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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Breve trecho do livro a Cura Quântica - fascinante




livro do Dr. Deepack Chopra -
A Cura quantica.1989

 
Entenda como funciona nossa mente:
Você não está aqui para tentar fazer com que o mundo seja tão justo quanto você gostaria que fosse. Você está aqui para criar um mundo em torno de suas escolhas ao mesmo tempo em que você permite que o mundo que outros escolheram também exista.
Você pode manter o foco nas coisas ruins que já lhe aconteceram ou mudar o foco para coisas boas que podem vir a acontecer. Quando as pessoas mantêm o foco no que elas querem, o que elas não querem perde a força.
Num certo sentido, temos dois cérebros, duas mentes e dois tipos diferentes de inteligência: racional e emocional.
Nosso desempenho na vida é determinado pelas duas não é apenas o Ql, mas a inteligência emocional que conta. Na verdade, o intelecto não pode dar o melhor de si sem a inteligência emocional. (equilíbrio das emoções)
O nome Ayurveda originou-se há mais de 4 mil anos; em sânscrito, significa “a ciência da vida”.  Os antigos médicos da Índia eram também grandes sábios e tinham como crença principal a idéia de que o corpo é criado pela consciência.
No Ayurveda, o requisito mais importante para a cura de qualquer desordem orgânica é um nível profundo e completo de relaxamento.Esse princípio se baseia no conceito de que o corpo sabe como manter o equilíbrio, a não ser que esteja abalado pela doença; desse modo, se alguém deseja restaurar a capacidade de cura do próprio organismo, é necessário que faça tudo para readquirir o equilíbrio.
As pesquisas de curas espontâneas de câncer realizadas tanto nos Estados Unidos como no Japão demonstraram que, pouco antes do restabelecimento, quase todos os pacientes passam por uma alteração de consciência entendendo que a cura provém de sua mente e que o ambiente também é responsável pelo seu equilíbrio.
Por que não consideramos um milagre o corpo soldar um osso partido? O motivo pelo qual a mesma pessoa considera milagre a cura do câncer e não pense o mesmo a respeito da fusão de um osso do braço está ligado à união entre mente e corpo.
O braço partido solda-se porque a consciência o emenda, e o mesmo acontece na cura de um câncer, na longa sobrevivência de um caso de AIDS, na cura pela fé e mesmo na capacidade de viver até a idade avançada, sem se deixar abater por uma doença. 
A razão de nem todos conseguirem levar o processo de cura até onde devem resulta do fato de nos diferenciarmos drasticamente quanto a nossa capacidade de mobilizá-la.
Aparentemente, os pacientes bem-sucedidos aprenderam a motivar a própria cura e conseguiram, nos casos mais felizes, ir além. Descobriram o segredo da cura quântica.
São os gênios da união entre a mente e o corpo
A cura quântica afasta-se dos métodos da alta tecnologia e penetra nos meandros mais profundos do sistema mente corpo nesse núcleo que ela se inicia. Para atingi-lo e aprender a provocar a resposta de cura é necessário que você atravesse todos os níveis mais densos do corpo: células, tecidos, órgãos e sistemas; atingirá, então, o ponto de união entre a mente e a matéria, o ponto em que a consciência realmente começa a causar um efeito.
A mente subconsciente é simplesmente programada para reconhecer e atrair aquilo que é familiar, não necessariamente o que é desejável.
O subconsciente é o armazém de suas atitudes,
valores e crenças, e ele controla a sua vida habitual nas respostas. 
Uma vez perguntaram ao Dr. Kari Menninger, famoso psiquiatra, o que ele recomendaria a alguém que estivesse a ponto de ter uma crise nervosa. Ele disse para a pessoa sair de casa, ir ao encontro de alguém necessitado e ajudar essa pessoa.
Um corpo doente é um corpo que não está tranqüilo. Nossa fisiologia cria doenças como um alerta para que nós saibamos que nós estamos fora de equilíbrio. Para que saibamos que não estamos amando, que não estamos firmes. Os sintomas do corpo não são coisas terríveis.
Nós temos o programa básico que se chama AUTO-CURA. Se você se cortar, a pele crescerá de novo. Se você tiver uma infecção bacteriana, o sistema imunológico entra em ação e dá conta de tais bactérias. O sistema imunológico é feito para curar a si próprio. Doenças não sobrevivem em um corpo que está emocionalmente saudável.
O seu corpo elimina milhões de células a cada segundo e cria milhões de células novas. Na verdade, literalmente, partes do nosso corpo são substituídas todos os dias. Outras partes levam alguns meses, outras levam alguns anos. Dentro de alguns anos, nós temos um corpo físico totalmente novo. 
Se você tiver uma doença e se concentrar nela, se você falar a outras pessoas a respeito, você irá criar mais doença.
São nossos pensamentos e emoções que, continuamente, re-montam, re-organizam, re-criam o nosso corpo. Remova o stress fisiológico do corpo e ele fará o que ele foi projetado para fazer. Ele irá curar a si mesmo.
O segredo, como quase todo o resto do declínio “natural” da velhice, depende dos hábitos mentais, e não do conjunto de circuitos do sistema nervoso. Enquanto uma pessoa se mantiver mentalmente ativa, continuará com a mesma inteligência da juventude e da idade madura. A senilidade não é fisicamente normal em um cérebro saudável.
Qualquer médico que exerça a profissão sabe que a vontade do paciente em se curar é parte vital do tratamento. Mesmo integrando a medicina “severa”, a maioria dos médicos aceita a idéia de que a atitude, a crença e as emoções são atuantes
Se a sanidade pode ser conservada por meio dos alimentos, capazes de promover até a melhora no estado de espírito, os princípios básicos da medicina mente-corpo ficam ainda mais confusos. Você pode confiar na mente para curar artrite e, ao mesmo tempo, alegar que comer chocolate o deixa deprimido?
Se você está descascando batatas e corta o dedo, o corte se cura e, evidentemente, você não fica deslumbrado com isso, porque o processo de cicatrização — a coagulação do sangue para fechar o corte, a formação de uma crosta e a regeneração da nova pele e dos vasos sanguíneos — parece uma coisa absolutamente normal.
Quando uma célula de sangue chega à borda de um corte e começa a formar um coágulo, não viajou até ali ao acaso. Sabe realmente aonde quer ir e o que fazer quando chegar, com a mesma certeza de um especialista — com mais até, de fato, já que age de forma completamente espontânea e não procura adivinhar.
Devemos admitir que o corpo tem uma mente própria. Quando compreendemos esse aspecto misterioso de nossa natureza básica, desaparece a natureza milagrosa que atribuímos à cura. Os corpos de todo mundo sabem como curar um corte na pele, mas aparentemente poucos deles sabem como curar o câncer.
A frustrante realidade, no que se refere aos pesquisadores médicos, é já sabermos que o corpo vivo é a melhor farmácia inventada até hoje.
Ele produz diuréticos, analgésicos, tranquilizantes, soníferos, antibióticos e tudo mais que é fabricado pelas indústrias de drogas, mas sua produção é muito superior.
A dosagem é sempre certa e ministrada no horário adequado; os efeitos colaterais são mínimos ou inexistentes; as indicações para o uso estão incluídas na própria droga, como parte de sua inteligência.
O filósofo grego Heráclito foi o autor do famoso comentário: “Não podemos entrar num rio duas vezes no mesmo lugar”, já que ele está em constante mudança com a chegada de novas águas. O mesmo acontece com o corpo.
Todos nós nos parecemos muito mais com um rio do que com qualquer coisa petrificada no tempo e no espaço. Se você pudesse ver seu corpo como realmente é, nunca o veria repetir-se. 90% dos átomos de nosso corpo não estavam nele há 3 meses.
É como se vivêssemos num edifício cujos tijolos fossem sistematicamente trocados a cada ano. Se for seguida a planta original, ele continuará parecendo o mesmo prédio.
Tudo o que acontece no universo mental
necessariamente deixa sinais no físico. 
Observando essas moléculas girarem enquanto o cérebro pensa, os cientistas viram que cada acontecimento distinto no universo da mente — como a sensação de dor ou de uma intensa lembrança — desencadeia novo modelo químico do cérebro, não apenas em um ponto, mas em muitos.
Literalmente, podemos ler a mente de outras pessoas pela mudança constante de suas expressões faciais; quanto a nós mesmos, ainda que sem notar, também registramos os milhares de gestos da linguagem do corpo como um sinal de nosso estado de espírito e das intenções das pessoas para conosco.
Nosso corpo é a imagem física, em 3D, do que estamos pensando.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Dietética Chinesa

