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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

MEDO DE DIRIGIR


 
 
 
Você se lembra do seu pavor ao manipular o microondas nas primeiras vezes?
 
Morria de medo que algo desse errado!!!
 
E quando você começou a usar a usar o controle remoto de um determinado aparelho?
 
Que dificuldade!!!!!!!!!!!
 
Dirigir um carro é uma habilidade que se aprende!

 
 
Ao iniciarmos este aprendizado, é comum sentirmos medo justamente por não sabermos como conduzir o veículo. Então, as aulas práticas ajudarão a superar este medo comum a tudo o que é novo.
 
 
Mas há pessoas que, mesmo fazendo aulas e mais aulas na auto escola, treinando com parentes e amigos, ouvindo de todos eles que elas sabem dirigir, não conseguem superar o seu medo e sofrem muito toda vez que "precisam pegar o carro para dirigir".
 
 
E é aí que começam as desculpas e mais desculpas para evitar de pegar o carro para dirigir, afinal, temos a tendência a fugir do sofrimento e só de pensar em dirigir surgem aqueles sintomas como taquicardia, falta de ar, suores, tremores...
 
 
Para estas pessoas fazer aula prática não vai adiantar nada!!!
 
Elas precisam de um acompanhamento psicológico para superar o seu medo, que está relacionado ao seu perfil de personalidade: não admitem errar, tem tendências perfeccionistas, preocupam-se demais com o comentário das outras pessoas, não gostam de atrapalhar, não se concentram no que fazem, são ansiosas, etc...
 
 
Portanto, se este é o seu caso, procure um(a) psicólogo(a) de sua confiança para superar este medo e assim você vai se sentir seguro para treinar sozinho(a) no seu carro sem medo e tornar-se um(a) bom (boa) motorista como todas as outras pessoas!
 
 
Leia agora mais sobre o medo de dirigir relacionado ao perfil de personalidade!
 
 


O MEDO DE DIRIGIR
A cada dia que passa, dirigir um veículo é uma necessidade cada vez maior nas grandes cidades em geral.

A cada dia, mais pessoas tornam-se habilitadas a conduzir veículos, mas uma boa parcela delas, apesar de habilitadas, não consegue superar o medo de dirigir e continua a andar à pé.

O que faz uma pessoa ter medo a ponto de não conseguir dirigir?


Por que certas pessoas, apesar de até terem dirigido durante um certo tempo após a habilitação, de repente "resolvem" não mais dirigir?

Que medo é esse?

Observe alguns relatos de clientes: 

·         Medo de parar o carro na rampa, ele recuar e bater no carro que está atrás
·         Medo do carro morrer.
·         Achar que não será capaz de manobrar e estacionar o carro corretamente.
·         Medo de trocar de pista.
  • Medo de bater o próprio carro ou de causar um grave acidente.
  • Medo do comportamento imprevisto de outros motoristas ( os "imprudentes" e "apressadinhos").
  • Medo de não saber como agir se algo der errado.
  • Medo do que vão dizer as outras pessoas: "barbeiro", "tirou carta por telefone", etc...
Existe, ainda, um grupo pequeno de pessoas que desenvolveram o medo após envolverem-se em acidentes de trânsito (onde a maioria delas foi vítima).


Essas pessoas tem um elevado grau de ansiedade só de pensar em sair com o carro: taquicardia, suores, tremores, falta de ar, enjôos, boca seca, incapacidade de pensar corretamente, alto grau de insegurança.


Todas são pessoas responsáveis, organizadas, preocupadas com os outros e com sua segurança, tem uma auto-exigência muito elevada (são perfeccionistas: querem fazer tudo certo, nos mínimos detalhes, nunca podem errar!), mas possuem uma imagem distorcida de si mesmas e de seu potencial, sentem-se inseguras e incapazes de dirigir, apesar de já terem realizado, em suas vidas, tarefas muito mais difíceis e complexas.


Observo que a maioria delas tem esse medo há muitos anos e que nada fazem para superá-lo (apenas uma infinidade de aulas na auto-escola :muitas vezes, isto só serve para aumentar o medo).

Elas acabam acomodando-se à situação de não dirigir e inventam uma série de desculpas e explicações só para os outros :"é muito melhor ser passageiro que motorista, assim eu não me canso e aprecio melhor a paisagem", "não preciso me preocupar em estacionar o carro", "como passageiro eu não fico estressado com o trânsito", etc...


O problema é que, dentro de si mesmas, estas pessoas continuam a questionar-se: por que todos conseguem dirigir e eu não? O que eu tenho de errado? E, então, começam a se menosprezar, sentem-se diminuídas, inseguras e perdem a confiança em si mesmas. E a auto-estima vai diminuindo mais a cada dia!


Após anos de sofrimento, elas chegam ao consultório desconfiadas, assustadas, com baixa auto-estima, incapazes de acreditar que existem meios para superar este medo. Elas sempre perguntam: "Você tem certeza de que eu vou conseguir dirigir? Acho que meu caso não tem solução!"


 
Não adianta apenas saber lidar com os controles do carro (treinar na auto-escola), é preciso sentir-se seguro para enfrentar os imprevistos do trânsito e as críticas e comentários dos outros!
 
ATENÇÃO!!!
Saiba que é possível acabar com o medo de dirigir e que toda pessoa é capaz de perdê-lo através de um acompanhamento profissional adequado !


Ninguém melhor do que um(a) psicólogo(a) para auxiliar a desbloquear esse medo e colaborar para o aumento da auto-estima, confiança e segurança !!!!


Dra Olga Tessari

Levada pelas emoções

 




Quando você está apaixonada ou com raiva de alguém, seus sentimentos se sobrepõem a qualquer pessoa?
 
Cuidado! Isso pode afetar a sua vida sem você perceber!
 
 
 
 
No auge de seus 55 anos e mais bela do que nunca, Natália do Vale, está de volta à telinha, na pele da impetuosa e passional Carmem, de Páginas da Vida.
 
 
A personagem, que é completamente emotiva e só age por impulso, cria situações desastrosas e não consegue raciocinar quando o assunto é sentimentos. Tanto que ao descobrir que o marido, o galã José Mayer, no papel do canastrão Greg, dá dinheiro a Sandra, Danielle Winits, tentará matá-lo.
 
