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sábado, 3 de março de 2012

Descubra como suplantar medos e vícios emocionais


Por Lygya Maya


Muitas pessoas focalizam a atenção delas nos assuntos do corpo, mente e espírito, mas ignoram o nível emocional.  Seus esforços nas teorias analíticas de pensamento não as deixavam explorar a raiz dos sentimentos inconfortáveis gerados pelo medo e vícios destrutivos a saúde e ao sucesso.  Muitos de nós distraímos nossa atenção com conversas em que falamos mal do governo, da vizinha e do namorado para nos livrar da responsabilidade perante situações difíceis.

Outro dia em um restaurante durante o almoço, estava falando exatamente sobre isso, éramos quatro conversando sobre a corrupção tão conhecida por nós em nosso governo, enquanto meus colegas falavam sobre isso eu comia calmamente pensando, como eu poderia fazer para desviar a atenção da conversa do negativo fora de si para o positivo dentro de si.

Assim que terminei perguntei a eles a queima roupa, “Quem colocou nossos governantes no poder?”, houve uma pausa na mesa e a resposta de alguém foi ouvida num volume baixo, “nós”.
“Quem deixa que as coisas aconteçam como acontecem porque acha que não se pode fazer nada sobre isso?” Pausa novamente, a resposta veio desta feita mais alta, “nós” seguida de um argumento sobre outra trapaça governamental de votação de um de nossos estados. Geralmente quando um grupo discute um assunto falando mal do outro isso gera mais excitamento do que falarmos de nós mesmos com soluções para nos apoderarmos do que é de nosso direito, combinar e organizar nossos pensamentos para nos forçar a agir em prol de um mundo melhor ao invés de culpar os outros por nossas limitações. Por isso não desisti e perguntei, “Qual a solução para isso?” Todos concordaram que não havia solução para isso.

Daí eu retruquei, bom...a partir do momento que vocês “acreditam” que não há solução para isso ou aquilo vocês estão certos, não vai haver solução nunca mesmo. Já eu prefiro pensar, que sou líder dos meus pensamentos e meus sentimentos e ninguém vai poder interferir nisso, que podemos mudar nossa realidade constantemente agindo em prol da justiça em todas as oportunidades que nos cercam e a todos que cruzam nossos caminhos. A gente nunca sabe o que aquela ação positiva vai gerar no futuro.

Os olhares estavam cravados em mim e seus olhos bem abertos como se eu estivesse falando uma coisa absurda, minha interpretação dos olhares eram que eu estava sendo muito otimista e fora da realidade.  Continuei... se temos medo das dificuldades e dos desafios e só falamos dele sem fazer nada para ultrapassá-los nunca arriscaremos uma vitória seja ela em qualquer nível que for.

O assunto voltou a ser focalizado na culpa dos outros e esqueceram completamente o que eu tinha dito, daí perguntei mais uma vez, “quem é responsável por nossa felicidade o governo ou nós mesmos?”  mas uma vez os olhares pasmos pararam no ar sem responder, continuei, nada é impossível se quisermos que assim seja, a prova é que atletas estão quebrando record sempre comprovando que não importa a dificuldade de ganhar o mais importante é “acreditar” que tudo é possível. Já pensou se os atletas só falassem de como se sentiam limitados em relação ao Record mundial eles nunca ultrapassariam seus próprios records, não é mesmo?

A ficha continuou sem cair e cansados de serem questionados resolveram levantar e ir embora pra me distrair e parar de perguntar tanta pergunta sem nexo para eles

Não é curioso? Que a maioria da nossa população prefira discutir horas a fio sobre “os problemas do país e nada sobre a solução do mesmo?”. Afinal de contas somos a maioria, ou não somos?


O medo de ultrapassar os próprios medos gerados por nossas experiências e influencias de infância se torna então um vício ao invés de nos proteger, como seria o caso do medo de um incêndio ou desastre automobilístico, nos limita em relação ao sucesso em todos os sentidos. Incluindo nossa autoestima que se torna baixa por causa da constante impressão de que somos “nada” ou seja, o dito popular “Eu? Quem sou eu para mudar alguma coisa?”.  Este tipo de crença nos leva a inércia e a falta de motivação a atuar como lideres na nossa família, nossos colegas, comunidade etc... Não precisamos falar para milhares de pessoa para fazer a diferença necessária, basta sentir, falar e agir em prol da justiça do dia a dia e pronto, esta feita sua contribuição para a humanidade. Assim como podemos ser viciados em falar mal dos outros também podemos criar hábitos positivos em que falamos sobre as mudanças que necessitamos fazer em nós mesmos para mudar a situação ao nosso redor. Pode até ser que não mudemos os governo de imediato mas podemos e devemos mudar nossa maneira de agir em relação a nós, afinal de contas, como podemos querer mudar os outros quando nem sabemos como mudar a nós mesmos?

Os vícios emocionais em geral são criados pelos seguintes medos:

❊ O Medo do que pensamos que esta por vir, às vezes não há nada por vir, mas criamos um drama e ficamos viciados em acreditar nele 100%

❊ O Medo de sentir dor emocional. Nos distraímos para não sentir a tal da dor muitas vezes inconscientemente.

❊ O Medo de lidar com um desafio por pensar que não somos capazes de ultrapassá-lo.

❊ O Medo de que não sejamos fortes o suficiente para conquistar o sucesso ou alguém que queremos.

❊ O Medo de que ninguém nos ame e por isso mesmo não nos amamos também. Muitos de nós achamos isso inevitável, essa linha de pensamento acaba nos destruindo mais e mais.

❊ E ainda há aquele medo que é o medo de “sentir” por não querer ser vulnerável em relação a alguém ou a uma situação.


“Medo de sentir atrai vício de distrair”

Não é a toa que o mundo do entretenimento é um dos mais populares negócios do planeta.  Quanto mais medo se tem de sentir, mais medo se tem de agir. Essa limitação é proveniente da herança emocional da infância, se nada fazemos para mudar esse medo que nos limita, mas iremos criar defesas e limitações.

Outro medo muito popular é o medo de falar em publico, esse medo é o medo comentado por muitas revistas americanas alem de palestrantes famosos que é o medo numero um da humanidade sendo seguido pelo medo da morte. Mas eu acho que não é o medo de falar que aterroriza e sim o medo de se envergonhar por algo dito errado ou algum comentário injusto ou coisa parecida que aterroriza a pessoa. Isso é causado pela insegurança do individuo naquilo que vai ser dito e como vai ser dito. Eu mesma já fui deste grupo e confesso que trabalhei muito para chegar até o microfone sem tremer a voz e me sentir nervosa antes de entrar para o palco e falar sem medo.

Viramos vitimas de nós mesmos, quando não superamos as vibrações emocionais necessitadas de liberação para fluir positivamente sem obstáculos mentais ou espirituais.  É como se precisássemos daquela energia acumulada durante anos para ser renovada e usada para o futuro sucesso que tanto queremos obter.  Se assim não o fazemos iremos virar pessoas vulcânicas como explico no meu “Livro Ame as emoções que você odeia!” em detalhes.

Chamo de pessoas vulcânicas aquelas que não conseguem controlar suas emoções e depois se arrependem do que falaram ou fizeram. O processo emocional é extremamente sensível e por não receber a atenção devida por parte de seus criadores, no caso “nós”, se acumula causando eventualmente danos irreparáveis.

Nada terá muito valor em nossas vidas, caso não tenhamos força suficiente para lidar com as vibrações emocionais produzidas por nós mesmos, através de nossas interpretações criadas desde a infância.

Somos o poder energético capacitado para viver o presente da vida com todas as nossas emoções incluídas. Sendo sorrindo ou chorando devemos entender que as duas emoções têm sua proposta para liberar energias criadas por nós.

Para finalizar com honras vejamos a solução para o medo, mesmo sentindo medo, agir em relação a ele com coragem até que o mesmo não nos amedronte mais.  Por exemplo: se tivéssemos medo de andar de bicicleta e quiséssemos andar na mesma, a solução seria treinar em uma assim mesmo (com medo) para que pudéssemos “aprender” a andar nela e assim fazendo acabaríamos com o medo, não é mesmo?

A coragem irá se tornar nossa amiga se exercitarmos o músculo do atrevimento em relação a nossas crenças limitadas, inseguranças inúteis e autoconfiança menos prezada. Agora é só praticar vamos lá...

Sua na coragem de viver feliz...

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Violência e trauma emocional




A violência tornou-se, nos últimos anos, parte do cotidiano da vida de quem mora nas grandes cidades. Todos os dias sabemos pelos noticiários de casos de seqüestro, seqüestro-relâmpago, assalto, roubo, furto, abuso sexual e outros tantos tipos de crimes contra a pessoa. Praticamente todos nós conhecemos alguém na família, algum amigo ou conhecido que já sofreu algum tipo de violência.

Essas pessoas, vítimas de um evento ou de uma situação traumática, podem desenvolver um quadro que hoje denominamos " transtorno de estresse pós-traumático " (PTSD, como é conhecida em inglês, post-traumatic stress disorder).

Essa doença já é conhecida há muito tempo, tendo sido descrita antigamente com o nome de "neurose de guerra", pois era diagnosticada principalmente em soldados ou pessoas expostas a situações de guerra ou campo de batalha. Freud também descreveu esse quadro, relacionando alguns sintomas emocionais a traumas vivenciados anteriormente. Nos dias de hoje, com o aumento de múltiplas formas de violência na sociedade, o transtorno de estresse pós-traumático vem se tornando cada vez mais freqüente.

Manifestações do transtorno de estresse pós-traumático: revivescência do trauma, hiper-reação física e esquiva e entorpecimento emocional.

