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sábado, 5 de maio de 2012

A DIETA DA SEROTONINA - sua falta produz Depressão

 

 

 

Como funciona a Dieta da Serotonina

Duas pesquisadoras americanas de Massachusetts, Judith Wurtman e Nina Marquis, lançaram um livro chamado The Serotonin Power Diet (sem edição em português), onde elas explicam como deve ser a dieta para se alcançar níveis mais altos da serotonina e assim ajudar a manter os seus desejos por carboidratos e doces sob controle, ao mesmo tempo que reduz o apetite e melhora o seu humor.
O carboidrato é um alimento importante para desencadear o aumento desse neurotransmissor, pois faz com que a insulina seja liberada mais rapidamente na corrente sanguínea, facilitando a travessia do  triptofano, aminoácido essencial para a produção da serotonina, através do sangue para o cérebro.
Escolhendo os alimentos certos, equilibrando as porções e adicionando carboidratos nos lanches entre as refeições, você fará seu corpo se beneficiar na absorção dos nutrientes importantes para a síntese da Serotonina.

A dieta possui 3 fases:

Fase 1 – Aumentar

Essa fase tem duração de duas semanas e o objetivo é aumentar os níveis de serotonina. Você tem direito a 3 lanches durante o dia, com no máximo 180 calorias cada um. Faça uma refeição rica em carboidratos no jantar, pois assim se sentirá mais saciada e não dormirá com fome.
Como deve estar distribuído cada lanche na Fase 1
· 30 g ou 40 g de carboidratos
· De 1 g a 3 g de gordura
· Até 5 g de proteína

Cardápio Fase 1 – Aumentar a Serotonina

Café da manhã
1 porção de proteína: Sugestões:
1 ovo ou 50 g de presunto ou 1 copo de leite desnatado ou 1/2 copo de ricota ou 1 copo de iogurte
1 porção de carboidrato: Sugestões:
2 fatias de pão de fôrma light ou 1 de pão normal ou 3/4 de copo de cereal matinal ou
4 bolachas água e sal
1 fruta ou suco de fruta: Sugestões:
1 banana ou 1 maçã ou 2 kiwis pequenos ou 1 copo de melão ou 1 pera ou 3/4 de copo de abacaxi
Lanche da manhã
· Faça-o uma hora antes do almoço – 30 g ou 40 g de carboidratos
Sugestões:
Cookies, biscoitos integrais, pipoca light, picolé de fruta, morango com chocolate, barrinha de cereais, uma barrinha de chocolate, nozes, castanhas, etc.
Almoço
1 porção de proteína (120 gramas) – Sugestões:
120 g de peixe, de carne vermelha, de porco ou frutos do mar ou 1 copo de queijo cottage ou omelete com 5 ou 6 ovos (só a clara) ou 180 g de atum em lata
Vegetais (2 copos por dia)  – Sugestões:
Verduras de folhas verdes, vegetais crucíferos, leguminosas e legumes
Lanche da tarde
Lanche três a quatro horas após o almoço, 1 g a 3 g de gordura
Sugestões:
Abacate, Avelã, Amêndoa, Castanha de Caju, Amendoim, Castanha do Pará, Semente de Abóbora, Pistache, Gergelim, Semente de Girassol
Jantar
1 porção de carboidrato – Sugestões:
1 1/2 copo de grãos ou legumes cozidos, lentilha, cuscuz, polenta ou arroz ou 4 fatias de pão ou 4 espigas de milho ou 340 g de batata.
Vegetais à vontade – sugestões:
Idem almoço
Ceia
· Faça-o de duas a três horas após o jantar, 5 g de proteína
Sugestões:
Frios em geral, Iogurte desnatado, Leite de soja, Carnes, Ovo, etc…

Fase 2 – Equilibrar

Essa fase tem duração de 6 semanas e o objetivo é equilibrar os níveis d serotonina. É permitido dois lanches por dia até 180 calorias cada um e reduzir a quantidade de proteína no almoço e aumentá-la no jantar.
Como deve estar distribuído cada lanche na Fase 2:
O mesmo da Fase 1

Cardápio Fase 2 – Equilibrar a Serotonina

Café da manhã
· Idem à fase anterior
Lanche
· Faça-o uma hora antes do almoço, use as sugestões da fase 1
Almoço
· Idem à fase anterior, porém reduza a quantidade de proteínas para 90 gramas.
Lanche da tarde
· Faça-o de três a quatro horas depois do almoço, use as sugestões da fase 1
Jantar (Sugestões iguais à Fase 1)
1 porção de proteína – Sugestões
Reduza para 60 gramas: Carnes magras, peixes, frutos do mar, tofu ou derivados de soja
1 porção de carboidrato – Sugestões:
1 copo de grãos e legumes cozidos ou lentilha ou polenta ou quinoa, arroz ou 4 fatias de pão ou 4 espigas de milho ou 240 g de batata
Vegetais à vontade – Sugestões:
Idem Fase 1
Ceia
Idem Fase 1

Fase 3 – Controlar

Tem duração de 4 semanas ou até chegar no peso desejado. O objetivo é manter os níveis de serotonina estáveis. A quantidade de lanches é reduzido para um apenas por dia até 200 calorias e somente 3 horas após o almoço.
Como deve estar distribuído cada lanche na Fase 3:
· Carboidratos: 20 g a 25 g
· Gordura: De 1 g a 2 g
· Proteína: Até 3 g

Cardápio Fase 3 – Controlar a Serotonina

Café da manhã
· Idem à fase anterior
Lanche
· Faça-o uma hora antes do almoço, Carboidratos: 20 g a 25 g
Almoço
· Idem à fase anterior
Lanche
· Faça-o de três a quatro horas depois do almoço, Gordura: De 1 g a 2 g
Jantar
· Idem à fase anterior
Ceia
Faça-o de três a quatro horas depois do jantar, Proteína: Até 3 g

Observações

Não se esqueça de procurar sempre as opções mais saudáveis e light, ou seja com baixo teor de gordura e açúcar, seja nos lanches ou nas refeições principais.
Além de fazer você emagrecer gradualmente e de forma saudável, a dieta ajudará você a manter seu humor estável, sem altos e baixos, aumentará sua energia mental e ajudará a dormir melhor.
Quanto ao lanche, essa dieta praticamente não restringe nenhum tipo de carboidrato, mas fique atenta à qualidade nutricional. Exemplos de bons carboidratos: Uma barra de chocolate escuro, aveia, cereais, granola light, cookies, biscoitos integrais, picolé de frutas, entre outras.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Serotonina, saiba o que é e aprenda a controlar seu lado emocional.





Você é daquelas pessoas que sentem muita instabilidade no humor? Ou às vezes se sente desanimado, depressivo, ou até mesmo irritado ou agressivo? Talvez você não saiba, mas muitas vezes essas reações emocionais podem estar ligadas aos níveis baixos de neurotransmissores, como a serotonina.
O que é

A serotonina é um neurotransmissor liberado na sinapse e na circulação sanguínea, um processo que ocorre naturalmente no nosso corpo. Portanto não é encontrado nos alimentos, embora estes tenham um papel fundamental para que o corpo possa produzi-lo, especialmente um aminoácido chamado triptofano.

Mas para que o triptofano seja bem aproveitado pelo organismo na sinapse da serotonina, outros nutrientes são importantes como proteínas, minerais, ácidos graxos, vitaminas do complexo B e tirosina. Uma alimentação descontrolada, pode reduzir os níveis de serotonina e isso poderá afetar o humor, o apetite, o sono e até a sexualidade.