A cozinha chinesa e a Medicina Chinesa sempre estiveram muito relacionadas através dos tempos.

Cor, aroma e sabor não são os únicos princípios a serem seguidos na cozinha chinesa, os chineses têm uma crença tradicional no valor medicinal dos alimentos e que os alimentos e os remédios têm a mesma origem.
O intelectual Yi Yin da dinastia Shang (sec. XVI ao XI aC.) elaborou uma teoria a que chamou da “harmonia dos alimentos” em que ele relacionou os cinco sabores: doce, azedo, amargo, picante e salgado ás necessidades nutricionais dos cinco principais sistemas de órgãos do corpo (coração, fígado, Baço/Pâncreas, Pulmões e Rins) e enfatiza o seu papel na manutenção da boa saúde. Na realidade, muitas plantas utilizadas na cozinha chinesa tais como alho-pôrro, gengibre fresco, alho, botões secos de margaridas, cogumelos, têm propriedades de prevenção e alívio de várias doenças.



Os alimentos, na concepção da MTC, constituem um dos factores mais importantes na conservação e na manutenção da saúde, a filosofia chinesa, baseada nas leis do Universo, da Natureza, das concepções da vida e da morte, da física, das ciências puras e biológicas, levam-nos até um conhecimento maior.
A partir da teoria da dualidade dinâmica do Yin e do Yang, do principio dos cinco movimentos, a Medicina Tradicional Chinesa reflecte a integração do ser humano no meio ambiente e desta integração são os alimentos, tanto celestes (ar-oxigénio) quanto terrestres (alimento), que sofrem intensas alterações sazonais, topográficas, geográficas e climáticas. Estas duas formas de energia, a celeste e a terrestre, inerentes ao alimento quando ingerido, vão fazer parte do nosso corpo nutrindo, fortalecendo, reparando, harmonizando as nossas funções energéticas e fisiológicas, ou mesmo podendo trazer alterações do funcionamento dos tecidos.


A Medicina Tradicional Chinesa concede uma importância relevante ao alimento na constituição da forma física e do psíquico, a parte Yin á qual a energia Yang vai fixar-se, para promover toda a nossa dinâmica da mente e do corpo.
Adequar a alimentação e saber dos seus efeitos sobre o nosso corpo, é saber a maneira de se intervir nos casos do vazio ou plenitude dos órgãos e das vísceras, através desse conhecimento a MTC elaborou todo um procedimento para repor os gastos energéticos e da matéria, proporcionar a vitalidade e a longevidade celular, evitar os processos degenerativos, o envelhecimento precoce e principalmente o aparecimento de doenças graves.
Segundo a MTC alimentar-se bem não significa, necessariamente, comer do melhor, do mais caro, do importado, mas sim alimentar-se com os produtos que contenham a energia necessária para o corpo em determinado momento, energia essa que pode estar na vagem do feijão verde, no fígado da vaca, na casca de um fruto, etc.


 De acordo com os dietistas chineses, a boa saúde depende da ingestão do Qi em grãos que nutre o Qi do estômago. Comer e beber indiscriminadamente danificam o baço e o estômago e altera o metabolismo predispondo a pessoa á doença. Por exemplo: o consumo de alimentos gordurosos causa humidade-calor, lesão gástrica, azia e acúmulo de flegma no peito, que por sua vez causa outras doenças tais como carbúnculo e abcessos.


 Um excesso de alimento picante estimula o acúmulo de calor no trato gastrointestinal, causando perturbações estomacais e hemorróidas. O alimento excessivamente azedo danifica o órgão que lhe é correspondente mas também o baço, assim como o alimento excessivamente amargo, o fígado, e os alimentos excessivamente salgados o coração.



O consumo excessivo de bebidas alcoólicas danifica o Qi e o sangue, causa alcoolismo, gangrena e doenças mental.



Segundo a dietética chinesa, os alimentos também possuem diferentes acções de acordo com os seus sabores. Por exemplo: os alimentos de natureza fresca ou fria incluem peras, laranjas, melancia, melão amargo, beringela, lentilhas verdes, coalho de feijão e bambu.



Os alimentos de natureza húmida são repolho, alho-porro, abóbora, gengibre fresco, vinagre e pimentão. 


 Os alimentos suavemente mornos são a carne de frango e bovino, enquanto os alimentos quentes incluem vinho, carne de carneiro e de cão. Incluídos nos alimentos doces estão o milho, batatas-doces, ervilhas, jujuba, longana, trapa e feijão-verde. Os alimentos picantes são aipo, cebola e alho. As azeitonas são consideradas como azedas e as algas marinhas, salgadas. Sendo assim, para manter a saúde de uma pessoa, devem-se escolher os alimentos apropriados baseado na condição física individual.



A Medicina Chinesa ao ter entendido a interacção dos alimentos com o corpo e as influências que as energias celeste e terrestre exercem sobre ele, elaborou os procedimentos para as pessoas usufruírem da melhor maneira o que a natureza oferece sem prejuízos para estas, e de maneira a que a natureza possa servir ao ser humano eternamente.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Sentimentos reprimidos podem causar dor emocional e doenças físicas




O relacionamento que vai mal, o chefe que faz a maior pressão no trabalho e aquele problema que você tenta resolver há meses te tiram o sono? Que tal desabafar?
Muita gente fica remoendo a mágoa e prefere reprimir a dor por medo de expor os sentimentos ou por não conseguir colocar para fora toda a angústia que está ali martelando sem parar e acaba não percebendo que estocar mágoas e sofrimentos faz mal para a saúde e para o coração.

"Nosso organismo não foi feito para guardar mágoas e sentimentos ruins. Tanto o corpo quanto a mente vão pesando na medida em que eles se acumulam e uma hora a panela de pressão transborda na tentativa de aliviar o sofrimento. É um processo natural", explica a psicóloga e coordenadora do Setor de Gerenciamento de Qualidade de Vida da Unifesp, Denise Diniz.