A pessoa exposta a evento traumático que envolveu risco de vida ou de lesão física grave e que reagiu com intenso medo, pavor, estresse ou sensação de impotência diante do evento, passa a reviver esse evento em sua mente de modo persistente (chamado "flashback").

Imagens, lembranças, pensamentos voltam à mente mesmo contra a vontade da pessoa (fenômeno denominado "intrusão"). Muitas vezes um estímulo que relembre o evento (p. ex., um ruído) é suficiente para desencadear uma reação semelhante à que ocorreu no evento, mesmo que a pessoa saiba que não está exposta a nenhum perigo real. Passa a dormir mal, sonha com o evento traumático, acordando apavorada.

O organismo desenvolve uma hiper-reação física aos estímulos ("estado de alerta"), como se estivesse sempre ameaçado de morte. Cada vez que isso acontece, desencadeia-se no organismo uma reação física de medo e estresse, com sudorese excessiva, falta de ar, palpitações, tontura, vertigem.

A pessoa pode tentar evitar locais ou situações que estejam associadas ao trauma, restringindo sua vida diária (fenômeno de "esquiva"). Torna-se irritável, com dificuldade de concentração, dificuldade para conciliar o sono, estando sempre num "estado de alerta", como se algo fosse acontecer. Eventualmente sente-se como que "anestesiada", incapaz de sentimentos em relação aos amigos e familiares, indiferente às coisas ou pessoas que lhe traziam prazer anteriormente.

Estima-se que aproximadamente 25% das pessoas expostas a uma situação traumática desenvolvam transtorno de estresse pós-traumático. Ele é duas vezes mais freqüente nas mulheres do que nos homens, calculando-se que ocorra em cerca de 10% da população geral. Usualmente, o transtorno de estresse pós-traumático dura alguns meses, mas em cerca de 50% dos casos pode persistir por anos e dominar a vida da pessoa.

Com freqüência, associam-se ao estresse pós-traumático outros transtornos mentais, como depressão, síndrome do pânico, ansiedade crônica e abuso ou dependência de álcool e drogas, além de doenças psicossomáticas. Em casos mais graves, podem ocorrer idéias de suicídio.
O que causa o transtorno de estresse pós-traumático?
A reação de estresse é um fenômeno normal necessário para a sobrevivência do indivíduo. Diante de uma situação de ameaça, o organismo reage rapidamente, com várias mudanças bioquímicas, que deixam a pessoa preparada para "lutar ou fugir". Tal fenômeno é também observado nos animais.

Em situação normal, uma vez que o perigo seja superado, o organismo volta gradualmente ao seu estado de equilíbrio natural, desaparecendo o estresse. Acredita-se que no transtorno de estresse pós-traumático o organismo não é capaz de voltar a seu estado natural, permanecendo "em alerta", o que leva a um "círculo vicioso", bioquímico e psicológico, agravando sucessivamente o quadro.

Estudos mostram que as pessoas memorizam melhor eventos com conteúdo emocional (seja este prazeroso ou aversivo) do que eventos neutros. Este mecanismo é adaptativo, já que estímulos emocionais geralmente têm importância para a sobrevivência. Acredita-se que este mesmo mecanismo seja responsável pelas memórias intrusivas que ocorrem no transtorno de estresse pós-traumático.
Quais os fatores que predispõem ao transtorno de estresse pós-traumático?
Dois fatores devem ser considerados: de um lado o tipo e a intensidade da violência, de outro o indivíduo que é sua vítima.

Sabe-se que pessoas que já sofreram traumas anteriores têm maior chance de desenvolver transtorno de estresse pós-traumático diante de um novo trauma. Esses traumas anteriores podem remontar à infância e adolescência, e deixam a pessoa mais vulnerável a um trauma atual. Esse fenômeno tem caráter cumulativo, de modo que quanto maior o número de traumas anteriores sofrido pela pessoa, maior a chance de desenvolver a doença.

No entanto, sabe-se também que muitas pessoas sofrem diversas experiências traumáticas e não desenvolvem o transtorno de estresse pós-traumático; elas teriam uma melhor capacidade de adaptação às adversidades potencialmente traumáticas, reagindo com maior flexibilidade e resistência (o que vem sendo denominado de " "resiliência"). Elas teriam o que se poderia chamar de uma "personalidade forte", reagindo de modo positivo e superando o trauma.
Crianças e adolecentes
Crianças e adolescentes são particularmente vulneráveis a traumas, pois sua estrutura psicológica está ainda em formação e é mais frágil que a de um adulto. As manifestações do transtorno de estresse pós-traumático nessa população, em princípio, são semelhantes às do adulto; no entanto, crianças menores podem ter maior dificuldade de expressar suas queixas, dificultando o reconhecimento da doença. Nestes casos é preciso estar atento às mudanças de comportamento da criança, a queixas vagas de medo, crises de choro sem motivo aparente, medo de ficar só, medo de ir dormir.

Algumas podem "teatralizar" aspectos do ocorrido, seja em brincadeiras ou desenhos. Podem perder alguma habilidade já adquirida (p. exemplo, voltar a urinar na cama, voltar a "chupar o dedo"), mostrando-se mais regredidas ou infantis do que o esperado para a idade (p. exemplo, falando como um "bebê").
Tratamento
Muitas pessoas acreditam que serão capazes de superar sozinhas o evento traumático e relutam em buscar ajuda; outras se sentem culpadas pelo que ocorreu (por exemplo, se o evento traumático resultou na morte de um ente querido) e se punem não buscando tratamento. Com isso, o transtorno vai se agravando e prejudicando a qualidade de vida da pessoa, à medida que prejudica suas atividades cotidianas e muitas vezes leva a outros problemas, como depressão, abuso de álcool e drogas.

O tratamento do transtorno de estresse pós-traumático compreende o uso de medicamentos e de psicoterapia. Os medicamentos mais utilizados são os antidepressivos. Estudos demonstram que essas medicações diminuem a freqüência de intrusões de memória e a hiper-excitabilidade, características da doença. Calmantes (medicações ansiolíticas) podem ser utilizados para controle de ansiedade e insônia.

A psicoterapia visa auxiliar o paciente a lidar com a experiência traumática, procurando trabalhar com a experiência traumática em si e suas conseqüências, as emoções geradas por esta. O terapeuta auxilia a pessoa a examinar o ocorrido em um contexto mais neutro, com o acolhimento necessário para que o trauma possa ser re-pensado. Ao mesmo tempo, técnicas de controle de ansiedade permitem a redução dos sintomas físicos associados à lembrança do evento traumático, propiciando à pessoa um melhor controle de si mesma.
Prof. Dr. Mario R. Louzã
Psiquiatra

Médico psiquiatra e psicanalista, doutor em Medicina pela Universidade de Würzburg, Alemanha. Médico Assistente do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Uma grande aflição - Síndrome do Pânico


O transtorno - ou síndrome - do Pânico é caracterizado por crises intensas, repentinas e graves de ansiedade e medo. Geralmente são acompanhadas de vários sintomas físicos como palpitações, respiração rápida ou sensação de asfixia, visão turva, tonturas e sentimentos de irrealidade (despersonalzção ou desrealização). 

Existe além desses, um constante sentimento de medo de morrer, de perder o autocontrole ou de ficar louco.
O ataque de pânico deve ocorrer de forma inesperada (espontâneo, não evocado, "vindo do nada"), sem associação a um ativador situacional (um objeto ou uma situação qualquer do dia a dia). Pelo menos dois ataques de pânico são necessários para o diagnóstico, mas a maioria dos indivíduos tem um número consideravelmente maior de ataques.
Ataques ligados a determinadas situações ou objetos podem ocorrer, mas são menos comuns.

Há uma preocupação intensa acerca do próximo ataque de pânico, podendo levar ao desenvolvimento de um comportamento de esquiva que pode satisfazer os critérios sintomáticos para agarofobia.


  

O diagnostico neste caso passa a ser Transtorno de Pânico com Agorafobia. Embora a Agorafobia possa desenvolver-se a qualquer momento, seu início se dá geralmente durante o primeiro ano da ocorrência dos ataques de pânico. O curso da Agorafobia e seu relacionamento com o curso dos Ataques de Pânico são variáveis. Em alguns casos, uma diminuição ou remissão dos Ataques de Pânico pode ser seguida por uma diminuição correspondente na esquiva e ansiedade agorafóbicas.
O transtorno depressivo agudo  é outro transtorno que ocorre com frequência (50-65%) em indivíduos com Transtorno de Pânico. Em aproximadamente um terço das pessoas com ambos os transtornos, a depressão precede o início do Transtorno de Pânico. Nos dois terços restantes, a depressão ocorre ao mesmo tempo ou após o início do Transtorno de Pânico.
A idade de início para o Transtorno de Pânico varia muito, sendo mais típica em indivíduos que estão na fase final da adolescência e adultos na faixa dos 30 anos. Apenas um pequeno número de casos começa na infância, e o início após os 45 anos é bastante incomum, mas pode ocorrer.
O curso habitual é crônico, porém flutuante. Alguns indivíduos podem ter surtos episódicos com anos de remissão neste intervalo, e outros, podem ter uma sintomatologia severa contínua.

