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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

PARA ROZE

heiii, Roze, vi seu comentário e não consegui aceder a Ti nem no blogger nem noutros sítitos!!

quero que saibas que eu tb vivo em depressão todos os dias e vivo em tormento.... contínuo...
mas quero que saibas que não estás sózinha, muitos como nós vivem e sentem o mesmo...

não desistas, a vida é feita de altos e baixos e tu vais ter tb os teus altos

diz qualquer coisa ou deixa e-mail

beijo grande na tua alma

Analuz

Hipotiroidismo: doença comum pouco diagnosticada





Fraqueza, alteração menstrual, falta de memória, desânimo, alteração do humor, irritabilidade, distúrbio do sono, prisão de ventre, queda de cabelo, cansaço, ganho de peso em mulheres acima de 40 anos: Menopausa? Depressão? Velhice? Talvez possa ser um desses diagnósticos, mas o mais provável é que se trate de mau funcionamento de tiróide, denominado de hipotireoidismo. Essa é uma doença comum que afeta 1 em 10 mulheres acima dos 40 anos, dobrando esses valor após os 60 anos. Por ser mais comum em mulheres, por vezes é o ginecologista quem faz seu diagnóstico, acreditando-se que 1 em cada 5 queixas de menopausa de fato é secundária ao hipotireoidismo e não ao climatério.
Tireóide - tiróide ou tireóide, ambos os termos são corretos - é uma glândula que localiza-se na base anterior do pescoço, abaixo do pomo de Adão (gogó), em forma de borboleta de asas abertas, que se move à deglutição. É pequena, atingindo em média 20g, mas poderosa em sua ação, pois afeta todas as células, aumentando seu metabolismo, tornando suas funções mais rápidas. Produz dois hormônios denominados de T3 e T4, pois contém respectivamente três e quatro moléculas de iodo em sua composição.
Quadro clínico - quando a tireóide diminui a produção de T3 e T4, as células do corpo progressivamente vão lentificando suas funções, e a mulher vai apresentando raciocínio lento, falta de memória, desânimo, preguiça excessiva, irritabilidade, lentidão de movimentos, prisão de ventre, alteração menstrual com fluxo aumentado e perda sangüínea por maior tempo, alteração do metabolismo dependente de proteinas com conseqüente queda de cabelos, unhas quebradiças e a pele seca e fina (pergaminácea ou tipo pergaminho), bradicardia (batimentos lentos do coração), respiração lenta, com infiltração de uma substância chamada de mucopolissacáride em todos os tecidos (denominada mixedema), induzindo ganho de peso e arritmias, falta de ar e inchaço de pernas.
Papo - O hipotireoidismo provoca aumento da glândula tireóide, aparecendo no pescoço um bócio, denominado de papo. Essa doença por vezes evolui muito lentamente, dificultando o seu diagnóstico, pois as alterações só serão evidentes depois de anos.
Quando não diagnosticado, o hipotireoidismo pode levar até ao coma, denominado coma mixedematoso, pela total lentidão generalizada do metabolismo celular.
Causas mais comuns de hipotireoidismo: inflamação da tireóide (tireoidite) por produção de anticorpos contra a glândula, chamada Tireoidite de Hashimoto, cirurgias com retirada parcial ou total da tireóide, uso inadequado de iodo (falta de iodo ou excesso em medicamentos como ancoron®, que é antiarrítmico) ou uso de iodo radioativo terapêutico.
Tratamento - é simples e eficaz: repõe-se oralmente, através de comprimidos diários, a quantidade de hormônio faltante, que deve ser tomado em jejum para sua maior absorção – assim, a doença não deve interferir com a qualidade de vida. A dose necessária é muito pontual, sendo controlada através da determinação dos hormônios no sangue circulante principalmente do TSH (hormônio estimulante da tireóide).

Profa. dra. Maria Lúcia Bueno Garcia
Médica assistente doutora do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Violência e trauma emocional




A violência tornou-se, nos últimos anos, parte do cotidiano da vida de quem mora nas grandes cidades. Todos os dias sabemos pelos noticiários de casos de seqüestro, seqüestro-relâmpago, assalto, roubo, furto, abuso sexual e outros tantos tipos de crimes contra a pessoa. Praticamente todos nós conhecemos alguém na família, algum amigo ou conhecido que já sofreu algum tipo de violência.