"O grande problema é que na hora da explosão, a pessoa se sente tão sufocada que sai atirando para todos os lados magoando as pessoas que estão ao seu redor sem perceber. É preciso tempo e paciência para aprender a lidar com os sentimentos sem ferir as pessoas e nem a si mesmo", continua.

Quem cala consente a dor
Os sentimentos ruins são frutos de expectativas frustradas. Colocamos no outro ou naquela oportunidade a responsabilidade de resolver nossos problemas como se eles não fossem consequências dos nossos próprios atos, daí a mágoa e o ressentimento.

Na medida em que não extravasamos este sentimento e vamos dando a ele uma conotação negativa maior do que de fato ele deveria ter, sufocamos nossos limites emocionais e daí aparecem os sintomas físicos. "Todos nós criamos expectativas sobre a vida e toleramos até certo limite algumas frustrações. Quando elas extrapolam este limite, que é pessoal, e nos fazem sofrer, significa que algo está em desequilíbrio e é preciso resolver", explica Denise.

"O problema é que a maioria das pessoas acha que resolver os ressentimentos é resolver com o outro aquilo que está pendente, o que deve ser feito mesmo, porém, antes disso, é preciso entender o que te de fato te fez mal e porque ganhou tamanha dimensão na sua vida para daí buscar o equilíbrio", afirma a especialista da Unifesp.

Por que não consigo expressar meus sentimentos?
Muita gente costuma guardar a mágoa e os sentimentos ruins por não conseguir extravasar, daí vem à tristeza e a angústia. Isso acontece porque temos temperamentos e limites diferentes fazendo com que alguns levem sem traumas as decepções do dia a dia, enquanto outros guardem e fiquem remoendo as dores.

"É algo muito pessoal a forma que cada um reage às adversidades. Se você é tímido, reage de um jeito; se é inseguro, age de outra maneira. O importante nesta questão é perceber que quem cria a conotação negativa que gera a mágoa e o ressentimento somos nós. A pessoa pode até ter errado com você, mas a intensidade disso na sua vida quem dá é você mesmo", explica a psicóloga.

Sentimento reprimido = saúde em perigo
Segundo a psicóloga da Unifesp, a dor emocional se torna física quando a intensidade que damos ao fato que nos magoa chega a interferir na atividade cerebral de modo a dificultar o envio de estímulos nervosos responsáveis pela execução de algumas funções de nosso organismo. "O cérebro deixa de comandar alguma função e o corpo reage sinalizando onde está o problema", explica.

"A gente se adapta as novas situações, isso é um processo natural, porém, quando algo nos machuca a ponto de extrapolar nossos limites, a dor emocional bloqueia alguma função física que já é propensa a ter problemas ou intensifica os sintomas de alguma doença já existente", explica Denise.

Para ela, os sintomas emocionais podem acometer três áreas interdependentes das nossas vidas de modo a influenciar umas as outras de acordo com a origem do problema emocional. "Quando a pessoa tem uma doença que tem origem emocional, dificilmente consegue desempenhar com total desenvoltura suas atividades sociais e começa a dar sinais físicos.

É um conjunto de fatores que se somam e vão se acumulando. Quando o corpo reage com sintomas de alguma doença é porque a pessoa extrapolou seu limite emocional e o organismo responde tentando eliminar a dor", explica.

Sintomas que podem estar relacionados à dor reprimida:

-Físicos: úlcera, hipertensão, alergias, asma, estresse, e a longo prazo, câncer.

-Psíquicos: irritabilidade, ansiedade, agressividade, nervosismo.

-Sociais: queda de desempenho no trabalho, tendência ao isolamento, apatia, conflitos domésticos, dentre outros.

Colocar em pratos limpos
É muito comum ouvirmos as pessoas dizendo que se temos um problema com alguém é melhor resolver e conversar para não guardar mágoa porque isso faz mal, porém, esta máxima nem sempre é a melhor opção para quem sofre com problema.

De acordo com Denise Diniz nem sempre as pessoas conseguem lidar com a dor que sentem. "Além disso, conversar com o outro que os magoou significa trair seus valores morais e isso as maltrata mais do que a mágoa ou a dor reprimida", explica ela. Nestes casos, é melhor trabalhar para que ela supere a dor e siga em frente.

Extravasar sim! Magoar não
Uma hora você estoura! Pois é, isso não é o problema, o grave é quando você o faz e desconta nos outros as dores que são suas, magoando as pessoas ao seu redor. Para evitar que isso aconteça e te ajudar a extravasar, a psicóloga dá algumas dicas:

1. Aceite que algo lhe incomoda sem medo de expor seus sentimentos, assim você não intensifica a dor remoendo mágoa dos outros.

2. Detecte o que de fato lhe fez mal para não sair atirando para todos os lados.

3. Não crie expectativas em relação ao outro para não se decepcionar depois. "Só você pode curar sua dor, não adianta achar que o outro vai te livrar do sofrimento", diz Denise.

4. Busque em você e na sua vida todos os recursos que podem te ajudar a superar esta dor: amigos, praticar esportes, terapia, entre outros. "Se pergunte quais destas possibilidades fariam mais efeito na hora de trabalhar a dor que está te maltratando e corra atrás dela. Nem sempre o que lhe indicam é o melhor para você e, às vezes, uma conversa franca é mais útil do que uma consulta", explica.

5. Trabalhe sua autoestima: "As pessoas te maltratam se você deixa que isso aconteça. É você quem escolhe as relações que quer estabelecer com as pessoas, por isso, em vez de culpar o outro pelo seu sofrimento, olhe para si mesmo e se ajude", afirma Denise.

6. Perdoe. A psicóloga lembra que perdoar não é esquecer o que te fez mal e sim superar e se libertar daquele sentimento ruim: "só nos curamos quando viramos a página e, para isso, é preciso disposição e paciência. Não dá para achar que superou só porque você quer se sentir assim, tem que ser sincero para ser verdadeiro". 