Critérios Diagnósticos para Síndrome do Pânico

  • Ataques de Pânico recorrentes e inesperados.
  • Pelo menos um dos ataques foi seguido por um mês (ou mais) de uma (ou mais) das seguintes características:
    - preocupação persistente acerca de ter ataques adicionais.
    - preocupação acerca das implicações do ataque ou suas consequências (por ex., perder o controle, ter um ataque cardíaco, "ficar louco").
    - uma alteração comportamental significativa relacionada aos ataques.
  • Ausência ou presença de Agorafobia.
  • Os Ataques de Pânico não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., droga de abuso, medicamento) ou de uma condição médica geral (por ex., hipertiroidismo).
  • Os Ataques de Pânico não são melhor explicados por outro transtorno mental, como
    - Fobia Social (por ex., ocorrendo quando da exposição a situações sociais temidas),
    - Fobia Específica (por ex., ocorrendo quando da exposição a uma situação fóbica específica),
    - Transtorno Obsessivo-Compulsivo (por ex., quando da exposição à sujeira, em alguém com uma obsessão de contaminação),
    - Transtorno de Estresse Pós-Traumático (por ex., em resposta a estímulos associados a um estressor severo) ou
    - Transtorno de Ansiedade de Separação (por ex., em resposta a estar afastado do lar ou de parentes queridos).

Fonte: http://www.galenoalvarenga.com.br/

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Depoimentos sobre cura do câncer - Porque o CÂNCER é uma DOR NA ALMA




Do livro Saúde para você - 100 Depoimentos de cura - Ernst Günter


Muitas pessoas vêm consultar a nossa biblioteca, principalmente sobre os alimentos orgânicos crus com seus efeitos curativos. Sempre nos perguntam: "Mas vocês conhecem alguém que realmente se curou desta forma?"
O livrinho "Alimentação Viva" escrito por Ernst Günter, que motivou os depoimentos contidos nesta brochura, foi reeditado 25 vezes e contém muitos dos ensinamentos que a médica dinamarquesa Dra. Kirstine Nolfi apresentou na publicação "O milagre dos alimentos vivos", que acabamos de editar. 
Não traduzimos o livrinho "Alimentação Viva", porque a parte principal do texto de Ernst Günter apresenta cardápios e receitas cruas baseados em muitos alimentos desconhecidos em nosso país. Mas, nós brasileiros podemos nos beneficiar, o ano inteiro, de hortaliças e frutas em abundância que, felizmente, encontramos a cada dia novas fontes de alimentos orgânicos crus, indispensáveis à alimentação crua e viva. E não esqueçam: "Consumam orgânicos". Dedicamos esta brochura, também, a todos os agricultores orgânicos, que com seu trabalho incansável estão contribuindo para a saúde de nosso povo. 

Curar doenças e preservar a saúde com a alimentação crua e viva não é nenhuma novidade. Os antigos gregos já sabiam disso e ainda hoje existem povos primitivos que se alimentam de forma natural.
O organismo e os órgãos digestivos dos seres humanos foram feitos para digerir alimentos crus, naturais. Com a alimentação 100% crua e orgânica desaparecem as doenças causadas pela alimentação cozida e carnívora.
Como muitas pessoas não são curadas pelos médicos, é imprescindível difundir a forma natural de cura através de uma alimentação saudável. Para ajudar o maior número possível de pessoas sofredoras e enfraquecidas, pedimos que este texto seja amplamente difundido.
A alimentação com alimentos crus é uma lei natural. Quando Deus criou o homem, deu-lhe, entre outras coisas, uma lei alimentar que é a seguinte:
Gênesis, cap. l, versículo 29 - E disse Deus: "Vejam! Eu entrego a vocês todas as ervas que produzem semente e estão sobre toda a terra e todas as árvores em que há frutos que dão semente: tudo será alimento para vocês."
A planta extrai seus nutrientes do solo e do ar. São minerais inorgânicos obtidos de rochas e também minerais orgânicos vivos - obtidos do húmus - e, finalmente, nitrogênio e gás carbônico obtidos do ar. Nada disso serve de alimento para o homem. As folhas das plantas são pequenas fábricas que absorvem a energia da terra e do ar para transformá-la em alimento vivo para nós.
Nesse processo, a luz solar desempenha um papel muito importante, fazendo a planta crescer e produzir frutos. As enzimas, faíscas de vida, fazem as plantas crescerem. Tanto as raízes como as folhas e os frutos são perfeitamente adequados ao nosso aparelho digestivo.

O ato do cozimento dos alimentos do reino vegetal tem várias desvantagens:

Acabe com o medo do câncer, do enfarte ou da gripe. Os alimentos crus são a nutrição ideal para a SAÚDE, para prevenir doenças. Uma saúde estável vale mais que todas as riquezas e todos os bens deste mundo.
A cura não é tão simples, quando se trata de problemas psicológicos e certas doenças geradas por superstições que não são curáveis através da alimentação crua. Nesses casos, é necessário um apoio psicológico.

Depoimentos

Os depoimentos apresentados nessa brochura são um eco do livrinho "Alimentação Viva". Através dessa alimentação, muitas pessoas se recuperaram de câncer e outras doenças supostamente incuráveis. Para encorajar outros doentes, apresentamos esses depoimentos de curas alcançadas. Aos "saudáveis", aconselhamos a prevenção.
É necessário insistir que se trata em primeiro lugar da limpeza interna do organismo, sendo que os alimentos crus limpam o organismo e, ao mesmo tempo, o alimentam corretamente. Como já dizia o antigo médico grego Hipócrates: "Que teu alimento seja teu remédio e teu remédio seja teu alimento." Isso só acontece com a alimentação crua.
Hipócrates recomendava às pessoas saudáveis e aos doentes — para a prevenção e para a cura — uma alimentação crua destinada a desintoxicar o organismo, combater a acidez e, ao mesmo tempo, lhe fornecer força vital. O segredo desse método consistia na cura prolongada, que, segundo nossa experiência, precisa de, pelo menos, seis a oito semanas para o câncer e de seis a doze meses para a diabete. Muitos doentes querem obter um efeito curativo imediato, porém o método de Hipócrates tem a vantagem de ser eficaz e impedir, desde o início, que a doença avance. Na realidade, a causa da doença é eliminada através da adoção da alimentação viva, totalmente inofensiva, que pode ser seguida sem entrar em conflito com as orientações do médico. A comida crua alimenta além de curar.

Cura do câncer com alimentação crua e viva
O aumento dos casos de câncer acompanhou de forma assustadora o uso de substâncias tóxicas na agricultura e também na indústria alimentícia.
Nos últimos anos, foi possível obter muito sucesso com a alimentação crua, livre de agrotóxicos, em casos de câncer, doenças coronarianas, artrite, pedras na vesícula, diabete, problemas do aparelho digestivo, da pele e da próstata, tuberculose, esclerose múltipla e inúmeras outras doenças. A alimentação crua significa prevenção da doença para os sadios e oferece esperança aos doentes que já foram desenganados pelos médicos.
O maior benefício da alimentação crua é a prevenção e a cura do câncer. Podemos viver sem temer o câncer! Pode parecer uma piada, mas os fatos são a prova. Ainda se tratando apenas de prevenção, a mudança de hábitos alimentares já valeria à pena. Mas, com a ajuda da alimentação crua e viva, muitas pessoas que sofriam de câncer foram curadas. Entretanto, essas curas não são aceitas pela ciência e são abafadas. Todos deveriam entender por que a ciência não aceita a terapia com alimentos crus. Quantas vezes somos gratos aos médicos, mas, neste caso, deparamo-nos com um muro.
A verdadeira cura só acontece através de uma mudança radical, isto é, a eliminação da causa. Se o caso estiver muito adiantado, pode ser tarde demais, mas não devemos desistir, pois alguns doentes ainda se recuperam. O segredo? Uma alimentação crua e viva, rica em enzimas concentradas. Por exemplo, 500 a 600 ml de suco fresco de hortaliças ao longo do dia, diariamente. O mais eficaz é o suco verde. Sementes de linhaça (e girassol) germinadas devem ser adicionadas em todos os sucos.

Câncer do pulmão
Uma mãe relata: Brigitte, 5 anos de idade, teve câncer do pulmão. Em novembro, deu entrada no hospital Após um tratamento com injeções, que provocou a queda total do cabelo, febre alta e, depois, a necessidade de uma transfusão de sangue, os médicos não tiveram mais esperança. Recebi minha filha de volta, 14 dias antes do Natal, desenganada. Foi quando o livro sobre alimentos crus me deu nova esperança. Seguindo seus conselhos, ela bebeu durante sete semanas, diariamente, 1 litro de suco de cenoura, comeu alguns outros alimentos crus e tomou leite cru. Ela fez grande progresso, ganhou cor no rosto, ficou alegre e animada e se recuperou maravilhosamente. Graças a Deus! X. Y, Lamprechtshausen (Áustria).

Câncer de mama
Após a leitura sobre alimentação viva, decidi, imediatamente, aderir aos alimentos crus, pois precisava tomar constantemente comprimidos contra fortes dores no seio. Há um mês, só como alimentos crus. Agora, sem tomar os medicamentos, não sinto mais nenhuma dor. Quase não consigo acreditar, parece um milagre. Ainda tenho minhas dúvidas se isso vai continuar. Estou me sentindo muito bem. Muito obrigada. A E., Höllriegelskreut (Alemanha).

Câncer de abdômen
Eu tinha câncer de abdômen e me submeti a uma cirurgia radical, muitas irradiações e implantes de rádio. Os médicos não tinham mais esperanças e até mesmo um experiente naturalista me considerou um caso perdido. Porém, ele me indicou a alimentação viva, que adotei imediatamente, passando a uma dieta de alimentos crus e sucos de hortaliças. As coisas começaram a mudar e fui me recuperando lentamente. Cinco anos depois, estava totalmente curada. Tenho, hoje, 69 anos. M. L., Ludwigsburgm (Alemanha).

Câncer de mama, dores no fígado e nos rins
Eu tinha um nódulo duro, do tamanho de um ovo dê galinha, no seio esquerdo e sentia muita dor. Pela vontade de Deus, seu livrinho sobre alimentação viva chegou às minhas mãos. Após seis semanas de alimentação crua, meu seio voltou a amolecer e as dores desapareceram. Sinto-me bem melhor. Também as dores que sentia no fígado e nos rins, que não me deixavam dormir à noite, desapareceram. A. D., Oberwarz (Alemanha).

