THOUSANDS OF FREE BLOGGER TEMPLATES
Mostrar mensagens com a etiqueta Depressão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Depressão. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 13 de setembro de 2011

DEPRESSÃO - cuidado




Desânimo nas atividades do dia a dia, alterações do padrão de sono e do apetite e falta de libido. Esses são apenas alguns dos sintomas que caracterizam um quadro clínico de depressão. Só para você ter uma ideia da gravidade desse transtorno mental, a depressão deverá ser a segunda doença mais comum no mundo no ano de 2020, superada apenas pelas doenças cardíacas.

Ainda por cima, é tratada muitas vezes como "frescura" pelas pessoas que classificam a depressão como falta de vontade ou disposição e até de franqueza de caráter. Isso só prejudica o diagnóstico do transtorno e, consequentemente, seu tratamento. Além do mais, são as mulheres as mais suscetíveis ao apresentar o problema.

Conversamos com o Dr. Alexandre Faisal, ginecologista-obstetra, com formação Psicossomática, e pesquisador científico do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), para sanar as principais dúvidas e preconceitos que cercam esse transtorno mental.


 

Podemos dizer que é a depressão é uma doença moderna?

Nós utilizamos o termo "transtornos mentais" que é mais amplo e engloba vários problemas psiquiátricos e psicológicos. Eles afetam 25% da população em alguma fase da vida, sendo a depressão um dos transtornos mentais mais comuns. Imagina-se que a depressão deverá ser, no mundo, a segunda doença mais comum no ano de 2020, sendo superada apenas pelas doenças cardíacas.

Que sinais atestam um quadro clínico de depressão?

Existem critérios para definir a doença depressão, que é diferente de, por exemplo, um dia estar se sentindo triste, coisa que acontece com qualquer pessoa em algum momento da vida. Os principais sintomas para depressão maior, ou seja, a depressão na forma mais intensa e grave são: perda de prazer em atividades anteriormente prazerosas e humor deprimido. Outros sintomas devem estar presentes também: ansiedade, alterações do padrão do sono e do apetite, falta de libido, cansaço, falta concentração, pensar em se machucar, se desvalorizar etc. Os sintomas devem ter duração de pelo menos 15 dias.

As mulheres são mais sujeitas à doença?

Sem dúvida. As mulheres são mais susceptíveis de apresentarem o problema. Saiu o resultado de um grande estudo internacional do qual o Brasil fez parte e lá fica claro que a prevalência da doença ao longo da vida é o dobro para as mulheres. E isso significa que até 20%, 25% das mulheres enfrentarão o problema alguma vez na vida.

Por que a mulher correm mais risco?

O maior risco de sintomas depressivos no sexo feminino, já a partir da adolescência, é um fenômeno bastante conhecido. E a explicação não está no fato de que a depressão é mais diagnosticada em mulheres porque elas procuram mais os serviços de saúde. Talvez, a explicação esteja mesmo nas questões socioculturais, no modo como a mulher enfrenta as experiências adversas da vida, aqueles traumas que acontecem. No geral, aspectos psicológicos e biológicos se mesclam para explicar a depressão feminina.

Muitas pessoas encaram como frescura. Por que o preconceito?

Infelizmente, sim. De fato, muitas pessoas são preconceituosas com os problemas dos transtornos do humor, da depressão e consideram muitas vezes uma questão de falta de vontade ou disposição, fraqueza de caráter. Isso não é verdade e só prejudica o início do tratamento.

Ao perceber os sintomas, que profissional deve-se procurar e em quanto tempo?

O mais breve possível. Às vezes, é alguém próximo da mulher que percebe o problema e sugere acompanhamento médico ou psicológico. A mulher pode procurar um clínico, o ginecologista ou ir direto para o psiquiatra. O importante é que ela tenha espaço e liberdade para falar do seu problema e, dependendo do caso, ser tratada por um ou por outro profissional. Isso sem contar a possibilidade dela fazer sua terapia psicológica até mesmo independentemente da depressão.

Quais os tratamentos mais adequados?

Os antidepressivos são drogas bastante seguras e que, cada vez mais, têm menos efeitos colaterais. Existem diferentes tipos de medicações que devem ser indicados caso a caso. Mas atenção: nada de automedicação e de interrupção do tratamento.

Pode tomar medicamento para combater a depressão durante a gravidez?

Este assunto é muito controverso. Mas podemos dizer que se trata de uma balança. De um lado está o risco que a depressão acarreta para a gestante, do tipo parto prematuro, do bebê nascer com baixo peso, da gestante não dar conta do recado que é a maternidade, como um todo. Do outro lado, os riscos potenciais para o bebê, principalmente, das malformações fetais. Felizmente, tudo indica que os riscos são pequenos e estão mais associados ao uso destas medicações no início da gravidez. É preciso pensar e discutir calmamente com o obstetra.

A rede pública de saúde dispõe de programas específicos para a depressão?

Existem programas específicos e muitas UBS (Unidades Básica de Saúde) podem oferecer o tratamento inicial ou encaminhar a mulher para estes núcleos de atendimento especializado. O problema é que a depressão e outros transtornos mentais são muito comuns e a demanda é muito grande. Como existe uma escassez de profissionais e serviços especializados, acontece de muitas mulheres (e homens também) ficarem sem atendimento adequado.

Quais as alternativas para a pessoa que tem pensamentos depressivos?

Acho que o mais importante inicialmente é fazer o diagnóstico. Saber se é depressão e como isso interfere na vida da pessoa. Escutar a opinião do médico, psiquiatra ou não, antes de qualquer coisa. A partir daí optar pelo tratamento medicamentoso e/ou terapia. Em geral, os melhores resultados associam remédios e terapia psicológica. Outras modalidades de terapia como relaxamento, Yoga, entre outros, podem ser empregadas complementarmente, mas não substituem os tratamentos convencionais, que, em geral, funcionam.

Por: Ana Paula, em  Tempo de Mulher

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A MAIOR DOR DO MUNDO




Faça de tudo para não decepcionar alguém e também não espere muito das pessoas para não se decepcionar, porque não existe dor maior no mundo  M.Silva

"A dor maior do mundo é ter que passar o dia num velório, ter que ver um caixão entrar na sala e saber que é ela lá dentro, ter que ver o mesmo caixão descer na terra e ser coberto e ter que se controlar pra não se jogar junto. A dor maior do mundo é isso: é ouvir a voz dela na minha cabeça 24h por dia e saber que nunca mais vou ouvir essa voz nos meus ouvidos; é não poder abraçar ela, beijar ela, bater na bunda dela, apertar o nariz dela; é dormir e descobrir que a minha cama (nossa cama) é enooorme sem ela e que é horrível não levar nenhum tapa, nenhum chute e não ouvir nenhuma fungada durante a noite; é colocar o porta retrato dela pra dormir; é colocar só 4 lugares na mesa; é assistir um filme e ter uma crise de choro pq ela não viu e não vai poder ver; é lembrar dela em tudo e ver que não existe um futuro para nós; é não ter com quem dançar gafieira e thriller, não ter com quem jogar stop, pega-varetas, adedanha; é não ter com quem ser criança; é não ter graça pra mais ninguém e perceber que só ela ria das minhas besteiras; é não ter quem sente na minha barriga qdo a cólica é forte; é não ter quem tente me ensinar a dançar axé.... É tudo isso e muito mais.