Fonte: Minha Vida

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

UM RELATO EMOCIONANTE DE UMA MULHER ALCOÓLICA

Pensei que o álcool fosse Deus
Fui criada como filha adotiva, e aos sete anos fui deixada num orfanato. As freiras no orfanato estavam sempre a rezar para o seu Deus, mas eu não conseguia encontrar esse Deus com quem elas viviam falando.
Aos nove anos, experimentei o gosto de um vinho. Disse então, comigo mesma: "É este, portanto, o Deus de quem elas falam tanto." Pensei que o álcool fosse Deus.
Fui expulsa da escola porque entrei no meio de uma discussão sobre grupos étnicos. Uma das garotas me xingou: "Seus porto-riquenhos". E eu avancei sobre ela. Quando voltei a mim, estava presa numa camisa-de-força. "Você sabe o que fez ontem à noite?", perguntou a enfermeira. E eu disse: "Não." A enfermeira então me contou que eu havia lutado com outra garota. Ela já estava inconsciente, mas eu continuava a berrar que queria arrancar-lhe o coração. E para fazê-lo, havia quebrado uma garrafa de refrigerante.
Eu queria cair fora do orfanato, e para isso me casei. Quando estava grávida de cinco meses, meu marido me deixou e se alistou no exército. Procurei minha sogra para pedir-lhe ajuda. Ela me deu uma garrafinha de uísque e disse? "Tome um golinho disto, à noite que você vai dormir bem. Você não vai ter problema algum." Eu bebi tudo o que tinha na garrafa.
Fui então à Cruz vermelha, para descobrir o que fazer da minha vida. Disseram-me que a única saída era o trabalho, dedicando-me a dois empregos. E as minhas garrafinhas me acompanhavam aos dois.
Trabalhei e poupei dinheiro, e quatro anos mais tarde meu marido voltou. Ele disse que podíamos juntar os cacos e começar de novo da estaca zero. Com o dinheiro que eu havia poupado, compramos uma doceria, onde também vendíamos bebidas alcoólicas e acabamos nos envolvendo em vários negócios ilícitos.
Havia algo de errado comigo. Eu vivia expulsando meu marido da loja, para poder ficar bebendo o dia inteiro, enquanto ele permanecia fora. Tinha certeza de que meu marido não me amava, que as crianças não me amavam, que ninguém me compreendia. Eu precisava de alguma razão para viver.
Consegui um emprego de garçonete num bar, onde não me faltavam homens e álcool. Tinha tudo que quisesse e pensei que enfim eu era feliz. Queria livrar-me do meu marido; quando os tiras passaram pelo bar procurando por ele, eu lhes disse onde encontrá-lo. Os detetives foram buscá-lo, e ele foi condenado por assassinato.
Enquanto meu marido cumpria pena, perdi o meu emprego de garçonete. Não conseguia fazer mais nada a não ser beber. Mas tinha que sobreviver, e as únicas pessoas a quem ainda podia me dirigir eram os fregueses habituais do bar. Fiz uma série de coisas erradas, mas pensava que estava tudo bem, porque afinal de contas, meus filhos tinham o que comer.
Eu me sentia desgraçada, achava que não merecia continuar vivendo, que havia pecado contra as leis de Deus. Sentia-me imunda. Por três vezes tentei suicidar-me. Tentei levar as crianças comigo, a fim de que não sofressem o que eu já havia sofrido. Abri as torneiras de gás, bebi um galão de gin e sentei-me à espera da morte. Um vizinho arrombou a porta e me levou ao hospital. Lá me disseram que eu tinha problemas com a bebida, mas eu não quis ouvir. Queria morrer bêbada.
Saindo da prisão, meu marido resolveu ir embora com sua amante. Tive que vender minha casa e mudar-me para um apartamento sem móveis. Três vezes fui atacada na rua por homens que queriam violentar-me; na terceira vez, fui espancada tão violentamente que passei três meses no hospital. Queria então, vingar-me de todos os homens.
Passei a vagar pelas ruas, provocando qualquer homem a tentar fazer qualquer coisa comigo, para que eu pudesse matá-lo e ir para a cadeia. Bebida e bolinhas me levaram novamente ao hospital. Lá o psiquiatra me disse que eu tinha problema com a bebida, e que eu deveria ir procurar A. A., mas respondi que não podia viver sem a bebida.
Mesmo assim fui para A. A., e quando participei da primeira reunião, só vi muitos homens. Eu odiava homens, queria vê-los todos mortos. Mas fiquei sentada, lembrando o que havia dito o médico: "Vai, senta, escuta!" (Não pude ir sóbria - havia tomado alguns tragos antes). Lembro-me de ter ouvido que o alcoolismo é uma doença progressiva, e que agora eu tinha uma boa oportunidade de construir uma nova vida para mim mesma.
Por três meses permaneci em A. A. ainda bebendo, perguntando a mim mesma: "Por que não consigo parar? Talvez eles estejam mentindo. Têm que estar bebendo!" Então, certa noite, após ter tomado três doses durante o dia, estava assistindo a uma reunião, e pela primeira vez em muitos anos senti que meu coração batia forte. E disse comigo mesma: "Se isto é Deus, se esta é Tua presença, permite-me que me agarre a um fiozinho dessa Tua corda e por ele puxa-me para fora da garrafa, de modo que eu possa caminhar entre as pessoas novamente." Eu sabia que algo de maravilhoso estava acontecendo, e saí daquela reunião com um sentimento incrível de leveza. Isto foi num dia 3 de julho; eu comemoro meu aniversário de A. A. no Dia da Independência dos Estados Unidos - 4 de julho, que é também o dia em que declarei minha independência da garrafa.
O início não foi nada fácil, mas o meu padrinho me ajudou a passar por esta fase. Depois, comecei a prestar serviços dentro do meu grupo. Passados dois meses, transferi-me para o escritório intergrupal, onde respondia aos telefonemas pedindo ajuda em espanhol. Hoje, sou grata a Deus por ter feito essas coisas, porque através delas, pude manter-me afastada dos meus amigos de copo. Hoje coordeno atividades institucionais no Comitê Hispânico.
Estou também retornando à escola. Sei que existem muitas mulheres como eu, especialmente entre as que têm nacionalidades hispânicas. Levo uma vida maravilhosa, e noite após noite, rezo para que possa levar a mensagem de A. A. a mais um alcoólico.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Perturbações somatoformes - somatização

 

 


As perturbações somatoformes englobam várias perturbações psiquiátricas nas quais as pessoas referem sintomas físicos mas negam ter problemas psiquiátricos.
«Perturbação somatoforme» é um termo relativamente novo que se aplica ao que muita gente denomina «perturbação psicossomática». Nas perturbações somatoformes, os sintomas físicos ou a sua gravidade e duração não podem ser explicados por nenhuma doença orgânica subjacente. As perturbações somatoformes incluem a perturbação de somatização, a perturbação de conversão e a hipocondria.
Os psiquiatras diferem consideravelmente nas suas opiniões acerca do valor e da validade do uso destas categorias de diagnóstico. No entanto, esta distinção das diferentes perturbações somatoformes proporcionou aos psiquiatras um meio para descrever a ampla variedade de sintomas que estes doentes apresentam e para diferenciar as perturbações na base destas descrições. As descrições cuidadosas podem ajudar os psiquiatras a ordenar as diferentes perturbações, que assim podem ser mais bem estudadas cientificamente.

As perturbações somatoformes, geralmente, não têm uma explicação clara. Os doentes com uma perturbação somatoforme podem ser muito diferentes entre si. Devido a não se saber bem porquê nem como é que as pessoas desenvolvem a sua sintomatologia, não há modelos de tratamento específicos e consensuais.

Somatização

A somatização é uma doença crónica e grave caracterizada pela presença de muitos sintomas físicos, em particular de uma combinação de dor e de sintomas das esferas gastrointestinal, sexual e neurológica.
As causas da somatização são desconhecidas. Ela é apresentada frequentemente como uma característica familiar. As pessoas com essa perturbação tendem também a ter perturbações da personalidade caracterizadas por egocentrismo (personalidade narcisista) e por uma dependência exagerada dos outros (personalidade dependente). 
Os sintomas aparecem pela primeira vez na adolescência ou cedo na idade adulta e crê-se que ocorrem predominantemente nas mulheres. Os familiares do sexo masculino das mulheres com esta perturbação tendem a ter uma alta incidência de comportamento socialmente inapropriado e de alcoolismo.

