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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Breve trecho do livro a Cura Quântica - fascinante




livro do Dr. Deepack Chopra -
A Cura quantica.1989

 
Entenda como funciona nossa mente:
Você não está aqui para tentar fazer com que o mundo seja tão justo quanto você gostaria que fosse. Você está aqui para criar um mundo em torno de suas escolhas ao mesmo tempo em que você permite que o mundo que outros escolheram também exista.
Você pode manter o foco nas coisas ruins que já lhe aconteceram ou mudar o foco para coisas boas que podem vir a acontecer. Quando as pessoas mantêm o foco no que elas querem, o que elas não querem perde a força.
Num certo sentido, temos dois cérebros, duas mentes e dois tipos diferentes de inteligência: racional e emocional.
Nosso desempenho na vida é determinado pelas duas não é apenas o Ql, mas a inteligência emocional que conta. Na verdade, o intelecto não pode dar o melhor de si sem a inteligência emocional. (equilíbrio das emoções)
O nome Ayurveda originou-se há mais de 4 mil anos; em sânscrito, significa “a ciência da vida”.  Os antigos médicos da Índia eram também grandes sábios e tinham como crença principal a idéia de que o corpo é criado pela consciência.
No Ayurveda, o requisito mais importante para a cura de qualquer desordem orgânica é um nível profundo e completo de relaxamento.Esse princípio se baseia no conceito de que o corpo sabe como manter o equilíbrio, a não ser que esteja abalado pela doença; desse modo, se alguém deseja restaurar a capacidade de cura do próprio organismo, é necessário que faça tudo para readquirir o equilíbrio.
As pesquisas de curas espontâneas de câncer realizadas tanto nos Estados Unidos como no Japão demonstraram que, pouco antes do restabelecimento, quase todos os pacientes passam por uma alteração de consciência entendendo que a cura provém de sua mente e que o ambiente também é responsável pelo seu equilíbrio.
Por que não consideramos um milagre o corpo soldar um osso partido? O motivo pelo qual a mesma pessoa considera milagre a cura do câncer e não pense o mesmo a respeito da fusão de um osso do braço está ligado à união entre mente e corpo.
O braço partido solda-se porque a consciência o emenda, e o mesmo acontece na cura de um câncer, na longa sobrevivência de um caso de AIDS, na cura pela fé e mesmo na capacidade de viver até a idade avançada, sem se deixar abater por uma doença. 
A razão de nem todos conseguirem levar o processo de cura até onde devem resulta do fato de nos diferenciarmos drasticamente quanto a nossa capacidade de mobilizá-la.
Aparentemente, os pacientes bem-sucedidos aprenderam a motivar a própria cura e conseguiram, nos casos mais felizes, ir além. Descobriram o segredo da cura quântica.
São os gênios da união entre a mente e o corpo
A cura quântica afasta-se dos métodos da alta tecnologia e penetra nos meandros mais profundos do sistema mente corpo nesse núcleo que ela se inicia. Para atingi-lo e aprender a provocar a resposta de cura é necessário que você atravesse todos os níveis mais densos do corpo: células, tecidos, órgãos e sistemas; atingirá, então, o ponto de união entre a mente e a matéria, o ponto em que a consciência realmente começa a causar um efeito.
A mente subconsciente é simplesmente programada para reconhecer e atrair aquilo que é familiar, não necessariamente o que é desejável.
O subconsciente é o armazém de suas atitudes,
valores e crenças, e ele controla a sua vida habitual nas respostas. 
Uma vez perguntaram ao Dr. Kari Menninger, famoso psiquiatra, o que ele recomendaria a alguém que estivesse a ponto de ter uma crise nervosa. Ele disse para a pessoa sair de casa, ir ao encontro de alguém necessitado e ajudar essa pessoa.
Um corpo doente é um corpo que não está tranqüilo. Nossa fisiologia cria doenças como um alerta para que nós saibamos que nós estamos fora de equilíbrio. Para que saibamos que não estamos amando, que não estamos firmes. Os sintomas do corpo não são coisas terríveis.
Nós temos o programa básico que se chama AUTO-CURA. Se você se cortar, a pele crescerá de novo. Se você tiver uma infecção bacteriana, o sistema imunológico entra em ação e dá conta de tais bactérias. O sistema imunológico é feito para curar a si próprio. Doenças não sobrevivem em um corpo que está emocionalmente saudável.