Essas pessoas, vítimas de um evento ou de uma situação traumática, podem desenvolver um quadro que hoje denominamos " transtorno de estresse pós-traumático " (PTSD, como é conhecida em inglês, post-traumatic stress disorder).

Essa doença já é conhecida há muito tempo, tendo sido descrita antigamente com o nome de "neurose de guerra", pois era diagnosticada principalmente em soldados ou pessoas expostas a situações de guerra ou campo de batalha. Freud também descreveu esse quadro, relacionando alguns sintomas emocionais a traumas vivenciados anteriormente. Nos dias de hoje, com o aumento de múltiplas formas de violência na sociedade, o transtorno de estresse pós-traumático vem se tornando cada vez mais freqüente.

Manifestações do transtorno de estresse pós-traumático: revivescência do trauma, hiper-reação física e esquiva e entorpecimento emocional.

A pessoa exposta a evento traumático que envolveu risco de vida ou de lesão física grave e que reagiu com intenso medo, pavor, estresse ou sensação de impotência diante do evento, passa a reviver esse evento em sua mente de modo persistente (chamado "flashback").

Imagens, lembranças, pensamentos voltam à mente mesmo contra a vontade da pessoa (fenômeno denominado "intrusão"). Muitas vezes um estímulo que relembre o evento (p. ex., um ruído) é suficiente para desencadear uma reação semelhante à que ocorreu no evento, mesmo que a pessoa saiba que não está exposta a nenhum perigo real. Passa a dormir mal, sonha com o evento traumático, acordando apavorada.

O organismo desenvolve uma hiper-reação física aos estímulos ("estado de alerta"), como se estivesse sempre ameaçado de morte. Cada vez que isso acontece, desencadeia-se no organismo uma reação física de medo e estresse, com sudorese excessiva, falta de ar, palpitações, tontura, vertigem.

A pessoa pode tentar evitar locais ou situações que estejam associadas ao trauma, restringindo sua vida diária (fenômeno de "esquiva"). Torna-se irritável, com dificuldade de concentração, dificuldade para conciliar o sono, estando sempre num "estado de alerta", como se algo fosse acontecer. Eventualmente sente-se como que "anestesiada", incapaz de sentimentos em relação aos amigos e familiares, indiferente às coisas ou pessoas que lhe traziam prazer anteriormente.

Estima-se que aproximadamente 25% das pessoas expostas a uma situação traumática desenvolvam transtorno de estresse pós-traumático. Ele é duas vezes mais freqüente nas mulheres do que nos homens, calculando-se que ocorra em cerca de 10% da população geral. Usualmente, o transtorno de estresse pós-traumático dura alguns meses, mas em cerca de 50% dos casos pode persistir por anos e dominar a vida da pessoa.

Com freqüência, associam-se ao estresse pós-traumático outros transtornos mentais, como depressão, síndrome do pânico, ansiedade crônica e abuso ou dependência de álcool e drogas, além de doenças psicossomáticas. Em casos mais graves, podem ocorrer idéias de suicídio.
O que causa o transtorno de estresse pós-traumático?
A reação de estresse é um fenômeno normal necessário para a sobrevivência do indivíduo. Diante de uma situação de ameaça, o organismo reage rapidamente, com várias mudanças bioquímicas, que deixam a pessoa preparada para "lutar ou fugir". Tal fenômeno é também observado nos animais.

Em situação normal, uma vez que o perigo seja superado, o organismo volta gradualmente ao seu estado de equilíbrio natural, desaparecendo o estresse. Acredita-se que no transtorno de estresse pós-traumático o organismo não é capaz de voltar a seu estado natural, permanecendo "em alerta", o que leva a um "círculo vicioso", bioquímico e psicológico, agravando sucessivamente o quadro.

Estudos mostram que as pessoas memorizam melhor eventos com conteúdo emocional (seja este prazeroso ou aversivo) do que eventos neutros. Este mecanismo é adaptativo, já que estímulos emocionais geralmente têm importância para a sobrevivência. Acredita-se que este mesmo mecanismo seja responsável pelas memórias intrusivas que ocorrem no transtorno de estresse pós-traumático.
Quais os fatores que predispõem ao transtorno de estresse pós-traumático?
Dois fatores devem ser considerados: de um lado o tipo e a intensidade da violência, de outro o indivíduo que é sua vítima.