Sintomas
Uma pessoa com somatização apresenta muitas queixas difusas de carácter físico. Embora possa afectar qualquer parte do corpo, os sintomas exprimem-se mais frequentemente como dores de cabeça, náuseas e vómitos, dor abdominal, menstruações dolorosas, cansaço, perdas de consciência, relações sexuais dolorosas e perda do desejo sexual. Embora os sintomas costumem ser primariamente físicos, também podem referir ansiedade e depressão. As pessoas com somatização descrevem os seus sintomas de um modo dramático e emotivo, referindo-se-lhes frequentemente como «insuportáveis», «indescritíveis» ou «o pior imaginável».

Estas pessoas mostram uma extrema dependência nas suas relações sociais. Pedem cada vez mais ajuda e apoio emocional e podem enfurecer-se quando sentem que não lhes satisfazem as suas necessidades. São muitas vezes descritos como exibicionistas e sedutores. Numa tentativa de manipular os outros, podem ameaçar suicidar-se ou inclusive tentá-lo. Estão frequentemente descontentes com a assistência médica que recebem e saltam de um médico para outro.

Os sintomas físicos parecem ser um modo de pedir ajuda e atenção. A intensidade e a persistência dos sintomas reflectem o desejo intenso da pessoa de ser atendida em cada um dos aspectos da sua vida. 

Os sintomas também parecem servir outros propósitos, como permitir que a pessoa iluda as responsabilidades da vida adulta. Os sintomas tendem a ser incómodos e impedem a pessoa de se envolver em projectos atractivos, o que sugere que também sofre de sentimentos de incapacidade e de culpabilidade. Os sintomas impedem o prazer e, simultaneamente, actuam como castigo. 

Diagnóstico
As pessoas com somatização não estão conscientes de que o seu problema é basicamente psicológico e por isso pressionam os seus médicos para que lhes façam estudos diagnósticos e tratamentos. O médico vê-se obrigado a efectuar muitos exames físicos e análises para determinar se a pessoa tem uma perturbação física que explique os sintomas. As interconsultas com especialistas são frequentes, mesmo quando a pessoa tenha desenvolvido uma relação razoavelmente satisfatória com o seu médico.
Uma vez que o médico determina que a alteração é psicológica, a somatização pode ser distinguida de outras perturbações psiquiátricas semelhantes pela sua grande quantidade de sintomas e pela sua tendência a persistir durante muitos anos. Ao diagnóstico juntam-se a natureza dramática das queixas e um comportamento exibicionista, dependente, manipulador e, às vezes, suicida.

Prognóstico e tratamento
A somatização tende a flutuar na sua gravidade, mas persiste toda a vida. É rara a remissão completa dos sintomas durante longos períodos. Algumas pessoas tornam-se mais manifestamente deprimidas com o passar dos anos e as suas referências ao suicídio tornam-se mais ameaçadoras. O suicídio é um risco real.
O tratamento é extremamente difícil. As pessoas com perturbações de somatização tendem a ter sentimentos de frustração e a encolerizar-se diante de qualquer sugestão referente ao carácter psicológico dos seus sintomas. Portanto, os médicos não podem tratar o problema directamente como de ordem psicológica, embora reconhecendo-o como tal. Os medicamentos não são de grande ajuda e inclusive, ainda que a pessoa vá a uma consulta psiquiátrica, as técnicas de psicoterapia específicas têm poucas possibilidades de êxito. 

De um modo geral, o melhor tratamento é uma relação médico-doente relaxada, firme e de apoio, onde o médico oferece alívio somático e protege a pessoa de possíveis procedimentos diagnósticos ou terapêuticos muito dispendiosos e possivelmente perigosos. No entanto, o médico deve permanecer atento à possibilidade de a pessoa desenvolver uma doença orgânica.

Dependência e toxicomania



A dependência é a actividade compulsiva e a implicação excessiva numa actividade específica. A actividade pode ser o jogo ou pode referir-se ao uso de praticamente qualquer substância, como uma droga. As drogas podem causar dependência psicológica ou então dependência psicológica e física.
A dependência psicológica baseia-se no desejo de continuar a tomar uma droga por prazer ou para reduzir a tensão e evitar um mal-estar. As drogas que produzem dependência psicológica actuam no cérebro e têm um ou mais dos seguintes efeitos:
  • Reduzir a ansiedade e a tensão.
  • Causar alegria, euforia ou outras alterações aprazíveis do humor.
  • Provocar a sensação de aumento da capacidade mental e física.
  • Alterar a percepção.
A dependência psicológica pode ser muito poderosa e difícil de superar. É particularmente frequente com as drogas que alteram o humor (e as sensações) e que afectam o sistema nervoso central.
Para os dependentes, a actividade relacionada com as drogas chega a ser uma parte tão grande da sua vida diária que a dependência interfere, geralmente, com a capacidade de trabalhar, de estudar ou de se relacionar normalmente com a família e os amigos. Na dependência grave, os pensamentos e as actividades do dependente são dirigidos predominantemente para a obtenção e consumo da droga. Um dependente pode manipular, mentir e roubar para satisfazer a sua dependência. Os dependentes têm dificuldade em abandonar a droga e muitas vezes retomam-na depois de períodos de abstinência.
Algumas drogas causam dependência física, mas esta não se acompanha sempre de dependência psicológica. Com as drogas que causam dependência física, o corpo adapta-se quando se utilizam de modo contínuo, conduzindo à tolerância e à síndroma de abstinência quando se deixa de consumir. A tolerância é a necessidade de aumentar progressivamente a dose de uma droga para reproduzir o efeito originariamente alcançado por doses menores. A síndroma de abstinência ocorre quando se deixa de tomar a droga ou quando os efeitos desta são bloqueados por um antagonista. Uma pessoa com a síndroma de abstinência sente-se doente e pode ter muitos sintomas, como dor de cabeça, diarreia ou tremores. A abstinência pode provocar uma doença grave e inclusive pôr a vida em risco.


