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sábado, 25 de junho de 2011

Compreendendo o Lítio - equilibrio no Humor



 



O QUE É O LÍTIO?
O Lítio é um elemento mineral que ocorre na natureza.
Os comprimidos são fabricados por um processo especial sob a forma de carbonato o que assegura a libertação a níveis controlados do lítio no sangue, durante um período de 24 horas. Isto significa que o doente pode tomar o Lítio uma a duas vezes por dia.
COMO ME PODERÃO AJUDAR OS COMPRIMIDOS DE LÍTIO?
Muitos anos de pesquisa cuidadosa e uso clínico extenso demonstraram que o Lítio, quando tomado na dose correcta, normaliza a vida do doente.
O medicamento ajudá-lo-á a evitar as recaídas das depressões ou da fase de euforia.
COMO FUNCIONA O LÍTIO?
É complexo, intervindo no Sistema Nervoso Central com uma acção estabilizadora do humor.
QUAL A RAPIDEZ COM QUE O LÍTIO FUNCIONA?
Varia de doente para doente e depende da fase da doença. Em alguns tipos de crise podem ser obtidos resultados no pequeno espaço de 7 a 14 dias. Por outro lado, se o médico está a tratar o doente com Lítio para evitar a recorrência da doença, podem ser necessários 6 a 12 meses, antes de se conseguir uma eficácia completa.
DURANTE QUANTO TEMPO SE TOMA O LÍTIO?
Na maioria dos doentes o Lítio é usado tanto para tratar a doença como para evitar a sua recorrência.
Assim, e tal como o médico recomendará, deverá temar Lítio durante um longo período.
O QUE ACONTECERÁ SE O DOENTE PARAR DE TOMAR LÍTIO?
Em muitos casos ocorrerá uma situação de doença.
O doente só poderá parar o tatamento a conselho do médico.
QUAL A FREQUÊNCIA COM QUE NECESSITA DE TOMAR LÍTIO?
Numa dose única, ou em duas doses diárias, numa média de 1 a 4 comprimidos por dia.
TERÁ O DOENTE DE TOMAR SEMPRE O MESMO NÚMERO DE COMPRIMIDOS DE LÍTIO POR DIA?
De tempos a tempos, e por variadas razões, o médico pode decidir alterar a dose diária de Lítio entre meio e um comprimido por dia.
PODE ESMAGAR OU DISSOLVER O LÍTIO CASO TENHA DIFICULDADES EM ENGOLIR?
Não. Os comprimidos de Lítio podem ser engolidos com água ou então com uma bebida fria. Nunca esmagar, mastigar ou dissolver, dado que estas acções destruirão a sua composição especial. Se a sua dose diária é, por exemplo, dois comprimidos e meio, é perfeitamente adequado para o doente dividir o comprimido. Cada comprimido tem uma ranhura, para auxiliar o doente a dividir o comprimido adequadamente.
O QUE DEVERÁ FAZER CASO SE ESQUEÇA DE TOMAR A DOSE DIÁRIA DE LÍTIO?
Deve tomar a sua dose normal na altura devida no dia seguinte. Não tomar uma dose dupla.
O QUE DEVERÁ FAZER CASO SE ESQUEÇA DE TOMAR UM CERTO NÚMERO DE DOSES DE LÍTIO?
Caso se esqueça de tomar várias doses de Lítio, é aconselhável reiniciar, tomando a sua dose normal diária, na altura habitual, no dia em que se lembra. Se nos dias seguintes, se tem de deslocar ao médico para fazer a análise de doseamento de Lítio no sangue, é importante que lhe fale acerca das doses omitidas.
QUAL A FINALIDADE DAS COLHEITAS DE SANGUE?
Se está a obter benefício com o Lítio, deverá manter um certo nível de Lítio no sangue. De modo diferente da maioria dos medicamentos o nível sanguíneo do produto activo é facilmente determinado. O nível que dá os melhores resultados varia de doente para doente. Depois do médico ter estabelecido o melhor nível para o doente, as colheitas de sangue regulares rapidamente detectam qualquer alteração, permitindo ao médico ajustar a dose de comprimidos adequadamente.
QUAL A FREQUÊNCIA COM QUE TERÁ DE FAZER A ANÁLISE DE SANGUE?
A primeira análise é em geral efectuada 4 a 5 dias após o doente ter iniciado o Lítio, e então em intervalos regulares até estabilizar o tratamento.