 
A psicoterapeuta Olga Tessari, de São Paulo (SP), explica que pessoas que não conseguem equilibrar a emoção com razão sofrem demais. “Quando têm uma crise, recebem um não ou as coisas não saem da maneira como haviam planejado, elas exacerbam as emoções e perdem o controle, não conseguindo definir o que é certo ou errado.”
 
 
 
Como uma pessoa se torna passional, esquecendo a razão?
 
 
Para Olga Tessari, existem três motivos que podem desencadear esse comportamento:

 “Ou a pessoa está com problemas que não consegue resolver e, assim, não mantém a serenidade, ou foi uma criança muito mimada que não recebeu limites e agora não sabe receber um não, ou ainda não sabe expressar aos poucos o que sente, represa suas emoções e, quando não agüenta mais, simplesmente explode”, esclarece a especialista.
 
 
 
A solução?
 
A conversa é a melhor saída, tentando mostrar para que é preciso mudar essa situação. Escolha alguém em quem a pessoa “explosiva” confie bastante e indique que está precisando de ajuda. Caso contrário, ela pode acabar sozinha.
 
 
No amor ou na raiva, Carmem é totalmente impulsiva e descontrolada. Quando algo sai fora do controle, ela parte para cima. Para a terapeuta Olga Tessari, isso ocorre porque pessoas muito passionais, são egoístas ao ponto de fazer o que bem entendem em prol de si mesmas sem medir as conseqüências.
 
 
Em Mulheres Apaixonadas, Heloísa – muito bem representada por Giulia Gam – era o retrato da mulher que ama demais, sem limites. “Geralmente, uma mulher assim é tão controladora que os amigos, o companheiro e a família se afastam, para acabar com a manipulação”, diz Olga Tessari.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

CURA ESPONTÂNEA



Denominamos “Cura” aos processos que se estabelecem quando há intenção de fazer voltar o Estado de Equilíbrio Energético, ao equilíbrio das reações químicas internas, à homeostasia e ao bom funcionamento de todos os órgãos. É o resultado final quando todo processo de equilíbrio é bem sucedido.
A “cura” pode ser expontânea, quando o organismo reage às condições adversas, ou quando há mudança de posicionamento de consciência e conseqüentemente de atitudes por conta própria (permissão). A cura expontânea pode ser total ou parcial. Total se a mudança interna foi radical, havendo uma CONVERSÃO, ou, uma mudança de padrões e valores PSICOLÓGICOS. É parcial se a pessoa por teimosia ou ignorância faz voltar às condições de tensão e desequilíbrio anteriores.
Quando a pessoa não consegue voltar ao estado de equilíbrio por si só e necessita de ajuda, poderá solicitar a mesma (dando PERMISSÃO), desde que acredite que alguém que participe de um Processo de Cura com a intenção de ajudar, possa fazer a pessoa doente voltar a experimentar um estado de saúde. A cura é uma evolução positiva do psiquismo e depende da mudança de valores e padrões internos que, muitas vezes está associada à idéia de evolução espiritual.
Essa pessoa que ajuda pode ser denominada de “Curador”, mas ninguém cura ninguém. Apenas ajudamos a que o outro se cure. Jesus o Cristo (do grego, Cristos = O Iluminado), curador por excelência, sempre afirmou: “a tua fé te curou, a tua fé te salvou”, afirmando assim que, o sucesso depende mais da disposição de PERMITIR SER CURADO de quem necessita de ajuda, do que do curador como um doador de energia com amor fraternal. É essencial que a pessoa que adoeceu seja física e mentalmente aberta e receptiva ao processo de cura.
Toda pessoa é um ser integrado por um físico com uma consciência que manifesta maior, ou, menor grau de percepção e de inteligência. Uma pessoa pode se relacionar com o meio ambiente tendo percepções e reagindo de modo objetivo e de modo subjetivo. A percepção depende do grau de compreensão e este da perspectiva usada para compreender.
Um dos tipos de reação poderá ser apenas no nível subjetivo (só imaginando) e retendo a energia nos centros nervosos o que é um foco de neuroses como ocorre nos adultos tímidos que, tendo reação objetiva fraca, “engolem o sapo” e adoecem por produção continuada de corticóides e de adrenalina com tendência à câncer.
Quando o adulto é amadurecido e equilibrado, tem a oportunidade de escolher um tipo de reação, como expressar objetivamente o que pensa de modo inteligente e controlado, liberando assim as tensões. As circunstâncias muitas vezes podem impedir essa expressão da verdade de modo autêntico; é quando deve haver maior cuidado na maneira como se expressa uma reação, pois a ação é mais importante para provocar o stress do que aquilo que verdadeiramente se pensa. Diante da Ignorância, calar é ser hábil e prudente sem deixar de ser justo e honesto.
Quanto mais infantil for uma pessoa, devido a fixações neuróticas na fase de infância e na adolescência, mais rápida é a reação com que manifesta desagrado, podendo ser por uma explosão em palavras, em gestos e em atitudes inadequados aos diferentes momentos.
Ações e reações sempre geram um “stress” que pode ser positivo (eutress), ou, negativo (distress). A criança aprende a agir e a reagir na medida em que adquire a noção de espaço e sente a noção de “domínio” e, os seus limites em relação ao mesmo. A criança está sempre tentando expandir esses limites e com isso aprende a sentir e a produzir emoções na medida em que interage com as pessoas de seu ambiente. Aprende a pensar de modo dedutivo e depois indutivamente, desenvolvendo o raciocínio que deve ser progressivamente mais lógico a partir dos sete anos de idade.
Acreditamos que o adulto normal desenvolvendo essas etapas, tem a noção de tempo e de causalidade, reagindo às condições do ambiente e escolhendo, na medida da maturidade, o modo mais adequado de como agir, como sentir e o que pensar, pois o adulto acaba aprendendo que apenas pensar é mais prudente do que simplesmente reagir, ou, pior se reagir sem pensar. Todo adulto maduro convive bem com as suas incertezas.
Adultos imaturos não convivem com incertezas e vivem de fantasias e de imaginação sem muito bom senso. Para o cérebro que funciona como máquina conduzida pela consciência, a realidade é o que a pessoa pensa e imagina, de modo que os pensamentos e a imaginação inadequados produzem reações fisiológicas internas inadequadas.
Estamos sempre escolhendo e fazendo opções. Se escolhermos, agir ou reagir de maneira adequada às circunstâncias há equilíbrio. Se fizermos opções que gerem tensões na consciência à simples imaginação das conseqüências, ou ainda, tomarmos consciência dos resultados de nossas ações e reações inadequadas, as tensões na consciência provocam um desequilíbrio energético e este abala a integridade do físico, surgindo um ou mais dos sintomas.
Portanto, resumindo, o estado natural é um equilíbrio energético. A saúde é conseqüência do equilíbrio e a cura é voltar ao estado de equilíbrio, tendo como objetivo a integridade da consciência que, tem como conseqüência a integridade mental e física. A integridade mental e a física dependem de uma consciência em paz. Dependem de honestidade, de veracidade de atitudes, gestos, palavras e ações. Dependem da harmonia que há entre o nível consciente e subconsciente da Consciência, o que é normal quando não há hipocrisia. Todo hipócrita é um doente.
Levando em conta que, uma pessoa é um ser integrado por um físico e por uma consciência e que a consciência se manifesta através do cérebro com maior ou menor inteligência, um estado alterado de consciência pode influir energeticamente nas reações químicas que determinam o estado físico. Podemos considerar que haja um grande número de motivos e de tipos de tensões de ordem física, emocional, intelectual e espiritual para gerar doenças e, a serem modificados para a cura.
Em função disso há possibilidade de que haja mais do que um tipo de desconforto, de doença e de enfermidade quanto as suas origens e que, também haja um bom número de diferentes curadores, cada qual adequado a uma ou mais circunstâncias. Consideremos que:- “A EFICÁCIA É A MEDIDA DA VERDADE” e que, “EXISTE SEMPRE OUTRA MANEIRA DE SE FAZER ALGUMA COISA”. Também é verdade que, “É PRECISO SER FLEXIVEL”, isto é, as pessoas rígidas dentro de uma linha de crença e de conduta, deixam de aprender as outras possibilidades. Às vezes mostram profundos conhecimentos teóricos e filosóficos, mas impede a ação de quem pense diferente e, o que é mais lamentável, não mostra ação criativa com resultado eficiente na prática.
Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel, Licenciado, Especialista, USP - 1955