Câncer de próstata
Meu câncer de próstata estagnou desde quando adotei os alimentos crus, 3 anos atrás. F. Z., Alblingen (Suíça).

Leucemia
Depois de seguir a alimentação crua por três meses, voltei ao médico para o controle. Ele constatou que meu sangue tinha mudado completamente. Não havia mais nenhum vestígio da leucemia. Pode imaginar a minha alegria! W. M., Pfafíhausen (Suíça).

Tumor na cabeça
O Sr. Konyen tinha um tumor na cabeça e o médico havia dito à Sra. Konyen que seu marido tinha apenas uma semana de vida. Foi completamente curado, graças à alimentado crua. Ele está imensamente feliz, como também toda a sua família. E. W., PfaffenweiliT (Alemanha).

Um câncer grave
Minha irmã adoeceu de melanoma-sarcoma na perna direita. Sofreu uma cirurgia para extraí-lo, mas o câncer continuou crescendo. Nessa época, ela passou a alimentar-se exclusivamente de alimentos crus. Como resultado, a enorme ferida cirúrgica cicatrizou, e os inchaços vermelhos e duros também regrediram. Nem o médico quis acreditar nesse sucesso, devido ao tipo de câncer e ao estado bastante avançado. E.S., Solingen (Alemanha). 

Menino de 5 anos curado de um câncer na cabeça
Foi um período terrível, desde o momento em que levamos nosso filho certa manhã para o hospital e nos comunicaram à noite o diagnóstico desolador: tumor cerebral. Para nós, foi como se nosso filho já estivesse morto.
No primeiro dia, ele foi tratado com medicamentos e ligado a aparelhos. No segundo dia foi-nos dito: "Uma cirurgia está fora de questão, pois o tumor está no centro". No terceiro dia, disseram-nos: "Ou seu filho precisa ser operado, ou morre em pouco tempo." Isso nos deixou meio perplexos. Nosso filho estava muito mal. Uma semana mais tarde constataram que o tumor havia crescido 1 a 2 cm. Solicitaram uma autorização escrita imediata para a cirurgia, o que recusamos. Nesse ínterim, lemos a respeito da alimentação viva, que nos deu novas forças. Fomos chamados de assassinos e burros. Entretanto não nos deixamos intimidar e ainda no mesmo dia levamos nosso filho para casa.
Já no primeiro dia, começamos com a dieta de sucos crus, que provocou um verdadeiro milagre. A cada semana, percebemos uma melhora. Foi assim até o 20° dia. Nesse espaço de tempo, ele conseguiu dar alguns passos sozinho, deixou de ter visão dupla, não ficava mais com o queixo pendurado e a sensação na perna e no braço esquerdo voltou. Interrompemos então a dieta de sucos e começamos com os alimentos crus. Haviam passado quatro semanas, nosso filho ainda vivo, contrariando a previsão dos médicos, que lhe deram duas a três semanas de vida. Agora, já se passaram mais 4 semanas de alimentação crua e nosso filho já consegue caminhar ereto e sozinho. Podemos dizer que ele está curado e isso quase parece um milagre.
Seu pai escreve: "meu filho e eu comíamos muita carne, mas desde esse terrível período toda a nossa família só come alimentos crus, até a nossa filha de 13 anos. Só posso dizer: Que maravilha! Acompanhei durante cinco dias a dieta de sucos do meu filho e nisso perdi 8 kg do meu excesso de peso, sem nenhum problema. É simplesmente maravilhoso." Família G., Arnoldstein (Áustria).
Câncer de mama e eczema
Em março deste ano, descobri um caroço no seio esquerdo, que cresceu muito no período de três semanas. Por sorte, eu conhecia a alimentação crua, através do livro da Dra. Nolfi, que conseguiu vencer seu câncer da mama através da alimentação crua. Este testemunho deu-me coragem e confiança para agir da mesma forma. Apenas oito dias depois, senti dor no peito. O nódulo estava amolecendo. Passados mais 14 dias, ele tinha o tamanho de uma avelã apenas. Estava muito feliz e também me sentia muito bem com essa dieta. Pouco tempo depois, o nódulo tinha desaparecido completamente. Além disso, sarei de um eczema na ponta dos dedos e nas unhas, que me incomodava há cinco anos. S. F, Wnssêrburg (Alemanha). 

Câncer na língua
Tenho 52 anos. Há quatro anos desenvolvi um câncer na língua. Fui hospitalizada durante dois meses, recebendo 24 aplicações de radioterapia até que o pescoço começou a sangrar por dentro e por fora. Algum tempo depois, o câncer continuou crescendo. Então, fui tratada com comprimidos tóxicos, que acabaram afetando o estômago e provocaram uma forte queda de cabelo. Como as dores eram muito fortes, recebi injeções de analgésicos. O médico me explicou que uma cirurgia estaria fora de questão. Dois anos se passaram. O pescoço, no ponto onde começa a língua, ficou inchado e duro como uma pedra. A garganta inteira era um tumor só. A língua regrediu tanto que a parte anterior e a ponta desapareceram. Em consequência disso, não conseguia mais falar de modo compreensível. Continuei sofrendo por mais de um ano. Recebia analgésico, pois os médicos me consideravam um caso perdido ou nunca acreditaram em uma recuperação. Eu tinha uma palidez mortal, pois não conseguia mastigar, nem engolir alimentos sólidos. Piorava a olhos vistos e todos contavam com minha morte. Entretanto, o que aconteceu foi bem diferente.
Alguém me trouxe o livro sobre alimentos crus e comecei imediatamente com suco de hortaliças, no lugar das sopinhas de antes. Sem anestésico, era impossível suportar as dores. Comecei a fazer compressas com folhas de couve e, vez por outra, com argila, o que aliviava bastante as dores e, às vezes, até as eliminava.
Hoje, após 8 meses de suco cru, depois também de bananas e outras frutas e hortaliças, preparadas no liquidificador, o câncer desapareceu e o tumor sumiu completamente. O fato de não conseguir falar, mastigar e engolir direito é resultado das queimaduras que sofri com aquelas absurdas radiações. Até os dentes do maxilar inferior foram queimados e quebraram na raiz, enquanto os dentes do maxilar superior continuam normais. Os músculos também foram queimados e ficaram paralisados, de forma que só consigo abrir a boca 1 cm. Aquelas radiações e a habilidade dos médicos estragaram tudo. Agradeço principalmente ao bom Deus pela alimentação saudável. E. A., Berna (Suíça).

Câncer de intestino
Este testemunho é interessante porque ele estava condenado à morte e descobriu sozinho, já em 1931, como curar o câncer pela alimentação. Após a sua recuperação, ele viveu mais 70 anos e morreu com quase 100 anos de idade. Recebi este testemunho quando o Sr. E. já tinha 91 anos. Ele é um exemplo para aqueles que acreditam que nada podem fazer para chegar a uma idade avançada — que é coisa do destino ou a vontade de Deus.
Em fins de 1930, notei a presença de sangue nas fezes. O médico constatou câncer no intestino. Consegui encontrar literatura sobre essa doença, que reforçou minha suspeita sobre a relação com alimentação errada. Naquela época, comia demais e pesava 81 kg. O sangramento aumentava cada vez mais, de modo que outro médico diagnosticou câncer em estágio avançado. Indicaram operação imediata, mas eu decidi de outra forma.
Comecei com um jejum de sete dias. Depois, passei a me alimentar diariamente, durante um ano inteiro, da seguinte forma: pela manhã, dois punhados de espinafre neozelandês bem picado ou outras folhas verdes. Misturava as folhas com três colheres de sopa cheias de linhaça amolecida e triturada. Comia isso três vezes ao dia, acompanhado de um pouco de salada de beterraba, e sempre tinha um pedaço de alcaçuz na boca. Quando sentia sede, tomava um gole de chá de ervas, feito com urtiga, cavalinha e folhas de trevo do campo. Toda semana jejuava de sábado até segunda-feira de manhã. Em pouco tempo meu peso caiu de 81 kg para 55 kg. Apesar das muitas advertências, aguentei firme um ano inteiro e consegui manter meu emprego como chefe da estação de trem.
Meu sangramento foi diminuindo e cessou completamente após três meses. Os meus colegas de trabalho morreram há mais de 20 anos. De 15 colegas, 11 morreram de câncer e nove não passaram dos 50 anos. Eu já estou com 91 anos e não tive nenhuma doença em todos esses anos. Claro que continuei comendo cru. J. E., Zurique (Suíça).

Melanoma com metástase
A alimentação crua é a coisa mais maravilhosa deste mundo. Há dez anos sou crudívora. Consegui curar-me de um melanoma com metástase. A. B., Kaufdorf/Bern (Suíça).

Um louvor ao suco de cenoura
Uma freira descreve a cura de um câncer: "Há sete semanas eu visitava, duas vezes por semana, um senhor de 78 anos que tinha câncer de intestino. Após uma cirurgia, ele perdeu as esperanças, porque o câncer e dores voltaram após algum tempo. Ele resolveu, então, seguir uma alimentação viva à base de suco de cenoura. Todas as manhãs, sua esposa lhe preparava cerca de 700 ml de suco fresco de cenoura com hortaliças. Ele o tomava durante o dia com um pouco de chá de ervas. Quatro semanas depois, já estava sem dores, a ponto de conseguir dormir sem tomar narcóticos. Tudo vai indo muito bem." H. Z., Hennef (Alemanha)

Câncer
Minha mulher deveria ser operada em 15 dias e receber, a seguir, 32 aplicações de radioterapia. Entretanto, ela preferiu testar primeiro a alimentação crua. Desde o dia em que mudou sua alimentação, o câncer não cresceu mais. Portanto, não corríamos riscos, não havia "tarde demais". Seguindo exatamente as instruções, ela obteve 100% de êxito. Agradecemos a Deus, que dotou nossos alimentos naturais de poder curativo. A. B., Essüngen (Alemanha).

