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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A Anestesia e seus efeitos


O que é anestesia?
Anestesia é a especialidade médica direcionada aos cuidados do paciente durante procedimentos cirúrgicos, que objetiva promover uma situação de ausência de dor, hipnose e relaxamento muscular.
A escolha da anestesia dependerá do paciente, da duração e do tipo de cirurgia proposta.
A visita pré-anestésica no quarto ou em consultório, avaliando exames pré-operatórios, a história clínica, alergias e a cirurgia a ser realizada, fornece substrato para que o(a) anestesista decida com o(a) paciente o melhor tipo de anestesia a ser administrado.
Durante toda a cirurgia o anestesista permanece ao lado do(a) paciente, mesmo que ele(a) não perceba ou se lembre de sua presença após o procedimento.
Quais são os tipos de anestesia?
Anestesia Geral - Na anestesia geral o(a) paciente fica inconsciente (dormindo) e não tem contato com o ambiente. Pode ficar com respiração espontânea , quando recebe apenas sedação, ou ter a inserção de uma cânula introduzida na traquéia, entubação orotraqueal ou nasotraqueal, e ter a sua respiração auxiliada por um aparelho mecânico de respiração (ventilador). Procedimentos realizados com o(a) paciente sedado, após aplicação de anestésico local.
Anestesia Regional - O paciente fica com apenas uma parte do corpo anestesiada. Se for Peridural ou Raqui, as pernas permanecem imóveis e sem sensibilidade por algumas horas.
OBS: Essas técnicas são associadas à sedação.
Anestesia Local - Após a sedação, será realizada infiltração com anestésicos, no local da cirurgia. Também pode ser acompanhada de sedação.
O que faz o anestesista enquanto o paciente dorme?
Ele(a) é responsável pela segurança e pelo bem-estar do(a) paciente durante o ato cirúrgico.
O(a) anestesista "vigia" as funções vitais, que são monitorizadas por aparelhos específicos, com alarmes, enquanto durar a anestesia e, dependendo da extensão e/ou duração da cirurgia, e do risco do(a) paciente, essa monitorização pode se estender na recuperação pós-anestésica.
Os principais parâmetros aferidos são: pressão arterial, freqüência respiratória, freqüência e ritmo cardíacos, oxigenação do sangue e volume urinário, quando houver sondagem vesical.
São administradas quantidades de anestésicos de acordo com a necessidade, variando de acordo com a sensibilidade (metabolismo) de cada indivíduo e o tempo de cirurgia. Essas substâncias atuam eliminando a dor, combatendo a ansiedade e promovendo um sono tranqüilo, com sonhos bons e sem a lembrança da operação.
O(a) anestesista é também responsável pela hidratação e, se houver grandes sangramentos, estará apto(a) para indicar e realizar transfusões sangüíneas.
Caso o(a) paciente tenha alguma doença associada, como: diabetes, hipertensão arterial, doença no coração, asma e/ou bronquite, elas todas são rigorosamente controladas durante o procedimento anestésico. Esses cuidados permitem uma recuperação melhor e mais rápida no período pós-operatório.
Durante a anestesia pode ocorrer esfriamento do corpo, o que dificulta a recuperação pós-anestésica. Então, rotineiramente, sempre que possível, utiliza-se uma manta térmica descartável na parte inferior ou superior do corpo, conforme a localização do sítio cirúrgico.
Qual a importância da visita pré-anestésica?
Ao chegar ao hospital, o(a) paciente tem que preencher vários formulários de internação e, quando já acomodado(a) no apartamento, recebe uma rápida visita pré-anestésica.
Inúmeras perguntas lhe são feitas, para que o(a) anestesista possa conhecer melhor o seu perfil. Os exames laboratoriais são checados, assim como o jejum, e a seguir lhe é receitado um comprimido ou uma injeção, para promover o sono, a tranqüilidade e minimizar a ansiedade usual, gerada pela expectativa da cirurgia. Essa medicação geralmente promove amnésia, ou seja, esquecimento de tudo que ocorre nas horas seguintes.
Cabe ao(à) anestesista, durante a visita pré-anestésica, esclarecer as dúvidas do(a) paciente e de seu(sua) acompanhante, explicar o tipo de anestesia a ser utilizado, para que fique seguro(a) e confiante na equipe médica.
O que é consulta pré-anestésica?
A mesma avaliação pré-anestésica no quarto, pode ser realizada, após agendamento, em consultório, alguns dias antes da cirurgia.
Isso permite discutir mais à vontade todas as dúvidas do procedimento anestésico, com maior disponibilidade de tempo.
Orientações gerais para a internação
Procure chegar ao hospital no horário solicitado pelo seu médico, pois isso facilitará a sua internação, a coleta de exames (se necessários) e a rotina de seu preparo.
Leve para o hospital todos os exames que foram solicitados pelos seus médicos.
Não use maquiagem (batom, sombra, "blush", cremes, gel no cabelo, esmaltes, etc), jóias e bijuterias (brincos, anéis, pulseiras, colares, etc) no dia da internação cirúrgica. O uso de próteses e/ou aparelhos dentários, lentes de contato, por motivo de segurança, estão proibidos durante a operação.
Não interrompa o uso de qualquer medicação, no dia da cirurgia; mesmo permanecendo em jejum, serão digeridos com um gole d'água, salvo se receber outro tipo de orientação de seu médico.
O jejum pré-operatório de todos os pacientes é de extrema importância. Seu médico o orientará a respeito. No entanto, de maneira geral, os adultos não podem ingerir alimentos sólidos por 8 horas antes de qualquer procedimento anestésico. Leite e derivados 6 horas antes e líquidos (água, chá e suco) por 4 horas antes.
Na tabela está descrito o jejum de crianças de acordo com a idade e o peso.
Cuidados na cirurgia ambulatorial
Em procedimentos rápidos (sedação e infiltração local), os quais chamamos de Ambulatoriais ou "Day-Hospital" (Hospital-Dia), o paciente chegará e sairá do hospital no mesmo dia. Deverá vir acompanhado de um adulto, responsável pela sua remoção e cuidados nas primeiras 24 horas. É recomendado que o paciente, após a alta, não se afaste mais de uma hora, de carro, do hospital em que foi atendido, que tenha acesso ao telefone e conte com instalações higiênico-sanitárias domiciliares adequadas. Está proibido de conduzir qualquer tipo de veículo, motorizado ou não, operações com máquinas e assinar documentos e contratos de responsabilidade nas primeiras 24 horas.

Jejum pré-operatório de crianças,
de acordo com a idade e o peso
.
Líquidos Sólidos
Recém-nascidos (0 - 1 ano) 2 horas 4 horas
1ano - 3 anos 3 horas 6 horas
Acima de 3 anos 3 horas 8 horas

Usualmente médicos anestesistas e cirurgiões trabalham em equipes integradas, para estabelecer um clima harmônico e de confiança.
Após a entrada do paciente no centro cirúrgico, podemos dar notícias sobre a evolução da cirurgia, assim como os familiares podem solicitar informações no centro cirúrgico.
Dra. Ana Cristina Aliman Arashiro
Título de especialista em anestesia, especialista em Medicina Intensiva. Mestrado na USP, atualmente fazendo doutorado, também na Faculdade de Medicina da USP. Médica anestesista do INCOR-FMUSP.

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