Além disso pode desencadear problemas emocionais como raiva, depressão e insônia, problemas que podem comprometer a forma que enfrentamos os desafios da vida. Para evitar isso, que tal colocar alimentos em sua dieta para garantir uma vida mais feliz e saudável e assim impulsionar o seu humor e reduzir sintomas de depressão, estresse e irritabilidade?
Alimentos que controlam as emoções
Triptofano: Leite e derivados, peru, soja e derivados, amendoim, amêndoas, ovos, carne, nozes, feijão, peixe.
Vitaminas do Complexo B: Arroz integral, frango, milho, levedura de ovos, folhas verdes, legumes, carne, nozes, ervilhas, sementes de girassol, banana, manga e aveia.
Minerais: Cálcio: Amêndoas, levedura de cerveja, folhas verdes, vegetais crucíferos, peixes com ossos, sementes de gergelim, tofu.
Magnésio: Vegetais de folhas verdes, arroz integral, gergelim, camarão, salmão.
Ácidos graxos essenciais: Ômega 3 do (óleos de peixes encontrados em cavala, salmão, sardinha, atum, óleo de noz, óleo de linhaça) e ômega 6: óleo de canola, frango, ovos, linho, óleo de semente de uva, óleo de cártamo, óleo de girassol, peru, trigo germe de óleo.
Ácido Fólico: Fígado de frango, lentilhas, feijão, feijão preto, grão de bico, laranjas, melão, morango, folhas verdes, brócolis, espinafre e aspargos
Serotonina e a balança

A serotonina é responsável por um verdadeiro equilíbrio do nosso corpo, ele pode afetar coisas inimagináveis como o apetite por exemplo. Afinal, o estresse e a ansiedade podem fazer que involuntariamente que o apetite e a gula aumente, comprometendo nosso peso.

Outra questão importante é que estudos revelaram que 90% de Serotonina é sintetizada no intestino. Não é a toa que dizem que “O intestino é nosso segundo cérebro” e portanto devemos estar mais atentos à qualidade nutricional das nossas refeições, para fornecer ao nosso cérebro, todos os nutrientes que ele precisa.

Comidas com alto índice glicêmico como massas, pães e batatas aumentam a serotonina instantaneamente, porém causa uma grande queda nos níveis de insulina e nos níveis de açúcar no sangue. Para algumas pessoas, o resultado pode ser uma verdadeira montanha russa de altos e baixos em relação ao humor.
A chave para ser feliz

Já deu para saber como a serotonina tem grande influência no nosso bem estar físico e mental. Manter o equilíbrio é a chave para ter qualidade de vida e felicidade. Além disso, a serotonina por ser uma reação química do nosso organismo, podemos obtê-la de outras formas, como atividade física ou coisas que nos traz bem estar como sexo, dançar, uma música que gostamos, estar em companhia de amigos.



Fonte:  http://www.dietaebeleza.com/

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Paroxetina - O QUE É?



Presume-se que a ação antidepressiva da paroxetina é devida ao aumento do estímulo serotoninérgico no SNC, ocorrido a partir da inibição da recaptação da serotonina pelos neurônios. Os estudos em animais indicam que a paroxetina é um bloqueador da recaptação altamente seletivo para a serotonina, pois exibe somente um efeito muito leve sobre a recaptação de outros neurotransmissores, como a noradrenalina e a dopamina.

A paroxetina é completamente absorvida após a sua administração oral, é metabolizada rapidamente para dar origem a metabólitos cinqüenta vezes menos potentes, que em sua maior parte são polares (predominam glicurônidos e sulfatos) que se eliminam rapidamente. Um dos passos na sua biotransformação depende de uma enzima facilmente saturável, o que dá como resultado uma falta de linearidade na farmacocinética do fármaco.
Sua distribuição pelo organismo é rápida, incluindo o SNC, e fica um remanescente de 1% no plasma. As afecções renais e hepáticas provocam um incremento nas concentrações plasmáticas da paroxetina, tanto que em idosos atingem concentrações 7 a 80% superiores às nos indivíduos jovens.

Indicações
Síndromes depressivas com melancolia. Episódios depressivos maiores ou severos. Depressão recorrente. Distimias. Transtorno obessivo-compulsivo. Usos adicionais, como terapia única ou como coadjuvante no tratamento da neuropatia diabética e da dor de cabeça tensional crônica. Transtornos da conduta alimentar.

Dose
A dose inicial da paroxetina recomendada é de 20mg por dia em uma única tomada matinal. Pode ser incrementada de 10 em 10mg até chegar a 50mg por dia, de acordo com a resposta do paciente. Idosos: a dose inicial deve ser de 20mg diários, que podem ser aumentados de 10mg até a um máximo de 40mg/dia, de acordo com a resposta do paciente.

Superdose
Náuseas, vômitos, sonolência. Não foram observados casos fatais. O tratamento deve ser de suporte, assegurando o estabelecimento da ventilação e oxigenação. A diurese forçada, a diálise e a hemoperfusão não são benéficas na eliminação da paroxetina do organismo.

Reações adversas
Dor de cabeça, astenia, dor abdominal, palpitação, vasodilatação, sudoração, tonturas, sonolência, insônia, agitação, tremores, ansiedade, náuseas, vômitos, boca seca, alterações na ejaculação.

Precauções
Não é recomendável o uso de paroxetina em crianças, pois a eficácia e a segurança do fármaco não foram estabelecidas para esse grupo etário. O paciente que recebe paroxetina não deve operar maquinaria pesada nem dirigir automóveis. Para mudar de paroxetina a um IMAO, ou vice-versa, deve suspender-se a administração de qualquer um deles pelo menos duas semanas antes de iniciar a administração do outro.

Interações
Entre as manifestações comuns incluem-se rigidez, hipertermia, instabilidade autonômica (com flutuações rápidas dos sinais vitais), mudanças do estado mental (agitação extrema que pode progredir a delírio e coma). Essas reações foram observadas em pessoas que recentemente tinham suspenso a paroxetina e começavam o tratamento com um IMAO.
Co-administrado com triptofano, dor de cabeça, náusea, sudação e tonturas. Warfarina: administrar com precaução. Os fármacos que afetam o metabolismo hepático podem alterar o metabolismo e a farmacocinética da paroxetina. A cimetidina inibe o metabolismo da paroxetina; deve ser ajustada a dose dessa última.
A co-administração de fármacos metabolizados pelo citocromo P450IID6 (nortriptilina, amitriptilina, imipramina, desipramina, fluoxetina, fenotiazinas, propafenona, flecainida, encainida, quinidina, etc.) deve ser levada a cabo com precauções.Os pacientes que recebem paroxetina não devem ingerir álcool.
Com digoxina foi observada uma diminuição da área sob a curva média desse fármaco, quando é co-administrada com paroxetina. Prociclidina: se forem observados efeitos anticolinérgicos na co-administração com paroxetina, a dose de prociclidina deve ser reduzida.

Contra-indicações
Uso simultâneo com IMAO. Hipersensibilidade ao fármaco. Insuficiência renal severa. Crianças. Lactação. Gravidez.

Fonte: Ballone GJ - Antidepressivos ISRS - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, revisto em 2005.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Teste: Como saber se estou com depressão?


1. Como anda o seu humor ultimamente?
(0). Tranqüilo
(1). Irritado
(2). Mal humorado impaciente e ansioso
(3). Triste, pessimista e desesperançado
(3). Vejo tudo negro e sem saída

2. Você tem sentimentos de culpa?
(0). raramente
(1). às vezes acho que falho muito
(2). sinto que vou decepcionar as pessoas
(3). arrependo-me de erros passados e fico pensando neles
(4). o que está acontecendo é um castigo

3. Você já teve idéias de morte?
(0). raramente
(1). acho tudo muito chato
(2). sinto a vida pesada e que não vale à pena
(3). já pensei em suicídio
(4). já tentei o suicídio

4.Você tem dificuldade para adormecer?
(0). não
(1). de vez em quando
(2). sempre

5. Você acorda durante a noite?
(0). nunca
(1). sono agitado
(2). acordo freqüentemente

6.Você acorda cedo demais?
(0). nunca
(1). acordo de madrugada, mas volto a dormir
(2). acordo e não volto mais a dormir

7.Você é preguiçoso?
(0). nunca
(1). sou preguiçoso e acomodado
(2). sinto-me fraco e tudo requer um grande esforço
(3). perdi do interesse e produzo muito menos
(4). não faço mais nada

8. Você tem dificuldades para se concentrar?
(0). raramente
(1). sou dispersivo e me perco em meus pensamentos
(2). só penso em meus problemas
(3). não consigo mais ver filmes ou TV
(4). nada me importa

9. Você é inquieto?
(0). raramente
(1). vivo mexendo em alguma coisa
(2). brinco com as mãos, com o cabelo
(3). torço as mãos, rôo as unhas, mordo os lábios
(4). não paro quieto, me dá aflição

10. Você se sente nervoso irritado?
(0). raramente
(1). de vez em quando
(2). vivo tenso e quase sempre estou preocupado
(3). tenho medo de que algo ruim possa acontecer
(4). sinto-me apavorado