Cura? Não há. Não tem remédio, tratamento, cirurgia, nada. A dor maior do mundo é pra sempre, te acompanha, diminui e aumenta, mas vai estar sempre em você."


Autor: desconhecido
mas uma pessoa que sentiu realmente, uma dor maior quer o mundo, que não para de doer,

.... e você que sofre, e se quer matar e desistir de tudo, pense, pense sempre e tenha sempre em mente

Há sempre alguém que o ama muito (mesmo que você não saiba) e vai sofrer (morrer em vida) porque você desistiu de SI !!!


LUTE, por favor, a vida dá sempre muitas VOLTAS!!


ANaluz

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Por que adoecemos?

Psicossomática IV: Por que adoecemos?















Quando ficamos doentes pensamos em nos curarmos e nem sequer pensamos nos motivos que nos levaram a tal doença, mas é muito importante entender as motivações que nos fazem adoecer. Afinal, por que adoecemos? Essa com certeza não é uma resposta fácil de ser respondida, mas as pessoas adoecem porque têm necessidade de adoecer, ainda que inconsciente, por mais difícil que seja aceitar esse fato. Por que haveria a necessidade para o adoecer? Vamos analisar alguns fatores desencadeantes do adoecer:
- fuga
- incapacidade de expressar as emoções
- desejo de autopunição
- necessidade de atenção (muito comum em crianças e idosos)
- estresse

- Fuga:
A doença pode ser uma válvula de escape dos conflitos emocionais. De alguma forma, ao adoecer somos "obrigados" a nos retirar da rotina para buscar a cura, é como se fosse uma maneira de nos cuidarmos, e que muitos deixam esse importante quesito para a manutenção da saúde em segundo plano. Por exemplo, o caso de um empresário que sofre um infarto quando se depara com a falência de sua empresa. Muitas vezes a doença pode ser mais destrutiva que a agressão original, mas que naquele momento não foi mais possível suportar. Se a pessoa se encontra num momento de fragilidade, ou seja, sem mecanismos de defesa, mais facilmente ela adoecerá. O mais indicado é não negar o sofrimento ou o conflito pelo qual se passa, mas nem sempre a própria pessoa consegue identificar o que sente. A dor tem que ser sentida e esgotada, pois só assim será superada.

- Incapacidade de expressar as emoções:
A incapacidade de expressar as emoções é um fator importante na origem das doenças orgânicas. Em nossa sociedade, apesar de que nos últimos anos, felizmente, está realidade tem mudado, não há espaço para manifestações de afeto, exteriorização das emoções ou do sofrimento psíquico. Em nossa cultura é muito mais aceitável, por exemplo, uma justificativa pela ausência da pessoa no trabalho, em função de alguma doença física do que por alguma dificuldade emocional. É mais aceitável um enfarte, onde todos ficam comovidos e preocupados; do que uma depressão, ou outro sofrimento psíquico, que geralmente é visto como "frescura". Claro que isso acontece muito mais em função da falta de conhecimento, da ignorância, do que pelo fato em si. Essa postura intolerante diante do sofrimento psicológico fica evidente no comportamento de algumas pessoas que convivemos. A doença física parece ser mais merecedora de atenção e cuidados do que aquele que sofre sem apresentar alterações orgânicas. Isso faz com que muitas pessoas tenham vergonha de sua dor psíquica, não tendo muitas vezes, espaço nem coragem, para expressar seu sofrimento, escolhendo assim, ainda que inconscientemente, a expressão pelo físico.

Como no exemplo citado do empresário, diante das dificuldades e não suportando seu sofrimento e angústia, ao sofrer um infarto, ele sabe que todos lhe darão amparo e cuidados; mas se ele se colocasse a chorar e lamentar-se por sua dor, poderia receber desprezo e ser visto como alguém fraco.
É comprovado que as pessoas que suportam suas dores sozinhas adoecem com maior freqüência e de maneira mais grave que aquelas que verbalizam suas dores. Algumas pessoas criam dentro de si verdadeiras prisões emocionais. A incapacidade de comunicar com palavras seus sentimentos faz com que o corpo expresse esses sentimentos, ou seja, o adoecer é a forma inconsciente de mostramos nosso sofrimento de uma maneira mais aceitável ou quando não conseguimos fazê-lo de outra maneira.

- Autopunição:
A autopunição surge para aliviar a ansiedade causada por um sentimento de culpa, derivado de um comportamento real ou imaginário, onde a pessoa se agride internamente. São pessoas que inconscientemente se sentem culpadas e merecedoras de castigo. Geralmente com a culpa, sempre vem a autopunição.
Quando há um conflito, mesmo que não tenhamos consciência de sua existência, será motivo de muito sofrimento, e se não for adequadamente resolvido, resultará em um estado de desequilíbrio do organismo a que chamamos doença. Como nem sempre conseguimos modificar a realidade, temos que nos adaptarmos a ela. Esse processo de adaptação não ocorre impunemente. Os meios que nossa psique lança mão para controlar o conflito são através dos mecanismos de defesa, que podemos entender como válvulas de escape de uma panela de pressão, que se não existirem, a panela explode. A explosão seria a doença, pois nem sempre os mecanismos de defesa conseguem ser eficazes.

- Necessidade de atenção:
A doença surge como uma forma de obter atenção, principalmente em crianças e idosos.
A opção pelo adoecer se faz pelo que chamamos de ganhos secundários. Para muitas pessoas a doença e o repouso na cama satisfazem suas necessidades de dependência, e até de descanso, como o ambiente hospitalar, que oferecem a oportunidade de satisfação parcial ao serem alimentados, cuidados e protegidos no mundo exterior. Ou as visitas constantes ao médico, tendo que as ouça e lhes dê um pouco de atenção, principalmente entre os idosos.

Se quando crianças ficávamos doentes e éramos atendidos, quando adultos podemos relacionar ficar doente com obter atenção, buscando preencher as carências e necessidades. Quando ficamos doentes não ficamos mais carentes de atenção, colo, carinho? Isso acontece porque um dos mecanismos de defesa muito comum durante a doença é a regressão, onde passamos a ter comportamentos próprios da infância. A regressão significa uma dificuldade em enfrentar ou controlar as situações de conflito. É como se, voltando a agir como criança, desistíssemos de lutar e nos entregamos aos cuidados dos outros.

- Estresse:
O estresse é um conjunto de reações que o organismo desenvolve quando submetido a uma situação que exige esforço para sua adaptação. É uma tensão emocional constante e quando essa tensão se torna intensa e prolongada, poderá haver falha nos mecanismos de defesa e surge a doença.
A expressão corporal constitui o primeiro e mais primitivo meio de comunicação e de defesa que o ser humano dispõe, principalmente nos momentos que as defesas estejam bloqueadas.
A vinculação entre estado psicológico e baixa das defesas do organismo baseiam-se nas alterações orgânicas que as situações do estresse provocam: maior produção de cortisona (hormônio produzido pelas supra-renais), que ocorre nessas situações, levaria à maior destruição das células de defesa do organismo. A relação entre o estado psicológico e as doenças não ocorre apenas nas situações de estresse, mas também de tristeza, ou toda sobrecarga de tensão emocional.

Diante do exposto acima, podemos perceber que as origens das doenças podem ser muitas, mas se analisarmos mais profundamente podemos perceber que a necessidade de adoecer está sempre relacionada com a falta de amor a si mesmo, e a necessidade desesperada de reconhecimento e atenção do mundo exterior. E ainda mais, percebemos como é importante expressarmos nossas emoções!