Próstata curada
Cheia de gratidão, tomo a liberdade de comunicar que meu marido se recuperou. Há um ano ele segue a alimentação crua e o médico não achou mais nada que justifique uma operação de próstata. Imaginem a nossa alegria. K, S., Ditzingen (Alemanha).

O pão integral — um obstáculo
Somente depois de abolir o pão integral, de que tanto gostava, e passar a comer exclusivamente alimentos crus, o meu problema de próstata sarou imediatamente. W. H., ZUrich (Suíça).
Texto extraído do livro Saúde para você - Ernst Günter,

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

PARE O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!



Você já sentiu como se os eventos estivessem acontecendo em uma velocidade tão alta, de formas tão desagradáveis e todos de uma vez só, que a sensação é de impotência, como se o mundo acelerasse e tudo desabasse em seus ombros de uma vez só?

A vontade que dá é a de gritar: "Pare o mundo que eu quero descer! Não agüento tantos eventos e problemas de uma vez só! Dá pra mandar um de cada vez, ou está difícil?"

Pode até dar uma vontade imensa de ficar quietinho e deixar o furacão passar, mas se comportar como um avestruz nessas horas é a pior opção!

Não vai ser o tempo quem vai curar as situações e sim, você, suas ações e pensamentos! O tempo vai apenas continuar seu rumo mas se você estiver se comportando como um avestruz, nada vai se resolver sozinho! Ao contrario! Se não agir positivamente, as coisas só tenderão a se complicar mais e mais!

Saiba que o grande responsável por nossa vontade de "empurrar as coisas com a barriga", protelar as ações, nos fazer de avestruz é o medo!

E o medo pode nos fazer imaginar as piores coisas!

Mas com medo ou sem medo, as coisas continuarão acontecendo e exigindo sua ação, exigindo que faça escolhas. E mesmo que você pense que não pode fazer escolhas quando sente medo, estará escolhendo! Estará inclusive, fazendo a pior escolha possível, que é a de não fazer nada e deixar que tudo se complique mais ainda!

Na verdade, todos temos medo diante do inesperado! Mesmo os que agem rapidamente diante de uma situação inesperada, têm medo também! A diferença dessas pessoas para as que não agem, é que elas não deixam que o medo impeça suas atitudes e fazem opções o mais conscientes que possam no momento! Elas não dão tanta atenção aos pensamentos dramáticos do medo e agem! E na maioria das vezes, são bem sucedidas! Isso, porque uma ação consciente é sempre melhor do que qualquer paralisação!

Parar nos deixa à mercê da vida e do externo! Enquanto que na ação, somos os detentores do arbítrio!

"E se eu errar?" Esse é o argumento de quem está sobre o domínio do medo! Se agir e errar, avalie, conserte, peça ajuda, acerte o rumo depois! Não viver, não errar, não acertar é que é o maior erro que podemos cometer!

Não espere estar totalmente seguro e sem medo para agir positivamente! Pois quanto mais pensar e observar seu medo, mais ele continuará a ser seu maior companheiro e seu pior inimigo!

O medo é como um ator muito ruim e inseguro que necessita de sua atenção constantemente para aplaudi-lo e quanto mais atenção você der a ele, mais ele exigirá sua atenção e o fará prisioneiro de seu palco! Saia do teatro! Deixe o medo falando sozinho e vá à luta!

Busque suas soluções, aja! E se não souber como fazer, ou de que forma fazer o melhor, procure ajuda!Divida suas questões com quem confia! Você não tem que saber tudo e fazer tudo sozinho! E certamente terá alguém que deseja muito ajudá-lo! Basta que se abra!

O mundo e os eventos estão rápidos demais? Veja isso então, como uma oportunidade para grandes mudanças e essas mudanças podem ser negativas se bancar o avestruz, mas certamente serão muito positivas se agir positivamente!

Não deixe a energia negativa do medo tomar conta de você!

Aja consciente de seu momento agora e de seu poder de ação e proteção!


Acredite, você os tem!


Vera Calvet

domingo, 23 de outubro de 2011

COM MEDO DE TUDO !


Um dos distúrbios de ansiedade, a doença faz parte da vida de 3% da população mundial. Mas tem tratamento:

De repente o coração dispara. O peito aperta, as mãos transpiram e os braços começam a formigar. A cabeça gira e parece que tudo treme por dentro. Como se não bastasse, o ar some e é necessário respirar mais rápido para não se sufocar. Parece que a morte está chegando. Se ao menos desse para sair correndo ou, quem sabe, segurar a mão de alguém... Impossível controlar a avalanche de sensações, o imenso pavor.

A cena acima é uma típica crise de síndrome do pânico
, doença que não escolhe conta bancária, cor da pele nem país, prefere as mulheres na proporção de três para um e faz, ou fará, parte da vida de 3% da população mundial.

Medo desproporcional:
A síndrome é caracterizada pela repetição de crises que surgem aparentemente sem motivo, chegam ao pico em 10 minutos e duram cerca de 40. Vive-se um medo desproporcional. A pessoa pode até pensar que está tendo um infarto e correr ao pronto-socorro. Mas será liberada pelos médicos por estar bem clinicamente. Seu problema é outro. "A cabeça tira conclusões erradas", explica Márcio Bernik, coordenador do Laboratório de Ansiedade do Hospital das Clínicas, em São Paulo.

Rotina limitada:
As conseqüências são terríveis. Há sempre o temor de uma nova crise e o indivíduo passa a evitar situações que acredita desencadear o problema. Cerca de dois terços dos pacientes desenvolvem a agorafobia, medo de locais públicos. Receiam passar mal e não encontrar socorro.

O transtorno do pânico não é privilégio da vida moderna. Já teve vários nomes, como síndrome do coração do soldado, por causa da Guerra Civil Americana (1861-1865), em que surgiram alguns casos. O médico austríaco Sigmund Freud a enquadrou na neurose da angústia. Só nos anos 80 a doença teve o diagnóstico bem definido (veja o quadro à direita).

Fatores biológicos, genéticos, ambientais e psicológicos mesclam-se durante o ataque. Sabe-se que há problemas com certos neurotransmissores, porque as crises melhoram com drogas capazes de regulá-los. Os mecanismos acionados pelo cérebro, porém, são pouco conhecidos. "Provavelmente não existe um centro do pânico", explica o psiquiatra Renato Ramos, da Universidade de São Paulo (USP). "Várias estruturas cerebrais devem estar envolvidas."

Estudos indicam que existem de 17% a 35% de fatores genéticos. "Herda-se a vulnerabilidade", conta o psiquiatra Francisco Lotufo-Neto, da Faculdade de Medicina da USP. É aí que entram o estresse e a dificuldade para resolver os problemas.

Segundo Rosana Laiza, presidente da Associação Nacional da Síndrome do Pânico, é possível definir um perfil de quem desenvolve a doença. "Normalmente é uma pessoa perfeccionista, que não relaxa e quer controlar tudo", conta, baseada nos cerca de mil casos encaminhados à Associação nos últimos 16 anos. "Também é agarrado à imagem da mãe."

A ação dos remédios:
Há quem questione a conclusão. "É complicado avaliar alguém depois de doente", rebate a psicóloga Lígia Ito, do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Polêmicas não faltam. Afinal, trata-se da cabeça, de emoções.

Apesar das divergências, há tratamento. Começa com remédios, principalmente antidepressivos, que atuam sobre os neurotransmissores. "Há várias opções e o médico seleciona aquele que irá causar menos efeitos colaterais conforme o paciente", explica a psiquiatra Helena Calil, da Universidade Federal de São Paulo.

Segundo pesquisa do Hospital das Clínicas paulistano, se tirada a droga após um ano de tratamento, 20% dos pacientes ficam bem, 40% têm recaída imediata e outros 40% recaem depois de uma situação de estresse. Há quem seja medicado por toda a vida.

Depois de medicado, inicia-se a terapia de auxílio. O paciente se expõe, sistematicamente, a uma das situações que teme, como enfrentar uma fila. Mede o grau de ansiedade a cada tentativa e aprende técnicas de relaxamento. "Também o ajudamos a confrontar os pensamentos catastróficos com a realidade", conta a psiquiatra Valéria Lauriano, de São Paulo.

"No lugar de pensar que o avião vai cair, lembramos que é um transporte seguro." Quando a pessoa chega ao objetivo sem sentir desconforto, escolhe outra situação que antes a aterrorizava. "Tudo é feito aos poucos", avisa Lotufo-Neto. "Além disso, indicamos psicoterapia para reacomodar problemas com relacionamentos e auto-imagem." Faz sentido: quem tem pânico questiona sua capacidade de enfrentar o mundo e se sente inferiorizado.

"Quem passou pelo problema sempre fica com alguma coisinha", acredita Antônio Santos. "Como o sujeito que comia coalhada assoprando a colher porque certa vez tinha se queimado com leite quente." Mas é difícil medir as seqüelas psicológicas — saber se o indivíduo está agitado por causa da doença do passado ou porque, como todo mundo, tem seus momentos normais de ansiedade.

Investigação psicológica:
Rosana Laiza também indica o relaxamento autógeno, técnica de autocontrole que possibilitaria regular o batimento cardíaco. E aplica a psicoterapia para resolver os males que estariam no fundo das crises. "Levamos o paciente a entrar em contato com sua infância."