11. Você tem sintomas físicos (batedeira,boca seca,dor de cabeça,gazes,cólicas,etc.)?
(0). raramente
(1). às vezes
(2). tenho sintomas físicos freqüentes
(3). constantemente
(4). vários sintomas diariamente

12. Como esta o seu apetite?
(0). bom
(1). como forçado, mas como
(2). tenho comido bem menos
(3). como muito pouco
(4). quase não como

13. Como esta a sua sexualidade?
(0). normal
(1). teve uma pequena diminuição
(2). diminuiu bastante
(3). não quero saber mais de sexo

14. Você se preocupa com a sua saúde?
(0). não
(1). pouca coisa
(2). sou cismado e adoro ir a farmácia
(3). sou uma pessoa muito doente

15. Você andou perdendo peso?
(0). não
(1). pouca coisa
(2). mais de 3 kg
(3). bastante

16. Você acha que está deprimido?
(0). pode ser
(1). É difícil de aceitar
(2). o problema é de outra origem, não emocional
(3). de jeito nenhum

17. O seu humor muda durante o dia?
(0). raramente
(1). pouca coisa
(2). bastante
(3). meu melhor horário é quando o dia acaba

18. Você se sente longe, distante, fora de seu eu?
(0). não
(1). raramente
(2). de vez em quando
(3). bastante
(4). sempre

19. Você se sente perseguido, acuado?
(0). nunca
(1). sou meio encanado
(2). as coisas não me favorecem
(3). às vezes acho que o mundo esta contra mim
(4). totalmente!

20. Você tem manias ou pensamentos recorrentes?
(0). raramente
(1). tenho algumas manias
(2). tenho varias manias e alguns pensamentos fixos
(3). sou cheio de manias e tenho pensamentos fixos

Resultado Some os resultados das suas respostas!
mais de 50: “Seu caso é delicado você precisa procurar um tratamento urgente”
entre 32 e 50: “Você tem uma depressão importante. Vale a pena se tratar!”
entre 18 e 32: “A depressão já esta começando, você deve tratar senão poderá piorar”
entre 5 e 18: “Você não tem depressão, mas alguma coisa acontece!”
até 5: “Você é uma pessoa equilibrada”

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Depressão de Natal














A pessoa deprimida precisa ser compreendida e cuidada...

O Natal é um período considerado de alegria e esperanças optimistas. Normalmente é assim, mas para muitas pessoas pode ser uma época muito triste e se fazer acompanhada por sentimentos de solidão, desamparo e desânimo. Essa condição é chamada Depressão de Natal ou "Christmas Blues".

A depressão das festas é comum no mês de Dezembro durante o frenesi do Natal e Fim de Ano, ao fazermos balanços e projectos. O que para muita gente é a época mais feliz do ano para outros é bem ao contrário. O Natal e os encontros de família podem se transformar em momento tristes e difíceis de suportar, especialmente se a pessoa já está deprimida ou a passar por uma crise existencial.

O Natal é a época que mais afecta os depressivos, embora a depressão possa atacar em qualquer época do ano é na época do Natal que a maioria dos suicídios acontece. Devemos estar atentos a isso e especialmente aos idosos que necessitam de maior atenção.

Há muitas causas para esse tipo de distúrbio do humor que pode evoluir para uma depressão verdadeira, com os mesmos sintomas da depressão clínica.
Geralmente a depressão de Natal é de duração breve, desde alguns dias a semanas e em muitos casos termina quando as férias acabam e retorna-se à rotina quotidiana.

É necessário tentar perceber, quais possam ser os motivos de cada um, os mais relacionados à esfera dos afectos bem como os mais estritamente físicos.

Entretanto podemos sugerir algumas regras básicas de saúde durante as festas.

Factores que contribuem para a Depressão de Natal
  • Aumento do stress
  • Fadiga
  • Expectativas não realizadas
  • Vulnerabilidade biológica à estação e à fraca irradiação solar
  • Dificuldade em estar com a família
  • Lembranças de celebrações passadas
  • Pressão social para o consumo excessivo
  • Mudança da dieta
  • Mudança da rotina quotidiana
  • Falta de alguém que já não existe
Os sintomas mais comuns da Depressão de Natal são:
  • Dor de cabeça
  • Incapacidade de dormir ou dormir muito
  • Mudanças de apetite
  • Agitação ou ansiedade
  • Sentimento de culpa excessivo ou inapropriado
  • Diminuição da capacidade de concentração
  • Diminuição do interesse em actividades que normalmente levam ao prazer
Como defender-se da “Depressão de Natal”:
Fazer:
  • Minimizar as expectativas e transformar o Natal em uma “festividade normal”.
  • Ter um programa organizado para esse período de festas.
  • Não formular propósitos de mudanças totais para após o Ano Novo.
  • Praticar uma actividade física ao ar livre, mesmo se estiver frio e principalmente nas horas de luz.
  • Exercitar o pensamento positivo
  • Estar com pessoas
Não fazer:
  • Não mudar muito os ritmos e particularmente os do sono
  • Não beber álcool em excesso
  • Não exagerar com a comida
  • Não ter expectativas irrealizáveis
  • Não focar no que não temos
  • Não lamentar o passado, mas fazer pequenos propósitos para o futuro realísticos e concretos.
Concluindo: deixar de lado projectos “extraordinários”, propor-se objectivos realísticos, organizar o próprio tempo, fazer listas, prioridades, fazer um plano e segui-lo. Sair da ritualidade muito “Litúrgica” das festas e procurar inventar novas maneiras para celebrar o Natal.

É importante principalmente permitir a si próprios de estar triste ou saudosos. Esses são
sentimentos normais particularmente na época de Natal.

 Mariagrazia Marini

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Oração para a Paz interior


Reitere
estas verdades durante dez ou 15 minutos em voz alta e você
descobrirá que suas vibrações espirituais benéficas permeiam
todo o seu ser, e penetram em seu subconsciente, neutralizando e
apagando todo o comportamento negativo de medo, aflição e
depressão.

"Minha mente é a
mente de Deus, e o rio de paz de Deus satura minha alma e
meu coração. O amor benéfico de Deus enche minha mente e
meu coração. Estou calmo, sereno, tranqüilo, descontraído, e
à vontade. Deus no núcleo de mim mesmo faz cessar os ventos
do medo e as vagas da depressão, e eu estou em paz."

sábado, 12 de novembro de 2011

O QUE FAZ A VIDA PARECER SEM SENTIDO ?

 
 
 
"O que faz a vida parecer tão frequentemente sem sentido a uma pessoa?" Esta é uma pergunta que você já pode ter se feito durante algum tempo, ou que esteja se fazendo agora... O que para os pássaros é a muda - época em que trocam de plumagem, os tempos difíceis -, a depressão é para os seres humanos. Talvez tenhamos um conceito muito negativo desta que se tornou a doença do século XX. Por isso, gostaria de propor-lhes uma visão diferenciada, um outro modo de encarar o que para nós possa ser sinônimo apenas de fracasso. Acredito que muitos frutos podem ser colhidos nesse tempo; lembro-me agora de algumas frutas próprias do inverno e de como alegram os dias chuvosos e sombrios. Passada essa época, permanece a lembrança, não das chuvas e do frio, mas dos frutos da estação.

Porém, antes de falarmos mais sobre este assunto, é imprescindível estabelecer a diferença entre a depressão de caráter endógeno e a depressão decorrente de lutas e angústias, que também podemos chamar de psico-espiritual. Esta definição é necessária, pois o nosso objetivo é tratar apenas desta.

As depressões endógenas, podem ser desencadeadas por um fator psicológico, mas são condicionadas bioquimicamente e até hereditariamente alicerçadas. Nesse caso, é preciso uma farmacoterapia adequada e acompanhamento médico. Pode acontecer, inclusive, que esse tipo de depressão não esteja vinculado a nenhuma crise pessoal ou estressor social. Por exemplo, uma pessoa depressiva que traz em sua história familiar a depressão em gerações anteriores, ou que apresenta um déficit de serotonina, quando está livre da crise, consegue dedicar-se ao seu sentido de vida. Mas existem também os casos em que os dois tipos de depressão vêm juntos.