Rosemaire Zago

sábado, 25 de junho de 2011

PÂNICO


 


O transtorno do pânico é definido como crises recorrentes de forte ansiedade ou medo. As crises de pânico são entendidas como intensas, repentinas e inesperadas que provocam nas pessoas, sensação de mal estar físico e mental juntamente a um comportamento de fuga do local onde se encontra, seja indo para um pronto socorro, seja buscando ajuda de quem está próximo.
A reação de pânico é uma reação normal quando existe uma situação que favoreça seu surgimento. Estar num local fechado onde começa um incêndio, estar afogando-se ou em qualquer situação com eminente perigo de morte, a sensação de pânico é normal. O pânico passa a ser identificado como patológico e por isso ganha o título de transtorno do pânico quando essa mesma reação acontece sem motivo, espontaneamente. Nas situações em que a própria vida está ameaçada o organismo toma medidas que normalmente não tomaria, perdendo o medo de pequenos perigos para livrar-se de um perigo maior. Para fugir de uma cobra podemos subir numa árvore mesmo tendo medo de altura ou fazendo esforços incomuns, sofrendo pequenos ferimentos que no momento não são percebidos. O estado de pânico é portanto uma reação normal e vantajosa para a auto-presenvação. Aqueles que fogem mais rapidamente do perigo de morte têm mais chances de sobreviver.

O diagnóstico
O diagnóstico do transtorno do pânico possui critérios bem definidos, não podemos classificar como transtorno do pânico qualquer reação intensa de medo. Assim sendo estão aqui apresentados os critérios usados para fazer este diagnóstico.
a) Existência de vários ataques no período de semanas ou meses.Quando houve apenas um ataque é necessária a presença de significativa preocupação com a possibilidade de sofrer novos ataques ou com as consequências do primeiro ataque. Isto é demonstrado pela preocupação com doenças, intenção de ir ao médico e fazer exames, vontade de informar-se a respeito de manifestações de doenças.
b) Dentre vários sintomas pelo menos quatro dos seguintes devem estar presentes:
1- Aceleração da frequência cardíaca ou sensação de batimento desconfortável.
2- Sudorese difusa ou localizada (mãos ou pés).
3- Tremores finos nas mãos ou extremidades ou difusos em todo o corpo.
4- Sensação de sufocação ou dificuldade de respirar.
5- Sensação de desmaio iminente.
6- Dor ou desconforto no peito (o que leva muitas pessoas a acharem que estão tendo um ataque cardíaco)
7- Náusea ou desconforto abdominal
8- Tonteiras, instabilidade sensação de estar com a cabeça leve, ou vazia.
9- Despersonalização* ou desrezalização**.
10- Medo de enlouquecer ou de perder o controle de si mesmo.
11- Medo de morrer.
12- Alterações das sensações táteis como sensação de dormências ou formigamento pelo corpo.
13- Enrubescimento ou ondas de calor, calafrios pelo corpo.
*A despersonalização é uma sensação comum nos estados ansiosos que pode surgir mesmo fora dos ataques de pânico. Caracteriza-se por dar a pessoa uma sensação de não ser ela mesma, como se estivesse saindo de dentro do próprio corpo e observando a si mesmo.
**A desrealização é a sensação de que o mundo ou o ambiente em volta estão diferentes, como se fosse um sonho ou houvesse uma núvem.
Essas duas sensações ocorrem em aproximadamente 70% da população geral não significando como ocorrencia isolada uma manifestação patológica.
c) Há substâncias que podem geral reações de pânico como os estimulantes. Quando o pânico ocorre sob esse efeito não se pode dar este diagnóstico assim como também não pode ser dado em decorrência de outros estados ansiosos anteriores como um ataque de pânico secundário a uma exposição forçada de um fóbico social por exemplo.

Causas
As causas dos ataques de pânico são desconhecidas. Contudo cada um dos pensamentos teóricos vigente possue suas próprias teorias. Observa-se também que os pacientes ao procurarem o psiquiatra pela primeira vez geralmente possuem suas próprias teorias ou explicações para o que está acontecendo consigo. Por enquanto a única recomendação que o médico pode dar aos seus pacientes é de não pensarem a respeito pois como não existem bases comprovadas para se especular a respeito das causas do pânico, qualquer idéia tem muito mais chances de estar errada do que certa. O paciente deve preocupar-se em seguir o tratamento e levar sua vida normalmente ao invés de descobrir as causas de seu transtorno.
 
Teorias
Neuroanatômica:
Baseando no princípio de que o ataque de pânico é uma perturbação do sistema fisiológico que regula as crises normais de medo e ansiedade, cientistas elaboraram hipóteses do fluxo de acontecimentos no cérebro dos pacientes com pânico. Na figura abaixo está indicado que a reação de pânico começa no locus ceruleus (LC) porque sua estimulação produz quase todas as reações fisiológicas e autonômicas do pânico. O LC por outro lado se conecta ao nervo vago que se estende a regiões do tórax e abdômen, podendo explicar a origem do mal estar abdominal, sensação de sufocação e taquicardia tão frequentes nas crises de pânico. A ponte, onde está localiozado o LC, possui amplas conecções com o sistema límbico logo acima e é neste sistema onde se localizam as reações de medo e ansiedade. A ponte é também caracterizada por estar fora da área onde se pode exercer influência voluntária como na córtex, isto poderia explicar a origem inesperada e incontrolável das crises.