Deverá fazer-se então um controle periódico.
PODE TOMAR O LÍTIO SEM EFECTUAR TESTES DE SANGUE?
Não.
DEVE-SE FAZER O TESTE DE SANGUE NA MESMA ALTURA DO DIA?
É melhor fazer o teste de sangue na mesma altura do dia. Por razões práticas nem sempre é possível.
Nesse caso, deixar sempre um intervalo de 12 horas entre a última dose de Lítio e a altura da colheita. Assegurar-se se o médico tem conhecimento deste intervalo.
PODE O LÍTIO TER EFEITOS SECUNDÁRIOS?
Os medicamentos mais potentes produzem efeitos secundários num pequeno número de doentes, e, no caso do Lítio, eles podem ocorrer em fases precoces do tratamento quando os níveis se estão a estabilizar, ou, mais tarde, após ficarem estabilizados. Crises de vómitos, diarreia, sonolência, ou volumes aumentados de urina, são motivos para consultar o seu médico, o qual decidirá o tipo de acção a ser tomada. A maioria das pessoas tomam o Lítio sem qualquer interferência de efeitos secundários.
EXISTEM DOENTES QUE NÃO DEVERÃO TOMAR O LÍTIO?
Sim. Eles formam uma pequena minoria, bem conhecida do médico.
Podem, quaisquer das das doenças com febre, a gripe, as gastroentrites e as infecções urinárias podem alterar a quantidade de Lítio que circula no organismo. Caso o doente desenvolva quaisquer destas infecções, diarreias, náuseas, vómitos ou um tremor intenso, deverá informar o médico imediatamente. O doente deve dizer ao médico que está a ser tratado com Lítio, no caso deste o desconhecer.
PODEM-SE TOMAR OUTROS MEDICAMENTOS DURANTE O TRATAMENTO COM LÍTIO?
Sim, mas sempre com controle médico.
PODE-SE CONDUZIR OU TRABALHAR COM MÁQUINAS ENQUANTO TOMA LÍTIO?
Sim.
É NECESSÁRIA UMA DIETA ESPECIAL ENQUANTO SE TOMA LÍTIO?
Não são necessárias nenhumas restrições dietéticas, mas o doente deverá ter refeições regulares e manter a ingestão normal de sais e líquidos. Deverá consultar o seu médico antes de tomar medicamentos, ou começar qualquer dieta de emagrecimento. Um pequeno número de doentes aumentam de peso enquanto tomam LÍTIO. Caso tenha um aumento de sede, deve beber água ou bebidas não açucaradas.
PODE-SE BEBER ÁLCOOL, ENQUANTO TOMA LÍTIO?
A ingestão de álcool em excesso aumenta a perda de água e sal no organismo e ambas as perdas podem ter efeitos prejudiciais no tratamento com LÍTIO. É melhor aconselhar-se sobre este assunto junto do seu médico.
AFECTARÁ O LÍTIO A VIDA SEXUAL?
Não.
DEVERÁ O DOENTE PARAR O LÍTIO CASO DESEJE TER UM FILHO?
Sim, após prévio aconselhamento médico.
SE UMA DOENTE ENGRAVIDA E ESTIVER A TOMAR LÍTIO, O QUE DEVE FAZER?
Parar imediatamente de tomar os seus comprimidos. Deve informar o médico caso pense que está grávida e aconselhar-se junto dele.
PODE AMAMENTAR O SEU BEBÉ ENQUANTO TOMA LÍTIO?
Não. A amamentação normalmente não é aconselhada, dado que algum LÍTIO pode estar presente no leite da mãe, e o médico em geral recomendará que o seu filho seja alimentado artificialmente.
CASO TENHA UM ACIDENTE OU OUTRA URGÊNCIA MÉDICA, ATÉ QUE PONTO É IMPORTANTE QUE OS MÉDICOS SAIBAM QUE TOMA O LÍTIO?
Os médicos que trabalham nas urgências são bastante ajudados pelo conhecimento dos medicamentos que o doente toma regularmente, sendo útil que este seja portador da indicação dos medicamentos que toma.
O QUE DEVE FAZER CASO COMECE A SENTIR ALTERAÇÕES DO HUMOR (EUFÓRICAS OU DEPRESSIVAS) MESMO TOMANDO O LÍTIO?
Se a alteração persiste durante 2 dias, deverá ir ao médico. Pode ser necessário modoficar a dose de LÍTIO.
DEVERÁ O DOENTE IR AO MÉDICO, MESMO QUANDO SE SENTE BEM?
Sim, para uma avaliação periódica em consulta médica.





























segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Quando se indica o tratamento e/ou medicamentoso em questões emocionais ?

Tratamento



Quando se indica o tratamento e/ou medicamentoso em questões emocionais ?
 
Antigamente dizia-se que todos os quadros de natureza "neurótica", ou seja, aqueles que eram conseqüência de algum problema vivencial, alguma experiência traumática, alguma fase de estresse, deveriam ser tratados exclusivamente com psicoterapia, ou seja, sem medicamentos.
Dizia-se ainda, que todos os quadros ditos "endógenos", ou seja, que apareciam independentemente das vivências, como as psicoses e as depressões graves, deveriam ser exclusivamente tratados com medicamentos.

Hoje, entretanto, sabemos que a indicação para terapia ou para tratamento medicamentoso deve ser avaliada caso-a-caso. De um modo geral, a associação medicamento-psicoterapia parece ser mais eficiente para os transtornos emocionais do que qualquer um desses tratamentos isoladamente.

Muitas vezes os medicamentos são indispensáveis e insuficientes (sem eles não dá para tratar e só com eles também).
Excluindo-se os surtos agudos, onde o juízo crítico está seriamente prejudicado, portanto, possivelmente imune à argumentaçào psicoterápica, nos demais estados emocionais a psicoterapia é bem vinda.

Acontece que, por razões práticas (e econômicas), o tratamento medicamentoso parece ser uma das únicas opções para um grande número de pacientes e, felizmente, com os avanços tecnológicos da ciência farmacêutica, os medicamentos estão ficando cada vez mais isentos de efeitos indesejáveis.
2. – Quanto tempo pode durar o tratamento psiquiátrico ?
Para responder adequadamente esssa pergunta há necessidade de saber se o paciente ESTÁ "nervoso", ou se ele É "nervoso". Também é igualmente importante, no caso da pessoa ESTAR "nervosa", saber se a situação existencial que a levou ao transtorno ora tratado, continuará indefinidamente ou se pretende resolver-se.

Evidentemente, SER "nervoso", corresponde a SER hipertenso, SER míope, SER reumático, SER diabético, SER epiléptico e assim por diante, ou seja, são pessoas para as quais a medicina encontrou recursos capazes de controlar suas doenças de modo a viverem o mais próximo possível do normal. Portanto, o tratamento será crônico, na exata proporção da cronicidade de sua doença.

Caso a pessoa ESTEJA atravessando uma fase ruim, doentia, alterada, com início bem delimitado na vida (há 1 ano, há 1 mês, há seis anos, etc), há enorme probabilidade da pessoa tomar esse medicamento por um período definido.

Normalmente os tratamentos psiquiátricos de quem ESTÁ passando por uma fase ruim gira em torno de 1 ano. Apesar do alívio dos sintomas aparecerem já no segundo mês de tratamento, interrompendo-se o tratamento precocemente há probabilidade dos sintomas retornarem.
3. – Crianças devem submeter-se a tratamento psiquiátrico ?
As crianças costumam apresentar transtornos emocionais com muita freqüência e deve ser, também, freqüentemente tratadas. Os quadros mais comuns são aqueles decorrentes da Depressão Infantil.

Nas crianças a Depressão não se manifesta como nos adultos. Normalmente ela se apresenta com rebeldia, irritabilidade, medo, baixo rendimento escolar, comportamento aderente à mãe, hiperatividade, etc. Outros quadros também se apresentam de forma diferente nas crianças e devem ser valorizados.

