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quinta-feira, 26 de maio de 2011

DÓI... SEI QUE DÓI... mas um dia passa ..... faz parte da tua VIDA


segunda-feira, 23 de maio de 2011

A dor da alma e a dor do outro

 Escrito por Virgilio Gomes

Doenças afetivas e ansiedade crescem e serão mais incidentes num futuro programado para ser feliz ~ (THIAGO LOTUFO)
Por mais que se tente, ninguém sente (ou talvez jamais sentirá) a dor do outro. E isso vale, principalmente, para a dor com raízes na mente humana, como é o caso da depressão e da ansiedade – dois distúrbios responsáveis pela metade (740 milhões de pessoas) das doenças mentais estimadas no mundo. Esses males causam um sofrimento terrível. Geram angústia e desespero, suas origens não são muito claras e as sensações que provocam – por mais que produzam sintomas identificáveis por um especialista – beiram o intraduzível. A dor causada pela depressão e pela ansiedade é diferente de uma dor de cabeça ou de uma dor decorrente, por exemplo, de um tombo: ela dói, metaforicamente, lá no fundo da alma. E o pior é que essa dor, de acordo com especialistas e com a Organização Mundial de Saúde (OMS), só tende a aumentar. No próximo milênio a mente vai estar mais doente do que nunca. “As doen-ças mentais tendem a proliferar como resultado de múltiplos e complexos fatores sociais, biológicos e psicológicos. Elas são respostas já esperadas de doenças físicas graves e da guerra e do trauma. Mas também de condições sociais adversas, como as altas taxas de desemprego, a educação precária e a pobreza”, afirmou a OMS num relatório publicado este ano. E mais: “Nas próximas décadas tudo indica que as doenças decorrentes de distúrbios mentais e de problemas neurológicos serão ainda maiores.”
É um paradoxo. “Vivemos numa época que teoricamente teria tudo para ser agradável. Os avanços tecnológicos, os procedimentos médicos sem dor”, afirma Cláudio Guimarães, médico do Laboratório de Neurociências da Universidade de São Paulo (USP). “E ao mesmo tempo sentimos uma sensação enorme de vazio interior.” Segundo a OMS, no mundo todo há cerca de 340 milhões de pessoas com depressão ou transtorno bipolar, dois distúrbios pertencentes ao grupo das doenças afetivas (relacionadas ao humor). A organização estima também que uma em cada cinco pessoas vai ter depressão em algum momento da vida e que, a cada ano, devem surgir dois milhões de novos casos da doença.
Transtornos – No Brasil, ela atinge mais de dez milhões de pessoas. A ansiedade patológica e os transtornos decorrentes dela (transtorno do pânico, fobias, transtorno obsessivo-compulsivo) são as doenças mentais mais f requentes. Elas acometem 400 milhões de pessoas e estima-se que 20% da população estará sujeita a um dos transtornos ao longo da vida. “A fobia social é um dos mais comuns, com uma prevalência de até 13%”, diz o psiquiatra do Hospital das Clínicas, Tito Paes de Barros. Outro dado importante é o fato de que a depressão e os transtornos da ansiedade se manifestam, em média, duas vezes mais na população feminina (uma das explicações seria as alterações hormonais da mulher).
Todos esses números dão uma importante dimensão do problema e servem como um alerta para o crescimento dessas doenças no próximo milênio. “Não dá para dizer em quanto elas vão aumentar. Mas é inegável que tanto a ansiedade como a depressão vão crescer no futuro”, diz o psicólogo José Roberto Leite, coordenador da unidade de medicina comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Uma das razões para o crescimento é o aumento da população mundial e da longevidade. A OMS estima que em 2025 o planeta terá cerca de oito bilhões de habitantes, sendo 1,2 bilhão com mais de 60 anos. Ou seja, serão mais pessoas com doenças e por mais tempo (a depressão, por exemplo, requer tratamento por muitos anos e, às vezes, pela vida toda). “Há também maior informação sobre a depressão e a ansiedade e mais diagnósticos sendo feitos”, explica o psiquiatra Ricardo Moreno, coordenador do Grupo de Doenças Afetivas (Gruda) do Hospital das Clínicas de São Paulo. Mas existem também outros fatores para explicar o aumento desses distúrbios. O psiquiatra paulista Henrique Del Nero, por exemplo, afirma: “A exclusão social, a incerteza e a falta de perspectivas aumentam a ansiedade e os quadros leves e moderados de depressão.” Para ilustrar o que fala, ele cita uma máxima: “Na mesa do justo não há de faltar o pão. Na época em que o justo não tem pão, aumenta a depressão.” E completa: “Cada vez mais está faltando pão.”
Mas como o pão de cada dia pode influenciar a mente humana? A depressão não é uma doença biológica com base genética cada vez mais reconhecida? É. E, assim como os transtornos de ansiedade, está relacionada a desequilíbrios de neurotransmissores (substâncias químicas responsáveis pela transmissão de informação entre um neurônio e outro) no cérebro. O fato é que a ciência ainda não desvendou totalmente quais são os fatores capazes de desencadear esses desequilíbrios. Sabe-se que a hereditariedade é um ponto importante, mas também sabe-se hoje que fatores ambientais como violência, falta de emprego, separação, perda, problemas conjugais, entre outros, são capazes de afetar a vulnerabilidade de uma pessoa a problemas mentais. Por isso, pode-se dizer que os distúrbios da mente têm, além da genética, origens biopsicossociais. São doenças que se manifestam a partir da interação do homem com os outros e com o meio em que vive. Aqui, vale lembrar que não existe ser humano fora do ambiente físico e natural nem distante de uma sociedade. Assim como não há peixe fora d’água. “A mente é o cérebro inserido numa cultura”, resume Luiz Altenfelder, psiquiatra do Hospital do Servidor Público de São Paulo.
Reações – A ansiedade, por exemplo, é uma emoção normal que nos alerta para situações novas ou de perigo. É uma reação positiva do organismo que leva uma pessoa a se preparar para uma prova ou treinar para uma competição. Quando essa reação é exagerada e desproporcional aos estímulos a ansiedade torna-se um problema que, além do medo e da apreensão, causa sintomas físicos, como taquicardia, sudorese e diarréia, e psíquicos, como nervosismo, tensão e dificuldade de concentração, capazes de afetar o pensamento, a percepção e o aprendizado. “Os distúrbios de ansiedade são reações do homem frente às suas vivências”, diz Altenfelder. “O transtorno de pânico pode ser uma reação aguda a um determinado fato da vida do indivíduo. E uma fobia social, como, por exemplo, não conseguir falar em público, uma reação crônica”, completa o especialista. Ou seja, por trás de um quadro ansioso pode existir uma situação de vida mal resolvida, que pode ser, entre outras, uma mudança de emprego, a perda de um parente ou a separação do marido ou da mulher.
A perda de referências no mundo atual – de acordo com especialistas – contribui também para que a mente adoeça. “Estamos sem bússola”, constata o psicanalista Jorge Forbes. Para ele, a ansiedade decorre da necessidade (ou dever) de o indivíduo fazer algo sem ter um mapa ou roteiro para orientá-lo nessa realização. “Tínhamos uma sociedade organizada com símbolos que ofereciam uma identificação coletiva e padrões de comportamento felizes”, analisa Forbes. Exemplos: o papel do pai dentro da família, a representatividade da pátria ou até mesmo os sistemas econômicos como o comunismo e o capitalismo. “A globalização pulverizou esses valores”, diz o psicanalista. “Como consequência, as pessoas tiveram de se responsabilizar mais pelo que desejam. E isto gera mais ansiedade.” Segundo Forbes, um dos objetivos da psicanálise é despertar o homem para lidar melhor com os seus desejos. “Hoje, temos menos bandeiras. Lutamos menos por ideais”, diz o psiquiatra Luiz Altenfelder.
Incertezas – Para o neurocientista Cláudio Guimarães, nós estamos sem pele, expostos e sedentos por certezas que a mídia, a religião, a política e a ciência não estão sendo capazes de dar. Guimarães diz que certas fases da história, como o Egito Antigo, a Grécia Clássica e a Idade Média, tinham padrões de referência que produziam uma sociedade mais estável. Em seu livro Ano 1000 ano 2000: na pista de nossos medos, o historiador francês George Duby ressalta que a sociedade medieval possuía uma qualidade fundamental para o bem-estar do ser humano: a solidariedade. “...assim segue o homem do ano 1000, mal alimentado, penando para, com suas ferramentas precárias, tirar seu pão da terra. Mas esse mundo difícil, de privação, é um mundo em que a fraternidade e a solidariedade garantem a sobrevivência e uma redistribuição das magras riquezas. Partilhada, a pobreza é o quinhão comum. Ela não condena, como hoje, à solidão o indivíduo desabrigado, encolhido numa plataforma de metrô ou esquecido numa calçada...”, escreve Duby.
Mente coletiva – A solidariedade remete à existência de uma mente coletiva, capaz de influenciar o modo de vida de uma sociedade.“O funcionamento da mente é tanto individual quanto cultural”, diz Guimarães. Para o psiquiatra Henrique Del Nero a mente é um palco privado de representações onde transitam pensamentos, vontades, sonhos, memó-rias e sentimentos. “É um meio de realização pessoal e de comunicação com o semelhante”, afirma Del Nero.
Além de trazer um sofrimento emocional maior é certo que o aumento da depressão e da ansiedade também vai elevar os seus custos sociais. Cinco das dez principais causas de incapacitação profissional no mundo são problemas mentais. Entre eles, a depressão, o transtorno bipolar e o transtorno obsessivo-compulsivo. Só nos Estados Unidos os gastos (incluindo os indiretos) com a depressão chegam a US$ 80 bilhões por ano. Em 2020, a OMS prevê que ela será a segunda doença que mais roubará anos de vida útil da população (a primeira continuará sendo problemas cardiovasculares). Fora isso, a chance de um deprimido cometer suicídio é 35 vezes maior do que a de uma pessoa saudável. Em relação à ansiedade, um estudo feito nos EUA, publicado a partir de 1984, constatou que 68% das mulheres e 60% dos homens que tinham transtorno do pânico estavam desempregados na época e que pessoas com este distúrbio procuram atendimento médico sete vezes mais do que a população comum.
Só que apesar do cenário de certa forma sombrio que se desenha para a mente no futuro, não há motivos para alimentar ainda mais uma depressão ou se confinar dentro de casa por causa de um distúrbio de ansiedade: felizmente todo o sofrimento causado por essas doenças tem tratamento. Uma boa notícia é o fato de que desde junho os planos de saúde passaram a cobrir a psicoterapia breve de crise (emergencial, com duração máxima de três meses) e, a partir do ano que vem, eles podem pagar internações psiquiátricas por até seis meses durante um ano. Entre outros recursos terapêuticos, existem remédios, que atuam no desequilíbrio químico dos neurotransmissores, e terapias, que tratam as relações da pessoa com o meio e investiga os fatores estressores que agem no seu psiquismo. Aliado a esses conhecimentos médicos, qualquer ajuda para quem sofre da alma deve contribuir, fundamentalmente, para a erradicação de uma palavra horrenda: estigma – uma marca vergonhosa que só aumenta o preconceito e os estereótipos (como, por exemplo, achar que o deprimido é alguém preguiçoso ou fraco de caráter) em relação ao doente mental e que o faz ser rejeitado pelas pessoas “normais”. E a importância dessa atitude está na obrigação, tanto da medicina quanto da sociedade, de – mudando um pouco os versos de Caetano Veloso – ensinar cada um a sentir menos dor e saber mais da delícia de ser o que é.

