sobredosagem farmacológica é o método utilizado com mais frequência nas tentativas de suicídio. Dado que os médicos não prescrevem barbitúricos com frequência, desceu o número de casos de sobredosagem com estes medicamentos; no entanto, está a aumentar o número de excessos com outros fármacos psicotrópicos, como os antidepressivos. A sobredosagem com a aspirina desceu desde mais de 20 % dos casos até aproximadamente 10 %. Em cerca de 20 % dos suicídios utilizam-se dois métodos ou mais ou uma combinação de fármacos, o que aumenta o risco de morte.
Entre os suicídios consumados, a arma de fogo é o método mais utilizado nos países onde a sua posse é legal. É um método predominantemente utilizado por crianças e homens adultos. As mulheres são mais propensas a utilizar métodos não violentos, como o envenenamento (ou a intoxicação farmacológica) e a imersão, embora nos últimos anos tenham aumentado os suicídios por arma de fogo entre as mulheres. Os métodos violentos, como as armas de fogo ou os enforcamentos, são pouco utilizados por aquelas pessoas que só querem chamar a atenção, dado que normalmente conduzem à morte.
Um acto suicida contém muitas vezes evidências de agressão para com outros, como se pode ver nos assassínios seguidos de suicídio e na alta incidência de suicídios entre os presos que cumprem uma condenação por crimes violentos.
Intervenção no suicídio: telefones para urgências
Há alguns países que oferecem um serviço telefónico aos que, levados por uma crise suicida, se sentem inclinados a tirar a vida a si próprios. Trata-se de centros de prevenção do suicídio, em que voluntários preparados especialmente para o efeito atendem o telefone durante as 24 horas do dia.
Quando uma pessoa potencialmente suicida liga para um telefone de 24 horas, um voluntário tenta estabelecer uma relação com o suicida, recordando-lhe a sua identidade (por exemplo, utilizando o seu nome repetidamente). O voluntário pode oferecer uma ajuda construtiva para o problema que deu origem à crise e animar a pessoa a pôr em prática acções positivas para o resolver.
O voluntário pode recordar à pessoa que tem família e amigos que se preocupam e querem ajudá-lo. Finalmente, o voluntário pode tentar facilitar o acesso a profissionais de urgências para ajuda directa contra o suicídio.
Algumas vezes, uma pessoa pode ligar para uma linha de 24 horas para dizer que já cometeu um acto suicida (tomou uma dose excessiva de medicamentos ou abriu a torneira do gás) ou está prestes a realizá-lo. Neste caso, o voluntário terá de obter a direcção da pessoa. Se isto não for possível, outro voluntário previne a polícia para localizar a chamada e tentar o resgate. Mantém-se a pessoa a falar ao telefone até a polícia chegar.
Prevenção

Qualquer acto ou ameaça suicidas devem ser tomados a sério. Cerca de 20 % das pessoas que tentam suicidar-se repetem a intenção no prazo de um ano. Todas as pessoas que realizam gestos suicidas ou que tentam suicidar-se necessitam de ser tratadas. Cerca de 10 % de todas as tentativas de suicídio são mortais.
Embora, por vezes, um suicídio consumado ou uma tentativa de suicídio se apresente como algo totalmente surpreendente ou chocante, inclusive para os familiares próximos, os amigos e os companheiros, existem geralmente sinais premonitórios. Regra geral, os que se suicidam estão deprimidos e, por consequência, o passo prático mais importante para prevenir o suicídio é diagnosticar e tratar correctamente a depressão. No entanto, o risco de suicídio aumenta próximo do início do tratamento da depressão, quando a pessoa se torna mais activa e decidida, mas ainda continua deprimida.

Um bom cuidado psiquiátrico e social depois de uma tentativa de suicídio é o melhor modo de prevenir novas tentativas de suicídio. Como muita gente que comete suicídio já tinha anteriormente tentado consumá-lo, deve fazer-se um acompanhamento psiquiátrico imediatamente após a tentativa. O acompanhamento ajuda o médico a identificar os problemas que contribuíram para o acto e a planear um tratamento apropriado.

