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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Perturbações somatoformes - somatização

 

 


As perturbações somatoformes englobam várias perturbações psiquiátricas nas quais as pessoas referem sintomas físicos mas negam ter problemas psiquiátricos.
«Perturbação somatoforme» é um termo relativamente novo que se aplica ao que muita gente denomina «perturbação psicossomática». Nas perturbações somatoformes, os sintomas físicos ou a sua gravidade e duração não podem ser explicados por nenhuma doença orgânica subjacente. As perturbações somatoformes incluem a perturbação de somatização, a perturbação de conversão e a hipocondria.
Os psiquiatras diferem consideravelmente nas suas opiniões acerca do valor e da validade do uso destas categorias de diagnóstico. No entanto, esta distinção das diferentes perturbações somatoformes proporcionou aos psiquiatras um meio para descrever a ampla variedade de sintomas que estes doentes apresentam e para diferenciar as perturbações na base destas descrições. As descrições cuidadosas podem ajudar os psiquiatras a ordenar as diferentes perturbações, que assim podem ser mais bem estudadas cientificamente.

As perturbações somatoformes, geralmente, não têm uma explicação clara. Os doentes com uma perturbação somatoforme podem ser muito diferentes entre si. Devido a não se saber bem porquê nem como é que as pessoas desenvolvem a sua sintomatologia, não há modelos de tratamento específicos e consensuais.

Somatização

A somatização é uma doença crónica e grave caracterizada pela presença de muitos sintomas físicos, em particular de uma combinação de dor e de sintomas das esferas gastrointestinal, sexual e neurológica.
As causas da somatização são desconhecidas. Ela é apresentada frequentemente como uma característica familiar. As pessoas com essa perturbação tendem também a ter perturbações da personalidade caracterizadas por egocentrismo (personalidade narcisista) e por uma dependência exagerada dos outros (personalidade dependente). 
Os sintomas aparecem pela primeira vez na adolescência ou cedo na idade adulta e crê-se que ocorrem predominantemente nas mulheres. Os familiares do sexo masculino das mulheres com esta perturbação tendem a ter uma alta incidência de comportamento socialmente inapropriado e de alcoolismo.

Sintomas
Uma pessoa com somatização apresenta muitas queixas difusas de carácter físico. Embora possa afectar qualquer parte do corpo, os sintomas exprimem-se mais frequentemente como dores de cabeça, náuseas e vómitos, dor abdominal, menstruações dolorosas, cansaço, perdas de consciência, relações sexuais dolorosas e perda do desejo sexual. Embora os sintomas costumem ser primariamente físicos, também podem referir ansiedade e depressão. As pessoas com somatização descrevem os seus sintomas de um modo dramático e emotivo, referindo-se-lhes frequentemente como «insuportáveis», «indescritíveis» ou «o pior imaginável».

Estas pessoas mostram uma extrema dependência nas suas relações sociais. Pedem cada vez mais ajuda e apoio emocional e podem enfurecer-se quando sentem que não lhes satisfazem as suas necessidades. São muitas vezes descritos como exibicionistas e sedutores. Numa tentativa de manipular os outros, podem ameaçar suicidar-se ou inclusive tentá-lo. Estão frequentemente descontentes com a assistência médica que recebem e saltam de um médico para outro.

Os sintomas físicos parecem ser um modo de pedir ajuda e atenção. A intensidade e a persistência dos sintomas reflectem o desejo intenso da pessoa de ser atendida em cada um dos aspectos da sua vida. 

Os sintomas também parecem servir outros propósitos, como permitir que a pessoa iluda as responsabilidades da vida adulta. Os sintomas tendem a ser incómodos e impedem a pessoa de se envolver em projectos atractivos, o que sugere que também sofre de sentimentos de incapacidade e de culpabilidade. Os sintomas impedem o prazer e, simultaneamente, actuam como castigo. 

Diagnóstico
As pessoas com somatização não estão conscientes de que o seu problema é basicamente psicológico e por isso pressionam os seus médicos para que lhes façam estudos diagnósticos e tratamentos. O médico vê-se obrigado a efectuar muitos exames físicos e análises para determinar se a pessoa tem uma perturbação física que explique os sintomas. As interconsultas com especialistas são frequentes, mesmo quando a pessoa tenha desenvolvido uma relação razoavelmente satisfatória com o seu médico.
Uma vez que o médico determina que a alteração é psicológica, a somatização pode ser distinguida de outras perturbações psiquiátricas semelhantes pela sua grande quantidade de sintomas e pela sua tendência a persistir durante muitos anos. Ao diagnóstico juntam-se a natureza dramática das queixas e um comportamento exibicionista, dependente, manipulador e, às vezes, suicida.

Prognóstico e tratamento
A somatização tende a flutuar na sua gravidade, mas persiste toda a vida. É rara a remissão completa dos sintomas durante longos períodos. Algumas pessoas tornam-se mais manifestamente deprimidas com o passar dos anos e as suas referências ao suicídio tornam-se mais ameaçadoras. O suicídio é um risco real.
O tratamento é extremamente difícil. As pessoas com perturbações de somatização tendem a ter sentimentos de frustração e a encolerizar-se diante de qualquer sugestão referente ao carácter psicológico dos seus sintomas. Portanto, os médicos não podem tratar o problema directamente como de ordem psicológica, embora reconhecendo-o como tal. Os medicamentos não são de grande ajuda e inclusive, ainda que a pessoa vá a uma consulta psiquiátrica, as técnicas de psicoterapia específicas têm poucas possibilidades de êxito. 

De um modo geral, o melhor tratamento é uma relação médico-doente relaxada, firme e de apoio, onde o médico oferece alívio somático e protege a pessoa de possíveis procedimentos diagnósticos ou terapêuticos muito dispendiosos e possivelmente perigosos. No entanto, o médico deve permanecer atento à possibilidade de a pessoa desenvolver uma doença orgânica.

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