O seu corpo elimina milhões de células a cada segundo e cria milhões de células novas. Na verdade, literalmente, partes do nosso corpo são substituídas todos os dias. Outras partes levam alguns meses, outras levam alguns anos. Dentro de alguns anos, nós temos um corpo físico totalmente novo. 
Se você tiver uma doença e se concentrar nela, se você falar a outras pessoas a respeito, você irá criar mais doença.
São nossos pensamentos e emoções que, continuamente, re-montam, re-organizam, re-criam o nosso corpo. Remova o stress fisiológico do corpo e ele fará o que ele foi projetado para fazer. Ele irá curar a si mesmo.
O segredo, como quase todo o resto do declínio “natural” da velhice, depende dos hábitos mentais, e não do conjunto de circuitos do sistema nervoso. Enquanto uma pessoa se mantiver mentalmente ativa, continuará com a mesma inteligência da juventude e da idade madura. A senilidade não é fisicamente normal em um cérebro saudável.
Qualquer médico que exerça a profissão sabe que a vontade do paciente em se curar é parte vital do tratamento. Mesmo integrando a medicina “severa”, a maioria dos médicos aceita a idéia de que a atitude, a crença e as emoções são atuantes
Se a sanidade pode ser conservada por meio dos alimentos, capazes de promover até a melhora no estado de espírito, os princípios básicos da medicina mente-corpo ficam ainda mais confusos. Você pode confiar na mente para curar artrite e, ao mesmo tempo, alegar que comer chocolate o deixa deprimido?
Se você está descascando batatas e corta o dedo, o corte se cura e, evidentemente, você não fica deslumbrado com isso, porque o processo de cicatrização — a coagulação do sangue para fechar o corte, a formação de uma crosta e a regeneração da nova pele e dos vasos sanguíneos — parece uma coisa absolutamente normal.
Quando uma célula de sangue chega à borda de um corte e começa a formar um coágulo, não viajou até ali ao acaso. Sabe realmente aonde quer ir e o que fazer quando chegar, com a mesma certeza de um especialista — com mais até, de fato, já que age de forma completamente espontânea e não procura adivinhar.
Devemos admitir que o corpo tem uma mente própria. Quando compreendemos esse aspecto misterioso de nossa natureza básica, desaparece a natureza milagrosa que atribuímos à cura. Os corpos de todo mundo sabem como curar um corte na pele, mas aparentemente poucos deles sabem como curar o câncer.
A frustrante realidade, no que se refere aos pesquisadores médicos, é já sabermos que o corpo vivo é a melhor farmácia inventada até hoje.
Ele produz diuréticos, analgésicos, tranquilizantes, soníferos, antibióticos e tudo mais que é fabricado pelas indústrias de drogas, mas sua produção é muito superior.
A dosagem é sempre certa e ministrada no horário adequado; os efeitos colaterais são mínimos ou inexistentes; as indicações para o uso estão incluídas na própria droga, como parte de sua inteligência.
O filósofo grego Heráclito foi o autor do famoso comentário: “Não podemos entrar num rio duas vezes no mesmo lugar”, já que ele está em constante mudança com a chegada de novas águas. O mesmo acontece com o corpo.
Todos nós nos parecemos muito mais com um rio do que com qualquer coisa petrificada no tempo e no espaço. Se você pudesse ver seu corpo como realmente é, nunca o veria repetir-se. 90% dos átomos de nosso corpo não estavam nele há 3 meses.
É como se vivêssemos num edifício cujos tijolos fossem sistematicamente trocados a cada ano. Se for seguida a planta original, ele continuará parecendo o mesmo prédio.
Tudo o que acontece no universo mental
necessariamente deixa sinais no físico. 
Observando essas moléculas girarem enquanto o cérebro pensa, os cientistas viram que cada acontecimento distinto no universo da mente — como a sensação de dor ou de uma intensa lembrança — desencadeia novo modelo químico do cérebro, não apenas em um ponto, mas em muitos.
Literalmente, podemos ler a mente de outras pessoas pela mudança constante de suas expressões faciais; quanto a nós mesmos, ainda que sem notar, também registramos os milhares de gestos da linguagem do corpo como um sinal de nosso estado de espírito e das intenções das pessoas para conosco.
Nosso corpo é a imagem física, em 3D, do que estamos pensando.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Dietética Chinesa