Tratamento das tentativas de suicídio
Muita gente que tenta suicidar-se é levada ainda inconsciente para um serviço de urgência. Quando se sabe que uma pessoa tomou uma sobredosagem de um fármaco ou de um veneno, o médico segue os seguintes passos:
  • Retirar a quantidade máxima possível do fármaco ou do veneno do corpo da pessoa, tratando de impedir a sua absorção e acelerando a sua excreção.
  • Controlar os sinais vitais e tratar os sintomas para manter a pessoa viva.
  • Administrar um antídoto, se se conhecer exactamente o fármaco que foi ingerido e se esse antídoto existir.
Embora geralmente as pessoas se encontrem bastante bem fisicamente para lhes ser dada alta logo que esteja tratada a lesão, muitas vezes são hospitalizadas para receber acompanhamento e tratamento psiquiátrico. Durante a avaliação psiquiátrica, a pessoa pode negar todo o problema. Com bastante frequência, a depressão grave que conduziu ao acto suicida é seguida por um período curto de melhoria do humor, pelo que raramente se verificam novas tentativas suicidas imediatamente depois da inicial. No entanto, o risco de outra tentativa de suicídio é grande, a menos que sejam resolvidos os problemas da pessoa.

Existem variações tanto no tempo de estada no hospital como no tipo de tratamento requerido. O doente psiquiátrico grave é geralmente internado na unidade psiquiátrica do hospital para um controlo de forma contínua até se resolverem os problemas que o induziram ao suicídio ou até ter capacidade para os enfrentar. Em caso de necessidade, pode manter-se o doente no hospital mesmo contra a sua vontade, porque representa um perigo para si próprio ou para outros.
Impacte do suicídio

Um suicídio tem um forte impacte emocional em qualquer pessoa implicada. A família da pessoa, as suas amizades e o seu médico podem sentir-se culpados, envergonhados e com remorsos por não terem podido evitar o suicídio. Podem também sentir revolta contra a pessoa que se suicidou. Finalmente, apercebem-se de que não podiam estar ao corrente de tudo ou de que não são todo-poderosos e que o suicídio, na maioria das vezes, não se pode impedir.
Uma tentativa de suicídio tem um impacte semelhante. No entanto, os que estão mais próximos da pessoa têm a oportunidade de acalmar as suas consciências respondendo ao pedido de ajuda desta.


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

MEDO DE DIRIGIR


 
 
 
Você se lembra do seu pavor ao manipular o microondas nas primeiras vezes?
 
Morria de medo que algo desse errado!!!
 
E quando você começou a usar a usar o controle remoto de um determinado aparelho?
 
Que dificuldade!!!!!!!!!!!
 
Dirigir um carro é uma habilidade que se aprende!

 
 
Ao iniciarmos este aprendizado, é comum sentirmos medo justamente por não sabermos como conduzir o veículo. Então, as aulas práticas ajudarão a superar este medo comum a tudo o que é novo.
 
 
Mas há pessoas que, mesmo fazendo aulas e mais aulas na auto escola, treinando com parentes e amigos, ouvindo de todos eles que elas sabem dirigir, não conseguem superar o seu medo e sofrem muito toda vez que "precisam pegar o carro para dirigir".
 
 
E é aí que começam as desculpas e mais desculpas para evitar de pegar o carro para dirigir, afinal, temos a tendência a fugir do sofrimento e só de pensar em dirigir surgem aqueles sintomas como taquicardia, falta de ar, suores, tremores...
 
 
Para estas pessoas fazer aula prática não vai adiantar nada!!!
 
Elas precisam de um acompanhamento psicológico para superar o seu medo, que está relacionado ao seu perfil de personalidade: não admitem errar, tem tendências perfeccionistas, preocupam-se demais com o comentário das outras pessoas, não gostam de atrapalhar, não se concentram no que fazem, são ansiosas, etc...
 