Sabe-se que pessoas que já sofreram traumas anteriores têm maior chance de desenvolver transtorno de estresse pós-traumático diante de um novo trauma. Esses traumas anteriores podem remontar à infância e adolescência, e deixam a pessoa mais vulnerável a um trauma atual. Esse fenômeno tem caráter cumulativo, de modo que quanto maior o número de traumas anteriores sofrido pela pessoa, maior a chance de desenvolver a doença.

No entanto, sabe-se também que muitas pessoas sofrem diversas experiências traumáticas e não desenvolvem o transtorno de estresse pós-traumático; elas teriam uma melhor capacidade de adaptação às adversidades potencialmente traumáticas, reagindo com maior flexibilidade e resistência (o que vem sendo denominado de " "resiliência"). Elas teriam o que se poderia chamar de uma "personalidade forte", reagindo de modo positivo e superando o trauma.
Crianças e adolecentes
Crianças e adolescentes são particularmente vulneráveis a traumas, pois sua estrutura psicológica está ainda em formação e é mais frágil que a de um adulto. As manifestações do transtorno de estresse pós-traumático nessa população, em princípio, são semelhantes às do adulto; no entanto, crianças menores podem ter maior dificuldade de expressar suas queixas, dificultando o reconhecimento da doença. Nestes casos é preciso estar atento às mudanças de comportamento da criança, a queixas vagas de medo, crises de choro sem motivo aparente, medo de ficar só, medo de ir dormir.

Algumas podem "teatralizar" aspectos do ocorrido, seja em brincadeiras ou desenhos. Podem perder alguma habilidade já adquirida (p. exemplo, voltar a urinar na cama, voltar a "chupar o dedo"), mostrando-se mais regredidas ou infantis do que o esperado para a idade (p. exemplo, falando como um "bebê").
Tratamento
Muitas pessoas acreditam que serão capazes de superar sozinhas o evento traumático e relutam em buscar ajuda; outras se sentem culpadas pelo que ocorreu (por exemplo, se o evento traumático resultou na morte de um ente querido) e se punem não buscando tratamento. Com isso, o transtorno vai se agravando e prejudicando a qualidade de vida da pessoa, à medida que prejudica suas atividades cotidianas e muitas vezes leva a outros problemas, como depressão, abuso de álcool e drogas.

O tratamento do transtorno de estresse pós-traumático compreende o uso de medicamentos e de psicoterapia. Os medicamentos mais utilizados são os antidepressivos. Estudos demonstram que essas medicações diminuem a freqüência de intrusões de memória e a hiper-excitabilidade, características da doença. Calmantes (medicações ansiolíticas) podem ser utilizados para controle de ansiedade e insônia.

A psicoterapia visa auxiliar o paciente a lidar com a experiência traumática, procurando trabalhar com a experiência traumática em si e suas conseqüências, as emoções geradas por esta. O terapeuta auxilia a pessoa a examinar o ocorrido em um contexto mais neutro, com o acolhimento necessário para que o trauma possa ser re-pensado. Ao mesmo tempo, técnicas de controle de ansiedade permitem a redução dos sintomas físicos associados à lembrança do evento traumático, propiciando à pessoa um melhor controle de si mesma.
Prof. Dr. Mario R. Louzã
Psiquiatra

Médico psiquiatra e psicanalista, doutor em Medicina pela Universidade de Würzburg, Alemanha. Médico Assistente do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP.