A cozinha chinesa e a Medicina Chinesa sempre estiveram muito relacionadas através dos tempos.

Cor, aroma e sabor não são os únicos princípios a serem seguidos na cozinha chinesa, os chineses têm uma crença tradicional no valor medicinal dos alimentos e que os alimentos e os remédios têm a mesma origem.
O intelectual Yi Yin da dinastia Shang (sec. XVI ao XI aC.) elaborou uma teoria a que chamou da “harmonia dos alimentos” em que ele relacionou os cinco sabores: doce, azedo, amargo, picante e salgado ás necessidades nutricionais dos cinco principais sistemas de órgãos do corpo (coração, fígado, Baço/Pâncreas, Pulmões e Rins) e enfatiza o seu papel na manutenção da boa saúde. Na realidade, muitas plantas utilizadas na cozinha chinesa tais como alho-pôrro, gengibre fresco, alho, botões secos de margaridas, cogumelos, têm propriedades de prevenção e alívio de várias doenças.



Os alimentos, na concepção da MTC, constituem um dos factores mais importantes na conservação e na manutenção da saúde, a filosofia chinesa, baseada nas leis do Universo, da Natureza, das concepções da vida e da morte, da física, das ciências puras e biológicas, levam-nos até um conhecimento maior.
A partir da teoria da dualidade dinâmica do Yin e do Yang, do principio dos cinco movimentos, a Medicina Tradicional Chinesa reflecte a integração do ser humano no meio ambiente e desta integração são os alimentos, tanto celestes (ar-oxigénio) quanto terrestres (alimento), que sofrem intensas alterações sazonais, topográficas, geográficas e climáticas. Estas duas formas de energia, a celeste e a terrestre, inerentes ao alimento quando ingerido, vão fazer parte do nosso corpo nutrindo, fortalecendo, reparando, harmonizando as nossas funções energéticas e fisiológicas, ou mesmo podendo trazer alterações do funcionamento dos tecidos.


A Medicina Tradicional Chinesa concede uma importância relevante ao alimento na constituição da forma física e do psíquico, a parte Yin á qual a energia Yang vai fixar-se, para promover toda a nossa dinâmica da mente e do corpo.
Adequar a alimentação e saber dos seus efeitos sobre o nosso corpo, é saber a maneira de se intervir nos casos do vazio ou plenitude dos órgãos e das vísceras, através desse conhecimento a MTC elaborou todo um procedimento para repor os gastos energéticos e da matéria, proporcionar a vitalidade e a longevidade celular, evitar os processos degenerativos, o envelhecimento precoce e principalmente o aparecimento de doenças graves.
Segundo a MTC alimentar-se bem não significa, necessariamente, comer do melhor, do mais caro, do importado, mas sim alimentar-se com os produtos que contenham a energia necessária para o corpo em determinado momento, energia essa que pode estar na vagem do feijão verde, no fígado da vaca, na casca de um fruto, etc.


 De acordo com os dietistas chineses, a boa saúde depende da ingestão do Qi em grãos que nutre o Qi do estômago. Comer e beber indiscriminadamente danificam o baço e o estômago e altera o metabolismo predispondo a pessoa á doença. Por exemplo: o consumo de alimentos gordurosos causa humidade-calor, lesão gástrica, azia e acúmulo de flegma no peito, que por sua vez causa outras doenças tais como carbúnculo e abcessos.


 Um excesso de alimento picante estimula o acúmulo de calor no trato gastrointestinal, causando perturbações estomacais e hemorróidas. O alimento excessivamente azedo danifica o órgão que lhe é correspondente mas também o baço, assim como o alimento excessivamente amargo, o fígado, e os alimentos excessivamente salgados o coração.



O consumo excessivo de bebidas alcoólicas danifica o Qi e o sangue, causa alcoolismo, gangrena e doenças mental.



Segundo a dietética chinesa, os alimentos também possuem diferentes acções de acordo com os seus sabores. Por exemplo: os alimentos de natureza fresca ou fria incluem peras, laranjas, melancia, melão amargo, beringela, lentilhas verdes, coalho de feijão e bambu.



Os alimentos de natureza húmida são repolho, alho-porro, abóbora, gengibre fresco, vinagre e pimentão. 


 Os alimentos suavemente mornos são a carne de frango e bovino, enquanto os alimentos quentes incluem vinho, carne de carneiro e de cão. Incluídos nos alimentos doces estão o milho, batatas-doces, ervilhas, jujuba, longana, trapa e feijão-verde. Os alimentos picantes são aipo, cebola e alho. As azeitonas são consideradas como azedas e as algas marinhas, salgadas. Sendo assim, para manter a saúde de uma pessoa, devem-se escolher os alimentos apropriados baseado na condição física individual.