sábado, 21 de maio de 2011

PERDAS DE ENERGIA E DOENÇAS



Perder energia é mais fácil do que parece, bastam as atitudes, a desordem emocional, o pessimismo, a falta de cuidado consigo mesmo etc.  Ou seja, é vivendo em meio a hábitos nocivos, vícios, paixões degradantes, cercado de vibrações negativas e condutas imorais e sendo constantemente irradiado por pensamentos e emoções prejudiciais que se aderem á delicada tessitura do períspirito é que vamos perdendo energia. Tudo isso se adere á delicada tessitura do períspirito, formando uma fuligem em torno dele que se assemelha a graxa.

O sistema nervoso por sua vez, também se ressente, canalizando certas enfermidades da alma e apresentando efeitos perceptíveis, tais como ansiedade, irritabilidade, depressão, distúrbios do sono, desanimo, baixa vitalidade, etc. Esses focos parasitários permanecem para sempre aderidos a estrutura perispiritual. Em dado momento serão drenados para o veiculo carnal. No decorrer desse processo, é natural que enfermidades de diversas matizes acometam o corpo físico, as quais nada mais são do que drenos poderosos para que energia malsãs possam ser liberadas tanto do períspirito quanto do duplo etérico.

Durante a vida física, enfermidades severas se manifestam com o objetivo de auxiliar ou antecipar esse saneamento do corpo astral, que forçosamente expelirá os fluidos tóxicos acumulados em si como consequência do tipo de vida, hábitos e dos vícios do individuo. Eis uma das razoes pelas quais diversas enfermidades não podem, em hipótese alguma, ser curadas, mesmo através de intervenção, cirurgia ou tratamento espiritual. Em grande parte, constituem recursos de natureza para extirpar e expulsar do períspirito a carga perniciosa cultivada pela pessoa ao longo da vida, ou trazida de outras vidas, e que deve ser liberada na vivencia atual. Certas doenças cumprem o papel de livrar o corpo espiritual do peso de unidades desorganizadoras de sua estrutura intima.

COMO AJUDAR-SE A SI MESMO



Os distúrbios depressivos fazem você se sentir exausto, desvalorizado, desamparado e sem esperança. Estes pensamentos e sentimentos negativos fazem com que algumas pessoas queiram desistir de tudo. É importante compreender que a visão negativa faz parte da depressão e não reflete, de forma exata, sua condição. O pensamento negativo desaparece quando o tratamento começa a surtir efeito. Neste meio tempo, recomendam-se algumas atitudes:
  • Não se imponha metas difíceis e nem assuma responsabilidades em excesso;
  • Divida as grandes tarefas em tarefas menores, estabeleça algumas prioridades e faça apenas o que puder e do modo que puder;
  • Não espere demais de si mesmo; isto só aumentará sua sensação de fracasso;
  • Procure ficar com outras pessoas; geralmente é melhor do que ficar sozinho;
  • Participe de atividades que possam fazer você se sentir melhor;
  • Você deve tentar praticar exercícios físicos, ir ao cinema, a jogos ou participar de atividades sociais ou religiosas;
  • Não exagere ou se preocupe se o seu humor não melhorar logo. Isso às vezes pode demorar um pouco;
  • Leia bons livros, em especial os de auto-estima, eles poderão ajudar você a refletir sobre a situação que está enfrentando e encontrar um caminho mais fácil para sair dessa;
  • Faça meditação, ajuda a relaxar;
  • Não tome grandes decisões, tais como mudar de emprego, casar-se ou divorciar-se sem consultar pessoas que o conheçam bem e que possam ter uma visão mais objetiva de sua situação. Resumindo, é aconselhável adiar decisões importantes até que sua depressão tenha desaparecido;
  • Não espere que sua depressão passe de um momento para outro, pois isso raramente ocorre;
  • Ajude-se o quanto puder e não se culpe por não estar "cem por cento";
  • Não importa qual a sua religião: reze, ore e peça ajuda divina para superar suas dificuldades, isso sempre traz um grande bem-estar;
  • Ouça músicas alegres, isso ajuda a mandar embora os pensamentos derrotados;
  • Assista a filmes divertidos;
  • Tente educar seus pensamentos: pensou em coisa ruim, para tudo e começa de novo;
  • Converse com as pessoas que gostam de você e vão poder ajudar com palavras de carinho e comentários favoráveis a respeito de sua dor;
  • Melhore sua qualidade de vida: saia para caminhar, ver pessoas;
  • Cuide de seu visual e de sua casa;
  • Cuide de um animal de estimação e o bichinho vai mostrar a você o quanto a sua presença é importante;
  • Fale alto palavras positivas como alegria, felicidade,realização, paz, controle, amor, luz; elas são capaz de melhorar seu humor;