A Anestesia e seus efeitos


O que é anestesia?
Anestesia é a especialidade médica direcionada aos cuidados do paciente durante procedimentos cirúrgicos, que objetiva promover uma situação de ausência de dor, hipnose e relaxamento muscular.
A escolha da anestesia dependerá do paciente, da duração e do tipo de cirurgia proposta.
A visita pré-anestésica no quarto ou em consultório, avaliando exames pré-operatórios, a história clínica, alergias e a cirurgia a ser realizada, fornece substrato para que o(a) anestesista decida com o(a) paciente o melhor tipo de anestesia a ser administrado.
Durante toda a cirurgia o anestesista permanece ao lado do(a) paciente, mesmo que ele(a) não perceba ou se lembre de sua presença após o procedimento.
Quais são os tipos de anestesia?
Anestesia Geral - Na anestesia geral o(a) paciente fica inconsciente (dormindo) e não tem contato com o ambiente. Pode ficar com respiração espontânea , quando recebe apenas sedação, ou ter a inserção de uma cânula introduzida na traquéia, entubação orotraqueal ou nasotraqueal, e ter a sua respiração auxiliada por um aparelho mecânico de respiração (ventilador). Procedimentos realizados com o(a) paciente sedado, após aplicação de anestésico local.
Anestesia Regional - O paciente fica com apenas uma parte do corpo anestesiada. Se for Peridural ou Raqui, as pernas permanecem imóveis e sem sensibilidade por algumas horas.
OBS: Essas técnicas são associadas à sedação.
Anestesia Local - Após a sedação, será realizada infiltração com anestésicos, no local da cirurgia. Também pode ser acompanhada de sedação.
O que faz o anestesista enquanto o paciente dorme?
Ele(a) é responsável pela segurança e pelo bem-estar do(a) paciente durante o ato cirúrgico.
O(a) anestesista "vigia" as funções vitais, que são monitorizadas por aparelhos específicos, com alarmes, enquanto durar a anestesia e, dependendo da extensão e/ou duração da cirurgia, e do risco do(a) paciente, essa monitorização pode se estender na recuperação pós-anestésica.
Os principais parâmetros aferidos são: pressão arterial, freqüência respiratória, freqüência e ritmo cardíacos, oxigenação do sangue e volume urinário, quando houver sondagem vesical.
São administradas quantidades de anestésicos de acordo com a necessidade, variando de acordo com a sensibilidade (metabolismo) de cada indivíduo e o tempo de cirurgia. Essas substâncias atuam eliminando a dor, combatendo a ansiedade e promovendo um sono tranqüilo, com sonhos bons e sem a lembrança da operação.
O(a) anestesista é também responsável pela hidratação e, se houver grandes sangramentos, estará apto(a) para indicar e realizar transfusões sangüíneas.
Caso o(a) paciente tenha alguma doença associada, como: diabetes, hipertensão arterial, doença no coração, asma e/ou bronquite, elas todas são rigorosamente controladas durante o procedimento anestésico. Esses cuidados permitem uma recuperação melhor e mais rápida no período pós-operatório.
Durante a anestesia pode ocorrer esfriamento do corpo, o que dificulta a recuperação pós-anestésica. Então, rotineiramente, sempre que possível, utiliza-se uma manta térmica descartável na parte inferior ou superior do corpo, conforme a localização do sítio cirúrgico.
Qual a importância da visita pré-anestésica?
Ao chegar ao hospital, o(a) paciente tem que preencher vários formulários de internação e, quando já acomodado(a) no apartamento, recebe uma rápida visita pré-anestésica.
Inúmeras perguntas lhe são feitas, para que o(a) anestesista possa conhecer melhor o seu perfil. Os exames laboratoriais são checados, assim como o jejum, e a seguir lhe é receitado um comprimido ou uma injeção, para promover o sono, a tranqüilidade e minimizar a ansiedade usual, gerada pela expectativa da cirurgia. Essa medicação geralmente promove amnésia, ou seja, esquecimento de tudo que ocorre nas horas seguintes.
Cabe ao(à) anestesista, durante a visita pré-anestésica, esclarecer as dúvidas do(a) paciente e de seu(sua) acompanhante, explicar o tipo de anestesia a ser utilizado, para que fique seguro(a) e confiante na equipe médica.
O que é consulta pré-anestésica?
A mesma avaliação pré-anestésica no quarto, pode ser realizada, após agendamento, em consultório, alguns dias antes da cirurgia.
Isso permite discutir mais à vontade todas as dúvidas do procedimento anestésico, com maior disponibilidade de tempo.
Orientações gerais para a internação
Procure chegar ao hospital no horário solicitado pelo seu médico, pois isso facilitará a sua internação, a coleta de exames (se necessários) e a rotina de seu preparo.
Leve para o hospital todos os exames que foram solicitados pelos seus médicos.
Não use maquiagem (batom, sombra, "blush", cremes, gel no cabelo, esmaltes, etc), jóias e bijuterias (brincos, anéis, pulseiras, colares, etc) no dia da internação cirúrgica. O uso de próteses e/ou aparelhos dentários, lentes de contato, por motivo de segurança, estão proibidos durante a operação.
Não interrompa o uso de qualquer medicação, no dia da cirurgia; mesmo permanecendo em jejum, serão digeridos com um gole d'água, salvo se receber outro tipo de orientação de seu médico.
O jejum pré-operatório de todos os pacientes é de extrema importância. Seu médico o orientará a respeito. No entanto, de maneira geral, os adultos não podem ingerir alimentos sólidos por 8 horas antes de qualquer procedimento anestésico. Leite e derivados 6 horas antes e líquidos (água, chá e suco) por 4 horas antes.
Na tabela está descrito o jejum de crianças de acordo com a idade e o peso.
Cuidados na cirurgia ambulatorial
Em procedimentos rápidos (sedação e infiltração local), os quais chamamos de Ambulatoriais ou "Day-Hospital" (Hospital-Dia), o paciente chegará e sairá do hospital no mesmo dia. Deverá vir acompanhado de um adulto, responsável pela sua remoção e cuidados nas primeiras 24 horas. É recomendado que o paciente, após a alta, não se afaste mais de uma hora, de carro, do hospital em que foi atendido, que tenha acesso ao telefone e conte com instalações higiênico-sanitárias domiciliares adequadas. Está proibido de conduzir qualquer tipo de veículo, motorizado ou não, operações com máquinas e assinar documentos e contratos de responsabilidade nas primeiras 24 horas.