Comportamental
Para o modelo comportamental a teoria neuroanatômica é insuficiente. Vários princípios comportamentais estão envolvidos no desenvolvimento do pânico: o condicionamento clássico, o princípio do medo do medo, a teoria da interpretação catastrófica e a sensibilidade a ansiedade. No princípio do condicionamento clássico o paciente desenvolve o medo a partir de um determinado estímulo e sempre que exposto a esse estímulo, a recordação de medo é evocada fazendo com que a pessoa associe a idéia do medo ao local onde se encontra. Por exemplo, ao passar num túnel caso sinta-se mal por qualquer motivo passa a relacionar o túnel ao mal estar e gerando equivocadamente nova reação de ansiedade, que passa a ser reforçada pelo alívio da saído do túnel. Este modelo não pode explicar todas as crises de pânico nem é pretenção do pensamento comportamental explicar tudo a partir de uma só teoria comportamental.
Psicanalítica
A teoria psicanalítica afirma que as crises de pânico se originam do escape de processos mentais inconcientes até então reprimidos. Quando existe no inconsciente um processo como uma idéia, ou um desejo, ou uma emoção com o qual o indivíduo não consegue lidar, as estruturas mentais trabalham de forma a manter esse processo fora da consciência do indivíduo. Contudo quando o processo é muito forte ou quando os mecanismos de defesa enfraquecem, os processos reprimidos podem surgir "desautorizadamente" na consciência do indivíduo pela crise de pânico. A mente nesse caso trabalho no sentido de mascarar a crise de tal forma que o indivíduo continue sem perceber conscientemente o que de fato está acontecendo consigo. Por exemplo o indivíduo tem uma atração física por uma pessoa com quem não pode estabelecer contato, por exemplo a própria irmã. Este desejo então fica reprimido porque a real manifestação dele causaria intensa repulsa, raiva ou nojo de sí próprio. Para que esses sentimentos negativos permanecem longe da consciência a estrutura mental do indivíduo a mantém o desejo reprimido. Caso esse desejo surja apesar do esforço por reprimir, o aparato mental o transforma o desejo noutra imagem, podendo esta ser uma crise de pânico. Uma vez que o equilíbrio mental foi ameaçado o funcionamento mental inconsciente transforma o conteúdo da repressão numa crise de pânico.
Grupos de Risco
Aproximadamente 1,5 a 2% das pessoas é afetada por esse transtorno, o que significa uma prevalência alta, sendo ainda mais alto, de 3 a 4% se os critérios para diagnóstico não forem inteiramente preenchidos, ou melhor, se considerarmos as crises parciais e os quadros de ataques de ansiedade atípicos. As mulheres são mais afetadas do que os homens, sendo aproximadamente o dobro a incidência do transtorno do pânico sobre as mulheres em relação aos homens, a proporção então é de duas mulheres para cada homem. A idade de início concentra-se em torno dos trinta anos, podendo começar durante a infância ou na velhice. A mulher de 30 anos é o grupo sobre o qual observa-se maior incidência desse transtorno.
Tempo de Duração
O curso do pânico é imprevisível, tanto pode durar alguns meses como pode durar vários anos. Desde que o pânico começou a ser estudado, há poucas décadas, ainda não foi possível se verificar em que percentagem ele dura a vida toda. Os estudos de longo seguimento chegam a perto de uma década e aproximadamente 10% dos pacientes continua sintomático após esse período, ou seja, continua tendo ataques de pânico quando as medicações são suspensas. É importante notar que o tratamento não cura o pânico, apenas suprime os sintomas e permite o paciente ter uma vida normal, mas a suspenssão do tratamento leva a uma recaída caso não tenha ocorrido uma remissão espontânea do transtorno. Mesmo bem conduzido o tratamento não há nenhuma garantia de cura, ou os sintomas remitem sozinhos ou permanece a necessidade de utilização das medicações. Há relatos de casos de remissão espontânea durante a gestação
Medicações
O tratamento mais recomendado para o bloqueio das crises são os psicofármacos. Os antidepressivos de todos os grupos e os tranquilizantes são eficazes no controle das crises. Atualmente mediante a disponibilidade de vários psicofármacos, dificilmente um paciente não melhora com alguma medicação. Todos os grupos de antidepressivos testados mostraram-se eficazes, os tricíclicos e tetracíclicos, os inibidores da recaptação da serotonina e os inibidores da MAO. Apesar de todos os grupos terem sido testados com sucesso nem todas as medicações de cada grupo foi cientificamente testada, presume-se apenas que sejam eficazes. Assim, também os tranquilizantes benzodiazepínicos foram testados e dependendo da dose, todos obtiveram sucesso. A decisão quanto a escolha da medicação deve obedecer a critérios básicos como outras doenças presentes no paciente, portadores de glaucoma não podem tomar tricíclicos, por exemplo. Interações com outras medicações já em uso, história de reação indesejável a determinadas medicações em escolha, características individuais como os pacientes obesos devem optar preferencialmente pelos inibidores da recaptação da serotonina, os pacientes muito magros por tricíclicos. Pessoas com problemas sexuais devem evitar os inibidores da recaptação da serotonina. Por fim como há entre essas medicações marcante diferença de preços é válido considerar isso como critério de escolha desde que não seja feita em detrimento do bem estar do paciente.
Quanto a estratégia de uso das medicações, é recomendável que os antidepressivos sejam evitados isoladamente no início do tratamento. Como essas medicações só passam a bloquear as crises após duas semanas em média, e provocam uma piora do pânico no começo, é preferível que nesta fase seja dado junto ao antidepressivo, um tranquilizante, que tanto poderá ser suspenso depois, como continuar sozinho em monoterapia. Os tranquilizantes de escolha são os de alta potância, embora os de baixa potência podem ser usados em doses mais elevadas.
Terapias
A terapia cognitivo-comportamental é a única que pode ser indicada para o tratamento do pânico, contudo as medicações são mais rápidas no bloqueio das crises. Há pesquisadores que contestam o uso da terapia cognitivo-comportamental para o transtorno do pânico, indicando apenas para o tratamento da agorafobia.
Consequências do pânico