 
Portanto, se este é o seu caso, procure um(a) psicólogo(a) de sua confiança para superar este medo e assim você vai se sentir seguro para treinar sozinho(a) no seu carro sem medo e tornar-se um(a) bom (boa) motorista como todas as outras pessoas!
 
 
Leia agora mais sobre o medo de dirigir relacionado ao perfil de personalidade!
 
 


O MEDO DE DIRIGIR
A cada dia que passa, dirigir um veículo é uma necessidade cada vez maior nas grandes cidades em geral.

A cada dia, mais pessoas tornam-se habilitadas a conduzir veículos, mas uma boa parcela delas, apesar de habilitadas, não consegue superar o medo de dirigir e continua a andar à pé.

O que faz uma pessoa ter medo a ponto de não conseguir dirigir?


Por que certas pessoas, apesar de até terem dirigido durante um certo tempo após a habilitação, de repente "resolvem" não mais dirigir?

Que medo é esse?

Observe alguns relatos de clientes: 

·         Medo de parar o carro na rampa, ele recuar e bater no carro que está atrás
·         Medo do carro morrer.
·         Achar que não será capaz de manobrar e estacionar o carro corretamente.
·         Medo de trocar de pista.
  • Medo de bater o próprio carro ou de causar um grave acidente.
  • Medo do comportamento imprevisto de outros motoristas ( os "imprudentes" e "apressadinhos").
  • Medo de não saber como agir se algo der errado.
  • Medo do que vão dizer as outras pessoas: "barbeiro", "tirou carta por telefone", etc...
Existe, ainda, um grupo pequeno de pessoas que desenvolveram o medo após envolverem-se em acidentes de trânsito (onde a maioria delas foi vítima).


Essas pessoas tem um elevado grau de ansiedade só de pensar em sair com o carro: taquicardia, suores, tremores, falta de ar, enjôos, boca seca, incapacidade de pensar corretamente, alto grau de insegurança.


Todas são pessoas responsáveis, organizadas, preocupadas com os outros e com sua segurança, tem uma auto-exigência muito elevada (são perfeccionistas: querem fazer tudo certo, nos mínimos detalhes, nunca podem errar!), mas possuem uma imagem distorcida de si mesmas e de seu potencial, sentem-se inseguras e incapazes de dirigir, apesar de já terem realizado, em suas vidas, tarefas muito mais difíceis e complexas.


Observo que a maioria delas tem esse medo há muitos anos e que nada fazem para superá-lo (apenas uma infinidade de aulas na auto-escola :muitas vezes, isto só serve para aumentar o medo).

Elas acabam acomodando-se à situação de não dirigir e inventam uma série de desculpas e explicações só para os outros :"é muito melhor ser passageiro que motorista, assim eu não me canso e aprecio melhor a paisagem", "não preciso me preocupar em estacionar o carro", "como passageiro eu não fico estressado com o trânsito", etc...


O problema é que, dentro de si mesmas, estas pessoas continuam a questionar-se: por que todos conseguem dirigir e eu não? O que eu tenho de errado? E, então, começam a se menosprezar, sentem-se diminuídas, inseguras e perdem a confiança em si mesmas. E a auto-estima vai diminuindo mais a cada dia!


Após anos de sofrimento, elas chegam ao consultório desconfiadas, assustadas, com baixa auto-estima, incapazes de acreditar que existem meios para superar este medo. Elas sempre perguntam: "Você tem certeza de que eu vou conseguir dirigir? Acho que meu caso não tem solução!"


 
Não adianta apenas saber lidar com os controles do carro (treinar na auto-escola), é preciso sentir-se seguro para enfrentar os imprevistos do trânsito e as críticas e comentários dos outros!
 