Jejum pré-operatório de crianças,
de acordo com a idade e o peso
.
Líquidos Sólidos
Recém-nascidos (0 - 1 ano) 2 horas 4 horas
1ano - 3 anos 3 horas 6 horas
Acima de 3 anos 3 horas 8 horas

Usualmente médicos anestesistas e cirurgiões trabalham em equipes integradas, para estabelecer um clima harmônico e de confiança.
Após a entrada do paciente no centro cirúrgico, podemos dar notícias sobre a evolução da cirurgia, assim como os familiares podem solicitar informações no centro cirúrgico.
Dra. Ana Cristina Aliman Arashiro
Título de especialista em anestesia, especialista em Medicina Intensiva. Mestrado na USP, atualmente fazendo doutorado, também na Faculdade de Medicina da USP. Médica anestesista do INCOR-FMUSP.

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)


O que é o TDAH?
Certamente você já ouviu falar ou já conviveu com um menino irrequieto, excessivamente agitado, que não pára um minuto, "ligado na tomada de 220 volts", que tem "bicho-carpinteiro". Ou então uma menina avoada, distraída, que está sempre "viajando nas nuvens", no "mundo da lua".
Essas características estão presentes no TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade). O TDAH é um transtorno mental típico da infância, atingindo cerca de 4% das crianças, e que pode persistir por toda a vida. É mais freqüente em meninos que meninas, numa proporção aproximada de 2:1 e ocorre no mundo todo.
Sabe-se hoje que ela decorre de fatores genéticos e ambientais; é freqüente que na família de um portador de TDAH haja outros parentes (em geral pais ou irmãos) com a mesma doença. Os fatores ambientais mais bem estudados estão relacionados a complicações durante a gestação. É bem sabido que o TDAH é um tipo de doença cerebral, cujas alterações biológicas vêm sendo muito estudadas. Isto é importante, pois é preciso superar o preconceito de que se trata de crianças "burrinhas" (como frequentemente são chamadas aquelas muito distraídas) ou "mal-educadas" (as hiperativas).
Os sintomas no Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)
As principais queixas estão descritas no próprio nome da doença: dificuldade de manter a atenção e hiperatividade-impulsividade. Na criança o principal prejuízo ocorre na escola: a criança não consegue se concentrar na aula, distrai-se com facilidade, comete erros por distração embora saiba a matéria.
A hiperatividade-impulsividade se manifesta pela dificuldade de permanecer sentada por tempo prolongado (por exemplo, na sala de aula), movimenta-se na cadeira, mesmo parada continua mexendo os pés ou mãos, tem atitudes precipitadas, freqüentemente interrompe os demais, não consegue esperar por sua vez, tem explosões exageradas de raiva.
Para se chegar ao diagnóstico de TDAH na criança, é preciso que vários destas queixas (Veja TABELA) estejam presentes em pelo menos dois ambientes diferentes (por exemplo, na escola e em casa). É também necessário que o inicio da doença tenha sido antes dos 7 anos de idade e que os sintomas causem prejuízo significativo no cotidiano da criança. Na maioria dos casos, há uma combinação dos sintomas de desatenção e de hiperatividade-impulsividade; menos freqüentemente, há predomínio apenas dos sintomas de desatenção ou de hiperatividade-impulsividade.