Frequentemente encontramos entre os paciente com pânico certas reações distintas do próprio pânico mas oriundas dele. A mais comum é a agorafobia que possui uma seção especial a ela dedicada. A ansiedade antecipatória é uma ocorrência comum em outros transtornos de ansiedade, trata-se simplemente da preocupação excessiva que antecede o eventos às vezes por alguns dias. Como o paciente com pânico nunca sabe quando sofrerá nova crise está sempre apreensivo, quando relaciona a crise a determinado local ou situação passa a ter ansiedade referentes a eles. A evitação é o comportamento decorrente da atribuição do local a sua crise, quem tem medo de ter crises em túneis por exemplo dá voltas maiores para evitá-lo. Por fim, a hipocondria é uma manifestação frequente no transtorno do pânico, apesar de encontrarmos poucas referências nos livros a esse respeito, na prática é uma relação bastante comum. Como as crises são fortes e muitas vezes associadas a mal estar cardíaco, os pacientes acreditam que sofrem algum mal cardiológico e por isso são encontrados nos consultório e laboratórios de exames cardíacos, além das emergências gerais quando julgam estarem tendo um ataque cardíaco.
Coração
A ligação entre o pânico e doenças cardíacas é nula conforme diversos estudos mostraram, ou seja, não existem evidências de que os ataques de pânico com forte dores no peito venham a provocar qualquer tipo de doença cardíaca, nem as doenças cardíacas por outro lado podem causar pânico.
O prolapso da válvula mitral é um alteração anatômica cardíaca inócua frequentemente encontrada dentre os pacientes com pânico. Não se sabe ainda se existe alguma ligação genética entre o prolapso e o pânico, não há nenhuma prova de que o pânico leve a formação do prolapso nem o prolapso cause pânico pois, muitas pessoas têm prolapso sem terem pânico. A concomitãncia entre essas duas manifestações médicas é reconhecida e não muda em nada a evolução, o tratamento e a gravidade do pânico, assim como o pânico não agrava o prolapso.
Como a sintomalotogia aparentemente cardíaca é grande no transtorno do pânico, a frequência desses paciente nos consultórios cardiológicos é grande. Muitos pacientes mesmo depois de convencidos de que não têm nada no coração continuam indo às emergências com receio de infarto do miocárdio, isto demonstra o caráter de incontrabilidade do transtorno do pânico como ocorre em todas perturbações mentais.
Problemas gerais que podem se parecer com ataques de pânico
Nenhuma doença mental é letal nem provoca sequelas, mas outras doenças médicas podem, por isso, sempre que há suspeitas da existência de algum problema clínico causando uma manifestação parecida ao pânico, é imprescidível investigar outros problemas médicos. As doenças mais parecidas aos ataques de pânico são:
  1. Hipertireoidismo ou hipotireoidismo
  2. Hiperparatireoidismo
  3. Feocromocitoma
  4. Disfunções vestibulares
  5. Convulsões
  6. Intoxicação do sistema nervoso central
  7. Doenças cardíacas
1. As alterações da tireoide geralmente possuem vários outros sintomas inexistentes no pânico, como alterações significativas do peso, do dinamismo, da pele por exemplo, além de poder ser diagnosticada através da dosagem dos hormônios sanguíneos. As crises do pânico pelas alterações da tireoide podem até ceder com um tratamento, mas isso não melhora o estado para o organismo. O tratamento do pânico pode ser realizado enquanto se procede o devido controle hormonal.
2. O hiperparatireoidismo é menos comum, mas alterações metabólicas podem fazer com o que o paciente tenha fortes perturbações físicas que se exteriorizam como crises de pânico.
3. O feocromocitoma é raro, trata-se do excesso de adrenalina e outras catecolaminas circulantes. Além de crises de pânico o paciente pode sentir tremores, cefaléia, taquicardia, sudorese, ansiedade, ruborização, hipertensão, de forma que é muito parecido aos sintomas do pânico. Através da dosagem das catecolaminas, em 24h este problema pode ser descartado.
4. As disfunções vestibulares são as perturbações do vestíbulo auditivo e o cerebelo. As perturbações vestibulares cursam com tonteiras, enjôos, vômitos e desequilíbrios mas não proporcionam sensação de medo. Apesar disso pode ser confundida com o pânico.
5. Convulsões por serem inesperadas e de curta duração podem se parecer com crises de pânico. As covulsões que cursam com perda dos sentidos e queda podem ser descartadas porque o pânico não provoca isso, somente as crises que não provocam perda de consciência podem ser consideradas como possíveis crises de pânico.
6. O uso de certas substâncias como cocaína ou estimulantes podem levar a crises de pânico típicas, mas não provocam o transtorno do pânico, ou seja, uma vez eliminadas as substâncias psicotrópicas as crises de ansiedade cessam sem deixar esse tipo de sequela.
7. Os problemas cardíacos devem sempre ser descartados. Um paciente com quadro clínico compatível com transtorno do pânico e queixas cardíacas deve ser encaminhado rotineiramente para o atendimento cardiológico. Caso surja algum problema será uma mera coincidência, mas é melhor errar por excesso de zelo do que esperar consequências danosas para o coração. É recomendável que isso seja feito pois muitas medicações que tratam o pânico provocam pequenas alterações no ritmo cardíaco.
Aos parentes
Frequentemente os paciente com pânico sofrem muito duas vezes, a primeira por causa dos ataques e suas consequências e a segundo por causa da incompreensão de que são vítimas. Como médico canso-me de ouvir de meus pacientes que seus filhos, pais, cônjugues criticam-no por causa das crises achando que são frescuras, que está na verdade precisando apanhar...!!!??? É verdade, a primeira coisa que os parentes têm que fazer é compreender, aceitar e apoiar os pacientes. O transtorno do pânico é uma doença como outra qualquer, o paciente não escolheu tê-la, nem pode evitá-la.
Aqui estão algumas recomendações às pessoas que convivem com quem tem pânico:
Nunca diga:
Reaxe, acalme-se...
Você pode lutar contra isso...
Não seja ridícula(o)!
Não seja covarde!
Você tem que ficar (quando o paciente quer sair de onde está)
Recomendações
1. Não faça suposições a respeito do que a pessoa com pânico precisa, pergunte a ela.
2. Seja previsível, evite surpresas
3. Proporcione a quem sofre de pânico a paz necessária para se recuperar.
4. Procure ser otimista para com quem pânico, procure aspectos positivos nos problemas.
5. Não sacrifique sua própria vida pois acabará criando ressentimentos.
6. Não entre em pânico quando o paciente com pânico tiver um ataque.
7. Seja paciente e aceite as dificuldades de quem tem pânico mas não se conforme como se ela(e) for uma inválida(o).