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Esquizofrenia


O primeiro a utilizar o termo esquizofrenia foi o psiquiatra suiço, Eugen Bleuler em 1911, sobre os pacientes que tinham as características de desligados de seus processos de pensamentos e respostas emotivas.

Equivocadamente atribui-se a esquizofrenia à cisão de personalidade, dissociação em personalidades, o que não é correto. Ser portador de esquizofrenica não significa ter dupla personalidade. O termo se adequa para descrever um quadro de sintomas típicos, incluindo enganos, alucinações, desordem de pensamentos e ausência de respostas emotivas, aliadas à fatores genéticos e tensões ambientais.

O efeito desta doença é devastador do aspecto humano no que concerne ao pensamento, emoção e expressão. Não existe vislumbre de cura, porém, com o tratamento adequado, pode reduzir significativamente os sintomas e as reincidências de surtos em mais de 50%. Novas drogas parecem estar melhorando este índice. O tratamento prévio da esquizofrenia, durante os primeiros sintomas, pode aumentar os índices de remissão de 50% para 80 a 85 %.

Os portadores de esquizofrenia sofrem na ausência de cuidados especiais. Têm dificuldades para trabalhos e seus relacionamentos são prejudicados e difíceis, mesmo com a melhora dos sintomas. Apesar do comportamento do esquizofrênico demonstrar ser assustador, as pessoas com esquizofrenia não são mais violentas do que as pessoas normais; pelo contrário, são mais capazes de abster-se das violências.

Em pacientes com histórias de outras doenças pode ser difícil o diagnóstico para os sintomas da esquizofrenia, sendo estes sintomas mascarados pelos outros, não recebendo portanto a atenção médica e a devida medicação.

A esquizofrenia causa danos não somente aos seus portadores mas também à sociedade em si. Calcula-se que nos E.U.A. seis bilhões de dólares foram destinados aos cuidados com a saúde e com o sistema judiciário para lidar com doentes esquizofrênicos, além da produtividade perdida no trabalho e cuidados dos pacientes por seus familiares em seus lares. Antigamente a esquizofrenia era tratada a longo prazo com internação em hospitais mentais. Após o início da utilização de drogas antipsicóticas nos meados dos anos 1950 e 1960 e a pressão política econômica de redução de custos, coincidiram com a esperança de que estas drogas seriam mais eficientes. Em 1970, milhares de pacientes foram libertos das instituições para a comunidade. A maioria das familias foram orientadas para receber seus doentes e a incidência de esquizofrênicos em seus lares aumentou. Apesar da tentativa de reduzir os gastos com estes pacientes mentais nos hospitais, 40% dos pacientes ainda requer tratamento com hospitalização a longo prazo e mais da metade dos pacientes necessitam de auxílio público pelo menos durante um ano antes de reingressar na comunidade.



Causas gerais da Esquizofrenia


Não há uma única causa para explicar todos os casos de esquizofrenia. Contrariamente à crença popular, as pessoas com esquizofrenia não são vítimas de sua origem pobre ou de fatores ambientais; a maioria é vítima de erros no desenvolvimento do cérebro surgidos geneticamente. As pesquisas mais recentes estão encontrando tais anormalidades no feto em desenvolvimento e não após o nascimento.

A estrutura cerebral e anormalidades químicas
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Os pesquisadores estão tentando achar uma única terapia que possa integrar um número de resultados nas anormalidades químicas estruturais no cérebro dos esquizofrênicos.