Para o psiquiatra e psicanalista Oswaldo Ferreira Leite, do Hospital das Clínicas de São Paulo, "é importante não dispensar uma investigação psicológica, além dos outros tipos de tratamento".

Remédios, terapia comportamental, relaxamento autógeno, psicoterapia e psicanálise. Seja qual for o caminho, o importante é saber que existem saídas. "É possível encontrar ajuda e ser feliz", garante a dona de casa Lya Williams, de 50 anos. Com análise, terapia e medicação, ela livrou-se das crises que a atormentaram de 1988 a 1994. Como Lya, muitas vítimas podem recuperar a paz.

Conheça os sintomas:
Os sinais do pânico podem ser confundidos com os de hipertireoidismo, asma, diabete, epilepsia, dependência de drogas, alterações cardíacas e alcoolismo. Só quando esses males são excluídos é que se começa a pensar para valer na hipótese da síndrome.

O fato de alguém entrar em pânico não significa que tenha o distúrbio. Afinal, 10% da população está sujeita a ter uma crise ou outra de terror algum dia. O que caracteriza a doença, porém, é enfrentar mais de três ataques por mês.

Além disso, é preciso sentir pelo menos quatro dos seguintes sintomas: falta de ar, tontura, tremores, palpitação, sudorese, náusea, formigamento, despersonalização (sensação de deixar o corpo), ondas de calor ou de frio, desrealização (tudo parece um filme), medo de enlouquecer ou de morrer e urgência de ir ao banheiro.

Como amenizar os ataques:
É possível amenizar os ataques de medo. "Deve-se pensar que o desconforto vai passar e fazer respiração abdominal, mais profunda e demorada, para evitar tontura, tremor e formigamento", ensina a psiquiatra paulista Valéria Lauriano. "O ideal é treinar os movimentos em casa, deitado e com um livro sobre a barriga."

A psicóloga Rosana Laiza, presidente da Associação Nacional da Síndrome do Pânico, indica mudanças no estilo de vida. "É bom controlar o estresse e ser mais flexível consigo e com os outros".

Por: Dra. Elaine Marini

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A MAIOR DOR DO MUNDO




Faça de tudo para não decepcionar alguém e também não espere muito das pessoas para não se decepcionar, porque não existe dor maior no mundo  M.Silva

"A dor maior do mundo é ter que passar o dia num velório, ter que ver um caixão entrar na sala e saber que é ela lá dentro, ter que ver o mesmo caixão descer na terra e ser coberto e ter que se controlar pra não se jogar junto. A dor maior do mundo é isso: é ouvir a voz dela na minha cabeça 24h por dia e saber que nunca mais vou ouvir essa voz nos meus ouvidos; é não poder abraçar ela, beijar ela, bater na bunda dela, apertar o nariz dela; é dormir e descobrir que a minha cama (nossa cama) é enooorme sem ela e que é horrível não levar nenhum tapa, nenhum chute e não ouvir nenhuma fungada durante a noite; é colocar o porta retrato dela pra dormir; é colocar só 4 lugares na mesa; é assistir um filme e ter uma crise de choro pq ela não viu e não vai poder ver; é lembrar dela em tudo e ver que não existe um futuro para nós; é não ter com quem dançar gafieira e thriller, não ter com quem jogar stop, pega-varetas, adedanha; é não ter com quem ser criança; é não ter graça pra mais ninguém e perceber que só ela ria das minhas besteiras; é não ter quem sente na minha barriga qdo a cólica é forte; é não ter quem tente me ensinar a dançar axé.... É tudo isso e muito mais.

Cura? Não há. Não tem remédio, tratamento, cirurgia, nada. A dor maior do mundo é pra sempre, te acompanha, diminui e aumenta, mas vai estar sempre em você."


Autor: desconhecido
mas uma pessoa que sentiu realmente, uma dor maior quer o mundo, que não para de doer,

.... e você que sofre, e se quer matar e desistir de tudo, pense, pense sempre e tenha sempre em mente

Há sempre alguém que o ama muito (mesmo que você não saiba) e vai sofrer (morrer em vida) porque você desistiu de SI !!!


LUTE, por favor, a vida dá sempre muitas VOLTAS!!


ANaluz

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Por que adoecemos?

Psicossomática IV: Por que adoecemos?















Quando ficamos doentes pensamos em nos curarmos e nem sequer pensamos nos motivos que nos levaram a tal doença, mas é muito importante entender as motivações que nos fazem adoecer. Afinal, por que adoecemos? Essa com certeza não é uma resposta fácil de ser respondida, mas as pessoas adoecem porque têm necessidade de adoecer, ainda que inconsciente, por mais difícil que seja aceitar esse fato. Por que haveria a necessidade para o adoecer? Vamos analisar alguns fatores desencadeantes do adoecer:
- fuga
- incapacidade de expressar as emoções
- desejo de autopunição
- necessidade de atenção (muito comum em crianças e idosos)
- estresse

- Fuga:
A doença pode ser uma válvula de escape dos conflitos emocionais. De alguma forma, ao adoecer somos "obrigados" a nos retirar da rotina para buscar a cura, é como se fosse uma maneira de nos cuidarmos, e que muitos deixam esse importante quesito para a manutenção da saúde em segundo plano. Por exemplo, o caso de um empresário que sofre um infarto quando se depara com a falência de sua empresa. Muitas vezes a doença pode ser mais destrutiva que a agressão original, mas que naquele momento não foi mais possível suportar. Se a pessoa se encontra num momento de fragilidade, ou seja, sem mecanismos de defesa, mais facilmente ela adoecerá. O mais indicado é não negar o sofrimento ou o conflito pelo qual se passa, mas nem sempre a própria pessoa consegue identificar o que sente. A dor tem que ser sentida e esgotada, pois só assim será superada.

- Incapacidade de expressar as emoções:
A incapacidade de expressar as emoções é um fator importante na origem das doenças orgânicas. Em nossa sociedade, apesar de que nos últimos anos, felizmente, está realidade tem mudado, não há espaço para manifestações de afeto, exteriorização das emoções ou do sofrimento psíquico. Em nossa cultura é muito mais aceitável, por exemplo, uma justificativa pela ausência da pessoa no trabalho, em função de alguma doença física do que por alguma dificuldade emocional. É mais aceitável um enfarte, onde todos ficam comovidos e preocupados; do que uma depressão, ou outro sofrimento psíquico, que geralmente é visto como "frescura". Claro que isso acontece muito mais em função da falta de conhecimento, da ignorância, do que pelo fato em si. Essa postura intolerante diante do sofrimento psicológico fica evidente no comportamento de algumas pessoas que convivemos. A doença física parece ser mais merecedora de atenção e cuidados do que aquele que sofre sem apresentar alterações orgânicas. Isso faz com que muitas pessoas tenham vergonha de sua dor psíquica, não tendo muitas vezes, espaço nem coragem, para expressar seu sofrimento, escolhendo assim, ainda que inconscientemente, a expressão pelo físico.

Como no exemplo citado do empresário, diante das dificuldades e não suportando seu sofrimento e angústia, ao sofrer um infarto, ele sabe que todos lhe darão amparo e cuidados; mas se ele se colocasse a chorar e lamentar-se por sua dor, poderia receber desprezo e ser visto como alguém fraco.
É comprovado que as pessoas que suportam suas dores sozinhas adoecem com maior freqüência e de maneira mais grave que aquelas que verbalizam suas dores. Algumas pessoas criam dentro de si verdadeiras prisões emocionais. A incapacidade de comunicar com palavras seus sentimentos faz com que o corpo expresse esses sentimentos, ou seja, o adoecer é a forma inconsciente de mostramos nosso sofrimento de uma maneira mais aceitável ou quando não conseguimos fazê-lo de outra maneira.

- Autopunição:
A autopunição surge para aliviar a ansiedade causada por um sentimento de culpa, derivado de um comportamento real ou imaginário, onde a pessoa se agride internamente. São pessoas que inconscientemente se sentem culpadas e merecedoras de castigo. Geralmente com a culpa, sempre vem a autopunição.
Quando há um conflito, mesmo que não tenhamos consciência de sua existência, será motivo de muito sofrimento, e se não for adequadamente resolvido, resultará em um estado de desequilíbrio do organismo a que chamamos doença. Como nem sempre conseguimos modificar a realidade, temos que nos adaptarmos a ela. Esse processo de adaptação não ocorre impunemente. Os meios que nossa psique lança mão para controlar o conflito são através dos mecanismos de defesa, que podemos entender como válvulas de escape de uma panela de pressão, que se não existirem, a panela explode. A explosão seria a doença, pois nem sempre os mecanismos de defesa conseguem ser eficazes.

- Necessidade de atenção:
A doença surge como uma forma de obter atenção, principalmente em crianças e idosos.
A opção pelo adoecer se faz pelo que chamamos de ganhos secundários. Para muitas pessoas a doença e o repouso na cama satisfazem suas necessidades de dependência, e até de descanso, como o ambiente hospitalar, que oferecem a oportunidade de satisfação parcial ao serem alimentados, cuidados e protegidos no mundo exterior. Ou as visitas constantes ao médico, tendo que as ouça e lhes dê um pouco de atenção, principalmente entre os idosos.

Se quando crianças ficávamos doentes e éramos atendidos, quando adultos podemos relacionar ficar doente com obter atenção, buscando preencher as carências e necessidades. Quando ficamos doentes não ficamos mais carentes de atenção, colo, carinho? Isso acontece porque um dos mecanismos de defesa muito comum durante a doença é a regressão, onde passamos a ter comportamentos próprios da infância. A regressão significa uma dificuldade em enfrentar ou controlar as situações de conflito. É como se, voltando a agir como criança, desistíssemos de lutar e nos entregamos aos cuidados dos outros.