TABELA: Sintomas para diagnóstico de TDAH na criança
1. Não consegue prestar muita atenção a detalhes ou comete erros por descuido nos trabalhos da escola ou tarefas.
2. Tem dificuldade de manter a atenção em tarefas ou atividades de lazer.
3. Parece não estar ouvindo quando se fala diretamente com ele.
4. Não segue instruções até o fim e não termina deveres de escola, tarefas ou obrigações.
5. Tem dificuldade para organizar tarefas e atividades.
6. Evita, não gosta ou se envolve contra a vontade em tarefas que exigem esforço mental prolongado.
7. Perde coisas necessárias para atividades (p. ex: brinquedos, deveres da escola, lápis ou livros).
8. Distrai-se com estímulos externos.
9. É esquecido em atividades do dia-a-dia.
10. Mexe com as mãos ou os pés ou se remexe na cadeira.
11. Sai do lugar na sala de aula ou em outras situações em que se espera que fique sentado.
12. Corre de um lado para outro ou sobe demais nas coisas em situações em que isto é inapropriado.
13. Tem dificuldade em brincar ou envolver-se em atividades de lazer de forma calma.
14. Não pára ou freqüentemente está a "mil por hora".
15. Fala em excesso.
16. Responde às perguntas de forma precipitada, antes de elas terem sido terminadas.
17. Tem dificuldade de esperar sua vez.
18. Interrompe os outros ou se intromete (p.ex. mete-se nas conversas / jogos).

(Adaptado do questionário SNAP-IV)

O TDAH na vida adulta
À medida que a criança cresce, ocorre uma diminuição progressiva dos sintomas, sendo que em cerca de 50% dos casos os sintomas desaparecem completamente ao chegar à idade adulta. Em 50% dos casos, persistem os sintomas, especialmente os de desatenção, não havendo mais mudanças na sua intensidade ao longo da vida adulta.
Para detectar a doença no adolescente ou no adulto, é utilizada basicamente a mesma lista de sintomas descritos para as crianças (vide TABELA), porém, adaptando-se para o contexto do adolescente ou adulto.
Nos adultos as queixas ocorrem principalmente no trabalho: desorganização, dificuldade para desempenhar tarefas que requerem longo período de concentração, dificuldade para cumprir horários e compromissos, dificuldade para permanecer sentado em reuniões (sensação "interna" de inquietação), perda ou esquecimento de objetos, tendência a tomar decisões "sem pensar", com arrependimento posterior.
É importante salientar que o diagnóstico de TDAH no adulto só é realizado se houver a história de TDAH desde a infância; portanto, o TDAH não começa na idade adulta. O diagnóstico do TDAH deve ser feito de forma criteriosa, por profissional tecnicamente capacitado, a partir das informações colhidas junto aos pais e professores e da observação minuciosa da criança.
No caso de adolescentes e adultos (que muitas vezes não se lembram de como eram quando crianças), é preciso recorrer àqueles que convivem com o portador de TDAH e que muitas vezes o observam de modo mais detalhado e percebem as suas falhas. Nas crianças os sintomas devem estar presentes por pelo menos 6 meses e devem ser nitidamente diferentes do que é esperado para uma criança da mesma idade.
Tratamento
O tratamento do TDAH na infância é muito importante, pois os prejuízos na vida da pessoa vão se acumulando ao longo do tempo. Há um desgaste muito grande dos pais e professores, essas crianças muitas vezes perambulam de escola em escola, sem conseguirem se adaptar às mesmas. Na adolescência é sabido que os portadores de TDAH têm um risco maior de fazer uso de drogas ilícitas (particularmente maconha e cocaína) e o uso de drogas diminui com o tratamento médico. No adulto os prejuízos profissional e pessoal são também bastante significativos, é freqüente que ele se sinta incapaz, tenha baixa auto-estima, pois está sempre aquém do que é capaz.
O tratamento do TDAH é feito com medicamentos que melhoram a atenção e diminuem a hiperatividade-impulsividade, independentemente da idade. São utilizados no nosso meio os psicoestimulantes (especialmente o metilfenidato) e alguns antidepressivos. O tratamento na criança é em longo prazo, com reavaliações periódicas para ver como está evoluindo o TDAH. Eventualmente a medicação poderá vir a ser suspensa se os sintomas melhorarem completamente ao longo dos anos. No adulto o tratamento é eficaz enquanto o medicamento está sendo utilizado, havendo uma volta à condição anterior se o tratamento é interrompido.
Alem da medicação, abordagens psicopedagógicas e comportamentais para as crianças e abordagens psicoterápicas para os adultos auxiliam no controle do TDAH e melhoram a capacidade da pessoa para enfrentar suas dificuldades cotidianas.