ATENÇÃO!!!
Saiba que é possível acabar com o medo de dirigir e que toda pessoa é capaz de perdê-lo através de um acompanhamento profissional adequado !


Ninguém melhor do que um(a) psicólogo(a) para auxiliar a desbloquear esse medo e colaborar para o aumento da auto-estima, confiança e segurança !!!!


Dra Olga Tessari

Levada pelas emoções

 




Quando você está apaixonada ou com raiva de alguém, seus sentimentos se sobrepõem a qualquer pessoa?
 
Cuidado! Isso pode afetar a sua vida sem você perceber!
 
 
 
 
No auge de seus 55 anos e mais bela do que nunca, Natália do Vale, está de volta à telinha, na pele da impetuosa e passional Carmem, de Páginas da Vida.
 
 
A personagem, que é completamente emotiva e só age por impulso, cria situações desastrosas e não consegue raciocinar quando o assunto é sentimentos. Tanto que ao descobrir que o marido, o galã José Mayer, no papel do canastrão Greg, dá dinheiro a Sandra, Danielle Winits, tentará matá-lo.
 
 
A psicoterapeuta Olga Tessari, de São Paulo (SP), explica que pessoas que não conseguem equilibrar a emoção com razão sofrem demais. “Quando têm uma crise, recebem um não ou as coisas não saem da maneira como haviam planejado, elas exacerbam as emoções e perdem o controle, não conseguindo definir o que é certo ou errado.”
 
 
 
Como uma pessoa se torna passional, esquecendo a razão?
 
 
Para Olga Tessari, existem três motivos que podem desencadear esse comportamento:

 “Ou a pessoa está com problemas que não consegue resolver e, assim, não mantém a serenidade, ou foi uma criança muito mimada que não recebeu limites e agora não sabe receber um não, ou ainda não sabe expressar aos poucos o que sente, represa suas emoções e, quando não agüenta mais, simplesmente explode”, esclarece a especialista.
 
 
 
A solução?
 
A conversa é a melhor saída, tentando mostrar para que é preciso mudar essa situação. Escolha alguém em quem a pessoa “explosiva” confie bastante e indique que está precisando de ajuda. Caso contrário, ela pode acabar sozinha.
 
 
No amor ou na raiva, Carmem é totalmente impulsiva e descontrolada. Quando algo sai fora do controle, ela parte para cima. Para a terapeuta Olga Tessari, isso ocorre porque pessoas muito passionais, são egoístas ao ponto de fazer o que bem entendem em prol de si mesmas sem medir as conseqüências.
 
 
Em Mulheres Apaixonadas, Heloísa – muito bem representada por Giulia Gam – era o retrato da mulher que ama demais, sem limites. “Geralmente, uma mulher assim é tão controladora que os amigos, o companheiro e a família se afastam, para acabar com a manipulação”, diz Olga Tessari.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