- Estresse:
O estresse é um conjunto de reações que o organismo desenvolve quando submetido a uma situação que exige esforço para sua adaptação. É uma tensão emocional constante e quando essa tensão se torna intensa e prolongada, poderá haver falha nos mecanismos de defesa e surge a doença.
A expressão corporal constitui o primeiro e mais primitivo meio de comunicação e de defesa que o ser humano dispõe, principalmente nos momentos que as defesas estejam bloqueadas.
A vinculação entre estado psicológico e baixa das defesas do organismo baseiam-se nas alterações orgânicas que as situações do estresse provocam: maior produção de cortisona (hormônio produzido pelas supra-renais), que ocorre nessas situações, levaria à maior destruição das células de defesa do organismo. A relação entre o estado psicológico e as doenças não ocorre apenas nas situações de estresse, mas também de tristeza, ou toda sobrecarga de tensão emocional.

Diante do exposto acima, podemos perceber que as origens das doenças podem ser muitas, mas se analisarmos mais profundamente podemos perceber que a necessidade de adoecer está sempre relacionada com a falta de amor a si mesmo, e a necessidade desesperada de reconhecimento e atenção do mundo exterior. E ainda mais, percebemos como é importante expressarmos nossas emoções!

Rosemaire Zago

sábado, 25 de junho de 2011

PÂNICO


 


O transtorno do pânico é definido como crises recorrentes de forte ansiedade ou medo. As crises de pânico são entendidas como intensas, repentinas e inesperadas que provocam nas pessoas, sensação de mal estar físico e mental juntamente a um comportamento de fuga do local onde se encontra, seja indo para um pronto socorro, seja buscando ajuda de quem está próximo.
A reação de pânico é uma reação normal quando existe uma situação que favoreça seu surgimento. Estar num local fechado onde começa um incêndio, estar afogando-se ou em qualquer situação com eminente perigo de morte, a sensação de pânico é normal. O pânico passa a ser identificado como patológico e por isso ganha o título de transtorno do pânico quando essa mesma reação acontece sem motivo, espontaneamente. Nas situações em que a própria vida está ameaçada o organismo toma medidas que normalmente não tomaria, perdendo o medo de pequenos perigos para livrar-se de um perigo maior. Para fugir de uma cobra podemos subir numa árvore mesmo tendo medo de altura ou fazendo esforços incomuns, sofrendo pequenos ferimentos que no momento não são percebidos. O estado de pânico é portanto uma reação normal e vantajosa para a auto-presenvação. Aqueles que fogem mais rapidamente do perigo de morte têm mais chances de sobreviver.

O diagnóstico
O diagnóstico do transtorno do pânico possui critérios bem definidos, não podemos classificar como transtorno do pânico qualquer reação intensa de medo. Assim sendo estão aqui apresentados os critérios usados para fazer este diagnóstico.
a) Existência de vários ataques no período de semanas ou meses.Quando houve apenas um ataque é necessária a presença de significativa preocupação com a possibilidade de sofrer novos ataques ou com as consequências do primeiro ataque. Isto é demonstrado pela preocupação com doenças, intenção de ir ao médico e fazer exames, vontade de informar-se a respeito de manifestações de doenças.
b) Dentre vários sintomas pelo menos quatro dos seguintes devem estar presentes:
1- Aceleração da frequência cardíaca ou sensação de batimento desconfortável.
2- Sudorese difusa ou localizada (mãos ou pés).
3- Tremores finos nas mãos ou extremidades ou difusos em todo o corpo.
4- Sensação de sufocação ou dificuldade de respirar.
5- Sensação de desmaio iminente.
6- Dor ou desconforto no peito (o que leva muitas pessoas a acharem que estão tendo um ataque cardíaco)
7- Náusea ou desconforto abdominal
8- Tonteiras, instabilidade sensação de estar com a cabeça leve, ou vazia.
9- Despersonalização* ou desrezalização**.
10- Medo de enlouquecer ou de perder o controle de si mesmo.
11- Medo de morrer.
12- Alterações das sensações táteis como sensação de dormências ou formigamento pelo corpo.
13- Enrubescimento ou ondas de calor, calafrios pelo corpo.
*A despersonalização é uma sensação comum nos estados ansiosos que pode surgir mesmo fora dos ataques de pânico. Caracteriza-se por dar a pessoa uma sensação de não ser ela mesma, como se estivesse saindo de dentro do próprio corpo e observando a si mesmo.
**A desrealização é a sensação de que o mundo ou o ambiente em volta estão diferentes, como se fosse um sonho ou houvesse uma núvem.
Essas duas sensações ocorrem em aproximadamente 70% da população geral não significando como ocorrencia isolada uma manifestação patológica.
c) Há substâncias que podem geral reações de pânico como os estimulantes. Quando o pânico ocorre sob esse efeito não se pode dar este diagnóstico assim como também não pode ser dado em decorrência de outros estados ansiosos anteriores como um ataque de pânico secundário a uma exposição forçada de um fóbico social por exemplo.

Causas
As causas dos ataques de pânico são desconhecidas. Contudo cada um dos pensamentos teóricos vigente possue suas próprias teorias. Observa-se também que os pacientes ao procurarem o psiquiatra pela primeira vez geralmente possuem suas próprias teorias ou explicações para o que está acontecendo consigo. Por enquanto a única recomendação que o médico pode dar aos seus pacientes é de não pensarem a respeito pois como não existem bases comprovadas para se especular a respeito das causas do pânico, qualquer idéia tem muito mais chances de estar errada do que certa. O paciente deve preocupar-se em seguir o tratamento e levar sua vida normalmente ao invés de descobrir as causas de seu transtorno.
 
Teorias
Neuroanatômica:
Baseando no princípio de que o ataque de pânico é uma perturbação do sistema fisiológico que regula as crises normais de medo e ansiedade, cientistas elaboraram hipóteses do fluxo de acontecimentos no cérebro dos pacientes com pânico. Na figura abaixo está indicado que a reação de pânico começa no locus ceruleus (LC) porque sua estimulação produz quase todas as reações fisiológicas e autonômicas do pânico. O LC por outro lado se conecta ao nervo vago que se estende a regiões do tórax e abdômen, podendo explicar a origem do mal estar abdominal, sensação de sufocação e taquicardia tão frequentes nas crises de pânico. A ponte, onde está localiozado o LC, possui amplas conecções com o sistema límbico logo acima e é neste sistema onde se localizam as reações de medo e ansiedade. A ponte é também caracterizada por estar fora da área onde se pode exercer influência voluntária como na córtex, isto poderia explicar a origem inesperada e incontrolável das crises.