LEMBRE-SE:

  • Não aceite seus pensamentos negativos. Eles são parte da depressão e desaparecerão a medida que sua depressão responder ao tratamento.
REAJA!!!

ORAÇÃO PARA A DEPRESSÃO
Amado Senhor, às vezes sinto-me tão deprimido que não consigo nem rezar. Por favor, liberta-me deste cativeiro.

Eu Te agradeço, Senhor, Pelo Teu poder libertador e, no poderoso nome de Jesus, expulso de mim o malígno: espírito de depressão, de ódio, de medo, de auto-piedade, de opressão, de culpa, de falta de perdão e qualquer outra força negativa que tenha investido contra mim.

E os amarro e expulso em nome de Jesus.

Senhor, arrebenta todas as cadeias que me prendem.

Jesus, peço-Te que voltes comigo até o momento em que esta depressão me atacou e me libertes das raízes deste mal.

Cura todas as minhas lembranças dolorosas.

Enche-me com o Teu amor, a Tua paz, a Tua alegria.

Peço-Te que restaures em mim a alegria da minha salvação.

Senhor Jesus, permite que a alegria jorre como um rio das profundezas do meu ser.

Eu Te amo, Jesus, eu Te louvo. Traze ao meu pensamento todas as coisas pelas quais posso agradecer-Te.

Senhor, ajuda-me a alcançar-Te e a tocar-Te; a manter meus olhos postos em Ti e não nos problemas.

Eu Te agradeço, Senhor, por me guiares até a saída do vale. É em nome de Jesus que suplico.

Amém!!

terça-feira, 17 de maio de 2011

PONHA UM TUBARÃO EM SEU TANQUE





PONHA UM TUBARÃO NO SEU TANQUE
 
Celito Medeiros
 
Os japoneses sempre adoraram peixe fresco. Porém as águas perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas. Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a pescar mais longe do que nunca. Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar. Se a viagem de volta levasse mais do que alguns dias, o peixe já não era mais fresco.

E os japoneses não gostaram do gosto destes peixes. Para resolver este problema as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos. Eles pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais longe e ficassem em alto mar por muito mais tempo. Entretanto, os japoneses conseguiram notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado, e é claro, eles não gostaram do peixe congelado.

Deste modo, o peixe congelado tornou os preços mais baixos. Então as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros. Eles podiam pescar e enfiar esses peixes nos tanques, "como sardinhas". Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam cansados e abatidos, porém, vivos. Infelizmente, os japoneses ainda podiam notar a diferença do gosto. Por não se mexerem por dias, os peixes perdiam o gosto de frescor. Os japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático.

Então, como os japoneses resolveram este problema? Como eles conseguiram trazer ao Japão peixes com gosto de puro frescor? Se você estivesse dando consultoria para a empresa de pesca, o que você recomendaria? Quando as pessoas atingem seus objetivos tais como, quando encontram um namorado maravilhoso, começam com sucesso numa empresa nova, pagam todas suas dívidas ou o que quer que seja, elas podem perder as suas paixões. Elas podem começar a pensar que não precisam mais trabalhar tanto, então relaxam. Elas passam pelo mesmo problema que os ganhadores de loteria que gastam todo seu dinheiro, o mesmo problema de herdeiros que nunca crescem e de donas de casa, entediadas, que ficam dependentes de remédios de tarja preta. Para esses problemas, inclusive no caso dos peixes dos japoneses, a solução é bem simples. L. Ron Hubbard observou no começo dos anos 50.
"O homem progride, estranhamente, somente perante a um ambiente desafiador".

Quanto mais inteligente, persistente e competitivo você é, mais você gosta de um bom problema. Se seus desafios estão de um tamanho correto e você consegue, passo a passo, conquistar esses desafios, você fica muito feliz. Você pensa em seus desafios e se sente com mais energia. Você fica excitado em tentar novas soluções. Você se diverte. Você fica vivo! Para conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de tanques. Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque. O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega "muito vivo". Os peixes são desafiados. Portanto, ao invés de evitar desafios, pule dentro deles. Massacre-os.
Curta o jogo. Se seus desafios são muito grandes e numerosos, não desista. Se reorganize! Busque mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda. Se você alcançou seus objetivos, coloque objetivos maiores. Uma vez que suas necessidades pessoais ou familiares forem atingidas, vá de encontro aos objetivos do seu grupo, da sociedade e até mesmo da humanidade.
Crie seu sucesso pessoal e não se acomode nele. Se aposente, mas invente. Você tem recursos, habilidades e destrezas para fazer diferença.
"Então, ponha um tubarão no seu tanque e veja quão longe você realmente pode chegar".

 L. Ron Hubbard e sua tecnologia.

DOENÇA MENTAL É DO ESPÍRITO (PSIQUE)



A Obsessão Espiritual como doença da Alma, já é reconhecida pela Medicina
( Publicação - Dr. Osvaldo Shimoda)

Em artigos anteriores, escrevi que a Obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito.

No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social.

Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do ser humano e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade: mente corpo e espírito.

Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral: biológico, psicológico e espiritual. Desta forma, a Obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado de transe, que é um item do CID -O Código Internacional de Doenças- que permite o diagnóstico da interferência espiritual obsessora.

O CID 10, item F.44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por doença. Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença.
Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos -nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura- bem como na interferência de um ser desencarnado das trevas, a Obsessão espiritual.

Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios.
O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura.

Na Faculdade de Medicina da USP, o Dr.Sérgio Felipe de Oliveira, médico, coordena a cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade.
Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas.
Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas. Em minha prática clínica, a grande maioria de meus pacientes, que são rotulados pelos psiquiatras de "psicóticos" por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos (clarividência), na verdade, são médiuns com desequilíbrio mediúnico e não com um desequilíbrio mental, psiquiátrico.
Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma Medicina que leva em consideração o ser integral.

(Corpo - MENTE - Espírito)

Portanto, a obsessão espiritual como uma enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo.

(.......)

DOENÇA DA MENTE É DOENÇA DA PSIQUE (alma/espírito - pensamento).