O abuso de drogas implica mais que a acção fisiológica das drogas. Por exemplo, as pessoas com cancro, cuja dor se trata com opiáceos como a morfina durante meses ou anos, quase nunca se tornam dependentes de narcóticos, embora possam desenvolver uma dependência física. Isto é, o abuso de drogas é um conceito definido principalmente por comportamentos disfuncionais e pela reprovação social. Quase todas as sociedades, ao longo da sua história conhecida, autorizaram o uso de fármacos psicoactivos, incluindo os considerados prejudiciais. As substâncias que alteram o humor, como o álcool e os cogumelos alucinogéneos, desempenham um papel importante em alguns rituais religiosos. Algumas sociedades aceitam substâncias que outras não permitem. As sociedades podem admitir uma substância e posteriormente rejeitá-la.
Em alguns países, o termo médico «abuso de substâncias»refere-se à disfunção e à desadaptação que o uso de drogas implica, mas não à dependência. Habitualmente, o abuso de drogas é a experimentação e o uso para a própria satisfação de drogas ilegais, o uso de fármacos legais não prescritos pelo médico para aliviar problemas ou sintomas e o uso de drogas até à dependência. O uso de drogas acontece em todos os grupos socioeconómicos e afecta tanto as pessoas de elevado nível cultural e profissional como pessoas com baixo nível de estudos e sem emprego.
Embora o abuso de drogas tenha efeitos poderosos, o humor do dependente e o ambiente onde se toma a droga influem significativamente no seu efeito. Por exemplo, uma pessoa que se sente triste antes de beber álcool pode ficar mais triste à medida que o álcool fizer efeito. A mesma pessoa pode estar alegre quando bebe com os amigos que se alegram sob os efeitos do álcool. Não é possível prever qual vai ser o efeito de uma droga para cada pessoa e em cada situação.
Como se desenvolve a dependência de uma droga é uma questão complexa e não esclarecida. O processo é influenciado pela composição química da droga, pelos seus efeitos, pela personalidade do dependente e por outras condicionantes predisponentes, como a hereditariedade e a pressão social. Em particular, a progressão desde a experimentação até ao uso ocasional e depois desde a tolerância até à dependência é pouco conhecida. As pessoas com um elevado risco de dependência baseado na sua história familiar não demonstraram ter diferenças biológicas ou psicológicas na forma de responder às drogas, embora alguns estudos indiquem que os alcoólicos possam ter geneticamente uma resposta diminuída aos efeitos do álcool.
Prestou-se muita atenção à chamada personalidade dependente. Os dependentes têm muitas vezes uma baixa auto-estima, são imaturos, facilmente frustráveis e têm dificuldade em resolver problemas pessoais e relacionar-se com pessoas do sexo contrário. Os dependentes podem tentar escapar à realidade e foram descritos como temerosos, introvertidos e deprimidos. Alguns têm uma história de repetidas tentativas de suicídio ou de auto-agressões. Foram descritos como personalidades dependentes, que tentam encontrar um apoio nas suas relações e que têm problemas para cuidar deles próprios. Outros mostram uma raiva manifesta e inconsciente e uma expressão sexual incontrolada; podem usar as drogas para controlar o seu comportamento. No entanto, a evidência sugere que, em geral, estes sinais emergem como resultado de uma dependência a longo prazo e não são necessariamente o resultado do abuso de drogas.
Por vezes, os familiares ou os amigos podem comportar-se de um modo que permite ao dependente continuar a abusar das drogas ou do álcool; estas pessoas são consideradas co-dependentes (também chamadas facilitadoras). Os co-dependentes podem chamar doente ao dependente ou criar desculpas para o comportamento da pessoa. Por exemplo, um amigo pode dizer: «O Pedro não tinha intenção de atravessar a parede com o punho; estava simplesmente um pouco aborrecido, porque o bar não tinha a sua cerveja favorita.» O co-dependente pode suplicar ao dependente que deixe de tomar as drogas ou o álcool, mas raramente faz algo mais para o ajudar a alterar o seu comportamento.
Um familiar ou amigo que se preocupe deverá animar o dependente a deixar de tomar drogas e a entrar num programa de tratamento. Se o dependente renunciar a procurar ajuda, o familiar ou o amigo pode, em certos casos, ameaçá-lo de deixar de estar em contacto com ele. Tal atitude parece cruel, mas pode ser coordenada com a intervenção guiada de um profissional. Este pode ser um método de convencer o dependente de que deve efectuar alterações no seu comportamento.
Uma mulher dependente grávida expõe o seu feto à droga. Muitas vezes, aquela receia admitir aos médicos e aos enfermeiros que está a abusar das drogas e do álcool. O feto pode tornar-se fisicamente dependente. Pouco depois do parto, o recém-nascido pode sofrer a síndroma de abstinência, sobretudo se os médicos e os enfermeiros não foram informados da dependência da sua mãe. As crianças que sobrevivem à abstinência podem ter muitos outros problemas.
Finalmente, outra grande preocupação relativamente a qualquer droga ilegal é que nem sempre é o que pretende ser. Não existe controlo de qualidade com as drogas ilegais e a má qualidade (grandes variações nos graus de potência ou inclusive adulteração) representa um perigo acrescentado ao seu uso.


Fármacos que podem produzir dependência
Fármaco Dependência psicológica Dependência física
Depressores (diminuidores)
Álcool Sim Sim
Narcóticos Sim Sim
Indutores do sono (hipnóticos) Sim Sim
Benzodiazepinas (fármacos contra a ansiedade) Sim Sim
Solventes voláteis Sim Possivelmente
Nitritos voláteis Possivelmente Provavelmente não
Estimulantes (aumentadores)
Anfetamina Sim Sim
Metanfetamina (speed) Sim Sim
Metilendioxi-metanfetamina ( MDMA, ecstasy, adão) Sim Sim
Cocaína Sim Sim
2-5-dimetoxi-4-metilanfetamina (DOM, STP) Sim Sim
Fenciclidina (PCP, pó-de-anjo) Sim Sim
Alucinogéneos
Dietilamida do ácido lisérgico (LSD) Sim Possivelmente
Marijuana Sim Possivelmente
Mescalina Sim Possivelmente
Psilocibina Sim Possivelmente




Comportamento suicida



O comportamento suicida abrange os gestos suicidas, as tentativas de suicídio e o suicídio consumado. Os planos de suicídio e as acções que têm poucas possibilidades de levar à morte são chamados gestos suicidas. As acções suicidas com intenção de morte, mas que não atingem o seu propósito, chamam-se tentativas de suicídio. Algumas pessoas que tentam suicidar-se são descobertas a tempo e salvas. Outras pessoas que tentam suicidar-se têm sentimentos contraditórios acerca da morte e a tentativa pode falhar, porque é, na realidade, um pedido de ajuda combinado com um forte desejo de viver. Finalmente, um suicídio consumado tem como resultado a morte. Todos os pensamentos e os comportamentos suicidas, quer se trate de gestos, quer de tentativas, devem ser tomados a sério.

O comportamento autodestrutivo pode ser directo ou indirecto. Os gestos suicidas, as tentativas de suicídio e o suicídio consumado são exemplos de comportamento autodestrutivo directo. O comportamento autodestrutivo indirecto implica a participação, geralmente de modo repetido, em actividades perigosas sem que exista uma intenção consciente de morrer. Exemplos de comportamento autodestrutivo indirecto incluem o abuso do álcool e das drogas, o abuso do tabaco, o comer em excesso, o descuido com a própria saúde, a automutilação, a condução de um veículo de modo temerário e o comportamento criminoso. Das pessoas com comportamento autodestrutivo indirecto diz-se que têm um «desejo de morte», mas geralmente existem muitas razões para este comportamento.
Epidemiologia

Como as estatísticas de suicídio se baseiam principalmente nas certidões de óbito e nas pesquisas judiciais, existe certamente uma subestimação da verdadeira incidência. Mesmo assim, o suicídio encontra-se entre as primeiras 10 causas de morte. O suicídio é a causa de 30 % das mortes entre os estudantes universitários e 10 % das mortes em pessoas entre 25 e 34 anos. É a segunda causa de morte entre os adolescentes. No entanto, mais de 70 % das pessoas que se suicidam têm mais de 40 anos e a frequência aumenta dramaticamente nos maiores de 60 anos, sobretudo nos homens. As taxas de suicídio são maiores nas áreas urbanas do que nas rurais.
Em contraste, as tentativas de suicídio são mais frequentes antes de chegar à meia-idade. As tentativas de suicídio são particularmente frequentes entre as adolescentes solteiras e entre os solteiros com cerca de 30 anos. Embora as mulheres tentem suicidar-se com uma frequência três vezes superior à dos homens, estes consumam o suicídio numa proporção quatro vezes superior à delas.