CURA ESPONTÂNEA



Denominamos “Cura” aos processos que se estabelecem quando há intenção de fazer voltar o Estado de Equilíbrio Energético, ao equilíbrio das reações químicas internas, à homeostasia e ao bom funcionamento de todos os órgãos. É o resultado final quando todo processo de equilíbrio é bem sucedido.
A “cura” pode ser expontânea, quando o organismo reage às condições adversas, ou quando há mudança de posicionamento de consciência e conseqüentemente de atitudes por conta própria (permissão). A cura expontânea pode ser total ou parcial. Total se a mudança interna foi radical, havendo uma CONVERSÃO, ou, uma mudança de padrões e valores PSICOLÓGICOS. É parcial se a pessoa por teimosia ou ignorância faz voltar às condições de tensão e desequilíbrio anteriores.
Quando a pessoa não consegue voltar ao estado de equilíbrio por si só e necessita de ajuda, poderá solicitar a mesma (dando PERMISSÃO), desde que acredite que alguém que participe de um Processo de Cura com a intenção de ajudar, possa fazer a pessoa doente voltar a experimentar um estado de saúde. A cura é uma evolução positiva do psiquismo e depende da mudança de valores e padrões internos que, muitas vezes está associada à idéia de evolução espiritual.
Essa pessoa que ajuda pode ser denominada de “Curador”, mas ninguém cura ninguém. Apenas ajudamos a que o outro se cure. Jesus o Cristo (do grego, Cristos = O Iluminado), curador por excelência, sempre afirmou: “a tua fé te curou, a tua fé te salvou”, afirmando assim que, o sucesso depende mais da disposição de PERMITIR SER CURADO de quem necessita de ajuda, do que do curador como um doador de energia com amor fraternal. É essencial que a pessoa que adoeceu seja física e mentalmente aberta e receptiva ao processo de cura.
Toda pessoa é um ser integrado por um físico com uma consciência que manifesta maior, ou, menor grau de percepção e de inteligência. Uma pessoa pode se relacionar com o meio ambiente tendo percepções e reagindo de modo objetivo e de modo subjetivo. A percepção depende do grau de compreensão e este da perspectiva usada para compreender.
Um dos tipos de reação poderá ser apenas no nível subjetivo (só imaginando) e retendo a energia nos centros nervosos o que é um foco de neuroses como ocorre nos adultos tímidos que, tendo reação objetiva fraca, “engolem o sapo” e adoecem por produção continuada de corticóides e de adrenalina com tendência à câncer.
Quando o adulto é amadurecido e equilibrado, tem a oportunidade de escolher um tipo de reação, como expressar objetivamente o que pensa de modo inteligente e controlado, liberando assim as tensões. As circunstâncias muitas vezes podem impedir essa expressão da verdade de modo autêntico; é quando deve haver maior cuidado na maneira como se expressa uma reação, pois a ação é mais importante para provocar o stress do que aquilo que verdadeiramente se pensa. Diante da Ignorância, calar é ser hábil e prudente sem deixar de ser justo e honesto.
Quanto mais infantil for uma pessoa, devido a fixações neuróticas na fase de infância e na adolescência, mais rápida é a reação com que manifesta desagrado, podendo ser por uma explosão em palavras, em gestos e em atitudes inadequados aos diferentes momentos.
Ações e reações sempre geram um “stress” que pode ser positivo (eutress), ou, negativo (distress). A criança aprende a agir e a reagir na medida em que adquire a noção de espaço e sente a noção de “domínio” e, os seus limites em relação ao mesmo. A criança está sempre tentando expandir esses limites e com isso aprende a sentir e a produzir emoções na medida em que interage com as pessoas de seu ambiente. Aprende a pensar de modo dedutivo e depois indutivamente, desenvolvendo o raciocínio que deve ser progressivamente mais lógico a partir dos sete anos de idade.
Acreditamos que o adulto normal desenvolvendo essas etapas, tem a noção de tempo e de causalidade, reagindo às condições do ambiente e escolhendo, na medida da maturidade, o modo mais adequado de como agir, como sentir e o que pensar, pois o adulto acaba aprendendo que apenas pensar é mais prudente do que simplesmente reagir, ou, pior se reagir sem pensar. Todo adulto maduro convive bem com as suas incertezas.
Adultos imaturos não convivem com incertezas e vivem de fantasias e de imaginação sem muito bom senso. Para o cérebro que funciona como máquina conduzida pela consciência, a realidade é o que a pessoa pensa e imagina, de modo que os pensamentos e a imaginação inadequados produzem reações fisiológicas internas inadequadas.
Estamos sempre escolhendo e fazendo opções. Se escolhermos, agir ou reagir de maneira adequada às circunstâncias há equilíbrio. Se fizermos opções que gerem tensões na consciência à simples imaginação das conseqüências, ou ainda, tomarmos consciência dos resultados de nossas ações e reações inadequadas, as tensões na consciência provocam um desequilíbrio energético e este abala a integridade do físico, surgindo um ou mais dos sintomas.
Portanto, resumindo, o estado natural é um equilíbrio energético. A saúde é conseqüência do equilíbrio e a cura é voltar ao estado de equilíbrio, tendo como objetivo a integridade da consciência que, tem como conseqüência a integridade mental e física. A integridade mental e a física dependem de uma consciência em paz. Dependem de honestidade, de veracidade de atitudes, gestos, palavras e ações. Dependem da harmonia que há entre o nível consciente e subconsciente da Consciência, o que é normal quando não há hipocrisia. Todo hipócrita é um doente.
Levando em conta que, uma pessoa é um ser integrado por um físico e por uma consciência e que a consciência se manifesta através do cérebro com maior ou menor inteligência, um estado alterado de consciência pode influir energeticamente nas reações químicas que determinam o estado físico. Podemos considerar que haja um grande número de motivos e de tipos de tensões de ordem física, emocional, intelectual e espiritual para gerar doenças e, a serem modificados para a cura.
Em função disso há possibilidade de que haja mais do que um tipo de desconforto, de doença e de enfermidade quanto as suas origens e que, também haja um bom número de diferentes curadores, cada qual adequado a uma ou mais circunstâncias. Consideremos que:- “A EFICÁCIA É A MEDIDA DA VERDADE” e que, “EXISTE SEMPRE OUTRA MANEIRA DE SE FAZER ALGUMA COISA”. Também é verdade que, “É PRECISO SER FLEXIVEL”, isto é, as pessoas rígidas dentro de uma linha de crença e de conduta, deixam de aprender as outras possibilidades. Às vezes mostram profundos conhecimentos teóricos e filosóficos, mas impede a ação de quem pense diferente e, o que é mais lamentável, não mostra ação criativa com resultado eficiente na prática.
Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel, Licenciado, Especialista, USP - 1955