Comportamental
Para o modelo comportamental a teoria neuroanatômica é insuficiente. Vários princípios comportamentais estão envolvidos no desenvolvimento do pânico: o condicionamento clássico, o princípio do medo do medo, a teoria da interpretação catastrófica e a sensibilidade a ansiedade. No princípio do condicionamento clássico o paciente desenvolve o medo a partir de um determinado estímulo e sempre que exposto a esse estímulo, a recordação de medo é evocada fazendo com que a pessoa associe a idéia do medo ao local onde se encontra. Por exemplo, ao passar num túnel caso sinta-se mal por qualquer motivo passa a relacionar o túnel ao mal estar e gerando equivocadamente nova reação de ansiedade, que passa a ser reforçada pelo alívio da saído do túnel. Este modelo não pode explicar todas as crises de pânico nem é pretenção do pensamento comportamental explicar tudo a partir de uma só teoria comportamental.
Psicanalítica
A teoria psicanalítica afirma que as crises de pânico se originam do escape de processos mentais inconcientes até então reprimidos. Quando existe no inconsciente um processo como uma idéia, ou um desejo, ou uma emoção com o qual o indivíduo não consegue lidar, as estruturas mentais trabalham de forma a manter esse processo fora da consciência do indivíduo. Contudo quando o processo é muito forte ou quando os mecanismos de defesa enfraquecem, os processos reprimidos podem surgir "desautorizadamente" na consciência do indivíduo pela crise de pânico. A mente nesse caso trabalho no sentido de mascarar a crise de tal forma que o indivíduo continue sem perceber conscientemente o que de fato está acontecendo consigo. Por exemplo o indivíduo tem uma atração física por uma pessoa com quem não pode estabelecer contato, por exemplo a própria irmã. Este desejo então fica reprimido porque a real manifestação dele causaria intensa repulsa, raiva ou nojo de sí próprio. Para que esses sentimentos negativos permanecem longe da consciência a estrutura mental do indivíduo a mantém o desejo reprimido. Caso esse desejo surja apesar do esforço por reprimir, o aparato mental o transforma o desejo noutra imagem, podendo esta ser uma crise de pânico. Uma vez que o equilíbrio mental foi ameaçado o funcionamento mental inconsciente transforma o conteúdo da repressão numa crise de pânico.
Grupos de Risco
Aproximadamente 1,5 a 2% das pessoas é afetada por esse transtorno, o que significa uma prevalência alta, sendo ainda mais alto, de 3 a 4% se os critérios para diagnóstico não forem inteiramente preenchidos, ou melhor, se considerarmos as crises parciais e os quadros de ataques de ansiedade atípicos. As mulheres são mais afetadas do que os homens, sendo aproximadamente o dobro a incidência do transtorno do pânico sobre as mulheres em relação aos homens, a proporção então é de duas mulheres para cada homem. A idade de início concentra-se em torno dos trinta anos, podendo começar durante a infância ou na velhice. A mulher de 30 anos é o grupo sobre o qual observa-se maior incidência desse transtorno.
Tempo de Duração
O curso do pânico é imprevisível, tanto pode durar alguns meses como pode durar vários anos. Desde que o pânico começou a ser estudado, há poucas décadas, ainda não foi possível se verificar em que percentagem ele dura a vida toda. Os estudos de longo seguimento chegam a perto de uma década e aproximadamente 10% dos pacientes continua sintomático após esse período, ou seja, continua tendo ataques de pânico quando as medicações são suspensas. É importante notar que o tratamento não cura o pânico, apenas suprime os sintomas e permite o paciente ter uma vida normal, mas a suspenssão do tratamento leva a uma recaída caso não tenha ocorrido uma remissão espontânea do transtorno. Mesmo bem conduzido o tratamento não há nenhuma garantia de cura, ou os sintomas remitem sozinhos ou permanece a necessidade de utilização das medicações. Há relatos de casos de remissão espontânea durante a gestação
Medicações
O tratamento mais recomendado para o bloqueio das crises são os psicofármacos. Os antidepressivos de todos os grupos e os tranquilizantes são eficazes no controle das crises. Atualmente mediante a disponibilidade de vários psicofármacos, dificilmente um paciente não melhora com alguma medicação. Todos os grupos de antidepressivos testados mostraram-se eficazes, os tricíclicos e tetracíclicos, os inibidores da recaptação da serotonina e os inibidores da MAO. Apesar de todos os grupos terem sido testados com sucesso nem todas as medicações de cada grupo foi cientificamente testada, presume-se apenas que sejam eficazes. Assim, também os tranquilizantes benzodiazepínicos foram testados e dependendo da dose, todos obtiveram sucesso. A decisão quanto a escolha da medicação deve obedecer a critérios básicos como outras doenças presentes no paciente, portadores de glaucoma não podem tomar tricíclicos, por exemplo. Interações com outras medicações já em uso, história de reação indesejável a determinadas medicações em escolha, características individuais como os pacientes obesos devem optar preferencialmente pelos inibidores da recaptação da serotonina, os pacientes muito magros por tricíclicos. Pessoas com problemas sexuais devem evitar os inibidores da recaptação da serotonina. Por fim como há entre essas medicações marcante diferença de preços é válido considerar isso como critério de escolha desde que não seja feita em detrimento do bem estar do paciente.
Quanto a estratégia de uso das medicações, é recomendável que os antidepressivos sejam evitados isoladamente no início do tratamento. Como essas medicações só passam a bloquear as crises após duas semanas em média, e provocam uma piora do pânico no começo, é preferível que nesta fase seja dado junto ao antidepressivo, um tranquilizante, que tanto poderá ser suspenso depois, como continuar sozinho em monoterapia. Os tranquilizantes de escolha são os de alta potância, embora os de baixa potência podem ser usados em doses mais elevadas.
Terapias
A terapia cognitivo-comportamental é a única que pode ser indicada para o tratamento do pânico, contudo as medicações são mais rápidas no bloqueio das crises. Há pesquisadores que contestam o uso da terapia cognitivo-comportamental para o transtorno do pânico, indicando apenas para o tratamento da agorafobia.
Consequências do pânico
Frequentemente encontramos entre os paciente com pânico certas reações distintas do próprio pânico mas oriundas dele. A mais comum é a agorafobia que possui uma seção especial a ela dedicada. A ansiedade antecipatória é uma ocorrência comum em outros transtornos de ansiedade, trata-se simplemente da preocupação excessiva que antecede o eventos às vezes por alguns dias. Como o paciente com pânico nunca sabe quando sofrerá nova crise está sempre apreensivo, quando relaciona a crise a determinado local ou situação passa a ter ansiedade referentes a eles. A evitação é o comportamento decorrente da atribuição do local a sua crise, quem tem medo de ter crises em túneis por exemplo dá voltas maiores para evitá-lo. Por fim, a hipocondria é uma manifestação frequente no transtorno do pânico, apesar de encontrarmos poucas referências nos livros a esse respeito, na prática é uma relação bastante comum. Como as crises são fortes e muitas vezes associadas a mal estar cardíaco, os pacientes acreditam que sofrem algum mal cardiológico e por isso são encontrados nos consultório e laboratórios de exames cardíacos, além das emergências gerais quando julgam estarem tendo um ataque cardíaco.
Coração
A ligação entre o pânico e doenças cardíacas é nula conforme diversos estudos mostraram, ou seja, não existem evidências de que os ataques de pânico com forte dores no peito venham a provocar qualquer tipo de doença cardíaca, nem as doenças cardíacas por outro lado podem causar pânico.
O prolapso da válvula mitral é um alteração anatômica cardíaca inócua frequentemente encontrada dentre os pacientes com pânico. Não se sabe ainda se existe alguma ligação genética entre o prolapso e o pânico, não há nenhuma prova de que o pânico leve a formação do prolapso nem o prolapso cause pânico pois, muitas pessoas têm prolapso sem terem pânico. A concomitãncia entre essas duas manifestações médicas é reconhecida e não muda em nada a evolução, o tratamento e a gravidade do pânico, assim como o pânico não agrava o prolapso.
Como a sintomalotogia aparentemente cardíaca é grande no transtorno do pânico, a frequência desses paciente nos consultórios cardiológicos é grande. Muitos pacientes mesmo depois de convencidos de que não têm nada no coração continuam indo às emergências com receio de infarto do miocárdio, isto demonstra o caráter de incontrabilidade do transtorno do pânico como ocorre em todas perturbações mentais.
Problemas gerais que podem se parecer com ataques de pânico
Nenhuma doença mental é letal nem provoca sequelas, mas outras doenças médicas podem, por isso, sempre que há suspeitas da existência de algum problema clínico causando uma manifestação parecida ao pânico, é imprescidível investigar outros problemas médicos. As doenças mais parecidas aos ataques de pânico são:
  1. Hipertireoidismo ou hipotireoidismo
  2. Hiperparatireoidismo
  3. Feocromocitoma
  4. Disfunções vestibulares
  5. Convulsões
  6. Intoxicação do sistema nervoso central
  7. Doenças cardíacas
1. As alterações da tireoide geralmente possuem vários outros sintomas inexistentes no pânico, como alterações significativas do peso, do dinamismo, da pele por exemplo, além de poder ser diagnosticada através da dosagem dos hormônios sanguíneos. As crises do pânico pelas alterações da tireoide podem até ceder com um tratamento, mas isso não melhora o estado para o organismo. O tratamento do pânico pode ser realizado enquanto se procede o devido controle hormonal.
2. O hiperparatireoidismo é menos comum, mas alterações metabólicas podem fazer com o que o paciente tenha fortes perturbações físicas que se exteriorizam como crises de pânico.
3. O feocromocitoma é raro, trata-se do excesso de adrenalina e outras catecolaminas circulantes. Além de crises de pânico o paciente pode sentir tremores, cefaléia, taquicardia, sudorese, ansiedade, ruborização, hipertensão, de forma que é muito parecido aos sintomas do pânico. Através da dosagem das catecolaminas, em 24h este problema pode ser descartado.
4. As disfunções vestibulares são as perturbações do vestíbulo auditivo e o cerebelo. As perturbações vestibulares cursam com tonteiras, enjôos, vômitos e desequilíbrios mas não proporcionam sensação de medo. Apesar disso pode ser confundida com o pânico.
5. Convulsões por serem inesperadas e de curta duração podem se parecer com crises de pânico. As covulsões que cursam com perda dos sentidos e queda podem ser descartadas porque o pânico não provoca isso, somente as crises que não provocam perda de consciência podem ser consideradas como possíveis crises de pânico.
6. O uso de certas substâncias como cocaína ou estimulantes podem levar a crises de pânico típicas, mas não provocam o transtorno do pânico, ou seja, uma vez eliminadas as substâncias psicotrópicas as crises de ansiedade cessam sem deixar esse tipo de sequela.
7. Os problemas cardíacos devem sempre ser descartados. Um paciente com quadro clínico compatível com transtorno do pânico e queixas cardíacas deve ser encaminhado rotineiramente para o atendimento cardiológico. Caso surja algum problema será uma mera coincidência, mas é melhor errar por excesso de zelo do que esperar consequências danosas para o coração. É recomendável que isso seja feito pois muitas medicações que tratam o pânico provocam pequenas alterações no ritmo cardíaco.
Aos parentes
Frequentemente os paciente com pânico sofrem muito duas vezes, a primeira por causa dos ataques e suas consequências e a segundo por causa da incompreensão de que são vítimas. Como médico canso-me de ouvir de meus pacientes que seus filhos, pais, cônjugues criticam-no por causa das crises achando que são frescuras, que está na verdade precisando apanhar...!!!??? É verdade, a primeira coisa que os parentes têm que fazer é compreender, aceitar e apoiar os pacientes. O transtorno do pânico é uma doença como outra qualquer, o paciente não escolheu tê-la, nem pode evitá-la.
Aqui estão algumas recomendações às pessoas que convivem com quem tem pânico:
Nunca diga:
Reaxe, acalme-se...
Você pode lutar contra isso...
Não seja ridícula(o)!
Não seja covarde!
Você tem que ficar (quando o paciente quer sair de onde está)
Recomendações
1. Não faça suposições a respeito do que a pessoa com pânico precisa, pergunte a ela.
2. Seja previsível, evite surpresas
3. Proporcione a quem sofre de pânico a paz necessária para se recuperar.
4. Procure ser otimista para com quem pânico, procure aspectos positivos nos problemas.
5. Não sacrifique sua própria vida pois acabará criando ressentimentos.
6. Não entre em pânico quando o paciente com pânico tiver um ataque.
7. Seja paciente e aceite as dificuldades de quem tem pânico mas não se conforme como se ela(e) for uma inválida(o).



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