Vejamos agora o que é a depressão psico-espiritual, que tem acometido tantas pessoas, independentemente de faixa etária, nível sócio-econômico, profissional e religioso. Segundo Victor Frankl, psicoterapeuta existencialista, essa depressão é causada por um vazio existencial, decorrente de uma falta de sentido de vida, podendo ser encontrado por trás de uma vida profissional excessiva, no refúgio de uma atividade desportiva, na fuga para o mundo dos romances ou televisão, nos fenômenos psicológicos de massa, no decaimento psicofísico dos aposentados, na necessidade de nunca se deixar descansar ou na febre de novas ações e novas experiências. Esse vazio não chega a ser uma enfermidade, salvo quando acompanhado por sintomas na dimensão psicofísica, mas provoca um quadro depressivo - apatia, desânimo generalizado, desinteresse por tudo ao redor, podendo causar inclusive o suicídio -; adição - desespero frente ao tempo, corre-se atrás de um relógio, sem nunca parar, com receio de enfrentar seu próprio vazio -; e agressividade - pode ser explícita, como a que vemos tomar as manchetes de jornais de todo o mundo, e implícita, presente nos relacionamentos, nas discussões no trânsito etc.).

Pronto! Agora que você já sabe do que se trata a depressão, podemos voltar a falar de um assunto mais interessante: do inverno e dos frutos, dos pássaros e suas plumagens... Você já havia pensado na depressão como algo assim? Olhando-a desta maneira, não nos parece tão terrível, não é mesmo?!

Muitos de nós consideramos a depressão um tempo sombrio, uma página vergonhosa de nossa história, uma doença que aleija a alma. Difícil considerá-la um tempo de crescimento, de maturidade, de transformação... Será por causa da pergunta que se faz? Aquela acerca do sentido da vida? Afinal, reconhecer-se confuso, admitir que o mundo não lhe satisfaz, que a felicidade é simples, que o trabalho não lhe preenche, não é lá muito fácil! É preferível não mexer nisso, vestir o luto e ver no que vai dar. Sim ou não?! Não! Vejamos o porquê: a depressão enquanto condição humana, se bem orientada, deve conduzir o ser humano à tomada de consciência da sua própria vida e do seu sentido último (nada de fugir de si mesmo!). Quando isso acontece, estamos falando de maturidade espiritual, uma vez que é reconhecida a necessidade de orientar-se para algo que o transcende, para uma missão a realizar e/ou uma pessoa a conhecer e amar. Isso é próprio do ser humano, é uma lei inscrita em seu coração, não dá para negar esta verdade!

Consideremos, então, a depressão uma prova. A crise consiste em admitir que se está vazio e que é preciso encher-se; que se tem sede e precisa-se de água, e para isso é preciso romper com muitas coisas. Se conseguirmos entender a depressão desta forma, aceitaremos que possa haver um Deus e que todo o vazio será ocupado por sua presença que se encarregará de dar sentido à nossa vida.

Termino com uma citação de Santa Teresinha, intercedendo a Deus por você que passa hoje por esta dor. Não esqueça: Ele não nos prova acima de nossas forças!
 
por
Comunidade Shalom

Depoimento de uma deprimida

 
 
 
É um prazer deixar um depoimento aqui. Eu sofro de depressão há anos. Tinha 23 quando passei a ter esse problema e atualmente tenho 46 anos. Costumo falar que é uma luta constante, dia após dia, mas graças a Deus hoje em dia aprendi a lidar com essa doença. Mas não foi fácil, muito pelo contrário. Todas as vezes que eu ia ao médico (psiquiatra), fazia várias perguntas a respeito dessa doença tão descriminada ainda. 

Comecei a me aprofundar querendo saber mais a respeito do meu problema. Hoje em dia eu falo para todos que sofrem de depressão que não percam a esperança, pois a vida é bela e maravilhosa. E,  como qualquer outro problema, temos que encontrar solução. Nada de desespero, desânimo. Temos que ter muita força de vontade mas conseguimos vencer. Hoje em dia sou casada há muitos anos, meu marido é um homem maravilhoso. É como um Pai para mim. 

Tenho outros probleminhas, como qualquer outra pessoa, mas depressão não me desanima e nem me deixa pra baixo. Tive que aprender a conviver com isso. Sou super vaidosa, animada, alegre, adoro viver a vida intensamente junto as pessoas que me cercam e que eu tanto amo. Não existe ninguém que possa nos tirar lá do fundo do poço a não ser nossa força de vontade, temos que querer. 

Por mais que nossos familiares fiquem pertinho de nós, muitas vezes é inútil. É claro que o amor deles é muito importante sim, assim como daqueles que realmente dizem ser nossos amigos. Por isto, digo para todos que sofrem de depressão: não desistam, por favor lutem, peçam a Deus forças e sigam em frente!

Aprendam a sorrir para vida, pois ela é uma só não deixe sua vida passar em branco diante dos seus olhos. Tenho certeza que vocês vão conseguir, assim como eu consegui .

* * *

P.S. :  Quero deixar bem claro que nunca tentei suicídio. A minha depressão não chega a tanto. Muitas pessoas já me perguntaram se eu já tentei suicídio e eu sempre falo  que não. Esse tipo de depressão deve ser bem mais complicado, mas nada vale a pena tirar sua prória vida. Pensem: nossa vida é uma só e não tem culpa dos nossos problemas. O que eu quero disser é que não vale a pena tirar sua vida pois ela é muito valiosa. Não deixem que esse problema faça com que você acabe com sua própria vida. Eu entendo que é muito difícil mas não impossível sair da crise. Por favor, lutem com todas as suas forças. Peçam ajuda, façam seu tratamento corretamente, não deixe de ir ao especialista neste caso, não sinta vergonha de falar que sofre desse problema. Não há motivo para sentir vergonha. Depressão é como uma dor de cabeça forte, é como sofrer de pressão alta : tem tratamento. Não se permita  ser discriminada e não deixe que ela te mate.Torno a falar: a vida é maravilhosa e bela, não deixe o vazio, desespero, acabar com ela. Não vale a pena !

DEPRESSÃO E ESPIRITUALIDADE

 
 
Em seus caminhos em busca do autoconhecimento, as pessoas por vezes passam por situações naturais, embora não muito favoráveis para os processos em si. Muitas acabam sentindo-se solitárias e por vezes tristes, o que leva a terceiros questionarem a respeito do que acontece com elas. Nascem então insinuações a respeito de isolamento, desvio intelectual, alienação ou até mesmo depressão.
Mas quem está de fora não pode compreender o que se passa no coração e na mente daquele que começou seu processo espiritual. E embora o isolamento seja algo quase que inevitável em um primeiro momento, ele não está baseado num possível início de depressão.

A depressão é o estado vibratório mais baixo e denso que um ser humano pode alcançar, justamente por limitar os ânimos mental, emocional e corporal ao mesmo tempo. Além de ser um estado que perdura por tempo indeterminado; um evento inconstante nas ondulações vibracionais comuns de cada indivíduo. Seria, numa analogia simples, como se a onda atingisse seu pico mais baixo e demorasse a se normalizar.


Porém, perceba que a depressão não pode existir em uma mente consciente, isso é naturalmente impossível. Sua natureza é justamente a influência agressiva das emoções em uma pessoa inconsciente, em uma pessoa que não tem qualquer tipo de entendimento a respeito da mecânica da vida, das emoções e do poder individual.


Sendo então a depressão um aspecto inconsciente do ser, a pessoa que se vê refém dessa enfermidade, embora possa ter algum nível de espiritualidade, na verdade ainda está longe de compreender de maneira factual aquilo que ela é. Logo, o entendimento espiritual dito presente nada mais seria que uma especulação mental. E nestes casos pode sim haver a depressão em uma pessoa espiritualizada.


Mas note que a palavra não descreve a verdade a respeito do estado daquela pessoa. Estar espiritualizado não implica em estar consciente, mas em saber de maneira intelectual o que é que se esconde dentro de si e o que é o mundo ao redor. Estar consciente é ir além do saber mental, ir além do próprio conhecimento, ir além de si mesmo.


Então, se neste instante há um desânimo o abatendo, pode não ser depressão. O corpo por vezes acaba sendo renegado, estando em segundo plano durante um processo de conscientização. Quando há algo a ser resolvido em seu interior, você talvez tenda a deixar algumas coisas de lado; coisas sem relação com condicionamentos. Mas é importante compreender que essa é uma fase finita.