(Por que esconderam até agora? Por que a Psiquiatria estava contrariando dados da própria Medicina e da OMS? Será que agora entenderão que Doenças Mentais não se resolve com Drogas Psiquiátricas? Será que as pessoas agora darão atenção às Tecnologias que não usavam drogas, defendiam a solução pela Psique, como também as Religiões estariam corretas?) - CFM

A cura pelo poder ilimitado de Deus


 
Há três tipos de doença: física, mental e espiritual. A doença física ocorre devido às diferentes formas de condições tóxicas, processos infecciosos e acidentes. A doença mental é causada pelo medo, preocupação, raiva e outros distúrbios emocionais. A doença espiritual deve-se à ignorância do homem sobre sua verdadeira relação com Deus.
A ignorância é o mal supremo. Quando a eliminamos, também eliminamos as causas de todos os distúrbios físicos, mentais e espirituais. Meu Guru, Sri Yukteswarji, costumava dizer: "A sabedoria é o melhor depurativo." •Tentar vencer os vários tipos de sofrimento pelo poder limitado dos métodos materiais de cura muitas vezes acaba em frustração. Somente no poder ilimitado dos métodos espirituais pode o homem encontrar a cura permanente para as "des-ordens" do corpo, da mente e da alma. Devemos procurar em Deus esse poder infinito de cura. Se você tem sofrido mentalmente com a perda de entes queridos, poderá reencontrá-los em Deus. Tudo é possível com o Seu Auxílio.
Se não conhecemos realmente a Deus, nada justifica afirmar que só a mente existe, e que não é preciso observar regras de saúde, nem recorrer a quaisquer meios físicos de cura. Enquanto não atingirmos a verdadeira realização, temos de usar o bom senso em tudo que fizermos. Ao mesmo tempo, jamais devemos duvidar de Deus e, sim, reafirmar constantemente a fé em Seu divino poder onipresente.
Os médicos procuram conhecer as causas das doenças e eliminá-las, para que as enfermidades não retornem. Geralmente, são muito hábeis no emprego de determinados métodos materiais de cura. Entretanto, nem todas as doenças reagem aos métodos e à cirurgia; nisso reside a principal limitação desses métodos.
Substâncias químicas e remédios afetam apenas a composição física externa das células do corpo, mas não alteram sua estrutura atômica interna ou princípio vital. Em muitos casos, nenhuma cura é possível enquanto o poder curativo de Deus não tiver corrigido, internamente, o desequilíbrio dos "vitrátrons", ou energia vital inteligente do corpo. As duas causas básicas das enfermidades são a subatividade e a superatividade do prana, energia vital que estrutura e sustenta o corpo. O funcionamento inadequado de uma (ou mais) das cinco correntes prânicas que governam o corpo-vyana, circulação; udana, metabolismo; samana, assimilação; prana, cristalização; e apana, eliminação - afeta negativamente a saúde. Quando o equilíbrio natural e harmonioso das energias sutis é restaurado pelo divino poder de Deus, o equilíbrio atômico das células físicas por elas sustentadas também se restabelece; nesse caso, a cura é perfeita e muitas vezes instantânea. Enquanto a vitalidade se mantiver equilibrada pelo modo de viver correto, dieta apropriada e meditação com pranayama ( técnicas de controle da energia vital), a energia vital do próprio corpo "eletrocutará" a doença antes que ela possa se desenvolver."
Por: Paramahansa Yogananda

OBSESSÃO E DOENÇAS MENTAIS


Muitos dos distúrbios de ordem mental e psíquica têm origem não em problemas orgânicos, mas em processos desencadeados por obsessores.

- Dr. Jorge Andréa dos Santos - Boletim do Associação Médico-Espírita do Brasil
Na análise do psiquismo humano e com os conhecimentos que já possuímos sobre psicologia profunda, estarão em evidência não só o campo material, mas também o energético-orientador, mais avançado em qualidades psicológicas e responsável pelas diretrizes inteligentes do ser. Neste campo do psiquismo, os pensamentos são elaborados e devidamente estruturados, a fim de serem reflexionados e adaptados para o mundo físico das células nervosas ou zona consciente.

Por outro lado, não podemos deixar de notar no psiquismo a condição de centro emissor e receptor de energias específicas, propiciando ligações dos campos mentais com os nossos afins. O psiquismo humano está sujeito a interações cada vez mais intensas, quando o bloco afetivo está presente de forma preponderante. Nestes casos, as permutas mentais se tornam constantes e ativas por questões de sintonia e mais apurada afinidade.

Desse modo, compreendemos as influências psíquicas a que estamos subordinados, que se intensificam quando o elemento emocional e afetivo se encontra ativado não só no campo do amor, mas também no desamor ligado ao ódio. Tanto os que amam como os que odeiam desencadeiam imensos pacotes energéticos psíquicos que vão atingir os seus afins em sintonia consciente ou inconsciente.

Estes campos psicológicos, em suas devidas manifestações, necessitam da acolhida e do respectivo entrosamento. Como nossa vida mental será o resultado de muitas etapas (reencarnações), as ligações apresentam profundas relações não só com os fatores e experiências presentes, mas também com as fontes e registros de todo o nosso passado. Isto faz com que as ligações mentais sejam bastante complexas, com estruturações de difícil decifração e cujo conjunto de emissão e recepção ou ação e reação de toda natureza (positiva, gerada pelo bem e pela ordem, ou negativa, desencadeada pelo mal e pelo desejo de vingança e ódio) apresente projeções das mais variadas em estados harmônicos. Os estados de desarmonia que se refletem na organização mental mostram variações de toda ordem, cujo grau de intensidade estará relacionado principalmente com os lastros distônicos do passado. A acolhida mental dessas reações se fazem comumente entre encarnados e desencarnados com naturais oscilações, cuja sintomatologia decorrente deverá fazer parte de um capítulo pouco abordado ou mesmo desconhecido da psiquiatria, as decantadas obsessões espirituais.

Classificação das Obsessões

A doutrina espírita tem cuidado com zelo do tema das obsessões, apresentando uma classificação didática que torna compreensível o processo da influência espiritual do desencarnado no psiquismo do encarnado. Assim, as obsessões foram abordadas em três patamares: simples, fascinação e subjugação.

A obsessão simples é observada quando há pouca interferência nas correntes mentais do atingido, consciente ou inconscientemente, mas sem domínio do receptor. Muitas vezes, o próprio atingido reconhece a influência negativa, procura se prevenir, possui condições de luta e expulsa a idéia parasitária que deseja acolhida.
 
 
A obsessão-fascinação é um processo mais intenso e mais grave, no qual as correntes emissoras destoantes se assentam na mente receptora, fazendo parte da estrutura dos pensamentos. O indivíduo fica como que totalmente envolvido pelas sugestões e passa a não distinguir mais o certo do errado. Apesar da presença de raciocínio e de diversas elaborações mentais em parâmetros fisiológicos, o indivíduo passa a conviver com uma idéia que lhe foi injetada, achando-a certa, justa e perfeita, ainda que seja um absurdo. É como se a pessoa perdesse sua avaliação crítica em determinadas mensurações psicológicas.

Já a obsessão-subjugação traduz um bloqueio intenso da vontade, as resoluções do psiquismo estarão subordinadas ao jugo das correntes emissoras do obsessor, que passa a comandar, subjugando o obsediado de modo integral. É neste grupo, principalmente, que se desenvolvem os conhecidos quadros mentais patológicos, nos quais, muitas vezes, a análise se torna de difícil avaliação. Nestes casos, as associações entre obsessão espiritual e doença mental se imbricam de tal modo que os sintomas mentais se tornam definitivos pelas constantes demarcações do processo obsessivo.