As anormalidades no formato e nas atividades cerebrais
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Em alguns pacientes, as técnicas de mapeamento por imagens revelaram menor atividade cerebral no córtex pré-frontal e em alguns casos perdas reais de tecido, particularmente nas amígdalas - hipocampo, no lado esquerdo do cérebro. O córtex pré-frontal do cérebro afeta a memória, razão, agressividade e fala significativa; a atividade reduzida nesta área pode causar sintomas negativos. A área diminuída dos lóbos temporais do cérebro (localizada perto das orelhas) e áreas límbicas (localizada no fundo do cérebro) que são relacionadas às emoções, parecem estar ligadas aos sintomas positivos, tais como ouvir vozes.


Comparação de atividade entre o cérebro esquizofrênico e o normal. Cores mais vivas indicam maior atividade.
A Ressonância Magnética (MRI) pode esquadrinhar o cérebro e revelar alguns casos de sulcos cerebrais aumentados, denominados pellucidi de septi de cavum (CSP), entre os ventrículos laterais que são duas estruturas que contêm o líquido cerebrospinal. Durante o desenvolvimento no ventre, o CSP se inicia com uma única camada e se fende em duas antes do nascimento, voltando a se fechar após o nascimento, durante o desenvolvimento do bebê. Em algumas pessoas com esquizofrenia entretanto, a etapa final é incompleta e o CSP é aumentado. Um estudo achou um volume alto de sangue no cérebro de pessoas com esquizofrenia sugerindo anormalidades de irrigação. Importante notar que estas anormalidades cerebrais não foram encontradas consistentemente em todos os pacientes com esquizofrenia, encontrando-se anormalidades estruturais semelhantes em pessoas que não tinham nenhuma indicação da doença.









Comparação entre os ventrículos laterais dos cérebros de gêmeos monozigóticos.
As anormalidades de circuitos cerebrais .
Um interesse particular se concentra na pesquisa do circuito cerebral, que filtra as informações que entram no cérebro e envia as informações relevantes para outra partes executarem determinada ação. Um defeito nesse circuito pode resultar no bombardeio das informações não filtradas o que pode ocasionar sintomas tanto negativos como positivos. Oprimido por dados desorganizados, os sintomas positivos ocorrem e a mente incorre em erros de percepção e alucina, tira conclusões incorretas e torna-se desiludida, realizando escolhas ímpares de sentimentos e de comportamentos. Para compensar estes sintomas a mente então se retrai, ocorrendo alternativamente os sintomas negativos.

Químicas anormais no cérebro.

Alguns especialistas acreditam que a esquizofrenia se origina de uma desordem rara nos neurotransmissores (mensageiros químicos entre as células e o sistema nervoso). Um possível elo entre as anormalidades cerebrais e o desenvolvimento da esquizofrenia envolve o transporte de dopamina pelo neurotransmissor. A dopamina foi investigada por muitos anos, observando-se a principio que certas drogas que reduzem a ação de dopamina no cérebro também reduzem os sintomas psicóticos. Por outro lado, drogas que aumentam a atividade da dopamina aumentam estes sintomas ou agravam a esquizofrenia. Esta pesquisa foi centralizada em receptores (moléculas nas células que se unem a outras moléculas) de dopamina, particularmente D1 (dopamina) e D2. Os estudos de imagem mostrou uma hiperatividade da dopamina nas partes do cérebro onde parecem se localizar os sintomas psicóticos. Em esquizofrênicos, o lado esquerdo do cérebro tende a ter concentrações mais altas de dopamina que o direito, o que provavelmente, não é devido a uma superprodução de dopamina mas a um aumento dos receptores químicos que atraem e fixam a dopamina em partes do cérebro que foram deterioradas. A pesquisa revelou também baixa atividade de receptores de dopamina, D1, ocorrendo no córtex pré-frontal do cérebro, o que pode ser relacionado a sintomas negativos. Atualmente, os especialistas sugeriram que um equilíbrio anormal de dopamina, e não só a hiperatividade, são gatilhos para a síndrome da esquizofrenia e outros transmissores e químicas do cérebro continuam sendo objeto de estudos, tais como os níveis baixos de aminoácido glicídio encontrado nos cérebros de pessoas com esquizofrenia, dirige-se a pesquisa aos possíveis mecanismos e tratamentos relacionados a esta substância. Novos estudos indicam que os pacientes tendem a ter anormalidades protéicas no efeito reparador estrutural em função das células nervosas; duas destas proteínas que estão sendo investigadas são a ESTALO-25 e alfa-fodrin.








Fatores Genéticos
Os cientistas estão próximos de encontrar a localização genética da esquizofrenia, que acredita-se estar no cromossoma 13 dos humanos e possivelmente no 8. Uma hipótese comum a um número de doenças neurológicas é que um gene defeituoso é a causa de células saudáveis no organismo humanos estarem suscetíveis a atacar o próprio sistema imunológico uma condição chamada autoimunologia. Na esquizofrenia, estes incluem as células nervosas do cérebro. Num estudo em mães de pacientes esquizofrênicos foram encontradas uma incidência alta do HLA-B44 neste tipo de gene. Genes semelhantes são encontrados em outras doenças autoimunes que predispõem o sistema imune a atacar as próprias células e tecidos quando um vírus a invade.


Os vírus.
A hipótese virótica para a causa desta doença se baseia principalmente em evidências circunstanciais: o alto índice de nascimentos no inverno entre as pessoas com esquizofrenia; alto índice da doença nas áreas suburbanas das cidades, e uma incidência mais alta de esquizofrenia nas populações que tiveram epidemias de gripe. Por exemplo, um estudo na Finlândia mostrou um alto índice de esquizofrenia nas pessoas cujas mães estavam no segundo trimestre de gravidez durante uma epidemia importante de gripe há vinte anos atrás. Alguns pesquisadores postularam que se uma mulher grávida suscetivelmente genética tiver uma gripe no segundo trimestre de gravidez quando as células cerebrais do feto se encontram em desenvolvimento, o seu sistema imunológico reage à invasão do vírus atacando também estas células vulneráveis do cérebro. Recentemente, o vírus da doença de Borna, que dispara uma desordem neurológica em animais, foi encontrado no sangue de um paciente esquizofrênico. Ainda há necessidade de pesquisas extensas a serem realizadas antes que uma conexão real entre vírus e o princípio da esquizofrenia possa ser feita.