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Esquizofrenia


O primeiro a utilizar o termo esquizofrenia foi o psiquiatra suiço, Eugen Bleuler em 1911, sobre os pacientes que tinham as características de desligados de seus processos de pensamentos e respostas emotivas.

Equivocadamente atribui-se a esquizofrenia à cisão de personalidade, dissociação em personalidades, o que não é correto. Ser portador de esquizofrenica não significa ter dupla personalidade. O termo se adequa para descrever um quadro de sintomas típicos, incluindo enganos, alucinações, desordem de pensamentos e ausência de respostas emotivas, aliadas à fatores genéticos e tensões ambientais.

O efeito desta doença é devastador do aspecto humano no que concerne ao pensamento, emoção e expressão. Não existe vislumbre de cura, porém, com o tratamento adequado, pode reduzir significativamente os sintomas e as reincidências de surtos em mais de 50%. Novas drogas parecem estar melhorando este índice. O tratamento prévio da esquizofrenia, durante os primeiros sintomas, pode aumentar os índices de remissão de 50% para 80 a 85 %.

Os portadores de esquizofrenia sofrem na ausência de cuidados especiais. Têm dificuldades para trabalhos e seus relacionamentos são prejudicados e difíceis, mesmo com a melhora dos sintomas. Apesar do comportamento do esquizofrênico demonstrar ser assustador, as pessoas com esquizofrenia não são mais violentas do que as pessoas normais; pelo contrário, são mais capazes de abster-se das violências.

Em pacientes com histórias de outras doenças pode ser difícil o diagnóstico para os sintomas da esquizofrenia, sendo estes sintomas mascarados pelos outros, não recebendo portanto a atenção médica e a devida medicação.