Compreendendo o Lítio - equilibrio no Humor



 



O QUE É O LÍTIO?
O Lítio é um elemento mineral que ocorre na natureza.
Os comprimidos são fabricados por um processo especial sob a forma de carbonato o que assegura a libertação a níveis controlados do lítio no sangue, durante um período de 24 horas. Isto significa que o doente pode tomar o Lítio uma a duas vezes por dia.
COMO ME PODERÃO AJUDAR OS COMPRIMIDOS DE LÍTIO?
Muitos anos de pesquisa cuidadosa e uso clínico extenso demonstraram que o Lítio, quando tomado na dose correcta, normaliza a vida do doente.
O medicamento ajudá-lo-á a evitar as recaídas das depressões ou da fase de euforia.
COMO FUNCIONA O LÍTIO?
É complexo, intervindo no Sistema Nervoso Central com uma acção estabilizadora do humor.
QUAL A RAPIDEZ COM QUE O LÍTIO FUNCIONA?
Varia de doente para doente e depende da fase da doença. Em alguns tipos de crise podem ser obtidos resultados no pequeno espaço de 7 a 14 dias. Por outro lado, se o médico está a tratar o doente com Lítio para evitar a recorrência da doença, podem ser necessários 6 a 12 meses, antes de se conseguir uma eficácia completa.
DURANTE QUANTO TEMPO SE TOMA O LÍTIO?
Na maioria dos doentes o Lítio é usado tanto para tratar a doença como para evitar a sua recorrência.
Assim, e tal como o médico recomendará, deverá temar Lítio durante um longo período.
O QUE ACONTECERÁ SE O DOENTE PARAR DE TOMAR LÍTIO?
Em muitos casos ocorrerá uma situação de doença.
O doente só poderá parar o tatamento a conselho do médico.
QUAL A FREQUÊNCIA COM QUE NECESSITA DE TOMAR LÍTIO?
Numa dose única, ou em duas doses diárias, numa média de 1 a 4 comprimidos por dia.
TERÁ O DOENTE DE TOMAR SEMPRE O MESMO NÚMERO DE COMPRIMIDOS DE LÍTIO POR DIA?
De tempos a tempos, e por variadas razões, o médico pode decidir alterar a dose diária de Lítio entre meio e um comprimido por dia.
PODE ESMAGAR OU DISSOLVER O LÍTIO CASO TENHA DIFICULDADES EM ENGOLIR?
Não. Os comprimidos de Lítio podem ser engolidos com água ou então com uma bebida fria. Nunca esmagar, mastigar ou dissolver, dado que estas acções destruirão a sua composição especial. Se a sua dose diária é, por exemplo, dois comprimidos e meio, é perfeitamente adequado para o doente dividir o comprimido. Cada comprimido tem uma ranhura, para auxiliar o doente a dividir o comprimido adequadamente.
O QUE DEVERÁ FAZER CASO SE ESQUEÇA DE TOMAR A DOSE DIÁRIA DE LÍTIO?
Deve tomar a sua dose normal na altura devida no dia seguinte. Não tomar uma dose dupla.
O QUE DEVERÁ FAZER CASO SE ESQUEÇA DE TOMAR UM CERTO NÚMERO DE DOSES DE LÍTIO?
Caso se esqueça de tomar várias doses de Lítio, é aconselhável reiniciar, tomando a sua dose normal diária, na altura habitual, no dia em que se lembra. Se nos dias seguintes, se tem de deslocar ao médico para fazer a análise de doseamento de Lítio no sangue, é importante que lhe fale acerca das doses omitidas.
QUAL A FINALIDADE DAS COLHEITAS DE SANGUE?
Se está a obter benefício com o Lítio, deverá manter um certo nível de Lítio no sangue. De modo diferente da maioria dos medicamentos o nível sanguíneo do produto activo é facilmente determinado. O nível que dá os melhores resultados varia de doente para doente. Depois do médico ter estabelecido o melhor nível para o doente, as colheitas de sangue regulares rapidamente detectam qualquer alteração, permitindo ao médico ajustar a dose de comprimidos adequadamente.
QUAL A FREQUÊNCIA COM QUE TERÁ DE FAZER A ANÁLISE DE SANGUE?
A primeira análise é em geral efectuada 4 a 5 dias após o doente ter iniciado o Lítio, e então em intervalos regulares até estabilizar o tratamento.
Deverá fazer-se então um controle periódico.
PODE TOMAR O LÍTIO SEM EFECTUAR TESTES DE SANGUE?
Não.
DEVE-SE FAZER O TESTE DE SANGUE NA MESMA ALTURA DO DIA?
É melhor fazer o teste de sangue na mesma altura do dia. Por razões práticas nem sempre é possível.
Nesse caso, deixar sempre um intervalo de 12 horas entre a última dose de Lítio e a altura da colheita. Assegurar-se se o médico tem conhecimento deste intervalo.
PODE O LÍTIO TER EFEITOS SECUNDÁRIOS?
Os medicamentos mais potentes produzem efeitos secundários num pequeno número de doentes, e, no caso do Lítio, eles podem ocorrer em fases precoces do tratamento quando os níveis se estão a estabilizar, ou, mais tarde, após ficarem estabilizados. Crises de vómitos, diarreia, sonolência, ou volumes aumentados de urina, são motivos para consultar o seu médico, o qual decidirá o tipo de acção a ser tomada. A maioria das pessoas tomam o Lítio sem qualquer interferência de efeitos secundários.
EXISTEM DOENTES QUE NÃO DEVERÃO TOMAR O LÍTIO?
Sim. Eles formam uma pequena minoria, bem conhecida do médico.
Podem, quaisquer das das doenças com febre, a gripe, as gastroentrites e as infecções urinárias podem alterar a quantidade de Lítio que circula no organismo. Caso o doente desenvolva quaisquer destas infecções, diarreias, náuseas, vómitos ou um tremor intenso, deverá informar o médico imediatamente. O doente deve dizer ao médico que está a ser tratado com Lítio, no caso deste o desconhecer.
PODEM-SE TOMAR OUTROS MEDICAMENTOS DURANTE O TRATAMENTO COM LÍTIO?
Sim, mas sempre com controle médico.
PODE-SE CONDUZIR OU TRABALHAR COM MÁQUINAS ENQUANTO TOMA LÍTIO?
Sim.
É NECESSÁRIA UMA DIETA ESPECIAL ENQUANTO SE TOMA LÍTIO?
Não são necessárias nenhumas restrições dietéticas, mas o doente deverá ter refeições regulares e manter a ingestão normal de sais e líquidos. Deverá consultar o seu médico antes de tomar medicamentos, ou começar qualquer dieta de emagrecimento. Um pequeno número de doentes aumentam de peso enquanto tomam LÍTIO. Caso tenha um aumento de sede, deve beber água ou bebidas não açucaradas.
PODE-SE BEBER ÁLCOOL, ENQUANTO TOMA LÍTIO?
A ingestão de álcool em excesso aumenta a perda de água e sal no organismo e ambas as perdas podem ter efeitos prejudiciais no tratamento com LÍTIO. É melhor aconselhar-se sobre este assunto junto do seu médico.
AFECTARÁ O LÍTIO A VIDA SEXUAL?
Não.
DEVERÁ O DOENTE PARAR O LÍTIO CASO DESEJE TER UM FILHO?
Sim, após prévio aconselhamento médico.
SE UMA DOENTE ENGRAVIDA E ESTIVER A TOMAR LÍTIO, O QUE DEVE FAZER?
Parar imediatamente de tomar os seus comprimidos. Deve informar o médico caso pense que está grávida e aconselhar-se junto dele.
PODE AMAMENTAR O SEU BEBÉ ENQUANTO TOMA LÍTIO?
Não. A amamentação normalmente não é aconselhada, dado que algum LÍTIO pode estar presente no leite da mãe, e o médico em geral recomendará que o seu filho seja alimentado artificialmente.
CASO TENHA UM ACIDENTE OU OUTRA URGÊNCIA MÉDICA, ATÉ QUE PONTO É IMPORTANTE QUE OS MÉDICOS SAIBAM QUE TOMA O LÍTIO?
Os médicos que trabalham nas urgências são bastante ajudados pelo conhecimento dos medicamentos que o doente toma regularmente, sendo útil que este seja portador da indicação dos medicamentos que toma.
O QUE DEVE FAZER CASO COMECE A SENTIR ALTERAÇÕES DO HUMOR (EUFÓRICAS OU DEPRESSIVAS) MESMO TOMANDO O LÍTIO?
Se a alteração persiste durante 2 dias, deverá ir ao médico. Pode ser necessário modoficar a dose de LÍTIO.
DEVERÁ O DOENTE IR AO MÉDICO, MESMO QUANDO SE SENTE BEM?
Sim, para uma avaliação periódica em consulta médica.





























sábado, 21 de maio de 2011

COMO AJUDAR-SE A SI MESMO



Os distúrbios depressivos fazem você se sentir exausto, desvalorizado, desamparado e sem esperança. Estes pensamentos e sentimentos negativos fazem com que algumas pessoas queiram desistir de tudo. É importante compreender que a visão negativa faz parte da depressão e não reflete, de forma exata, sua condição. O pensamento negativo desaparece quando o tratamento começa a surtir efeito. Neste meio tempo, recomendam-se algumas atitudes:
  • Não se imponha metas difíceis e nem assuma responsabilidades em excesso;
  • Divida as grandes tarefas em tarefas menores, estabeleça algumas prioridades e faça apenas o que puder e do modo que puder;
  • Não espere demais de si mesmo; isto só aumentará sua sensação de fracasso;
  • Procure ficar com outras pessoas; geralmente é melhor do que ficar sozinho;
  • Participe de atividades que possam fazer você se sentir melhor;
  • Você deve tentar praticar exercícios físicos, ir ao cinema, a jogos ou participar de atividades sociais ou religiosas;
  • Não exagere ou se preocupe se o seu humor não melhorar logo. Isso às vezes pode demorar um pouco;
  • Leia bons livros, em especial os de auto-estima, eles poderão ajudar você a refletir sobre a situação que está enfrentando e encontrar um caminho mais fácil para sair dessa;
  • Faça meditação, ajuda a relaxar;
  • Não tome grandes decisões, tais como mudar de emprego, casar-se ou divorciar-se sem consultar pessoas que o conheçam bem e que possam ter uma visão mais objetiva de sua situação. Resumindo, é aconselhável adiar decisões importantes até que sua depressão tenha desaparecido;
  • Não espere que sua depressão passe de um momento para outro, pois isso raramente ocorre;
  • Ajude-se o quanto puder e não se culpe por não estar "cem por cento";
  • Não importa qual a sua religião: reze, ore e peça ajuda divina para superar suas dificuldades, isso sempre traz um grande bem-estar;
  • Ouça músicas alegres, isso ajuda a mandar embora os pensamentos derrotados;
  • Assista a filmes divertidos;
  • Tente educar seus pensamentos: pensou em coisa ruim, para tudo e começa de novo;
  • Converse com as pessoas que gostam de você e vão poder ajudar com palavras de carinho e comentários favoráveis a respeito de sua dor;
  • Melhore sua qualidade de vida: saia para caminhar, ver pessoas;
  • Cuide de seu visual e de sua casa;
  • Cuide de um animal de estimação e o bichinho vai mostrar a você o quanto a sua presença é importante;
  • Fale alto palavras positivas como alegria, felicidade,realização, paz, controle, amor, luz; elas são capaz de melhorar seu humor;

LEMBRE-SE:

  • Não aceite seus pensamentos negativos. Eles são parte da depressão e desaparecerão a medida que sua depressão responder ao tratamento.
REAJA!!!