É lógico se compreender que os diversos quadros obsessivos são variados e estão de acordo com cada ser, levando-se em consideração o arcabouço psicológico, a intensidade das reações, a conduta pessoal, atitudes diversas e as ligações com o passado, tudo a responder pelas conhecidas reações cármicas. Muitas vezes, certas obsessões aparecem de modo fugaz e logo são afastadas pelas atitudes nobres e corretas do indivíduo que, com este proceder, neutraliza as investidas. Outras vezes, mostram-se mais duradouras, mas se apagam à medida que o atingido vai se ligando ao bem e aos modelos mentais mais ajustados.

Existe um fator ao qual não podemos deixar de nos referir, que é a sensibilidade medi única, pois ela permite ligações mais intensas pelas aberturas dos campos mentais. Allan Kardec afirmou de forma oportuna: "Não foram os médiuns nem os espíritas que criaram os espíritos. Ao contrário, foram os espíritos que fizeram com que haja espíritas e médiuns. Não sendo os espíritos mais do que as almas dos homens, é claro que há espíritos desde quando há homens e, por conseguinte, desde todos os tempos eles exercem influência salutar ou perniciosa sobre a humanidade. A faculdade mediúnica não lhes é mais do que um meio de se manifestarem. Em falta dessa faculdade, fazem-na por mil outras maneiras mais ou menos ocultas. Seria, pois, um erro crer que só por meio das comunicações escritas ou verbais exercem os espíritos sua influência. Esta é de todos os instantes e mesmo os que não se ocupam com os espíritos ou até não crêem neles estão expostos a sofrê-la, como os outros e mesmo mais do que os outros, porque não têm com que a contrabalançarem".

Diante de tais manifestações e fatos do psiquismo, não podemos deixar de compreender a importância desses eventos nos campos psicológicos da humanidade. Necessitamos de sondagens, observações e avaliações ajustadas dentro dos modelos científicos em vigor, pois os fatos estão presentes em toda a parte, exigindo catalogação.

Abertura mental

Compreende-se a impossibilidade de se fazer uma análise mais detalhada do processo obsessivo neste artigo, entretanto, algumas explicações a mais serão oportunas e elucidativas. O processo, por sua condição de ligação mental, estende-se em múltiplas condições, perdendo-se em estruturações psicológicas de toda natureza. Podemos dizer que é possível o processo ocorrer de encarnados para desencarnados, de desencarnados para encarnados e entre desencarnados. Todas essas variações respondem por autênticos fenômenos de hetero-obsessões.

A constante e duradoura atuação obsessiva traduz um real processo parasitário. Nesta ordem de idéias, devemos computar como fatores predisponentes a existência de pensamentos negativos constantes e revoltas acompanhadas de forte séqüito emocional que certos indivíduos cultuam habitualmente por falta de higiene mental. Esses indivíduos introduzem e absorvem a própria negatividade desenvolvida na zona consciente e que, pelo constante condicionamento, refletem um processo auto-obsessivo que lhe são próprios, sem interferências externas. Existem grupos neuróticos, principalmente da classe histérica, que denotam este tipo de auto-obsessão com intensa sintomatologia psicossomática.

Todos os processos obsessivos podem ser ativados e alimentados pelas ações desequilibrantes de conduta e descontrole emocional e afetivo, cujos mecanismos aceleram as condições de fixação mental. Podemos mesmo dizer que se encontra nas bases do processo em pauta um vasto condicionamento hipnótico, pela existência de um mesmo clima psicodinâmico no qual o monoideísmo passa a ser a tônica constante, de modo a estabelecer um verdadeiro circuito fechado. Nesta posição, incrementa-se o fenômeno ideoplástico na fixação de imagens, propiciando o surgimento das alucinações de toda ordem, principalmente visuais e auditivas. Nesta fase, serão atingidos não só os componentes físicos do psiquismo, mas também as regiões energéticas que os envolvem, representadas pelos campos perispirituais ou psicossoma, campo intermediário entre matéria e espírito.

Por tudo isso, tornam-se compreensíveis os desarranjos psicossomáticos no obsediado, cujos reflexos mais profundos podem atingir o sistema imunológico, através da diminuição das defesas orgânicas. Conforme o grau de atuação e implantação obsessiva, poderá haver lesões definitivas nas organizações psíquicas, cujos sintomas desembocam em distonias psiquiátricas. Claro que as estruturas defeituosas do passado, como campos vibratórios específicos encravados no espírito na zona inconsciente, constituem pontos frágeis a serem envolvidos pelos processos obsessivos de toda natureza. As conseqüências processuais de intensidade das reações estarão relacionadas às próprias atitudes psicológicas dos seres, isto é, as atitudes do passado, com suas conseqüências, exercem um forte compromisso no desencadeamento do processo obsessivo.

Todo esse mecanismo de simbiose mental entre os hominais será conseqüência de atuações envolvendo totalidade psíquica, racionalização e responsabilidade, próprios do psiquismo humano, condição diferente da cerebração fragmentada e oscilante existente nos mamíferos. Não tendo o cérebro destes alcançado ainda o processo de racionalização característico dos mamíferos superiores, os atos psicológicos são fragmentários, para não permitir a fixação de idéias. A simbiose observada no hominal por sintonia propicia ao desencarnado nutrir-se das energias vitais do encarnado. A imantação e fixação obsessiva estará relacionada às afinidades de atitudes, principalmente as pregressas, que ambos carregam. Fixada a simbiose, uma vez que pode ser um fator temporário, o encarnado passa a ser vampirizado, a ser um fornecedor de energias para vitalização do obsessor. É nesta condição que vinganças e desencadeamento de ódios ligados ao pretérito se exteriorizam em um panorama de imensas apresentações.

O Espiritismo tem fornecido elementos valiosos para compreender o intercâmbio dimensional entre encarnados e desencarnados com relação às interações bioenergéticas. Sabemos que essas ligações se tornam mais intensas na presença dos fatores emocionais e afetivos com os quais convivemos habitualmente. No psiquismo humano, as reações do dia-a-dia são mais um atestado desse processo. Embora convivamos com pequenas reações ansiosas, depressivas, compulsivas, em tonalidades reduzidas por serem necessárias aos impulsos da vontade, os tipos psicológicos e a respectiva maturidade evolutiva dos seres demarcam os aspectos das manifestações.

Portanto, as manifestações obsessivas estão em constante manipulação dos campos afetivos. Há como que uma interação entre hóspede e hospedeiro, chegando a tal ponto que, às vezes, ambos se integram e se necessitam mutuamente, vivendo às expensas um do outro em legítima união parasitária. Por outro lado, devemos considerar os sintomas que o processo obsessivo desencadeia, com tonalidades imensas e, muitas vezes, de difícil avaliação. Entretanto, temos observado a predominância do complexo de culpa em muitos casos de obsessões espirituais, podendo levar a reações de incompreensível medo, refletido nos acontecimentos diários da vida.

Como devemos nos comportar diante da existência das obsessões? Analisar os fatos e tentar compreender sua dinâmica face a cada indivíduo em particular é o que reputamos ser da mais alta importância, incluindo-as nos quadros nosológicos da psiquiatria para serem melhor avaliadas pela ciência. Não podemos relegar tantos fatos comprovados ao desconhecimento como casos neuróticos ou psicóticos. Claro que os modelos de tratamento psiquiátrico não podem ser relegados, temos que lançar mão das aquisições científicas de nosso tempo como coadjuvante terapêutico. Nas obsessões, os modelos psicológicos transpessoais representam valiosos suportes em busca de equilíbrio e ajuste.