O tratamento psiquiátrico infantil é muito eficiente e cada vez mais isento de efeitos indesejaveis.
4. – Grávidas podem fazer tratamento psiquiátrico?
Alguns transtornos emocionais que acometem as mulheres durante e após a gestação podem ter um efeito devastador sobre o relacionamento conjugal, sobre o feto e sobre o desenvolvimento infantil do nascido.

Considerando-se a relação custo-benefício os transtornos emocionais na gravidez devem ser tratados. A maioria dos medicamentos que se julgava atravessarem a barreira placentária (agindo no feto) tiveram essa questão revista e, sabe-se hoje, ser muito menor essa passagem do que se supunha.

De qualquer forma, podendo ser evitados medicamentos na gravidez, e não apenas psicotrópicos, mais segura será a gravidez. Essa decisão, entretanto, não deve colocar em risco a saude emocional e física do feto e/ou do recém nascido.
5. – Idosos devem submeter-se à tratamento psiquiátrico?
Como já enfatizamos acima, atualmente os medicamentos têm sido cada vez mais isentos de efeitos indesejávies, cada vez mais seguros para idosos (e crianças), portanto, os idosos devem submeter-se à tratamento psiquiátrico.

O tratamento dos quadros psiquiátricos comuns aos idosos tem o propósito de melhorar a condição de vida e minimizar os efeitos do envelhecimento patológico, juntamente com a melhora do relacionamento do idoso com seus familiares.

Ballone GJ -  PsiqWeb

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Tratamento da Paranóia





Tratamento da Paranóia
 
A desconfiança das pessoas paranóides torna difícil o tratamento da doença. Raramente, falarão com espontaneidade em uma consulta. Desconfiam do tipo de sondagem aberta que muitos terapeutas utilizam para conhecer a história do paciente (por exemplo: “fale-me de seu relacionamento com seus colegas de trabalho”). Podem não aceitar medicamentos ou uma internação, temendo a perda de controle ou outros perigos, reais ou imaginários.  

Tratamento Medicamentoso  

O tratamento com medicamentos antipsicóticos apropriados pode ajudar o paciente paranóide a superar alguns sintomas. Embora o comportamento do paciente possa ser melhorado, os sintomas paranóides freqüentemente permanecem inalterados. Alguns estudos indicam uma melhora dos sintomas com o tratamento medicamentoso, porém resultados semelhantes ocorrem, freqüentemente, em pacientes que recebem placebo (“remédio” sem ingrediente ativo). Esta observação sugere que, em alguns casos, a paranóia diminui mais por razões psicológicas do que pela ação do medicamento. Pacientes paranóides em tratamento com medicamentos devem ser mantidos sob rigorosa observação. A desconfiança e o delírio de perseguição os levam, muitas vezes, a recusar ou sabotar o tratamento - por exemplo, conservar o comprimido dentro da boca, sem engolir, até ficarem sozinhos e então cuspi-lo.


Psicoterapia

Relatos de casos individuais sugerem que a oportunidade de expressar seus temores e desconfianças de forma regular, como é propiciada pela psicoterapia, pode ajudar o paciente paranóide a se ajustar à vida social. Embora as idéias paranóides pareçam persistir, elas podem tornar-se menos prejudiciais. Outros tipos de psicoterapia, com os quais se observa uma melhora do comportamento social, sem redução apreciável dos delírios paranóides, são a terapia familiar, a terapia de grupo e a arteterapia.
 
Perspectivas para os Pacientes Paranóides
  
Apesar das dificuldades de tratamento, pacientes com um distúrbio paranóide podem ajustar-se razoavelmente bem. Mesmo que suas idéias paranóides sejam aparentemente inabaláveis, vários tratamentos parecem eficazes, melhorando o ajustamento social, e evitando hospitalizações prolongadas. Os sintomas são menos bizarros do que os associados à esquizofrenia paranóide. Os distúrbios paranóides parecem, também, causar menos desorganização da personalidade e ruptura na vida social e familiar. Ao contrário da esquizofrenia, que pode se tornar progressivamente pior, o distúrbio paranóide parece atingir um certo grau de gravidade e se estabilizar.



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