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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Transtono de Estresse Pós Traumatico

 
 
Transtono de Estresse Pós Traumatico

Este transtorno atinge cerca de 1 a 2% da população desenvolvendo-se em qualquer período da vida, principalmente em condições onde a pessoa é freqüentemente exposta a situações de risco, como nos demais transtornos de ansiedade, ocorre com mais freqüência no sexo feminino. Não é um transtorno muito difundido nos meios de comunicação, mas traz prejuízos importantes aos seus portadores, levando a abuso de álcool, depressão e suicídio.

Os principais critérios diagnósticos para o TEPT são:
Exposição a um ou mais eventos traumáticos aos quais à pessoa tenha vivenciado, testemunhado ou se confrontado; envolvendo ameaças a integridade física própria ou de outros.

Diante do evento o paciente responde com um medo intenso, impotência ou horror.

O evento traumático é persistentemente revivido das seguintes formas: recordações (imagens, pensamentos ou percepções) aflitivas e intrusivas; pesadelos repetidos; flashbacks e grande sofrimento quando confrontada com indícios que lembram aspectos do evento traumático.

Esquiva de estímulos associados ao evento traumático caracterizados por: evitação de pensamentos, sentimentos, conversas, locais e pessoas associadas com o trauma, incapacidade de recordar algum aspecto importante ao evento, redução no interesse e participação em atividades significativas, sensação de distanciamento ou afastamento em relação a outras pessoas e falta de perspectiva em relação ao futuro.

Dificuldade em conciliar ou manter o sono, irritabilidade, dificuldade em se concentrar, excesso de vigilância das sensações físicas e do ambiente onde a pessoa vive e resposta de sobressalto exagerada.

Para caracterizarmos como um transtorno, a duração dos sintomas deverá ser superior a um mês.

Diante do evento traumático o individuo comporta-se de maneira imprevisível, para alguns indivíduos as reações são passageiras para outros são de longa duração e de conseqüências sérias (Ursano, 1994). As situações traumáticas são carregadas de intensidade, podendo afetar uma pessoa ou comunidades inteiras (Figley apud. Mocellin, 1996).

Situações traumáticas são definidas por: tortura, terrorismo, rapto, guerra, acidentes naturais, seqüestros, incêndios, assaltos, agressões, conhecimento de doença com risco de morte em filhos, diagnósticos de doenças que levem à morte, desastres automobilísticos e aéreos, contato com crianças mortas ou gravemente feridas, morte ou lesão grave de um colega de trabalho, suicídio de um colega ou qualquer evento de impacto importante e não habitual dentro de um grupo.

Excluímos do quadro: luto simples, doenças crônicas, perdas financeiras e conflito conjugal.

Como nos outros transtornos de ansiedade, não existe uma causa definida, apesar de vários modelos biológicos e psicológicos tentarem explicá-lo.

O tratamento com melhores resultados é a associação entre medicação e psicoterapia cognitivo-comportamental. A medicação vai ajudar a diminuir a ansiedade e a psicoterapia vai ensinar o paciente a lidar com os sintomas decorrentes do quadro, como por exemplo: pesadelos, flashbacks, esquiva, além de capacitá-lo a como se expor às situações ou lembranças traumáticas porventura evitadas.

É interessante acrescentarmos que se a ocorrência dos sintomas apresentados acima, perdurarem por duas a quatro semanas o diagnóstico estabelecido é de Transtorno de Estresse Agudo, e portanto, desaparecendo após o período determinado.

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