A esquizofrenia causa danos não somente aos seus portadores mas também à sociedade em si. Calcula-se que nos E.U.A. seis bilhões de dólares foram destinados aos cuidados com a saúde e com o sistema judiciário para lidar com doentes esquizofrênicos, além da produtividade perdida no trabalho e cuidados dos pacientes por seus familiares em seus lares. Antigamente a esquizofrenia era tratada a longo prazo com internação em hospitais mentais. Após o início da utilização de drogas antipsicóticas nos meados dos anos 1950 e 1960 e a pressão política econômica de redução de custos, coincidiram com a esperança de que estas drogas seriam mais eficientes. Em 1970, milhares de pacientes foram libertos das instituições para a comunidade. A maioria das familias foram orientadas para receber seus doentes e a incidência de esquizofrênicos em seus lares aumentou. Apesar da tentativa de reduzir os gastos com estes pacientes mentais nos hospitais, 40% dos pacientes ainda requer tratamento com hospitalização a longo prazo e mais da metade dos pacientes necessitam de auxílio público pelo menos durante um ano antes de reingressar na comunidade.



Causas gerais da Esquizofrenia


Não há uma única causa para explicar todos os casos de esquizofrenia. Contrariamente à crença popular, as pessoas com esquizofrenia não são vítimas de sua origem pobre ou de fatores ambientais; a maioria é vítima de erros no desenvolvimento do cérebro surgidos geneticamente. As pesquisas mais recentes estão encontrando tais anormalidades no feto em desenvolvimento e não após o nascimento.

A estrutura cerebral e anormalidades químicas
.
Os pesquisadores estão tentando achar uma única terapia que possa integrar um número de resultados nas anormalidades químicas estruturais no cérebro dos esquizofrênicos.

As anormalidades no formato e nas atividades cerebrais
.
Em alguns pacientes, as técnicas de mapeamento por imagens revelaram menor atividade cerebral no córtex pré-frontal e em alguns casos perdas reais de tecido, particularmente nas amígdalas - hipocampo, no lado esquerdo do cérebro. O córtex pré-frontal do cérebro afeta a memória, razão, agressividade e fala significativa; a atividade reduzida nesta área pode causar sintomas negativos. A área diminuída dos lóbos temporais do cérebro (localizada perto das orelhas) e áreas límbicas (localizada no fundo do cérebro) que são relacionadas às emoções, parecem estar ligadas aos sintomas positivos, tais como ouvir vozes.


Comparação de atividade entre o cérebro esquizofrênico e o normal. Cores mais vivas indicam maior atividade.
A Ressonância Magnética (MRI) pode esquadrinhar o cérebro e revelar alguns casos de sulcos cerebrais aumentados, denominados pellucidi de septi de cavum (CSP), entre os ventrículos laterais que são duas estruturas que contêm o líquido cerebrospinal. Durante o desenvolvimento no ventre, o CSP se inicia com uma única camada e se fende em duas antes do nascimento, voltando a se fechar após o nascimento, durante o desenvolvimento do bebê. Em algumas pessoas com esquizofrenia entretanto, a etapa final é incompleta e o CSP é aumentado. Um estudo achou um volume alto de sangue no cérebro de pessoas com esquizofrenia sugerindo anormalidades de irrigação. Importante notar que estas anormalidades cerebrais não foram encontradas consistentemente em todos os pacientes com esquizofrenia, encontrando-se anormalidades estruturais semelhantes em pessoas que não tinham nenhuma indicação da doença.









Comparação entre os ventrículos laterais dos cérebros de gêmeos monozigóticos.
As anormalidades de circuitos cerebrais .
Um interesse particular se concentra na pesquisa do circuito cerebral, que filtra as informações que entram no cérebro e envia as informações relevantes para outra partes executarem determinada ação. Um defeito nesse circuito pode resultar no bombardeio das informações não filtradas o que pode ocasionar sintomas tanto negativos como positivos. Oprimido por dados desorganizados, os sintomas positivos ocorrem e a mente incorre em erros de percepção e alucina, tira conclusões incorretas e torna-se desiludida, realizando escolhas ímpares de sentimentos e de comportamentos. Para compensar estes sintomas a mente então se retrai, ocorrendo alternativamente os sintomas negativos.

Químicas anormais no cérebro.