Todavia, quando tal abandono ultrapassa o razoável, trazendo desconforto ou debilitando a saúde, é necessário parar e voltar sua atenção a isso. Evoluir implica em expansão e harmonia, logo, o corpo faz parte disso e não se pode renegá-lo de forma alguma.


Desta forma, estar em desânimo físico, padecendo de sintomas como insônia, indisposição ou falta de apetite, mas estando consciente, em paz e buscando mais e mais o autoconhecimento, não significa estar entrando em depressão. Este é um estado em que há um hiato elucidativo, durante o qual tudo perde a valia. Apenas “relembrando” ou “descobrindo” algo de relevância em seu processo individual é que fará tal hiato se desfazer.


Mas reintero a importância de se estar atento à saúde e ao bem estar do corpo. Mesmo que não seja tão fácil realizar coisas que agora parecem tão desnecessárias, a fim de manter-se são e principalmente centrado, deve-se suprir aquilo que o corpo exige. Portanto, não renegue seu corpo, não renegue seu filho. Dê alimento a ele, dê descanso a ele e, principalmente, mantenha o amor presente.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Compreender a depressão e o seu impacto nas relações






A depressão afecta toda a família... Todos nos sentimos tristes ou “em baixo” de vez em quando — isto é uma parte normal da vida. Sentimentos tristes ou negativos que tornam difícil lidar com o dia a dia, podem assinalar uma doença chamada depressão.

A depressão pode causar um verdadeiro sofrimento — tanto para a pessoa afectada como para os membros da família e outros entes queridos. Quando uma pessoa está deprimida, pode achar difícil ir trabalhar, cumprir as tarefas diárias e até levantar-se da cama. Algumas vezes, a pessoa deprimida também acha difícil dar o primeiro passo na busca de ajuda.
Aqueles que estão ligados a quem sofre de depressão são frequentemente vítimas ignoradas, uma vez que o impacto da depressão nas suas vidas é pouco valorizado.
As pessoas que sofrem de depressão podem suscitar sentimentos de frustração, culpa ou mesmo irritação nos que lhes são queridos, os quais podem ressentir-se dos problemas da pessoa deprimida ou ter dificuldade em compreender as suas causas. Estes sentimentos são normais, mas ajuda ter meios saudáveis para lidar com eles.

Felizmente, a depressão é uma doença que se trata - e apreender o máximo que se puder acerca desta perturbação e do seu tratamento poderá ajudar. Esta brochura descreve situações concretas relacionadas com a depressão e dá sugestões práticas que podem ajudar toda a família a lutar contra os efeitos da depressão.

Qual a importância das relações familiares na depressão?


As relações de apoio entre membros da família (incluindo os cônjuges) são vitais no tratamento diário desta doença.


Reconhecer a depressão...
os sintomas podem ser por
vezes surpreendentes

A depressão afecta o humor da pessoa, a visão sobre a vida, o comportamento e até algumas funções corporais, tais como dormir, comer ou o próprio nível de energia. A pessoa depressiva sente quase sempre tristeza ou preocupação, e está frequentemente irritável ou ansiosa. Muitas pessoas com depressão costumam ter baixa da auto-estima e pensamentos negativos (noutras palavras, elas poderão pensar frequentemente, “Eu não consigo fazer isso” ou “Isto não vai resultar”).
A depressão tem diversos sintomas — alguns mais fáceis de reconhecer e outros mais difíceis. O primeiro sinal de depressão é, muitas vezes, uma mudança do comportamento normal da pessoa — podendo, por exemplo, tornar-se irritável e afastar-se ou começar a ter problemas com o sono ou o apetite. Sintomas comuns de depressão incluem3:

  • Sensação de tristeza, desânimo, melancolia
  • Perda de interesse por coisas que eram apreciadas (sexo ou outras actividades)
  • Perda de apetite ou peso (ou, por vezes, aumento de peso)
  • Dificuldade em dormir ou dormir em demasia
  • Agitação ou lentificação psicomotoras
  • Sensação de cansaço, lentidão ou inquietação
  • Sensação de incapacidade ou culpabilidade
  • Problemas em concentrar-se, pensar, recordar ou tomar decisões
  • Pensamentos de morte ou suicídio

Dois casos muito diferentes de Depressão

O modo como estes sintomas se manifestam pode variar de pessoa para pessoa.
Por exemplo, a Joana, de 19 anos, embora não se sentisse cansada, confessou ao seu médico que estava a ser difícil cumprir com o seu trabalho e compromissos sociais.
A sua mãe contou que a Joana andava a dormir 10 a 12 horas todos os dias, muito mais do que as suas normais 7 a 8 horas.
Tinha dores de cabeça, outras dores e problemas de estômago.
Embora possa parecer surpreendente, sintomas físicos como estes são comuns em pessoas com depressão.
Marcos, de 51 anos, contou que se encontrava frequentemente rabugento e sentia que ele e a sua esposa estavam sempre a discutir. Também referiu que a sua esposa era muito crítica em relação a ele e que era frequentemente hostil e se zangava. Além disso, Marcos sentia dificuldades em dormir à noite e estava a perder peso. 
O aumento da irritabilidade e das discussões andam muitas vezes de mãos dadas com a doença depressiva: em parte é por isto que a depressão num membro da família tem um impacto significativo nas emoções e no comportamento de outros membros da família — e no relacionamento do casal ou de toda a família.
O diagnóstico de depressão é feito normalmente quando uma pessoa sente cinco (ou mais) dos sintomas habitualmente descritos para a definir. Tais sintomas, ocorrem quase todos os dias durante, pelo
menos, 2 semanas. É obrigatório que pelo menos um dos sintomas seja o humor depressivo ou a perda de interesse ou prazer. 
Crianças e adolescentes podem ficar irritáveis em vez de tristes. Se algum destes sintomas ocorrer – e se se mantiver – é importante falar com o seu médico para se certificar se poderão corresponder a sinais de depressão.

Quem é afectado pela depressão
A depressão pode atingir todos os tipos de pessoas. Certos grupos podem ser mais propensos a deprimir-se. Por exemplo, as mulheres têm quase duas vezes maior probabilidade de terem sintomas da depressão do que os homens. Crianças e adolescentes podem também deprimir-se. Os sintomas da  depressão num adolescente são semelhantes aos do adulto, mas podem também incluir comportamentos inapropriados ou uma diminuição no desempenho escolar.
Aproximadamente 5% da população sofre, por ano, de alguma forma de depressão,
e muitas mais sentem os efeitos da depressão no seio da família6. Felizmente, o tratamento pode reduzir a gravidade e extensão dos episódios depressivos na maior parte das pessoas.

Causas da depressão
A depressão não é fruto de um único factor. Alguns acontecimentos com significado existencial — como um divórcio ou a perda de alguém querido — podem despoletar sintomas de depressão. Mas algumas pessoas deprimem mesmo quando a sua vida corre bem. A tendência para deprimir pode ocorrer numa família e parece haver um factor genético (ou herdado) em muitos casos de depressão4. Por exemplo, se um gémeo tem uma Doença Depressiva Major, há uma probabilidade de cerca de 50%
de que o outro exiba também sintomas de depressão, alguma vez, durante a sua vida. Além disso, filhos pais e parentes de uma pessoa com uma Doença Depressiva Major são duas ou três vezes mais propensos a terem este tipo de depressão, do que os parentes em primeiro grau de pessoas sem esta doença.
Causas físicas podem também contribuir para o desencadeamento da depressão e acredita-se que os sintomas possam também ser despoletados pelo desequilíbrio ou diminuição do nível de substâncias químicas (chamadas neurotransmissores, que incluem a serotonina e a noradrenalina) ou dos sinais que estas transportam para o cérebro. Muitos dos actuais medicamentos antidepressivos actuam regulando o nível destes neurotransmissores. Outras doenças, o uso de certos medicamentos e
a ingestão excessiva de álcool ou drogas, podem também contribuir para o desenvolvimento da doença depressiva4.
As causas da depressão são diferentes para cada indivíduo. Contudo, é importante que todos os membros da família compreendam que a pessoa não é “culpada” pela depressão e que, simplesmente, “tentar reagir” não irá resolver o problema.
E, quaisquer que sejam as causas, a maior parte das pessoas tratadas começam a sentir-se melhor após algumas semanas de tratamento médico. A depressão não é causada por uma fraqueza pessoal ou por falta de controlo – é uma doença médica que pode ser tratada.