Análise e compreensão

Reações de tal quilate podem também não estar ligadas a componentes pregressos, mas como respostas de atitudes atuais. Nossa vontade, com o relativo livre-arbítrio que carregamos, pode neutralizar ou ampliar muitas manifestações obsessivas, até mesmo renascer novos focos e seus respectivos sintomas. Insistimos em dizer que o processo obsessivo, ainda não computado pela ciência oficial como entidade causadora de distúrbios principalmente mentais, apresenta-se oscilante, com sintomas pouco definidos e bastante mesclados, porém, com características ora neuróticas, ora psicóticas. Por estes fatos, a confusão reinante é grande, percebendo-se algumas vezes que o processo obsessivo se acopla ao sintoma psiquiátrico já existente e, em outras, acontece o contrário, ou seja, o processo possibilita o nascimento da distonia mental. Então, os casos se mostram combinados e com imprecisos limites.

Fornecer um quadro patológico que caracterize as obsessões é um assunto difícil, em virtude da oscilação e da imbricação dos sintomas associados. Não sabemos onde começa a doença mental ou a obsessiva, mas possui mos condições de analisar a presença espiritual deletéria predominando no cenário. Muitos pacientes portadores de delírios podem estar relacionados a um processo exclusivo ou combinado com um quadro psicótico. O psiquiatra moderno precisa conhecer os variados transes mediúnicos, para avaliar e ampliar os horizontes que o psiquismo humano vem revelando a todo momento.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Este é um artigo publicado no "La Vanguardia em 27/11/2002", é uma entrevista antiga, mas de grande interesse. A Entrevistada por Victor-M.Amela é Ghislaine Lanctot (que aparece na foto), uma ex-médica e autora de "A Máfia Médica", que desafia o atual sistema de saúde.

Tenho 61 anos e nasci em Montreal (Canadá). Fui médica e hoje sou Ghislaine Lactot, médica da alma.

Divorciei-me duas vezes, tenho quatro filhos (de 37e 28 anos) e quatro netos.

Política? Soberania individual! Acredite em si mesmo: você é divino e se esqueceu.

A medicina moderna promove a doença, não a saúde: a denúncia sobre isso está em meu livro "A Máfia Médica".

Estou gripado, o que você me receita?

- Nada.

Nem um pouco de Frenadol?

- Por quê? Para encobrir os sintomas? Não. Cuide de seus sintomas, ouça-se! E sua alma vai lhe dar a receita.

Mas eu fico na cama ou não?

- Pergunte a si mesmo, e faça o que você sente que lhe convém mais. Acredite em si mesmo!

Mas os vírus não se importam com o que eu acredito!

Oh, agora vejo: você escolhe o papel de vítima. Sua atitude é: "Eu peguei a gripe. Eu sou uma vítima de um vírus. Preciso de remédio"!

- Claro que sim, como todos...

Bem, aí está... Minha atitude seria: "Eu me dei uma gripe de presente. Eu sou o responsável! Devo me cuidar um pouco". E eu gostaria de ir para a cama, repousaria, relaxaria, meditaria um pouco sobre como eu tenho me maltratado ultimamente. ..

- V. se deu uma gripe de presente, você diz?

Sim! Sua doença vem de você, e não de fora. A doença é um presente que você faz para se encontrar consigo mesmo.

- Mas ninguém quer uma doença...

A doença reflete uma desarmonia interna em sua alma. Sua doença é o seu aliado, sinaliza que olhe para sua alma e veja o que acontece com você. Agradeça, pois lhe dá a oportunidade de fazer as pazes com você mesmo!

- Talvez o mais prático fosse um comprimido.. .

Fazer a guerra contra a doença? Isso é o que sugere a medicina de hoje, e as guerras matam, sempre trazem a morte.

- Não me diga agora que a medicina mata...

Um terço das pessoas hospitalizadas o são pelo efeito dos medicamentos! Nos Estados Unidos, 700.000 pessoas morrem anualmente por causa dos efeitos colaterais dos medicamentos e dos tratamentos hospitalares.

- Morreriam do mesmo jeito sem medicação, ora.

Não. Não se mudarmos o foco: a medicina moderna se esqueceu da saúde, é uma medicina da doença e da morte! Não é uma medicina da saúde e da vida.
Medicina da doença? Esclareça!...

Na China antiga, um acupunturista era demitido se o seu paciente ficasse doente. Ou seja, o médico cuidava de sua saúde! Entende? Toda nossa medicina é, portanto, um fracasso total.

- Prefere remédios alternativos, por quê?

Eles respeitam mais o corpo que a medicina industrial, é claro: a homeopatia (será a medicina do século XXI!) Acupuntura, fitoterapia, reflexoterapia, massoterapia. .. a prática da yoga... a meditação... são mais baratos... e bem menos perigosos.
- Mas eles não salvam ninguém do câncer.

Diga isso à medicina convencional! Ela o salvaria de um câncer?
- Pode fazer isso, sim.

O que fará com certeza é lhe envenenar com coquetéis químicos, lhe queimar com radiação, lhe mutilar com extirpações...

E, ainda por cima, a cada dia há mais câncer! Por quê? Porque as pessoas vivem esquecendo sua alma (que é divina): a paz de sua alma será a sua saúde, porque seu corpo é o reflexo material da sua alma. Se você se reencontrar com sua alma, se estiver em paz com ela... não haverá câncer!

- Belas palavras, mas se seu filho tivesse câncer, o que você faria?

Alimentaria sua fé em si mesmo: isso fortalece o sistema imunológico, o que afasta o câncer. O medo é o pior inimigo! O medo compromete a sua autodefesa. Nada de medo, nada de se render ao câncer! Tranqüilidade, convicção, delicadeza, terapias suaves...

- Desculpe-me, mas faz mais sentido ir a um oncologista, um médico especialista.

A medicina convencional só deve ser o último recurso, o extremo mesmo... E se sua alma estiver em paz, você nunca irá precisar dela.

- Bem, tenhamos então a alma em paz... mas, se por acaso encontrarem a vacina.

Não! Elas são produzidas com células de ovário de hamster cancerizadas para multiplicá-las e cultivá-las em um soro de bezerro estabilizado com alumínio (Este da hepatite B, com seu vírus): Você injetaria seus filhos com isso?

- Já tenho feito isso várias vezes...

E eu com os meus: Eu era médica, mas ainda não sabia o que sei agora ... No entanto, hoje meus filhos já não vacinam a seus filhos!

- Acho que vou continuar com as vacinas...

Por quê? A medicina atual mata moscas com um martelo: nem sempre morre a mosca, mas sempre se quebra a mesa de cristal. Há tantos efeitos colaterais.. .

- Por que abominou a medicina?

Tornei-me uma médica para ajudar. Eu me concentrei em Flebologia, as veias varicosas. Cheguei a ter várias clínicas. Mas fui percebendo o poder mafioso na indústria médica, que prejudica nossa saúde, que vive à custa de que estejamos doentes! Denunciei isso... e fui expulsa da faculdade de Medicina.

- Ou seja, você já não pode prescrever remédios...

Melhor! Os medicamentos são fabricados pensando na lógica industrial do máximo benefício econômico, e não pensando em nossa saúde. Pelo contrário: se estamos doentes, a máfia médica continua fazendo dinheiro!

- E a quem interessa a "máfia médica"?

À Organização Mundial de Saúde (OMS), às multinacionais farmacêuticas que a financiam, aos governos obedientes, aos hospitais e médicos (muitos por ignorância).. . O que está por trás disso? O dinheiro!

- Você não escolhe nenhum inimigo pequeno...

Eu sei, porém, se eu tivesse me calado, teria ficado doente e hoje estaria morta.

- Qual foi sua última doença?

Dois dias atrás, heheee... uma diarréia!
- E para refletir o que em sua alma?

Oh, eu não sei, eu não analisei... simplesmente limitei-me a não comer... E já me sinto bem!