A Medicina Chinesa ao ter entendido a interacção dos alimentos com o corpo e as influências que as energias celeste e terrestre exercem sobre ele, elaborou os procedimentos para as pessoas usufruírem da melhor maneira o que a natureza oferece sem prejuízos para estas, e de maneira a que a natureza possa servir ao ser humano eternamente.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Sentimentos reprimidos podem causar dor emocional e doenças físicas




O relacionamento que vai mal, o chefe que faz a maior pressão no trabalho e aquele problema que você tenta resolver há meses te tiram o sono? Que tal desabafar?
Muita gente fica remoendo a mágoa e prefere reprimir a dor por medo de expor os sentimentos ou por não conseguir colocar para fora toda a angústia que está ali martelando sem parar e acaba não percebendo que estocar mágoas e sofrimentos faz mal para a saúde e para o coração.

"Nosso organismo não foi feito para guardar mágoas e sentimentos ruins. Tanto o corpo quanto a mente vão pesando na medida em que eles se acumulam e uma hora a panela de pressão transborda na tentativa de aliviar o sofrimento. É um processo natural", explica a psicóloga e coordenadora do Setor de Gerenciamento de Qualidade de Vida da Unifesp, Denise Diniz.

"O grande problema é que na hora da explosão, a pessoa se sente tão sufocada que sai atirando para todos os lados magoando as pessoas que estão ao seu redor sem perceber. É preciso tempo e paciência para aprender a lidar com os sentimentos sem ferir as pessoas e nem a si mesmo", continua.

Quem cala consente a dor
Os sentimentos ruins são frutos de expectativas frustradas. Colocamos no outro ou naquela oportunidade a responsabilidade de resolver nossos problemas como se eles não fossem consequências dos nossos próprios atos, daí a mágoa e o ressentimento.

Na medida em que não extravasamos este sentimento e vamos dando a ele uma conotação negativa maior do que de fato ele deveria ter, sufocamos nossos limites emocionais e daí aparecem os sintomas físicos. "Todos nós criamos expectativas sobre a vida e toleramos até certo limite algumas frustrações. Quando elas extrapolam este limite, que é pessoal, e nos fazem sofrer, significa que algo está em desequilíbrio e é preciso resolver", explica Denise.

"O problema é que a maioria das pessoas acha que resolver os ressentimentos é resolver com o outro aquilo que está pendente, o que deve ser feito mesmo, porém, antes disso, é preciso entender o que te de fato te fez mal e porque ganhou tamanha dimensão na sua vida para daí buscar o equilíbrio", afirma a especialista da Unifesp.

Por que não consigo expressar meus sentimentos?
Muita gente costuma guardar a mágoa e os sentimentos ruins por não conseguir extravasar, daí vem à tristeza e a angústia. Isso acontece porque temos temperamentos e limites diferentes fazendo com que alguns levem sem traumas as decepções do dia a dia, enquanto outros guardem e fiquem remoendo as dores.

"É algo muito pessoal a forma que cada um reage às adversidades. Se você é tímido, reage de um jeito; se é inseguro, age de outra maneira. O importante nesta questão é perceber que quem cria a conotação negativa que gera a mágoa e o ressentimento somos nós. A pessoa pode até ter errado com você, mas a intensidade disso na sua vida quem dá é você mesmo", explica a psicóloga.

Sentimento reprimido = saúde em perigo
Segundo a psicóloga da Unifesp, a dor emocional se torna física quando a intensidade que damos ao fato que nos magoa chega a interferir na atividade cerebral de modo a dificultar o envio de estímulos nervosos responsáveis pela execução de algumas funções de nosso organismo. "O cérebro deixa de comandar alguma função e o corpo reage sinalizando onde está o problema", explica.

"A gente se adapta as novas situações, isso é um processo natural, porém, quando algo nos machuca a ponto de extrapolar nossos limites, a dor emocional bloqueia alguma função física que já é propensa a ter problemas ou intensifica os sintomas de alguma doença já existente", explica Denise.

Para ela, os sintomas emocionais podem acometer três áreas interdependentes das nossas vidas de modo a influenciar umas as outras de acordo com a origem do problema emocional. "Quando a pessoa tem uma doença que tem origem emocional, dificilmente consegue desempenhar com total desenvoltura suas atividades sociais e começa a dar sinais físicos.

É um conjunto de fatores que se somam e vão se acumulando. Quando o corpo reage com sintomas de alguma doença é porque a pessoa extrapolou seu limite emocional e o organismo responde tentando eliminar a dor", explica.