Alguns especialistas acreditam que a esquizofrenia se origina de uma desordem rara nos neurotransmissores (mensageiros químicos entre as células e o sistema nervoso). Um possível elo entre as anormalidades cerebrais e o desenvolvimento da esquizofrenia envolve o transporte de dopamina pelo neurotransmissor. A dopamina foi investigada por muitos anos, observando-se a principio que certas drogas que reduzem a ação de dopamina no cérebro também reduzem os sintomas psicóticos. Por outro lado, drogas que aumentam a atividade da dopamina aumentam estes sintomas ou agravam a esquizofrenia. Esta pesquisa foi centralizada em receptores (moléculas nas células que se unem a outras moléculas) de dopamina, particularmente D1 (dopamina) e D2. Os estudos de imagem mostrou uma hiperatividade da dopamina nas partes do cérebro onde parecem se localizar os sintomas psicóticos. Em esquizofrênicos, o lado esquerdo do cérebro tende a ter concentrações mais altas de dopamina que o direito, o que provavelmente, não é devido a uma superprodução de dopamina mas a um aumento dos receptores químicos que atraem e fixam a dopamina em partes do cérebro que foram deterioradas. A pesquisa revelou também baixa atividade de receptores de dopamina, D1, ocorrendo no córtex pré-frontal do cérebro, o que pode ser relacionado a sintomas negativos. Atualmente, os especialistas sugeriram que um equilíbrio anormal de dopamina, e não só a hiperatividade, são gatilhos para a síndrome da esquizofrenia e outros transmissores e químicas do cérebro continuam sendo objeto de estudos, tais como os níveis baixos de aminoácido glicídio encontrado nos cérebros de pessoas com esquizofrenia, dirige-se a pesquisa aos possíveis mecanismos e tratamentos relacionados a esta substância. Novos estudos indicam que os pacientes tendem a ter anormalidades protéicas no efeito reparador estrutural em função das células nervosas; duas destas proteínas que estão sendo investigadas são a ESTALO-25 e alfa-fodrin.








Fatores Genéticos
Os cientistas estão próximos de encontrar a localização genética da esquizofrenia, que acredita-se estar no cromossoma 13 dos humanos e possivelmente no 8. Uma hipótese comum a um número de doenças neurológicas é que um gene defeituoso é a causa de células saudáveis no organismo humanos estarem suscetíveis a atacar o próprio sistema imunológico uma condição chamada autoimunologia. Na esquizofrenia, estes incluem as células nervosas do cérebro. Num estudo em mães de pacientes esquizofrênicos foram encontradas uma incidência alta do HLA-B44 neste tipo de gene. Genes semelhantes são encontrados em outras doenças autoimunes que predispõem o sistema imune a atacar as próprias células e tecidos quando um vírus a invade.


Os vírus.
A hipótese virótica para a causa desta doença se baseia principalmente em evidências circunstanciais: o alto índice de nascimentos no inverno entre as pessoas com esquizofrenia; alto índice da doença nas áreas suburbanas das cidades, e uma incidência mais alta de esquizofrenia nas populações que tiveram epidemias de gripe. Por exemplo, um estudo na Finlândia mostrou um alto índice de esquizofrenia nas pessoas cujas mães estavam no segundo trimestre de gravidez durante uma epidemia importante de gripe há vinte anos atrás. Alguns pesquisadores postularam que se uma mulher grávida suscetivelmente genética tiver uma gripe no segundo trimestre de gravidez quando as células cerebrais do feto se encontram em desenvolvimento, o seu sistema imunológico reage à invasão do vírus atacando também estas células vulneráveis do cérebro. Recentemente, o vírus da doença de Borna, que dispara uma desordem neurológica em animais, foi encontrado no sangue de um paciente esquizofrênico. Ainda há necessidade de pesquisas extensas a serem realizadas antes que uma conexão real entre vírus e o princípio da esquizofrenia possa ser feita.

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