Existe mais do que um tipo de depressão?
Sim. Na Doença Depressiva Major há perda de interesse por coisas que antes eram apreciadas, sensação de tristeza, desânimo, melancolia e ainda pelo menos três dos seguintes sintomas: perda ou aumento de peso; insónia ou hipersónia; agitação ou lentificação psicomotoras; sensação de cansaço ou inquietação; sentimentos de incapacidade; problemas na concentração e pensamentos suicidas.
Algumas pessoas têm um tipo diferente de Doença Afectiva, conhecido como Doença Bipolar, ou Doença Maníaco-Depressiva.
As pessoas com esta perturbação sofrem um ou mais episódios maníacos (um estado anormal de humor que se encontra persistentemente exaltado, eufórico, expansivo ou irritável e que aparece conjuntamente com outros sintomas), os quais podem ser seguidos ou precedidos de episódios depressivos major.
Existem tratamentos eficazes para as Doenças Afectivas. Um profissional de saúde é a pessoa a consultar para que o diagnóstico seja efectuado e para que se tome a decisão mais apropriada em relação ao tratamento. O plano de tratamento tem de envolver um médico, caso a medicação seja considerada necessária.

A importância do Tratamento
A depressão responde bem ao tratamento. Hoje em dia, existem muitas opções de tratamento eficazes, e a maior parte dos doentes com depressão pode esperar uma melhoria com o tratamento. O objectivo da terapêutica medicamentosa é controlar
os sintomas e tratar a doença, permitindo que a  pessoa deprimida se sinta melhor
e retome a sua rotina diária normal.
A psicoterapia pode ser usada para ajudar a pessoa e a família a aprender novos comportamentos e estratégias de actuação. A psicoterapia (falar sobre as emoções e a depressão com um profissional qualificado), pode também ajudar a reduzir e tratar os sintomas. O programa de tratamento varia de pessoa para pessoa e cada caso deve ser avaliado individualmente. Por vezes, a combinação de tratamentos resulta numa melhoria mais consistente a curto e longo prazo.

Quanto tempo demora a ficar-se melhor?

Muitas pessoas começam a sentir-se melhor 3 a 4 semanas após o início da terapia. Contudo, é importante ter em conta que a recuperação de uma depressão nem sempre se processa de forma linear — por outras palavras, o doente depressivo poderá viver uma mistura de “bons” e “maus” dias, mesmo após os sintomas começarem a diminuir.

O profissional  responsável pelo tratamento pode sugerir que a pessoa deprimida mantenha um diário que a ajude a verificar se os sintomas estão a melhorar.
Por exemplo, o Dr. Kelsey, Professor do Departamento de Psiquiatria e Ciências Comportamentais, da Universidade de Medicina Emory, usa uma escala de depressão  para ajudar os seus doentes a terem a noção de como se sentem. Nesta escala, 0 — indica “Sinto-me pior do que alguma vez me senti”; 1 — “Sinto-me mal a maior parte do tempo”; 2 — “Sinto-me triste/infeliz algumas vezes”;  3 — “Sinto-me contente a maior parte do tempo” e 4 — “Sinto-me melhor do que alguma vez me senti”.

Tomar breves notas acerca dos padrões de sono ou de outras actividades diárias pode também ser útil.
O cônjuge ou outro membro da família podem dar uma ajuda preciosa nesta área, uma vez que alguns doentes deprimidos podem sentir-se demasiado tristes ou cansados para registarem os seus próprios sintomas (pelo menos nos primeiros dias ou semanas da terapia).
A depressão pode também ser uma doença recorrente. Estudos mostraram, contudo, que o tratamento médico contínuo pode ajudar a prevenir o regresso dos sintomas (uma recaída ou nova ocorrência). O tratamento pode também aumentar a probabilidade de uma pessoa permanecer bem. Os tratamentos para a depressão incluem medicação, psicoterapia, ou a combinação de ambos.
Os medicamentos para o tratamento da depressão são conhecidos como antidepressivos. Existem muitos tipos de medicamentos antidepressivos e cada um actua de um modo ligeiramente diferente do outro. É importante que os membros da família compreendam que pode levar algum tempo até encontrar o medicamento que melhor actua e que é mais fácil de tomar — seja paciente e lembre-se que um tratamento eficaz pode trazer verdadeiros benefícios.
As medicações antidepressivas podem ajudar a normalizar os desequilíbrios químicos por vezes associados à depressão. Como foi anteriormente mencionado, pensa-se que estes medicamentos actuam regulando o nível de substâncias químicas especiais (neurotransmissores) que transmitem sinais no cérebro. Existem numerosos antidepressivos. Os medicamentos mais antigos incluem os antidepressivos tricíclicos tais como a amitriptilina, a nortriptilina, a imipramina, a clomipramina e os inibidores da monoaminoxidase (MAOIs). Os antidepressivos tetracíclicos antigos incluem a trazodona e a maproptilina.
Nos últimos anos, um número de novos medicamentos têm sido introduzidos.
Estes, incluem os inibidores da serotonina (SSRI) como a fluoxetina, paroxetina, fluvoxamina e sertralina, os inibidores da serotonina e da noradrenalina como a venlafaxina, além de outros compostos.
Devido ao facto de todos estes agentes serem bastante eficazes e bem tolerados, são agora vulgarmente utilizados no tratamento da depressão. O seu médico pode fornecer-lhe informações mais completas sobre a medicação antidepressiva.

Quais são alguns  dos efeitos secundários que podem ocorrer durante o tratamento com antidepressivos?

Os antidepressivos tricíclicos podem causar sonolência, boca seca, aumento de peso, visão turva, obstipação, e tonturas, entre outros efeitos secundários.
Os novos antidepressivos podem causar náuseas, diarreia, alterações do peso, tremores, insónia e outros efeitos secundários. Muitos destes efeitos secundários desaparecem ou diminuem com o decorrer do tempo. Geralmente, os novos antidepressivos são bem tolerados pela maioria dos doentes deprimidos.
Quando surgem efeitos secundários, é importante informar o médico. Muitas vezes, uma simples mudança – como ajustar a dosagem ou tomar o medicamento com (ou sem) comida – pode eliminar o problema. Alternativamente, uma vez que existe uma variedade de medicamentos eficazes disponíveis, o médico poderá aconselhar a mudança para outra medicação. Como membro da família, é importante apoiar a pessoa deprimida que sofre com os efeitos secundários, encorajando-a a falar com o médico.
Como se constatou anteriormente, a psicoterapia pode também ajudar a reduzir os sintomas e a tratar  depressão. O terapeuta e o doente podem discutir experiências, relações, acontecimentos, sentimentos e percepções importantes para o doente, o que poderá ajudar a clarificar questões penosas.
Uma vez que a depressão “mexe” com outros membros da família, a participação de toda a família em algumas sessões de aconselhamento poderá  ser útil. O doente e seus familiares poderão discutir esta hipótese com o terapeuta responsável pelo tratamento.
Para algumas pessoas, particularmente aquelas com depressões mais ligeiras, a psicoterapia poderá ser o único tratamento a seguir. O médico psiquiatra poderá ajudar a decidir se a psicoterapia é adequada ao tratamento do doente.

Como posso falar dos meus problemas quando estou deprimido?


O estigma associado aos sintomas depressivos impede muitas pessoas de procurarem ajuda mas, como esta brochura mostra, existem numerosos tratamentos eficazes.
É por isso que é necessário encontrar um médico, psicólogo ou outro profissional de cuidados de saúde com o qual se sinta à vontade para conversar. Poderá necessitar de falar de questões delicadas, uma vez que a depressão pode afectar todos os aspectos da vida familiar – desde a rotina normal da família até ao relacionamento sexual entre o casal. Encontrar uma solução é importante! Trata-se da sua saúde e da sua vida. A educação e o esclarecimento irão ajudar a combater a depressão.

Para iniciar uma conversa ou discussão, poderá achar útil apontar algumas questões antes de se dirigir ao consultório médico ou à sessão de aconselhamento.
Durante a visita, não hesite em tirar notas. Desse modo poderá rever o que o médico ou terapeuta lhe foi dizendo.