- Mas, e se ficar muito mal, hein?

Sei, sei... Se a doença for visitá-lo, acolha-a, abrace-a! Faça as pazes com ela! Não saia correndo como louco para encontrar um médico, um salvador... Seu salvador vive dentro de você. Seu salvador é você. Você é Deus!


Fonte:  Instituto Anima 

Os Poderes do Sal Grosso



O sal grosso é considerado um potente purificador de ambientes. Povos
distintos usam o sal para combater o mau-olhado, e deixar a casa a salvo de
energias nefastas.

O sal é um cristal e por isso emite ondas eletromagnéticas que podem ser
medidas pelos radiestesistas. Ele tem o mesmo cumprimento de onda da cor
violeta, capaz de neutralizar os campos eletromagnéticos negativos. Visto do
microscópio o sal bruto revela que é um cristal, formado por pequenos
quadrados ou cubos achatados. As energias densas costumam se concentrar nos
cantos da casa. Por isso,*colocar um copo de água co m sal grosso ou sal de
cozinha equilibra essas forças e deixa a casa mais leve. Para uma sala média
onde não circula muita gente, um copo de água com sal em dois cantos é
suficiente. *

Em dois ou três dias já se percebe a diferença. Quando formam-se bolhas é
hora de renovar a salmoura.

A solução de água e sal também é capaz de puxar os íons positivos, isto é,
as partículas de energia elétrica da atmosfera, e reequilibrar a energia dos
ambientes. Principalmente em locais fechados, escuros ou mesmo antes de uma
tempestade, esses íons têm efeito intensificador e podem provocar tensão e
irritação.

A prática simples de purificação com água e sal deve ser feita à menor
sensação de que o ambiente está carregado, depois de brigas ou à noite no
quarto, para que o sono não seja perturbado.

Banho de sal grosso e o antigo escalda-pés (mergulhar os pés em salmoura
bem quente) têm o poder de neutralizar a eletricidade do corpo. Para quem
mora longe da praia é um ótimo jeito de relaxar e renovar as energias. Já
foi considerado o ouro branco (salmoura para conservar alimentos).

Os povos foram desenvolvendo técnicas de usar o sal, como as abaixo
descritas:

Uma pitada de sal sobre os ombros afasta a inveja.

Para espantar o mau-olhado ou evitar visitas indesejáveis, caboclos e
caipiras costumam colocar uma fileira de sal na soleira da porta ou um copo
de salmoura do lado esquerdo da entrada .

A mistura de sal com água ou álcool absorve tudo de ruim que está no ar,
ajuda a purificar e impede que a inveja, o mau-olhado e outros sentimentos
inferiores entrem na casa.'

Depois de uma festa, lavar todos os copos e pratos com sal grosso para
neutralizar a energia dos convidados, purificando a louça para o uso diário.

Tomar banho de água salgada com bicarbonato de sódio descarrega as energias
ruins e é relaxante. O único cuidado é não molhar a cabeça, pois é aí que

mora o nosso espírito e ele não deve ser neutralizado.

Na tradição africana, quando alguém se muda, as primeiras coisas a entrar na
casa são: um copo de água e outro com sal. Usam sal marinho seco, num pires
branco atrás da porta para puxar a energia negativa de quem entra. Também
tomam banho com água salgada com ervas para renovar a energia interna e a
vontade de viver.

No Japão, o sal é considerado poderoso purificador. Os japoneses mais
tradicionais jogam sal todos os dias na soleira das portas e sempre que uma
visita mal vinda vai embora. Símbolo de lealdade na luta de sumô. Os
campeões jogam sal no ringue para que a luta transcorra com lealdade.

Use esse poderoso aliado!
É barato, fácil de encontrar, e pode lhe ajud ar em momentos de dificuldade e
de esgotamento energético!

*Modo de tomar o banho de sal grosso:*


Após seu banho convencional, deixe um punhado de sal grosso escorrer do
pescoço para baixo, embaixo da água da ducha. Uma opção que agrada muitas
pessoas, é colocar um punhado de sal dentro de uma meia, e repousar esta na
nuca (atrás do pescoço) debaixo da ducha. Não é aconselhável banhos
freqüentes com o sal.
De preferência para os banhos na fase da Lua Cheia, utilize velas no
banheiro, e se quiser ativar sua intuição, apague as luzes do banheiro.
*Benefícios de banhos e escalda pé com sal grosso:*

*Fisiológicos·*
Ajuda a desintoxicar o corpo e afastar os vírus· Estimula a circulação
natural para a melhoria da saúde· Ajuda a aliviar o pé do atleta, calos e
calosidades· Relaxa a tensão, dores musculares e nas articulações· Ajuda a
aliviar artrite e reumati smo· Ajuda a aliviar a dor lombar crônica

*Benefícios estéticos:*

Tira as impurezas da pele·
Alivia irritações da pele como psoríase / eczema· Alivia comichão, ardor e
picadas· Suaviza e amacia a pele· Incentiva a pele se renovar· Ajuda a curar
as cicatrizes· Restaura o equilíbrio a umidade da pele

*Ocupacional ·*

Alivia o cansaço, os pés doloridos e os músculos da perna·

Alivia a tensão nas mãos e punhos·

Ajuda a aliviar lesões no desportoPsico-física ·

Proporciona um relaxamento profundo·

Ajuda a aliviar o estresse e tensão·




segunda-feira, 9 de maio de 2011

Se está pensando acabar com tudo... leia:

 

Se você está a pensar suicidar-se

Nós nascemos com a capacidade para nos matar-mos. Todos os anos um milhão de pessoas fazem essa escolha. Mesmo em sociedades onde o suicídio é ilegal ou tabu há pessoas que se matam.
Para muitas pessoas que pensam suicidar-se, parece que não há outra alternativa. Naquele momento, a morte descreve o mundo deles e não se deve subestimar os sentimentos deles – podem ser sentimentos muito fortes e imediatos.
Não se cura com mágica.

Mas também é verdade que:

  • O suicídio muitas vezes é uma solução permanente para um problema temporário.
  • Quando nos sentimos deprimidos temos uma perspectiva precária da situação actual. Um mês ou uma semana mais tarde as coisas parecerão completamente diferentes.
  • A maior parte das pessoas que em qualquer altura pensaram suicidar-se hoje estão contentes por estarem vivos. Eles dizem que não se queriam matar – só queriam que a dor passasse.

 

O mais importante é falar com alguém. Quem estiver a pensar suicidar-se não deve tentar resolver o problema sozinho. Peça ajuda AGORA mesmo.

  • Fale com a sua família ou amigos Falando com um membro da família, com um amigo ou com um colega pode sentir-se muito mais aliviado.
  • Fale com um Ajudante. Algumas pessoas não se conseguem abrir com a família ou com amigos: Algumas pessoas sentem-se mais à vontade a falar com pessoas estranhas.Há centros de apoio em todo o mundo, com aconselhadores com a formação adequada.
  • Fale com um médico. Se já há bastante tempo que se está a sentir deprimido ou a pensar suicidar-se talvez tenha depressão clínica. Isto é uma doença causada por desequilíbrio químico e normalmente pode ser tratada com medicamentos passados pelo médico e/ou por um terapeuta.
 O tempo é um factor muito importante da vida mas o que acontece nesse tempo também é importante.
Se uma pessoa estiver a pensar suicidar-se, deve abrir-se com alguém imediatame

A dor emocional - Uma forma de gratidão pelo que ela nos ensinou


 Podemos localizar em nossa vida fases em que uma doremocional permanece instalada em nós por um longo período - um ano e meio, pelo menos. Vamos dormir sabendo que, ao acordar, sentiremos a mesma dor no peito. Geralmente isso ocorre quando vivemos algo maior do que nossa capacidade de elaborar. A meta de transformar o sofrimento em autoconhecimento faz com que nos sintamos íntimos da nossa dor, tão próximos dela que, às vezes, sentimos pena de deixá-la. 