domingo, 16 de janeiro de 2011

AS CORES E A CURA



A cor VIOLETA

Características - O violeta é uma cor resultante da mistura do vermelho com o azul, conservando as propriedades de ambos, embora seja uma cor distinta. O violeta tenta unificar a conquista impulsiva do vermelho com a entrega delicada do azul. É a cor da identificação com o lado misterioso da vida. Permite a sensação de fusão entre sujeito e objeto, entre o indivíduo e o todo. É, definitivamente, uma cor ligada ao encantamento, ao sonho, ao estado mágico da mente, aos desejos espirituais, ao deleite espiritual ou astral. O violeta é uma cor preferida mais pelas crianças e por pessoas imaturas ou que estejam em processo de busca de sentido espiritual para as suas vidas. Mas isso não quer dizer que a escolha do violeta signifique falta de maturidade ou de experiência. Quem prefere o violeta é claramente sensível e delicado. É a cor das pessoas que têm insegurança emocional e certa instabilidade psíquica. O violeta é uma cor feminina, transmitindo misticismo, identificação cósmica, intimidade sensível, encantamento e irrealidade. 
Efeitos orgânicos: O violeta age em diversos órgãos, produzindo equilíbrio entre o sistema simpático e parassimpático. 
Indicações : Carência afetiva, auto-destruição, crises de personalidade, materialismo excessivo, remorso e sentimento acentuado de culpa.
Contra-indicacões:  Mistificação, manias, psicoses, vícios de drogas, alcoolismo, hipoglicemia, fanatismo, dispersão menta!.





Uma cor ativa e estimulante, que produz impulsividade, avidez, excitabilidade, impulso sexual, desejo. O vermelho favorece também a força de vontade, a conquista, a vitória, a glória e a liderança. É ativo, ofensivo, agressivo, competitivo, sensual, excêntrico, autónomo e móvel. Sua contemplação estimula à ação, à luta, à conquista. É a cor das pessoas detentoras de magnetismo pessoal e de grande força vital psíquica ou orgânica. São pessoas dinâmicas, instáveis, empreendedoras e às vezes até violentas em casos extremos. O vermelho é escolhido por preguiçosos e deprimidos. Mas é rejeitado por pessoas agitadas e irritáveis. Estessintomas podem aparecer mesmo quando há carência de energia, como nos casos de cansaço extremo. 

Efeitos orgânicos:  Aumenta o pulso, a frequência cardíaca, a pressão arterial e o ritmo respiratório. Estimula a força vital, a atividade nervosa e glandular, e produz contração da musculatura estriada (músculos comuns).
Indicações:  Alterações cardio-vasculares não congestivas, pressão baixa, insuficiência cardíaca, anemias, fraquezas nervosas, convalescenças, impotência sexual, frigidez, tristeza, depressão, melancolia, desinteresse pela vida e pelas coisas, excesso de práticas psíquicas (ioga, meditação, etc), doenças musculares atróficas, paralisias musculares, preguiça e doenças debilitantes em geral. 

Contra-indicações:  Em todas as formas de loucura, ira, nervosismo, neurastenia, tensão emocional excessiva, pressão alta, exaltação sexual, tensão prémenstrual, paranóias, esquizofrenias com agitação, fase maníaca da psicose maníaco-depressiva (mas útil na fase depressiva), cãimbras musculares, doenças do fígado e da vesícula biliar, insónia e excitabilidade exagerada .






O verde é a cor da firmeza, constância, perseverança, resistência, esperança. E também da segurança, do amor-próprio, da auto-afirmação e do orgulho. É uma cor passiva, defensiva, concêntrica, imutável, possessiva e repressiva. Sua influência assinala persistência, determinação e, em casos extremos,'obstinação. O verde dá maior flexibilidade ao poder da vontade, estimula o amor-próprio e até a arrogância. Não é uma boa cor para pessoas apegadas à rotina e que sejam muito metódicas. Favorece a repressão de sentimenfos, bloqueando-os e aumentando assim a pressão psíquica. Determina impulsos de orgulho, superioridade, maior auto-controle, contribuindo para um temperamento austero e despótico. Estimula ainda a busca de condições mais adequadas de ação. A escolha do verde revela uma pessoa com força de opinião, reformadora, conservadora e criativa, dentro de um critério fechado de opções. Já a aversão ao verde pode significar um estado de ansiedade para libertar-se de tensões reprimidas, bem como a perda da capacidade própria de resistência a situações adversas, redução da auto-estima e da auto-afirmação, sensação de culpa e de fracasso. Pode ser também sinal de capricho excessivo e de teimosia. 

Efeitos orgânicos: Leve contracão dos músculos involuntários. 

Indicações:  Depressão crônica, complexo de inferioridade, psicose maníaco-depressiva, personalidade fraca, medo do fracasso, falia de motivação, auto-estima diminuída, prisão de ventre, falta de memória, crianças desatentas. •

Contra-indicacões:V Hipocondria, sadismo, masoquismo, megalomania, úlcera gástrica e duodenal (úlceras pépticas), cólicas menstruais, espasmos viscerais, diarreias dolorosas.


Características: O preto transmite a sensação de renúncia, entrega, abandono e introspecção. Sua condição de total ausência de cores a relaciona simbologicamente com a ideia do nada, do vazio. Por isso expressa a concepção abstrata do zero, da negação, do espaço infinito, do não ser, do não {o branco dá a ideia do sim). Preto ou branco são tons extremos que estão ligados ao simbolismo cabalístico do alfa e do òmega, do princípio e do fim. O preto significa também o destino e a morte, favorece a auto-análise e permite um aprofundamento do indivíduo no seu processo existencial. No Ocidente, o preto é a cor do luto por expressar melhor a eternidade em seu sentido mais profundo: a não existência. As pessoas que preferem o preto ou que têm atração por ele são estranhas, distantes, taciturnas, procuram a renúncia e o isolamento. É a cor predileta de monges e outros tipos de religiosos, pois permite um maior contato com o inconsciente e com a vida interior. 

Indicações:  O preto tem o efeito de isolar; por isso, muitas vezes é usado antes de uma aplicação específica, para neutralizar o paciente da influência de outras cores. Também pode funcionar como antídoto ao efeito indesejável de uma determinada cor. Tem ainda o curioso efeito de aumentar a capacidade de ação de outras cores, quando é aplicado simultaneamente a essas cores. Nesses casos, a técnica de aplicação da cor preta é simplesmente a permanência da pessoa num aposento escuro e totalmente sem luz. 