As pessoas casadas têm menos probabilidades de tentar ou de levar a cabo um suicídio do que as pessoas separadas, divorciadas ou viúvas que vivem sozinhas. Os suicídios são mais frequentes entre os familiares de quem já fez uma tentativa ou já se suicidou.
Muitos suicídios ocorrem nas prisões, particularmente entre os homens jovens que não cometeram crimes violentos. Estas pessoas enforcam-se, geralmente, durante a primeira semana de prisão. Os suicídios em grupo, quer implique um grande número de pessoas, quer só duas (como um casal de namorados ou de cônjuges), representam uma forma extrema de identificação com a outra pessoa. Os suicídios de grandes grupos tendem a ocorrer em situações com uma grande carga emocional ou nos fanatismos religiosos que ultrapassam o forte instinto de sobrevivência.

As taxas de suicídio entre advogados, cientistas, médicos (especialmente do sexo feminino) e pessoal militar são mais altas do que na população geral. A intoxicação com medicamentos é uma forma frequente de suicídio entre os médicos, possivelmente porque podem obter os fármacos com facilidade e sabem qual é a dose letal.
O suicídio acontece com menor frequência entre os membros praticantes de grupos religiosos (particularmente os católicos), que geralmente se apoiam nas suas crenças, têm laços sociais próximos que os protegem da autodestruição e estão também proibidos de cometer tal acto devido às suas crenças. No entanto, a filiação religiosa e as crenças profundas não impedem necessariamente a realização de actos suicidas por motivos de frustração, ira e desespero, especialmente quando são acompanhados de um sentimento de culpabilidade ou de indignidade.

Uma de cada seis pessoas que se suicida deixa uma nota escrita. As notas fazem muitas vezes referência a relações pessoais ou a acontecimentos que devem acontecer depois de a pessoa ter morrido. As notas escritas pelas pessoas de idade avançada exprimem preocupações pelos que deixam para trás, enquanto as notas escritas pelos jovens podem ser de agastamento ou de reivindicação. Uma nota deixada por alguém que tenta suicidar-se mas não o consegue indica que a tentativa foi premeditada; o risco de voltar a tentar é, portanto, elevado.
Causas
O comportamento suicida resulta geralmente da interacção de vários factores:
  • Perturbações mentais (fundamentalmente depressão e abuso de substâncias).
  • Factores sociais (desilusão, perda e ausência de apoio social).
  • Perturbações da personalidade (impulsividade e agressão).
  • Uma doença orgânica incurável.
Mais de metade das pessoas que se suicidam estão deprimidas. Os problemas matrimoniais, uma relação amorosa acabada ou problemática ou uma perda pessoal recente (particularmente entre as pessoas de idade avançada) podem precipitar a depressão. Muitas vezes, um factor como a ruptura de uma relação pessoal é considerado a gota de água que transborda o copo. A depressão combinada com uma doença orgânica pode levar a tentar o suicídio. Uma deficiência física, especialmente se for crónica ou dolorosa, tem maior probabilidade de acabar num suicídio consumado. A doença orgânica, especialmente a que é grave, crónica e dolorosa, tem um papel importante em cerca de 20 % dos suicídios entre as pessoas de idade avançada.

O suicídio é muitas vezes o acto final de uma série de comportamentos autodestrutivos. O comportamento autodestrutivo é especialmente frequente entre as pessoas com experiências traumáticas na sua infância, especialmente as que foram vítimas de abusos, de negligência ou do sofrimento de um lar monoparental, talvez porque estas sejam mais propensas a ter maiores dificuldades em estabelecer relações profundas e seguras. As tentativas de suicídio são mais prováveis entre mulheres maltratadas, muitas das quais sofreram também abusos em pequenas.

O álcool aumenta o risco de comportamento suicida porque agrava os sentimentos depressivos e diminui o autocontrolo. Cerca de metade dos que tentam o suicídio estão intoxicados no momento de o fazer. Dado que o alcoolismo por si só, particularmente quando há ingestão exagerada de forma aguda, causa muitas vezes sentimentos profundos de remorso nos períodos entre uma ingestão e outra, os alcoólicos são particularmente propensos ao suicídio mesmo quando estão sóbrios.
A auto-agressão violenta pode ocorrer durante uma alteração de humor no sentido de uma depressão profunda, embora transitória. As mudanças de humor podem ser provocadas por medicamentos ou por doenças graves. Uma pessoa que está a sofrer uma alteração do seu humor para uma depressão só tem, com frequência, uma consciência parcial e, provavelmente, só recordará depois de forma vaga a sua tentativa de suicídio. Os que sofrem de epilepsia, especialmente epilepsia do lobo temporal, sofrem muitas vezes episódios depressivos breves mas intensos, o que, adicionado à disponibilidade em medicamentos para tratar a sua doença, aumenta o factor de risco para o comportamento suicida.

Para além da depressão, existem outras perturbações mentais que aumentam o risco de suicídio. Por exemplo, os esquizofrénicos, particularmente os que estão também deprimidos (um problema bastante frequente na esquizofrenia), são mais propensos a tentar o suicídio do que aqueles que não têm esta doença.  

Os métodos de suicídio que os esquizofrénicos escolhem podem ser insólitos e frequentemente violentos. Na esquizofrenia, as tentativas de suicídio acabam geralmente na morte. O suicídio pode ocorrer nas primeiras fases da doença e pode ser a primeira indicação clara de que a pessoa sofria de esquizofrenia.
As pessoas com perturbações da personalidade estão também em risco de se suicidar, especialmente as imaturas, com pouca tolerância para a frustração e que reagem ao stress de modo impetuoso, com violência e agressão. Estas pessoas podem beber álcool em excesso, abusar de drogas ou cometer actos criminosos. O comportamento suicida exacerba-se, por vezes, pelo stress motivado, inevitavelmente, pela ruptura de relações problemáticas e pela carga que representa estabelecer novas relações e estilos de vida. Outro aspecto importante nas tentativas de suicídio é o método da roleta russa, em que as pessoas decidem deixar que seja a sorte a determinar o desenlace. Alguns indivíduos instáveis consideram emocionantes as actividades perigosas que implicam brincar com a morte, como conduzir um veículo de modo temerário ou os desportos perigosos.
Factores de alto risco para consumar o suicídio
Factores pessoais e sociais Factores mentais e físicos
Homem.
Idade superior a 60 anos.
História de uma tentativa prévia de suicídio.
História de suicídio ou de perturbação do humor na família
Separação recente, divórcio ou viuvez.
Isolamento social, com atitude de incompreensão por parte dos amigos ou familiares, real ou imaginária.
Aniversários com especial significado pessoal, como o aniversário da morte de um ente querido.
Desemprego ou dificuldades económicas, particularmente se provocarem uma queda drástica do status familiar.
Abuso do álcool ou de drogas.
Planeamento pormenorizado do suicídio e tomada de precauções para não ser descoberto.
Experiência vital humilhante recente.
Depressão (especialmente doença maníaco-depressiva).
Agitação, inquietação e ansiedade.
Sentimento de culpabilidade, desadequação e falta de esperança.
Conversa ou conduta autodenegridora.
Personalidade impulsiva ou hostil.
Convicção delirante de ter cancro, doença cardíaca ou outra doença grave.
Alucinações em que a voz dirige a tentativa de suicídio.
Doença orgânica crónica, dolorosa ou invalidante, especialmente se a pessoa era anteriormente saudável.
Uso de medicamentos, como a reserpina, que podem provocar depressão profunda.
Métodos

O método escolhido por uma pessoa para se suicidar é muitas vezes determinado pela disponibilidade e por factores culturais. Pode também reflectir a seriedade da tentativa, dado que alguns métodos, como saltar de um edifício alto, fazem com que seja virtualmente impossível sobreviver, enquanto outros, como a sobredosagem farmacológica, deixam em aberto a possibilidade de salvação. No entanto, a utilização de um método que demonstre não ser mortal não indica necessariamente que a tentativa é menos séria.