Prof. Dr. Mario R. Louzã
Médico psiquiatra e psicanalista, doutor em Medicina pela Universidade de Würzburg, Alemanha. Médico Assistente do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Mente doente, corpo doente




Creio que, apesar de óbvio, poucas pessoas parem para pensar na afirmação que se segue: a nossa relação com o planeta Terra é mediada por duas instâncias, intituladas corpo e mente.
Só isso. Não tem mais nada (obviamente não estou entrando, aqui, em questões espirituais, porque, tal discussão fugiria da proposta do tema). Se, portanto, além de espírito (como queiram alguns), só nos resta a MENTE e o CORPO, por consequência, concluímos que, nestas duas instâncias e, tão somente nelas, poderemos realizar diagnósticos científicos de adoecimento. Acontece que, de um bom tempo para cá, uma área da Psicologia denominada Psicossomática, vem demonstrando como o adoecimento psíquico se manifesta em nosso corpo. É algo difícil de se acreditar, ainda mais em nossa sociedade cartesiana aonde tudo tem de ser "pesado", "medido", "quantificado". Como se quantificam as emoções? Um quilo de tristeza? Um metro de cíúmes? Um litro de mágoa? É; não tem jeito. Emoções são coisas que a gente não toca. Entretanto, elas tocam o corpo (e como), e, quando não temos lá muita habilidade para lidar com determinados sentimentos, começam a aparecer umas "coisas engraçadas". Vou citar apenas algumas delas, porque a lista, infelizmente, é interminável... Úlceras, gastrites, prisões de ventre, diarréias, cefaléias, dermatites, queda de cabelos, dores musculares e em articulações, paralisias de membros, insônia ou excesso de sono, aumento excessivo de peso, baixa de imunidade e uma infinidade de outras moléstias. Geralmente, essas pessoas acabam, por encaminhamento dos médicos, parando em consultórios de Psicologia. Alguns profissionais da Medicina investigam, "viram o paciente de cabeça para baixo" e não encontram nada. Nada material. Sobra o emocional, que precisa ser cuidado. E, em outras vezes, encontram sim, lesões, como, por exemplo, uma úlcera. É, realmente, muito interessante - Algo que não é concreto - emoções - caso não sejam vivenciadas de forma saudável, geram lesões no concreto - corpo - . Fica aí uma dica para o (a) amigo (a) leitor (a). Tente cuidar bem de sua mente e de seu corpo. As duas instâncias andam de mãos dadas o tempo todo. Mente doente, adoece o corpo. O inverso também é verdadeiro. E, se não tentarmos cuidar melhor desses dois componentes que fazem nosso elo existencial com o mundo, então, estaremos nos condenando ao adoecimento crônico e martirizante. Afinal de contas, são as únicas instâncias nas quais é possível que os sintomas se manifestem. E, não se esqueça que, se estamos falando de sintomas, estamos falando de doenças, certo?
Um abraço fraterno,


Douglas Amorim

sábado, 21 de janeiro de 2012

Ás vezes perder um AMor dói, mas a Vida segue...sempre


Pense bem...


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Paroxetina - O QUE É?