Contra-indicacoes:  O preto é contra-indicado, mesmo nas roupas, em caso de tristeza excessiva, depressão, melancolia, medo, senilidade e paranóia. Por isso, jamais deveria ser usado por pessoas que acabaram de perder um ente querido — o amarelo seria bem mais indicado. A tradição do uso do preto como a cor do luto era comum entre sacerdotes somente durante cerimônias fúnebres.

Características: O marrom representa a constância, a necessidade de segurança, a dependência, a disciplina e a uniformidade, induzindo ainda à observação de regras. Como o marrom é uma espécie de vermelho escurecido, ele possui a vitalidade e a força impulsiva do vermelho, só que de forma atenuada pelo preto neutralizador. Assim, o marrom é uma cor que transmite uma vitalidade passiva. É uma cor indiferente, comumente preferida por religiosos e andarilhos. Por isso é que se diz que o marrom realça a importância das raízes, do lar e do agrupamento social.


Indicações:  Nos casos de inconstância, indisciplina, neurastenia, psicose maníaco-depressiva, atritos familiares, rebeldia infantil.


Contra-indicações : Auto-disciplina excessiva, apego familiar exagerado, dependência afetiva, dependência psicológica à família ou ao grupo, ascetismo e isolamento.






Características Trata-se de uma cor inteiramente neutra e insenta de qualquer capacidade de influenciar o ser humano, já que é o equilíbrio entre o preto e o branco, ou exatamente o meio do espectro cromático. O cinza não emite estímulo psicológico e, em qualquer tonalidade que se apresente, não produz nem tensão nem relaxamento: é completamente neutro. Transmite, assim, essa mesma neutralidade que dá a sensação de equilíbrio e estabilidade. As pessoas que têm atracão pela cinza sentem necessidade de buscar o equilíbrio, a redução de conflitos psicológicos e pode estar carente de energia vital. O cinza é também preferido por aqueles que procuram isolar-se do mundo ou não se identificam com os padrões e valores mundanos. 


Efeitos orgânicos:  O cinza não exerce influência sobre os órgãos e as funções orgânicas ou metabólicas.


Indicações : O cinza é indicado quando se deseja reduzir alguma tendência psicológica ou emocional. Ele ajuda a melhorar os defeitos do caráter através da auto-análise e do auto-conhecimento. O cinza melhora também o temperamento irascível. 


Contra-indicações:  Nos casos de distanciamento da realidade, nas esquizofrenias, no autismo, em casos de memória fraca e desorientação no tempo e no espaço.





 É a cor da vivacidade, da alegria, do desprendimento e da leveza. Produz relaxamento, desinibição, brilho, reflexibilidade, alegria espirituosa e espiritualidade. Psicologicamente, o amarelo está ligado à liberação da carga da responsabilidade excessiva, à redução dos complexos, à diminuição da inquietação, da ansiedade e das preocupações. Tudo de um modo suave, mas não inconsequente. O amarelo é uma cor ativa, expansiva, ambiciosa, excêntrica e inquiridora. Está ligada a certos estados d'alma, como a euforia, a variabilidade, a expectativa e a espontaneidade. E está relacionada com a originalidade. a mente radiante, a franqueza, a luz solar e a felicidade. A pessoa atraída pelo amarelo é irregular em sua atividade, mas não chega a ser irresponsável ou volúvel. Se o verde significa persistência, o amarelo é mutabilidade; se o verde é tensão, o amarelo é relaxamento e flexibilidade. É uma cor infantil e ingénua. Efeitos orgânicos O amarelo tem acao antidistônica, estabelecendo certo grau de equilíbrio entre o sistema nervoso simpático e o parassimpático. Como o vermelho, o amarelo também tende a elevar um pouco a pressão sanguínea, só que com menos intensidade. Reduz levemente a produção de ácidos gástricos. 


Indicações:  Manias, ideias fixas, preocupação excessiva, fixação em aspectos materiais da vida como lucros, acúmulos de bens, etc., estafa mental, excesso de senso de responsabilidade, fraqueza com pressão baixa, úlceras gástrica e duodenal, choro excessivo e constante, falta de confiança no futuro, diarreias nervosas, colites nervosas, doenças psicossomáticas em geral. 


Contra-indicações:  Imaturidade, infantilidade, doenças mentais, oligofrenia (demência), síndrome de Down, crianças com distúrbios da fala, mau desenvolvimento psicomotor, impuberdade psíquica, sugestionabilidade, pressão alta, atraso menstrual, falta de memória, baixa capacidade de concentração e de cálculo.





sábado, 15 de janeiro de 2011

ETIOLOGIA DAS DOENÇAS DA ALMA




As doenças da alma estão relacionadas fundamentalmente, aos pensamentos impregnados de emoções negativas, que determinam diferentes modalidades de distúrbios, desde que os que atingem a própria pessoa, causando-lhe diretamente sofrimentos e doenças, até os que levam a comportamentos anti-sociais, induzindo-a às práticas delituosas, à agressividade, aos vícios e às perversões sexuais.


Muitas vezes, essas perturbações estão relacionadas a ações que ocorrem na própria vida, ou, então, a fatos que incidiram em vidas passadas, e cujas consequências podem manifestar-se na presente existência, como doenças cármicas. Na Medicina, a ação dos pensamentos é fundamental, podendo causar doenças e dificuldades na vida, quando impregnados de emoções negativas e podem, igualmente, promover a saúde e o bem-estar, quando aureolados de emoções positivas.

Da espiritualidade nos chegam mensagens de mentores, que movidos pelo propósito de estimular o progresso nos diferentes campos da ciência, mostram o valor do pensamento para o progresso nos diferentes setores da Medicina. Assim, Miguel Couto, espírito, o insigne professor de Clínica Médica, quando esteve entre nós, nos envia a sábia mensagem que considera fundamental para a saúde, como está no livro Falando à Terra, página 177, 7° parágrafo: 

"A ciência mental, como base nos princípios que presidem a prosperidade do espírito, será, no grande futuro, o alicerce da saúde humana".