A sobredosagem farmacológica é o método utilizado com mais frequência nas tentativas de suicídio. Dado que os médicos não prescrevem barbitúricos com frequência, desceu o número de casos de sobredosagem com estes medicamentos; no entanto, está a aumentar o número de excessos com outros fármacos psicotrópicos, como os antidepressivos. A sobredosagem com a aspirina desceu desde mais de 20 % dos casos até aproximadamente 10 %. Em cerca de 20 % dos suicídios utilizam-se dois métodos ou mais ou uma combinação de fármacos, o que aumenta o risco de morte.
Entre os suicídios consumados, a arma de fogo é o método mais utilizado nos países onde a sua posse é legal. É um método predominantemente utilizado por crianças e homens adultos. As mulheres são mais propensas a utilizar métodos não violentos, como o envenenamento (ou a intoxicação farmacológica) e a imersão, embora nos últimos anos tenham aumentado os suicídios por arma de fogo entre as mulheres. Os métodos violentos, como as armas de fogo ou os enforcamentos, são pouco utilizados por aquelas pessoas que só querem chamar a atenção, dado que normalmente conduzem à morte.
Um acto suicida contém muitas vezes evidências de agressão para com outros, como se pode ver nos assassínios seguidos de suicídio e na alta incidência de suicídios entre os presos que cumprem uma condenação por crimes violentos.
Intervenção no suicídio: telefones para urgências
Há alguns países que oferecem um serviço telefónico aos que, levados por uma crise suicida, se sentem inclinados a tirar a vida a si próprios. Trata-se de centros de prevenção do suicídio, em que voluntários preparados especialmente para o efeito atendem o telefone durante as 24 horas do dia.
Quando uma pessoa potencialmente suicida liga para um telefone de 24 horas, um voluntário tenta estabelecer uma relação com o suicida, recordando-lhe a sua identidade (por exemplo, utilizando o seu nome repetidamente). O voluntário pode oferecer uma ajuda construtiva para o problema que deu origem à crise e animar a pessoa a pôr em prática acções positivas para o resolver.
O voluntário pode recordar à pessoa que tem família e amigos que se preocupam e querem ajudá-lo. Finalmente, o voluntário pode tentar facilitar o acesso a profissionais de urgências para ajuda directa contra o suicídio.
Algumas vezes, uma pessoa pode ligar para uma linha de 24 horas para dizer que já cometeu um acto suicida (tomou uma dose excessiva de medicamentos ou abriu a torneira do gás) ou está prestes a realizá-lo. Neste caso, o voluntário terá de obter a direcção da pessoa. Se isto não for possível, outro voluntário previne a polícia para localizar a chamada e tentar o resgate. Mantém-se a pessoa a falar ao telefone até a polícia chegar.
Prevenção

Qualquer acto ou ameaça suicidas devem ser tomados a sério. Cerca de 20 % das pessoas que tentam suicidar-se repetem a intenção no prazo de um ano. Todas as pessoas que realizam gestos suicidas ou que tentam suicidar-se necessitam de ser tratadas. Cerca de 10 % de todas as tentativas de suicídio são mortais.
Embora, por vezes, um suicídio consumado ou uma tentativa de suicídio se apresente como algo totalmente surpreendente ou chocante, inclusive para os familiares próximos, os amigos e os companheiros, existem geralmente sinais premonitórios. Regra geral, os que se suicidam estão deprimidos e, por consequência, o passo prático mais importante para prevenir o suicídio é diagnosticar e tratar correctamente a depressão. No entanto, o risco de suicídio aumenta próximo do início do tratamento da depressão, quando a pessoa se torna mais activa e decidida, mas ainda continua deprimida.

Um bom cuidado psiquiátrico e social depois de uma tentativa de suicídio é o melhor modo de prevenir novas tentativas de suicídio. Como muita gente que comete suicídio já tinha anteriormente tentado consumá-lo, deve fazer-se um acompanhamento psiquiátrico imediatamente após a tentativa. O acompanhamento ajuda o médico a identificar os problemas que contribuíram para o acto e a planear um tratamento apropriado.

Tratamento das tentativas de suicídio
Muita gente que tenta suicidar-se é levada ainda inconsciente para um serviço de urgência. Quando se sabe que uma pessoa tomou uma sobredosagem de um fármaco ou de um veneno, o médico segue os seguintes passos:
  • Retirar a quantidade máxima possível do fármaco ou do veneno do corpo da pessoa, tratando de impedir a sua absorção e acelerando a sua excreção.
  • Controlar os sinais vitais e tratar os sintomas para manter a pessoa viva.
  • Administrar um antídoto, se se conhecer exactamente o fármaco que foi ingerido e se esse antídoto existir.
Embora geralmente as pessoas se encontrem bastante bem fisicamente para lhes ser dada alta logo que esteja tratada a lesão, muitas vezes são hospitalizadas para receber acompanhamento e tratamento psiquiátrico. Durante a avaliação psiquiátrica, a pessoa pode negar todo o problema. Com bastante frequência, a depressão grave que conduziu ao acto suicida é seguida por um período curto de melhoria do humor, pelo que raramente se verificam novas tentativas suicidas imediatamente depois da inicial. No entanto, o risco de outra tentativa de suicídio é grande, a menos que sejam resolvidos os problemas da pessoa.

Existem variações tanto no tempo de estada no hospital como no tipo de tratamento requerido. O doente psiquiátrico grave é geralmente internado na unidade psiquiátrica do hospital para um controlo de forma contínua até se resolverem os problemas que o induziram ao suicídio ou até ter capacidade para os enfrentar. Em caso de necessidade, pode manter-se o doente no hospital mesmo contra a sua vontade, porque representa um perigo para si próprio ou para outros.
Impacte do suicídio

Um suicídio tem um forte impacte emocional em qualquer pessoa implicada. A família da pessoa, as suas amizades e o seu médico podem sentir-se culpados, envergonhados e com remorsos por não terem podido evitar o suicídio. Podem também sentir revolta contra a pessoa que se suicidou. Finalmente, apercebem-se de que não podiam estar ao corrente de tudo ou de que não são todo-poderosos e que o suicídio, na maioria das vezes, não se pode impedir.
Uma tentativa de suicídio tem um impacte semelhante. No entanto, os que estão mais próximos da pessoa têm a oportunidade de acalmar as suas consciências respondendo ao pedido de ajuda desta.


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