Eu me lembro claramente da primeira vez que senti nostalgia por perceber que uma dor emocional estava para acabar. Cheguei a perguntar para Gueshe Sherab: Será que sem esta dor continuarei aprendendo tanto quanto aprendi ao senti-la?. Ele riu e me respondeu: Você não precisa chamar a dor para evoluir, pode ter certeza que sempre haverá sofrimento suficiente para aprender algo com ele. Quando a mente não está sobrecarregada com uma dor intensa, pensa melhor. Se estivermos sofrendo pela mesma dor há muito tempo, devemos identificar o momento de nos desapegarmos dela. É necessário sentirmos a dor apenas enquanto ela nos ajudar a aprender mais a nosso próprio respeito, ou seja, enquanto ela representar uma forma de ampliarmos a visão acerca de nós mesmos. 




Parece óbvio que ninguém deseja se apegar à dor. Na realidade, porém, desapegar-se dela talvez seja um de nossos maiores desafios. Aceitar a necessidade de abandonar um padrão emocional, mesmo que ele implique sofrimento, pode ser tão difícil quanto aceitar a morte de um ente querido, pois sentimos como se perdêssemos algo de nós mesmos. Em ambos os casos devemos aprender a fazer o luto.

Como escreve Christine Longaker em Esperança diante da morte (Ed.Rocco): O processo de recuperação da nossa dor pode nos ajudar a viver de maneira mais plena e apreciar cada dia e cada pessoa, como uma dádiva insubstituível. No luto, devemos por fim nos desapegar da pessoa que se foi; no entanto, podemos manter o seu amor conosco. Não somos abandonados na perda; podemos nutrir nossas memórias de amor, e permitir que o amor continue fluindo na nossa direção. Do mesmo modo, quando nos separamos de um padrão emocional dolorido com o qual convivemos por tantos anos, devemos manter a consciência de sua importância em nosso processo de autoconhecimento: uma forma de gratidão pelo aprendizado. 

Sogyal Rinpoche sugere o contato com a natureza como um potente método de pôr fim à dor: Um dos métodos mais poderosos que conheço para aliviar e dissolver o sofrimento é ir para a natureza, contemplar uma cachoeira, em especial, deixando que as lágrimas e a dor saiam de você e o purifiquem como a água que flui. Pode também ler um texto tocante sobre a impermanência ou o sofrimento, e deixar a sabedoria contida em suas linhas trazer-lhe consolo. 

Aceitar a dor e pôr-lhe fim é possível. (O livro Tibetano do Viver e Morrer, Ed. Talento ) Quando aceitarmos o fato de que podemos experimentar conscientemente nossa dor, então, estaremos prontos para nos liberar dela! Finalmente romperemos o hábito de autocomiseração e estaremos aptos para sermos felizes. A intensidade da dor de uma emoção possui um tempo que lhe é próprio, mas que também tem seu fim. Se ela continuar presente depois de um tempo prolongado é porque a estamos invocando em demasia. É melhor pararmos de invocar essa dor e abrirmo-nos para o desconhecido, perguntando-nos: Como serei sem esta dor? Muitas vezes encontramos justificativas nobres para não mudar, quando, na realidade, estamos é precisando ser mais sinceros com nossa fraqueza. A sinceridade é um antivírus contra as interferências interiores e exteriores, pois quando somos sinceros não fazemos rodeios. A sinceridade nos dá coragem e abertura para lidar com qualquer situação, agradável ou desagradável. Desta forma, nos abrimos para o mundo. A falta de foco é um modo de nos protegermos das exigências do mundo, e de adiarmos nossa participação nele. 

Ao saber quem somos, podemos adquirir a flexibilidade de perceber igualmente as nossas necessidades e as dos outros sem privilegiar nenhuma das partes. Assim, não estaremos amarrados a nós mesmos, nem nos confundiremos com os desejos dos outros.  


Extraído do livro O livro das Emoções de Bel Cesar, Ed. Gaia.

domingo, 8 de maio de 2011

O GRANDE MEDO

 
 "São muitas as pessoas que, por seu pavor à morte,
estão deixando de realmente viver."
Paul Simonton

O medo da morte pode fazer com que deixemos de aproveitar certas oportunidades que surgem. Essas oportunidades assumem uma postura extremamente perigosa, perigo esse – pensamos – que pode nos levar à morte. É medo de dirigir; medo de viajar de avião; medo da solidão; medo de sair à noite; medo de dizer sim; inclusive medo de dizer não...
O fato é que quando deixamos de viver em função do medo da morte, passamos a morrer até mesmo antes de havermos morrido.

Qual é a parte da vida que hoje você está deixando de viver em função do medo da morte? Você pode tentar se convencer de que pode viver sem essas coisas; no entanto, será que você realmente está vivendo? Você está mesmo vivendo, quando se abstém das pessoas ou das experiências que acredita que podem feri-lo, machucá-lo, ou de alguma forma tirar-lhe a vida? Existe uma maneira de escapar do medo da morte. Tenha em mente dois fatos inquestionáveis: 1) a vida e a morte estão nas mãos de Deus; 2) considere que você começou a morrer no momento em que você nasceu.

MUDA POR TI



 O maior medo do ser humano, depois do medo da morte, é o medo da dor. Dor física: um corte, uma picada, uma ardência, uma distenção, uma fratura, uma cárie. Dor que só cessa com analgésico, no caso de ser uma dor comum, ou com morfina, quando é uma dor insuportável. Mas é a dor emocional a mais temível, porque essa não tem medicamento que dê jeito.

 

 Uma vez, conversando com uma amiga, ficamos nessa discussão por horas: o que é mais dolorido, ter o braço quebrado ou o coração? Uma pessoa que foi rejeitada pelo seu amor sofre menos ou mais do que quem levou 20 pontos no supercílio? Dores absolutamente diferentes.
Eu acho que dói mais a dor emocional, aquela que sangra por dentro. Qualquer mãe preferiria ter úlcera para o resto da vida do que conviver com o vazio causado pela morte de um filho.

As estatísticas não mentem: é mais fácil ser atingida por uma depressão do que por uma bala perdida. Existe médico para baixo
astral? Psicanalistas. E remédio? Anti-depressivos. Funcionam? Funcionam, mas não com a rapidez de uma injeção, não com a eficiência de uma cirurgia. 

Certas feridas não ficam à mostra. Acabar com a dor da baixa auto-estima é bem mais demorado do que acabar com uma dor localizada.

Parece absurdo que alguém possa sofrer num dia de céu azul, na beira do mar, numa festa, num bar. Parece
exagero dizer que alguém que leve uma pancada na cabeça sofrerá menos do que alguém que for demitido. Onde está o hematoma causado pelo desemprego, onde está a cicatriz da fome, onde está o gesso imobilizando a dor de um preconceito?
 
Custamos a respeitar as dores invisíveis, para as quais não existem
prontos-socorros. Não adianta assoprar que não passa.

Tenho um respeito tremendo por quem sofre em silêncio, principalmente pelos que sofrem por amor.
Perder a companhia de quem se ama pode ser uma mutilação tão séria quanto a
sofrida por Lars Grael, só que os outros não enxergam a parte que nos falta, e
por isso tendem a menosprezar nosso martírio.
Nenhuma fisgada se compara à dor de um destino alterado para sempre. 

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