E idêntico parecer encontra-se em André Luiz, no livro No Mundo Maior, página 63, 5° parágrafo, falando sobre problemas relativos às perturbações que acometem os seres humanos, afirma: " No pensamento residem as causas". Do mesmo modo, Emmanuel, abordando o problema das causas que levam ao sofrimento humano e que podem causar traumas e distúrbios da alma, diz, no livro Pronto Socorro, página 9, 1° parágrafo: 

"Nos domínios da alma surgem os acidentes e lesões, traumas e equimoses de origem mental, tanto quanto no corpo físico".

E ainda o mesmo autor, no livro Leis do Amor, página 18, item 12, respondendo à questão que indaga se a mente invigilante pode ser responsável por doenças do organismo, diz: "

A mente é mais poderosa para instalar doenças e desarmonias do que todas as bactérias e vírus conhecidos".

Do mesmo parecer é o dr. Joaquim Murtinho, espírito, no livro Falando à Terra, página 121,4° parágrafo, discorrendo sobre a saúde, faz a seguinte afirmação: 

"O pensamento, qualquer que seja a sua natureza, é uma energia, tendo, conseguintemente, seus efeitos". 

E, à página 120, 5° parágrafo, o mesmo autor, analisando os distúrbios do pensamento, diz: 

"Transformando-se em núcleo de correntes irregulares, a mente perturbada emite linhas de força, que interferirão, como tóxicos invisíveis, sobre o sistema endócrino, comprometendo-lhe a normalidade das funções".

E continua, no parágrafo seguinte: 

"Mas não são somente a hipófise, a tireóide ou as cápsulas supra-renais as únicas vítimas da viciação. Múltiplas doenças surgem para a infelicidade do espírito desavisado que as invoca. Moléstias como aborto, a loucura, a nevralgia, a tuberculose, as afecções do coração, as úlceras gástricas e as duodenais, a histeria e todas as formas de câncer podem nascer dos desequilíbrios do pensamento".

Os autores espirituais citados são unânimes em afirmar a importância do pensamento na vida humana, podendo causar diferentes modalidades de transtornos à saúde das pessoas.



Os pensamentos impregnados de emoções negativas podem atuar de diferentes maneiras, prejudicando os seres humanos. Quando movidos pelas emoções de ódio, de inveja, de ciúme, de violência, de crueldade, causam males às pessoas às quais são direcionados e são, igualmente, danosos às criaturas que os emitem, gerando sofrimentos mais ou menos intensos, visto que os pensamentos obedecem à lei de causa e efeito e, com a mesma intensidade com que são emitidos, voltam para a fonte de origem.
 



Desse modo ninguém deve esperar colher milho se plantou feijão. Essa lei tem sua equivalência no Evangelho quando afirma que "a cada um será dado segundo as suas obras". (Mt 16, 27)

Os pensamentos são dotados de ideoplasticidade e formam uma névoa que envolve o campo mental das pessoas que os emitem e das pessoas que os recebem, causando males de intensidades variáveis. Quando negativos, são responsáveis por distúrbios da conduta das pessoas que se inclinam para a prática de ações prejudiciais a si mesmas e aos semelhantes. Causam verdadeiro desequilíbrio à sua própria estrutura psíquica, fazendo que muitas vezes se comportem como seres estranhos, anormais, desajustados.

Certos comportamentos dos seres humanos, que constituem pesadas cargas para sua própria alma, são decorrentes da falta de controle dos pensamentos, voltados para o negativismo. Apresentam reações que se manifestam, inicialmente, por diferentes formas de insatisfação do ego, como ansiedade, insegurança, angústia, frustração, aflição, raiva, fazendo com que sejam atraídos pela fascinação dos vícios, dos distúrbios da sexualidade, da volúpia, dos comportamentos anti-sociais, como o roubo, a sequestro, o crime.

Há, também, formas atenuadas dessa modalidade de comportamento, de pessoas que se comprazem em passar horas em bares, tomando bebidas alcoólicas, fumando, ocupando-se em conversas ou em entretenimento fúteis, em jogos de baralho e outros, perdendo precioso tempo fazendo comentários sobre fatos desagradáveis que aconteceram consigo mesmas, ou com outras pessoas. Há outras formas de insatisfação do ego nas pessoas que apelam, inconscientemente, para reações negativas contra si mesmas, mas que lhes proporcionam certa satisfação íntima. São pessoas que apresentam alguma modalidade de masoquismo e vivem procurando doenças para justificar seus problemas.
Queixam-se constantemente de sintomas de males orgânicos ou psíquicos, de doenças imaginárias. Sentem insegurança, ansiedade, medo, depressão. E fazem exames médicos e de laboratórios repetidamente, procurando encontrar uma explicação para os seus problemas, mas os mesmos se apresentam repetidamente normais. Há pessoas que se auto-agridem, inconscientemente, apresentando sintomas de inapetência que podem levá-las à morte, pela rejeição dos alimentos, e outras que comem muito, e só se satisfazem quando estão comendo, e se tornam duplamente insatisfeitas, pela própria ansiedade e pelo excesso de peso a que são levadas, e são, igualmente, resistentes a diferentes modalidades de tratamento.

Esses problemas, em geral, são, abordados superficialmente pelas terapêuticas vigentes, sem penetrar as causas intrínsecas que os determinaram. São perturbações cujas causas, aparentemente desconhecidas, podem estar relacionadas a distúrbios do pensamento, ou vinculadas ao passado e teriam suas marcas gravadas no corpo espiritual. Há formas de perturbações do pensamento que levam a ações mais sérias, de agressões à própria vida ou à vida dos semelhantes, e que estariam relacionadas â inobservância do segundo mandamento da Lei de Deus, pela falta de amor aos semelhantes e a si mesmos.
Nessa máxima do Cristianismo, está contido o preceito de amar com responsabilidade cristã, que abrange, em essência, toda a mensagem do Mestre da Galiléia. Há pessoas que maculam sua existência, vinculando-se à crueldade, à violência, à tortura, ao estupro, ao rapto, ao roubo, ao sequestro e ao próprio suicídio, ações que causam sofrimento e desespero a si mesmas e aos seus semelhantes e que terão julgamento especial no Tribunal de Justiça divina. São modalidades de ações causadoras de distúrbios que podem passar despercebidos ou não receber a devida importância por parte dos profissionais da saúde.