Sintomas que podem estar relacionados à dor reprimida:

-Físicos: úlcera, hipertensão, alergias, asma, estresse, e a longo prazo, câncer.

-Psíquicos: irritabilidade, ansiedade, agressividade, nervosismo.

-Sociais: queda de desempenho no trabalho, tendência ao isolamento, apatia, conflitos domésticos, dentre outros.

Colocar em pratos limpos
É muito comum ouvirmos as pessoas dizendo que se temos um problema com alguém é melhor resolver e conversar para não guardar mágoa porque isso faz mal, porém, esta máxima nem sempre é a melhor opção para quem sofre com problema.

De acordo com Denise Diniz nem sempre as pessoas conseguem lidar com a dor que sentem. "Além disso, conversar com o outro que os magoou significa trair seus valores morais e isso as maltrata mais do que a mágoa ou a dor reprimida", explica ela. Nestes casos, é melhor trabalhar para que ela supere a dor e siga em frente.

Extravasar sim! Magoar não
Uma hora você estoura! Pois é, isso não é o problema, o grave é quando você o faz e desconta nos outros as dores que são suas, magoando as pessoas ao seu redor. Para evitar que isso aconteça e te ajudar a extravasar, a psicóloga dá algumas dicas:

1. Aceite que algo lhe incomoda sem medo de expor seus sentimentos, assim você não intensifica a dor remoendo mágoa dos outros.

2. Detecte o que de fato lhe fez mal para não sair atirando para todos os lados.

3. Não crie expectativas em relação ao outro para não se decepcionar depois. "Só você pode curar sua dor, não adianta achar que o outro vai te livrar do sofrimento", diz Denise.

4. Busque em você e na sua vida todos os recursos que podem te ajudar a superar esta dor: amigos, praticar esportes, terapia, entre outros. "Se pergunte quais destas possibilidades fariam mais efeito na hora de trabalhar a dor que está te maltratando e corra atrás dela. Nem sempre o que lhe indicam é o melhor para você e, às vezes, uma conversa franca é mais útil do que uma consulta", explica.

5. Trabalhe sua autoestima: "As pessoas te maltratam se você deixa que isso aconteça. É você quem escolhe as relações que quer estabelecer com as pessoas, por isso, em vez de culpar o outro pelo seu sofrimento, olhe para si mesmo e se ajude", afirma Denise.

6. Perdoe. A psicóloga lembra que perdoar não é esquecer o que te fez mal e sim superar e se libertar daquele sentimento ruim: "só nos curamos quando viramos a página e, para isso, é preciso disposição e paciência. Não dá para achar que superou só porque você quer se sentir assim, tem que ser sincero para ser verdadeiro". 