Como familiar de que modo posso ajudar?


É importante que os familiares possam fornecer à pessoa deprimida um ambiente carinhoso e de apoio. É natural que se espere que os sintomas da depressão desapareçam rapidamente, mas é preciso reconhecer que o doente irá progredir ao seu próprio ritmo. Tente não se colocar a si e à pessoa deprimida em situações que possam provocar desapontamentos e tente não pressionar o doente a animar-se.
Lembre-se que o primeiro tratamento pode não ser a melhor resposta para a depressão e que o processo de tentativa e erro pode levar algum tempo. Encoraje a pessoa com depressão. Registe quaisquer melhorias. Considere uma reavaliação posterior com o médico, ou até a procura de uma segunda opinião se as semanas passarem e os sintomas permanecerem inalteráveis ou piorarem.
Algumas pessoas têm de experimentar mais do que um tratamento ou trabalhar com mais de um profissional de saúde, antes de encontrar a combinação certa entre a relação pessoal e o tratamento indicado.
O desânimo provocado pela depressão pode levar o doente a pensar que não vale a pena consultar um médico ou tomar medicação. Ajude-o a seguir as instruções
do médico.
Finalmente, procure ser sensível. Trate a pessoa tão normalmente quanto possível, mas não o faça como se nada se passasse. A pessoa depressiva apreciará que não se ignore a sua doença.
Lembre-se que procurar tratamento é um sinal de força e é o primeiro passo para se sentir melhor. Reconheça que a melhoria sintomática é uma etapa em direcção a um objectivo mais global — resolver os problemas relacionados com o episódio depressivo, melhorando o relacionamento e os aspectos afectivos e emocionais que terão conduzido à depressão. Este processo demora algum tempo, mas pode levar a uma vida mais saudável e feliz.

O modo como a depressão afecta os comportamentos e as Relações
A depressão está muitas vezes ligada a uma mudança no comportamento. Os doentes deprimidos revelam muitas vezes dificuldade em se relacionar com os outros. Além disso, dão sinais subtis a que se deve estar atento: por exemplo, há estudos que mostram que as pessoas depressivas mantêm menos contacto visual
e falam mais baixo ou lentamente. Podem também falar num tom monocórdico.
A sua conversação pode ser dominada por pensamentos negativos, incluindo a tristeza e o desespero.

A depressão pode também ter um impacto significativo no padrão de comportamento dos outros membros da família. Por exemplo, a depressão é muitas vezes acompanhada por um aumento das discussões conjugais. Os cônjuges de pessoas deprimidas têm tendência a ficarem frustrados com estes.
No geral, as relações das pessoas deprimidas com os seus cônjuges são caracterizadas por um maior nível de irritação e hostilidade.
Os problemas conjugais parecem ter uma forte influência no decurso da depressão. Contudo, um apoio conjugal forte, poderá resultar em melhorias mais rápidas e  duradoiras dos sintomas depressivos. De igual modo, o apoio e participação de outros familiares pode ser essencial na diminuição desses sintomas. A colaboração de todos os familiares poderá ajudá-los a lidar com os seus sentimentos e a fortalecer a sua relação.
A depressão pode também afectar a ligação entre pais e filhos. As pesquisas sugerem que os pais depressivos têm mais dificuldades em interagir com os seus filhos e poderão retirar menos prazer da paternidade. O impacto da depressão poderá ter efeitos duradoiros no bem-estar psicológico e social dos filhos.

Reconhecendo como o humor afecta as relações


O humor afecta as relações criando um padrão negativo de comportamento. Todas as tardes, depois do trabalho, Isabel costumava perguntar a seu marido Samuel, como tinha corrido o trabalho. Samuel, habitualmente, apenas queria descansar e esquecer o trabalho e por isso limitava as suas respostas a pequenas frases, como “correu bem, querida”. Isabel sentia que Samuel estava propositadamente a esconder-lhe como tinha decorrido o dia. Uma vez que a depressão encorajava os pensamentos negativos, ela começou a acreditar que ele não a achava suficientemente importante para partilhar a sua vida e passou a sentir-se rejeitada. Isto veio agravar o seu desânimo e a diminuir a sua auto-estima.

Ressentimento como resultado da sobre–compensação da pessoa depressiva.
Depois de um casamento de 10 anos, o Nuno e a Susana mudaram-se para uma nova cidade, para a qual o Nuno tinha sido transferido pela sua empresa. A Susana, que era professora, teve dificuldade em encontrar um emprego na nova cidade. Várias semanas após a mudança, começou a ficar menos activa na procura de emprego e a encontrar poucos motivos para sair de casa. Nenhum dos dois conhecia muitas pessoas na nova cidade. Mas, enquanto o Nuno se relacionava diariamente com os seus novos colegas, a Susana passava a maior parte do seu tempo sozinha e isolada.
No espaço de 6 meses, Susana passou a dormir 10 a 12 horas por dia e a queixar-se de cansaço. Foi-lhe diagnosticada uma depressão. Tentando ajudar, Nuno parou de fazer “jogging” três vezes por semana de modo a ficar em casa e apoiar a Susana.  Isto, por sua vez, fez com que ele se sentisse ressentido e zangado.

Alguns estudos têm mostrado que o envolvimento e apoio familiar pode ter grande influência no decurso da doença depressiva.
Quando apropriado, encoraje toda a família a envolver-se no processo de recuperação e, se possível, peça o apoio de amigos se os membros da família não estiverem disponíveis. Algumas famílias beneficiam da participação em terapia familiar ou aconselhamento. Trabalhar com um terapeuta pode também ajudar os casais e famílias a aprenderem estratégias de comunicação mais eficazes e a melhorar a maneira de combater a depressão em casa. Um grupo de apoio para pessoas com doença depressiva e seus familiares pode também tranquilizar e informar, assim como serem encorajados por outros que tenham vivido experiências semelhantes.

Responder à ameaça de suicídio


As pessoas com depressão têm um maior risco de suicídio.
Se um familiar com depressão expressou pensamentos suicidas, chame o seu psiquiatra imediatamente. Perante um perigo iminente, não hesite em chamar o 112 ou levar o doente deprimido à urgência. Não menospreze nem espere pura e simplesmente que a crise passe, embora seja importante não entrar em pânico nesta situação. Mantenha uma comunicação aberta com o seu familiar, colocando questões directas e que mostrem a sua preocupação. Deixe que a pessoa deprimida saiba que a vida dela é muito importante e valiosa para si. Lembre-lhe que estes pensamentos suicidas são sintomáticos de uma doença médica e que existem tratamentos disponíveis e eficazes.
Uma vez que nem sempre é possível prevenir o suicídio, torne-o mais difícil, removendo de casa armas, álcool e medicamentos desnecessários. Se um familiar depressivo tentar o suicídio, procure não atribuir culpas. Os seus sentimentos são sintomas de uma doença. Os membros da família devem procurar aconselhamento para serem ajudados perante o choque que é ter um membro da família com uma doença que pode levar ao suicídio.

Estratégias de luta para toda a Família
Quando alguém está com sintomas de depressão, a melhor forma de lidar com a doença é estar preparado. E isso significa aprender acerca da depressão e dos seus efeitos, para ajudar a compreender o que está a acontecer e desenvolver estratégias de actuação. A seguinte lista do que Deve e Não deve fazer elaborada pelo Dr. Kelsey oferece um ponto de partida. Lembre-se que nem todas as sugestões se podem aplicar a uma determinada situação particular, mas muitas vezes a ideia pode ser adaptada de modo a ajustar-se a necessidades específicas. Poderá também ser útil discutir estas sugestões com um profissional de saúde – quer o médico de família, o psiquiatra ou o terapeuta – porque ele poderá estar apto a fornecer mais ideias  ou a mostrar modos de usar estas sugestões, no seio de um ambiente familiar específico.