São ocorrências que causam verdadeiros estigmas, maculando os seres humanos na sua constituição mais sensível, o espírito, que no dizer de Emmanuel, no livro do mesmo nome, página 36, 2° parágrafo: "É a única realidade imutável da existência." Nas coletividades do planeta Terra encontram-se inúmeras pessoas aparentemente sadias, mas torturadas por diferentes modalidades de sofrimentos, causados pela falta de controle dos pensamentos. Entre outros, são os seres movidos pelo egoísmo, que se encontram com a visão obscurecida para as belezas da vida; os que, torturados pelo ódio, andam pelos caminhos do mal, sem vislumbrar a harmonia que há em toda a Natureza; e outros ainda, em maior número, sofridos pela miséria e pelos males físicos e morais se apresentam, torturados pelas dificuldades, pela dor e pelo sofrimento, desanimados, vivem sem esperança de vislumbrar os horizontes belos da vida.
Quando uma pessoa chega ao consultório apresentando diferentes modalidades de sintomas, dizendo que já procurou inúmeros profissionais de saúde, que fez diferentes exames de laboratório e que são todos normais, é quase sempre uma pessoa que apresenta males da alma, para os quais as terapias médica, psiquiátrica e psicológica são parcialmente eficazes. Sendo a alma de natureza divina, de constituição energética, os recursos espirituais para o seu tratamento não devem ser desvalorizados, a par da terapêutica normalmente instituída.

Na verdade, a primeira dificuldade, ao se atender um doente dessa natureza, consiste em estabelecer o diagnóstico etiológico, para o qual devem ser afastados todos os sinais e sintomas possíveis de doenças orgânicas, e das tipicamente psíquicas, dos que se manifestam em decorrência de causas anímicas, oriundos de distúrbios da mente voltada para o negativismo. A pessoa pode apresentar-se aparentemente sadia, em condições físicas condizentes com a normalidade, mas torturada pelos sintomas psicossomáticos, de ansiedade, de medo, dores generalizadas ou em certas partes do corpo, como enxaqueca, esperando obter uma prescrição que a livre de sua angústia e sofrimento.

A par desses transtornos, que se caracterizam pela subjetividade dos sintomas, podem ser relatados certos males orgânicos que têm suas raízes nos distúrbios da alma e que devem ser igualmente tratados. São casos de pessoas que se entregam continuamente a pensamentos negativos, impregnados pelas emoções de raiva, inveja, insatisfação, ciúme e
outros semelhantes, e portam sintomas de baixa resistência orgânica, não apenas para os esforços físicos habituais, mas também para as infecções comuns, apresentando-se constantemente cansadas, enfraquecidas, desanimadas, queixosas.

Queixam-se de tudo, do tempo, das pessoas, da família, da saúde, das dificuldades no trabalho, dos vizinhos, das pessoas que colaboram em casa, das cousas que acontecem no país e no mundo. São pessoas que vivem imersas em queixumes, desperdiçando a valorosa fonte de energia inerente à sua própria alma. Desconhecem que o ser humano tem na alma um poderoso recurso responsável pela vitalidade das células do seu organismo e, se a alma se mantém desmotivada, imersa em negativismos por tempo prolongado, haverá um desfalecimento energético geral que abrange todos os setores da organização biológica.

São casos cujo exames se mostram constantemente negativos e os recursos utilizados para o tratamento, como o repouso e o apelo para as vitaminas e medicamentos energizantes não respondem, freqüentemente, aos resultados esperados. Enquadram-se no grupo as pessoas que passam por sérios transtornos psíquicos e emocionais, motivados por dificuldades na família, no trabalho ou por circunstâncias da própria vida, e podem apresentar, depois de algum tempo, sintomas agudos de doenças orgânicas como diabetes distúrbios cardiovasculares, intestinais e outros.

E, do mesmo modo, pessoas que passaram por graves e incontroláveis dificuldades emocionais, podem apresentar disfunções de outras glândulas endócrinas, como a tireóide, sem causa aparente, e para as quais não bastam as atenções em relação aos males apresentados, mas necessitam de cuidados que devem alcançar, igualmente, as causas que as desencadearam, possibilitando restabelecer o equilíbrio das energias da alma. E o próprio câncer apresenta, frequentemente, nos antecedentes da pessoa enferma, relatos de distúrbios psico-emocionais intensos que ocorreram algum tempo antes da eclosão da doença.

As enfermidades cardiovasculares apresentam, igualmente, um forte contigente de influências psico-emocionais, responsáveis pela manifestação de doenças como a hipertensão arterial, a angina de peito e o enfarte do miocárdio. Do mesmo modo, distúrbios do aparelho digestivo como a colite ulcerativa e a hemorróida podem ser decorrentes de distúrbios psíquicos e emocionais. E, também, certas afecções do aparelho gênito-urinário, como cistites, cólicas e hemorragias uterinas, são problemas que requerem atenção médica tradicional mas que deve ser complementada pelo tratamento psiquiátrico e, possivelmente, por um tratamento espiritual que possa trazer alguma contribuição para a cura da pessoa enferma.

Como o pensamento é um atributo da alma, o seu controle sendo direcionado para o bem maior, sob o impulso da vontade, da determinação e do amor, pode resultar em benefício altamente eficaz para o ser humano.
As pessoas não deveriam deixar-se influenciar pelos problemas que lhes chegam constantemente através dos recursos de comunicação, voltados inteiramente para a transmissão de notícias desagradáveis, que podem causar o desequilíbrio das vibrações energéticas da alma das pessoas desprevenidas.
Devem fazer o propósito de viver em paz e em harmonia consigo mesmas, reconhecendo que podem ser envolvidas pela ideoplastia dos seus próprios pensamentos, saudáveis ou danosos, e procurar anular as suas próprias reações negativas que viriam empanar o seu propósito de elevar-se, embora paulatinamente, pelo seu próprio equilíbrio físico, psíquico, emocional e espiritual.


Pelo: Dr. Roberto Brólio

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