Fonte: Minha Vida

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

UM RELATO EMOCIONANTE DE UMA MULHER ALCOÓLICA

Pensei que o álcool fosse Deus
Fui criada como filha adotiva, e aos sete anos fui deixada num orfanato. As freiras no orfanato estavam sempre a rezar para o seu Deus, mas eu não conseguia encontrar esse Deus com quem elas viviam falando.
Aos nove anos, experimentei o gosto de um vinho. Disse então, comigo mesma: "É este, portanto, o Deus de quem elas falam tanto." Pensei que o álcool fosse Deus.
Fui expulsa da escola porque entrei no meio de uma discussão sobre grupos étnicos. Uma das garotas me xingou: "Seus porto-riquenhos". E eu avancei sobre ela. Quando voltei a mim, estava presa numa camisa-de-força. "Você sabe o que fez ontem à noite?", perguntou a enfermeira. E eu disse: "Não." A enfermeira então me contou que eu havia lutado com outra garota. Ela já estava inconsciente, mas eu continuava a berrar que queria arrancar-lhe o coração. E para fazê-lo, havia quebrado uma garrafa de refrigerante.
Eu queria cair fora do orfanato, e para isso me casei. Quando estava grávida de cinco meses, meu marido me deixou e se alistou no exército. Procurei minha sogra para pedir-lhe ajuda. Ela me deu uma garrafinha de uísque e disse? "Tome um golinho disto, à noite que você vai dormir bem. Você não vai ter problema algum." Eu bebi tudo o que tinha na garrafa.
Fui então à Cruz vermelha, para descobrir o que fazer da minha vida. Disseram-me que a única saída era o trabalho, dedicando-me a dois empregos. E as minhas garrafinhas me acompanhavam aos dois.
Trabalhei e poupei dinheiro, e quatro anos mais tarde meu marido voltou. Ele disse que podíamos juntar os cacos e começar de novo da estaca zero. Com o dinheiro que eu havia poupado, compramos uma doceria, onde também vendíamos bebidas alcoólicas e acabamos nos envolvendo em vários negócios ilícitos.
Havia algo de errado comigo. Eu vivia expulsando meu marido da loja, para poder ficar bebendo o dia inteiro, enquanto ele permanecia fora. Tinha certeza de que meu marido não me amava, que as crianças não me amavam, que ninguém me compreendia. Eu precisava de alguma razão para viver.
Consegui um emprego de garçonete num bar, onde não me faltavam homens e álcool. Tinha tudo que quisesse e pensei que enfim eu era feliz. Queria livrar-me do meu marido; quando os tiras passaram pelo bar procurando por ele, eu lhes disse onde encontrá-lo. Os detetives foram buscá-lo, e ele foi condenado por assassinato.
Enquanto meu marido cumpria pena, perdi o meu emprego de garçonete. Não conseguia fazer mais nada a não ser beber. Mas tinha que sobreviver, e as únicas pessoas a quem ainda podia me dirigir eram os fregueses habituais do bar. Fiz uma série de coisas erradas, mas pensava que estava tudo bem, porque afinal de contas, meus filhos tinham o que comer.
Eu me sentia desgraçada, achava que não merecia continuar vivendo, que havia pecado contra as leis de Deus. Sentia-me imunda. Por três vezes tentei suicidar-me. Tentei levar as crianças comigo, a fim de que não sofressem o que eu já havia sofrido. Abri as torneiras de gás, bebi um galão de gin e sentei-me à espera da morte. Um vizinho arrombou a porta e me levou ao hospital. Lá me disseram que eu tinha problemas com a bebida, mas eu não quis ouvir. Queria morrer bêbada.
Saindo da prisão, meu marido resolveu ir embora com sua amante. Tive que vender minha casa e mudar-me para um apartamento sem móveis. Três vezes fui atacada na rua por homens que queriam violentar-me; na terceira vez, fui espancada tão violentamente que passei três meses no hospital. Queria então, vingar-me de todos os homens.
Passei a vagar pelas ruas, provocando qualquer homem a tentar fazer qualquer coisa comigo, para que eu pudesse matá-lo e ir para a cadeia. Bebida e bolinhas me levaram novamente ao hospital. Lá o psiquiatra me disse que eu tinha problema com a bebida, e que eu deveria ir procurar A. A., mas respondi que não podia viver sem a bebida.
Mesmo assim fui para A. A., e quando participei da primeira reunião, só vi muitos homens. Eu odiava homens, queria vê-los todos mortos. Mas fiquei sentada, lembrando o que havia dito o médico: "Vai, senta, escuta!" (Não pude ir sóbria - havia tomado alguns tragos antes). Lembro-me de ter ouvido que o alcoolismo é uma doença progressiva, e que agora eu tinha uma boa oportunidade de construir uma nova vida para mim mesma.
Por três meses permaneci em A. A. ainda bebendo, perguntando a mim mesma: "Por que não consigo parar? Talvez eles estejam mentindo. Têm que estar bebendo!" Então, certa noite, após ter tomado três doses durante o dia, estava assistindo a uma reunião, e pela primeira vez em muitos anos senti que meu coração batia forte. E disse comigo mesma: "Se isto é Deus, se esta é Tua presença, permite-me que me agarre a um fiozinho dessa Tua corda e por ele puxa-me para fora da garrafa, de modo que eu possa caminhar entre as pessoas novamente." Eu sabia que algo de maravilhoso estava acontecendo, e saí daquela reunião com um sentimento incrível de leveza. Isto foi num dia 3 de julho; eu comemoro meu aniversário de A. A. no Dia da Independência dos Estados Unidos - 4 de julho, que é também o dia em que declarei minha independência da garrafa.
O início não foi nada fácil, mas o meu padrinho me ajudou a passar por esta fase. Depois, comecei a prestar serviços dentro do meu grupo. Passados dois meses, transferi-me para o escritório intergrupal, onde respondia aos telefonemas pedindo ajuda em espanhol. Hoje, sou grata a Deus por ter feito essas coisas, porque através delas, pude manter-me afastada dos meus amigos de copo. Hoje coordeno atividades institucionais no Comitê Hispânico.
Estou também retornando à escola. Sei que existem muitas mulheres como eu, especialmente entre as que têm nacionalidades hispânicas. Levo uma vida maravilhosa, e noite após noite, rezo para que possa levar a mensagem de A. A. a mais um alcoólico.

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