Deve:
Estar atento aos hábitos de dormir. O aumento ou a diminuição do sono podem ser sintomas de depressão. Alguns passos simples podem melhorar os seus hábitos de sono:
  • Mantenha horas certas para se deitar e para se levantar de manhã.
  • Reduza ou elimine a ingestão de cafeína (vigie a cafeína dos refrigerantes, café ou chá).
  • Durma num quarto fresco (o que pode ajudar ao sono).
  • Evite o exercício extenuante antes da hora de dormir.
  • Use a cama apenas para dormir ou para actividade sexual (não leia, não veja televisão ou trabalhe na cama).
Tentar fazer escolhas de vida saudáveis sempre que possível (isto ajuda a pessoa deprimida e a família a lidar com a doença).
  • Evite a ingestão de álcool.
  • Faça exercício regularmente (lembre-se de consultar um médico antes de começar um novo programa de exercícios).
  • Tenha em atenção a ingestão de comida. Muitas pessoas com depressão têm um apetite reduzido e, nestes casos, uma nutrição apropriada é essencial. Outros sentirão uma necessidade compulsiva de comida, como chocolates ou hidratos de carbono, mas depois sentem-se culpados por se permitirem estes excessos.
Reconhecer que a pessoa está doente e que o tratamento é prioritário.

Reconhecer que os sintomas da depressão podem mudar o comportamento de uma pessoa e porque a depressão é uma doença médica, a pessoa pode não ser capaz de controlar o seu comportamento mesmo após o diagnóstico da depressão ter sido feito. Todos nós sabemos que uma pessoa com uma perna partida continua a sentir dores e a ter dificuldades em andar mesmo depois do raio-x ter mostrado a causa da dor, mas podemos não nos lembrar que uma pessoa com o diagnóstico de depressão pode continuar a sentir-se mal.

Ter em atenção que o doente deprimido tem uma visão negativa da vida. A tendência para pensar que tudo é mau ou irremediável pode ser parte do estado depressivo. Os familiares necessitam de compreender e de tentar encontrar maneiras para lidar com a frustração que poderá surgir de vez em quando.

Reconhecer que os membros da família podem ter de se ajustar à partilha de responsabilidades em casa. Quando a depressão diminui a capacidade de uma pessoa no desempenho das suas tarefas em casa, os familiares poderão ter dificuldades em se adaptarem à nova situação.
Às vezes poderá ser útil tornar mais flexível a manutenção da casa e preparar refeições mais simples. O cônjuge ou os filhos poderão assegurar mais tarefas domésticas.

Reconhecer que os membros da família estão a passar por um período desgastante. Os familiares não deverão ficar surpreendidos se se sentirem mais fatigados ou menos tolerantes, uma vez que a depressão pode ser acompanhada de um aumento do nível de stress na família. Torna-se, por isso, muito importante que os familiares mantenham as suas rotinas normais e que dispensem tempo para cuidarem de si próprios.

Discutir abertamente com o médico os progressos e efeitos do tratamento.

E EM RELAÇÃO AOS FILHOS?

As crianças são muito sensíveis ao modo como os pais se relacionam um com o outro e, normalmente, sentem quando alguma coisa está errada. Além disso, muitas crianças têm uma imaginação muito activa e podem imaginar que uma situação é pior do que realmente é, ou que a depressão é por sua culpa. O doente deprimido deverá falar directamente com a criança sobre a doença ou poderá pedir a um amigo próximo ou ente querido que o faça. A idade e a maturidade emocional dos filhos deverá orientar a decisão do que deve ser dito.

Explique aos filhos o que se está a passar.


Se existirem crianças na família, reserve-lhes algum tempo para lhes explicar a situação. Um pai poderá dizer à criança: ”Tenho andado doente ultimamente, não tenho? Tenho uma doença chamada depressão. O médico está a ajudar-me a ficar melhor.  Mas, entretanto, poderei não ser capaz de passar tanto tempo contigo como gostaria. Continuo a gostar muito de ti.” Ou o companheiro poderá dar uma explicação:
“A vossa mãe está doente. Os médicos estão a ajudá-la a ficar boa, mas por vezes ela vai sentir-se triste ou mal humorada.  Não foi nada que vocês tenham feito, mas ela precisa da vossa paciência e compreensão.”

Se a criança tiver idade suficiente, ajude-a a compreender a depressão. O objectivo é deixar os filhos expressarem os seus sentimentos e fazer perguntas sobre depressão. É natural que queira proteger os seus filhos de situações dolorosas, mas é-lhes mais fácil lidar com a dor que compreendem do que com os males que imaginam. Sem conhecerem algo sobre a depressão, os filhos poderão ficar magoados ou confusos por uma aparente falta de atenção ou por pedidos e exigências descabidas.

Permita a participação da criança nas sessões de aconselhamento familiar
. Se a criança tiver idade suficiente, poderá ser útil para ela conversar com um terapeuta acerca dos seus sentimentos.
Tal poderá também servir como uma oportunidade para a criança aprender sobre a depressão.

Não Faça:

  • Não exclua a pessoa deprimida dos assuntos ou discussões familiares.
  • Não tente fazer tudo pela pessoa deprimida, embora possa parecer que é a melhor maneira de a ajudar. Embora o doente depressivo possa não ser capaz de fazer tudo, aceitar algumas responsabilidades pode melhorar a sua auto-estima. Cuidado com palavras como “deixa estar, eu faço isso”, depois da pessoa deprimida já ter iniciado a tarefa. Tente dar ao doente deprimido, pelo menos, a oportunidade de completar a tarefa.
  • Não critique ou culpe a pessoa pelo comportamento depressivo.
  • Não espere que a pessoa “saia dessa” sem mais nem menos.
  • Não tenha receio de colocar questões. Com a depressão, muitas pessoas precisam de aprender a pedir e aceitar ajuda exterior pela primeira vez nas suas vidas.
    Um médico, os hospitais, uma biblioteca e os grupos de apoio são boas fontes de informação sobre a depressão.
  • Não tome decisões importantes sobre a sua vida (casar-se ou divorciar-se, mudar de emprego ou de residência) durante uma doença depressiva, se tal for possível evitar.
  • Não tente remediar todos os maus hábitos durante a recuperação da depressão.
    À medida que os sintomas da depressão vão melhorando e o indivíduo se sente bem com as mudanças que estão a acontecer na sua vida, o doente deprimido tem uma tendência natural para pensar que é uma boa altura para deixar de fumar ou para abandonar hábitos pouco saudáveis.

MÉTODOS CONSTRUTIVOS DE LUTA

Aumente a quantidade de tempo gasto com alguém querido na realização de tarefas agradáveis. Tente fazer uma lista de pequenas acções que podem ser feitas frequentemente durante o dia e que mostram sentimentos positivos e carinhosos.  Por exemplo, diga “obrigado” após a realização de uma tarefa ou “isso estava mesmo bom”, quando algo foi bem feito. Outra boa maneira de aumentar a empatia é dar à pessoa querida um abraço ou uma palmada casual nas costas. Mas seja sincero.
Procure ser melhor ouvinte. Resuma o que a outra pessoa disse para ter a certeza que ambos se compreenderam e coloque questões para as clarificar. Um médico ou terapeuta pode ajudar esta prática familiar e melhorar estas aptidões.
Faça um esforço consciente para cooperar na resolução dos problemas. Lembre-se que as soluções em que ganham ambos são sempre melhores do que as soluções em que um cônjuge ou familiar “perde” algo do que queria. Na resolução dos problemas dever-se-á definir a questão, pensar em soluções e avaliar se essas soluções se adequam às necessidades.
Transforme a expressão de preocupação e estima pelos seus familiares num hábito. Sinta-se livre para tecer elogios e esteja atento aos aspectos positivos das pessoas que lhe estão próximas.

Encontrar ajuda e apoio
Lidar com a depressão na família pode ser um grande desafio... mas também representa uma oportunidade para as pessoas queridas se tornarem mais próximas e ganharem uma maior compreensão das forças e fraquezas de cada um. Quando um casal ou família se une para ultrapassar os tempos difíceis, todos beneficiam. Durante a recuperação, o apoio e a ajuda dos outros (fora da família) pode ser inestimável.

Referências:
  1. Gotlib IH, Whiffen VE. The interpersonal context of depression: implications for theory and research. Advances in Personal Relationships. 1991:3:177-206.
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  4. Kaplan HI, Sadock BJ, Grebb JA. Mood disorders. In: Kaplan and Sadock's Synopsis of Psychiatry: Behavioral Sciences, Clinical Psychiatry. 7th ed. Baltimore: Williams & Wilkins; 1994:516-572.
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