ORAÇÃO PARA A DEPRESSÃO
Amado Senhor, às vezes sinto-me tão deprimido que não consigo nem rezar. Por favor, liberta-me deste cativeiro.

Eu Te agradeço, Senhor, Pelo Teu poder libertador e, no poderoso nome de Jesus, expulso de mim o malígno: espírito de depressão, de ódio, de medo, de auto-piedade, de opressão, de culpa, de falta de perdão e qualquer outra força negativa que tenha investido contra mim.

E os amarro e expulso em nome de Jesus.

Senhor, arrebenta todas as cadeias que me prendem.

Jesus, peço-Te que voltes comigo até o momento em que esta depressão me atacou e me libertes das raízes deste mal.

Cura todas as minhas lembranças dolorosas.

Enche-me com o Teu amor, a Tua paz, a Tua alegria.

Peço-Te que restaures em mim a alegria da minha salvação.

Senhor Jesus, permite que a alegria jorre como um rio das profundezas do meu ser.

Eu Te amo, Jesus, eu Te louvo. Traze ao meu pensamento todas as coisas pelas quais posso agradecer-Te.

Senhor, ajuda-me a alcançar-Te e a tocar-Te; a manter meus olhos postos em Ti e não nos problemas.

Eu Te agradeço, Senhor, por me guiares até a saída do vale. É em nome de Jesus que suplico.

Amém!!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A dor emocional - Uma forma de gratidão pelo que ela nos ensinou


 Podemos localizar em nossa vida fases em que uma doremocional permanece instalada em nós por um longo período - um ano e meio, pelo menos. Vamos dormir sabendo que, ao acordar, sentiremos a mesma dor no peito. Geralmente isso ocorre quando vivemos algo maior do que nossa capacidade de elaborar. A meta de transformar o sofrimento em autoconhecimento faz com que nos sintamos íntimos da nossa dor, tão próximos dela que, às vezes, sentimos pena de deixá-la. 


Eu me lembro claramente da primeira vez que senti nostalgia por perceber que uma dor emocional estava para acabar. Cheguei a perguntar para Gueshe Sherab: Será que sem esta dor continuarei aprendendo tanto quanto aprendi ao senti-la?. Ele riu e me respondeu: Você não precisa chamar a dor para evoluir, pode ter certeza que sempre haverá sofrimento suficiente para aprender algo com ele. Quando a mente não está sobrecarregada com uma dor intensa, pensa melhor. Se estivermos sofrendo pela mesma dor há muito tempo, devemos identificar o momento de nos desapegarmos dela. É necessário sentirmos a dor apenas enquanto ela nos ajudar a aprender mais a nosso próprio respeito, ou seja, enquanto ela representar uma forma de ampliarmos a visão acerca de nós mesmos. 




Parece óbvio que ninguém deseja se apegar à dor. Na realidade, porém, desapegar-se dela talvez seja um de nossos maiores desafios. Aceitar a necessidade de abandonar um padrão emocional, mesmo que ele implique sofrimento, pode ser tão difícil quanto aceitar a morte de um ente querido, pois sentimos como se perdêssemos algo de nós mesmos. Em ambos os casos devemos aprender a fazer o luto.

Como escreve Christine Longaker em Esperança diante da morte (Ed.Rocco): O processo de recuperação da nossa dor pode nos ajudar a viver de maneira mais plena e apreciar cada dia e cada pessoa, como uma dádiva insubstituível. No luto, devemos por fim nos desapegar da pessoa que se foi; no entanto, podemos manter o seu amor conosco. Não somos abandonados na perda; podemos nutrir nossas memórias de amor, e permitir que o amor continue fluindo na nossa direção. Do mesmo modo, quando nos separamos de um padrão emocional dolorido com o qual convivemos por tantos anos, devemos manter a consciência de sua importância em nosso processo de autoconhecimento: uma forma de gratidão pelo aprendizado. 

Sogyal Rinpoche sugere o contato com a natureza como um potente método de pôr fim à dor: Um dos métodos mais poderosos que conheço para aliviar e dissolver o sofrimento é ir para a natureza, contemplar uma cachoeira, em especial, deixando que as lágrimas e a dor saiam de você e o purifiquem como a água que flui. Pode também ler um texto tocante sobre a impermanência ou o sofrimento, e deixar a sabedoria contida em suas linhas trazer-lhe consolo. 

Aceitar a dor e pôr-lhe fim é possível. (O livro Tibetano do Viver e Morrer, Ed. Talento ) Quando aceitarmos o fato de que podemos experimentar conscientemente nossa dor, então, estaremos prontos para nos liberar dela! Finalmente romperemos o hábito de autocomiseração e estaremos aptos para sermos felizes. A intensidade da dor de uma emoção possui um tempo que lhe é próprio, mas que também tem seu fim. Se ela continuar presente depois de um tempo prolongado é porque a estamos invocando em demasia. É melhor pararmos de invocar essa dor e abrirmo-nos para o desconhecido, perguntando-nos: Como serei sem esta dor? Muitas vezes encontramos justificativas nobres para não mudar, quando, na realidade, estamos é precisando ser mais sinceros com nossa fraqueza. A sinceridade é um antivírus contra as interferências interiores e exteriores, pois quando somos sinceros não fazemos rodeios. A sinceridade nos dá coragem e abertura para lidar com qualquer situação, agradável ou desagradável. Desta forma, nos abrimos para o mundo. A falta de foco é um modo de nos protegermos das exigências do mundo, e de adiarmos nossa participação nele. 

Ao saber quem somos, podemos adquirir a flexibilidade de perceber igualmente as nossas necessidades e as dos outros sem privilegiar nenhuma das partes. Assim, não estaremos amarrados a nós mesmos, nem nos confundiremos com os desejos dos outros.  


Extraído do livro O livro das Emoções de Bel Cesar, Ed. Gaia.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

DEPRESSÃO E SUICÍDIO




1. Em algum momento todo o depressivo sente vontade ou fala em morte, suicídio. Dos pacientes que sofrem depressão, quanto realmente atentam contra a sua própria vida?

Em média 50% dos pacientes com depressão tentam o suicídio. Segundo nossas pesquisas e as estatísticas extraídas do Grupo de apoio a depressivos 74% dos pacientes com depressão pensam na morte, ou tem vontade de morrer visando encontrar alívio para seus sofrimentos. Isto varia de acordo com a intensidade da crise.


2. O suicida é alguém corajoso por ir de encontro a morte (coisa que quase todo mundo teme) ou é um covarde por tirar a própria vida?

As duas coisas dependem do ponto de vista e da cultura em que o indivíduo está inserido. Existem dois tipos básicos de suicidas, os que se matam por uma patologia, geralmente ligada a uma doença mental (em especial a depressão), e os que são suicidas por razões ideológicas e religiosas. Estes últimos em seu habitat social são vistos como mártires, heróis como os Kamikazes da segunda guerra mundial por exemplo. Isto nos confunde muito pois é preciso ter coragem para fugir da vida... tenho publicado um estudo profundo sobre isto no site: www.olhosalma.com


3. Pode-se falar que exista um perfil das pessoas com tendências suicidas? Qual seria este perfil?

 Geralmente pessoas com desequilíbrio mental e afetivo severos, pessoas com depressão e desesperadas com humor instável e com forte tendência agressiva para consigo própria.