Presume-se que a ação antidepressiva da paroxetina é devida ao aumento do estímulo serotoninérgico no SNC, ocorrido a partir da inibição da recaptação da serotonina pelos neurônios. Os estudos em animais indicam que a paroxetina é um bloqueador da recaptação altamente seletivo para a serotonina, pois exibe somente um efeito muito leve sobre a recaptação de outros neurotransmissores, como a noradrenalina e a dopamina.

A paroxetina é completamente absorvida após a sua administração oral, é metabolizada rapidamente para dar origem a metabólitos cinqüenta vezes menos potentes, que em sua maior parte são polares (predominam glicurônidos e sulfatos) que se eliminam rapidamente. Um dos passos na sua biotransformação depende de uma enzima facilmente saturável, o que dá como resultado uma falta de linearidade na farmacocinética do fármaco.
Sua distribuição pelo organismo é rápida, incluindo o SNC, e fica um remanescente de 1% no plasma. As afecções renais e hepáticas provocam um incremento nas concentrações plasmáticas da paroxetina, tanto que em idosos atingem concentrações 7 a 80% superiores às nos indivíduos jovens.

Indicações
Síndromes depressivas com melancolia. Episódios depressivos maiores ou severos. Depressão recorrente. Distimias. Transtorno obessivo-compulsivo. Usos adicionais, como terapia única ou como coadjuvante no tratamento da neuropatia diabética e da dor de cabeça tensional crônica. Transtornos da conduta alimentar.

Dose
A dose inicial da paroxetina recomendada é de 20mg por dia em uma única tomada matinal. Pode ser incrementada de 10 em 10mg até chegar a 50mg por dia, de acordo com a resposta do paciente. Idosos: a dose inicial deve ser de 20mg diários, que podem ser aumentados de 10mg até a um máximo de 40mg/dia, de acordo com a resposta do paciente.

Superdose
Náuseas, vômitos, sonolência. Não foram observados casos fatais. O tratamento deve ser de suporte, assegurando o estabelecimento da ventilação e oxigenação. A diurese forçada, a diálise e a hemoperfusão não são benéficas na eliminação da paroxetina do organismo.

Reações adversas
Dor de cabeça, astenia, dor abdominal, palpitação, vasodilatação, sudoração, tonturas, sonolência, insônia, agitação, tremores, ansiedade, náuseas, vômitos, boca seca, alterações na ejaculação.

Precauções
Não é recomendável o uso de paroxetina em crianças, pois a eficácia e a segurança do fármaco não foram estabelecidas para esse grupo etário. O paciente que recebe paroxetina não deve operar maquinaria pesada nem dirigir automóveis. Para mudar de paroxetina a um IMAO, ou vice-versa, deve suspender-se a administração de qualquer um deles pelo menos duas semanas antes de iniciar a administração do outro.

Interações
Entre as manifestações comuns incluem-se rigidez, hipertermia, instabilidade autonômica (com flutuações rápidas dos sinais vitais), mudanças do estado mental (agitação extrema que pode progredir a delírio e coma). Essas reações foram observadas em pessoas que recentemente tinham suspenso a paroxetina e começavam o tratamento com um IMAO.
Co-administrado com triptofano, dor de cabeça, náusea, sudação e tonturas. Warfarina: administrar com precaução. Os fármacos que afetam o metabolismo hepático podem alterar o metabolismo e a farmacocinética da paroxetina. A cimetidina inibe o metabolismo da paroxetina; deve ser ajustada a dose dessa última.
A co-administração de fármacos metabolizados pelo citocromo P450IID6 (nortriptilina, amitriptilina, imipramina, desipramina, fluoxetina, fenotiazinas, propafenona, flecainida, encainida, quinidina, etc.) deve ser levada a cabo com precauções.Os pacientes que recebem paroxetina não devem ingerir álcool.
Com digoxina foi observada uma diminuição da área sob a curva média desse fármaco, quando é co-administrada com paroxetina. Prociclidina: se forem observados efeitos anticolinérgicos na co-administração com paroxetina, a dose de prociclidina deve ser reduzida.

Contra-indicações
Uso simultâneo com IMAO. Hipersensibilidade ao fármaco. Insuficiência renal severa. Crianças. Lactação. Gravidez.

Fonte: Ballone GJ - Antidepressivos ISRS - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, revisto em 2005.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Dicas para a Felicidade - Um Livro a ler com atenção

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