4. Como a família deve agir diante de um integrante que se mostra com tendências suicidas?

Sempre que encontrarmos uma pessoa com tendência auto- destrutiva seja de nossa família ou não, deveremos a encaminhar a um especialista com urgência. Esta não é uma área em que podemos brincar ou ficar apáticos. O amanhã pode ser tarde demais...


5. Como é feito o tratamento destas pessoas através da psicologia?

Pela saúde mental de base analítica, na psicoterapia de abordagem humanista utilizamos um modelo de intervenção em crise por nós desenvolvido aplicando a fenomenologia, que inclusive interessou a chefia do corpo de bombeiros na época. Temos aqui na região uma ong que atua com uma equipe de mais de 70 profissionais em regime interdisciplinar. Atendemos mais de 6 mil pacientes e graças a Deus até hoje não perdemos ninguém.


6. Grupos de apoios são importantes nessa recuperação?

 Sim se tiverem uma metodologia adequada.

7. Alguém que já tentou ou fala muito em suicídio, sempre vai ter esse comportamento ou existe cura para a vontade de morrer?

Existe cura como existe cura para a depressão para isto há de se fazer o tratamento adequado.

8. Como é desenvolvido o trabalho nos grupos de apoio a depressivos quanto à questão do suicídio? Existe um grupo específico para quem tentou o suicídio ou apresenta tendências suicidas?

Não há necessidade de um grupo específico, mas de uma psicoterapia profunda aplicada em concomitante ao tratamento. Geralmente o emprego de medicamentos ocorre junto.


9. Quem desejar participar de algum dos grupos de apoio a depressivos do Instituto Olhos da Alma Sã o que deve fazer?



Gostaria de acrescentar que boa parte das pessoas que colocam fim a própria vida o fazem por desespero, por não encontrarem solução para seus problemas. Jamais retire de uma pessoa sua esperança e a fé de que um dia ela pode melhorar. Vi muitos casos de pessoas que se matarão por receberem um diagnóstico errado ou um péssimo prognóstico. Devemos buscar ter mais amor por nossos pacientes.

Por Jorge Monteiro de Lima 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Estará a punir-se a si mesmo? DEPRESSÃO



Será que uma pessoa deprimida pode estar assim por punir-se a si mesma? Como entender que pode haver uma autopunição em certas pessoas deprimidas? Elas se puniriam por conta de que fato?

Depressão é um estado mental sofrido. Caracteriza-se por tristeza profunda, desânimo, idéias negativas, pessimistas, às vezes irritação, chôro fácil ou bloqueio do chorar (quando então a pessoa experimenta uma forte angústia no peito, que é o choro preso), desprazer em estar com as pessoas, sente-se pior pela manhã, tendo dificuldade para levantar da cama, insônia, às vezes idéias suicidas (porque a pessoa não vê solução para seu sofrimento), etc.

A depressão pode surgir por perda do objeto amado. Perda real ou imaginária, parcial ou total, temporária ou definitiva. Quando um cônjuge se casa amando seu marido/mulher, e ao longo dos anos de casamento ocorrem frustrações entre ambos porque nenhum dos dois satisfaz todas as necessidades afetivas mútuas, há, então, uma perda. Pode-se juntar a esta perda a que foi trazida da infância na qual também ocorreram frustrações na família de origem. A perda da infância pode ficar inconscientizada e a pessoa viver no presente como se a dor do passado não tivesse mais nenhuma relação com a atual – nem toda dor emocional do passado mal resolvida é consciente. Alia-se à esta perda infantil, a perda atual, ou seja, do casamento. Daí surge acúmulo de dor que pode se tornar insuportável.

O que você faz quando surge dor física? Toma um analgésico, um comprimido, um líquido, uma injeção, um chá, uma pomada, uma compressa, ou gelo. E quando a dor é emocional? Você pode tomar medicamentos, dormir demais, se drogar, fingir que não há dor, trabalhar demais, punir a pessoa que o frustrou. E como pode punir? Privando-a de afeto, se tornando fria, indiferente, agressiva. Pode trair, se isolar, privar a pessoa de sexo, abandoná-la, pode se dedicar exageradamente à um outro membro da família, etc.

A pessoa frustrada, carente de afeto e de valorização, pode ter razão em se sentir magoada e ferida porque pode ter sido privada de atitudes que gerariam auto-valor. E autovalorização é uma necessidade humana básica. Quando há perturbação da formação dela por causa do desamor anterior, o indivíduo pode recorrer a métodos não construtivos para a formação da necessária autovalorização. Pode buscar a coisa positiva, de maneira negativa, destrutiva.

A Bíblia fala de um "eu" carnal e de um "eu" espiritual. O "eu" carnal também experimenta amor. Só que ele é unido à vaidade. E a vaidade se exalta na tentativa de construir um autovalor machucado e machucador. Mas o amor "carnal" que precisa da vaidade para construir o auto-valor (coisa positiva), busca este auto-valor de maneira errada porque no amor verdadeiro (vivido pelo “eu” espiritual) não existe a busca dos próprios interesses de maneira inconveniente, não produz injustiça, não machuca ninguém. "O amor [maduro] é paciente e bondoso. Não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso. Não é grosseiro, nem egoísta. Não se irrita, nem fica magoado. Não se alegra quando alguém faz alguma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo. Nunca desanima, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência." (adaptado de A Bíblia na Linguagem de Hoje).

O tipo de amor que gera auto-valor só tem bons resultados no caminho da verdade, porque se não a sensação de auto-valor pode até vir com a prática do erro, mas junto vem a culpa. E para tentar apagar esta culpa a pessoa pode atacar o outro, aquele que o feriu, ficando cega para seus próprios erros e maneiras equivocadas de buscar auto-valorização.

Se a pessoa está num caminho errado, que sua consciência condena, ela terá  culpa inevitavelmente. Culpa real. Pode se sentir péssima consigo e passar a não só punir o outro que a frustrou, como pode –  veja só! – punir a si própria. Como? Com a depressão.

A depressão pode ser, portanto, uma forma da pessoa manifestar uma auto-punição (resultado da culpa real) por ter buscado métodos errados de punir aquele que o frustrou. Ela pode ficar nisso o tempo todo, num círculo vicioso assim: se sente frustrada ➜ busca valorização e afeto de maneira errada ➜ surge a culpa ➜ tenta racionalizar essa culpa punindo quem a frustrou ➜ se sente culpada mais ainda (principalmente se a pessoa já pediu perdão e procura amar agora sinceramente) ➜ surgem sintomas depressivos. Volta a buscar valorização e bem-estar da maneira errada ➜ surge a culpa ➜ racionaliza essa culpa atacando ou desprezando quem a frustrou ➜ vem mais culpa ➜ se deprime. Etc.

Será a solução usar remédios para abafar a culpa e a dor? Como cortar este círculo vicioso negativo, destrutivo? Primeiro, a pessoa frustrada precisa cortar o método errado (indiferença, infidelidade, agressividade) que está usando para obter o certo (auto-valor, afeto). Segundo, perdoar a pessoa que a frustrou, e aceitar o perdão solicitado. Terceiro, perdoar a si mesma por seus próprios erros. Quarto,  colaborar para a restauração de um relacionamento afetivo maduro, dentro de uma nova visão do amor e do amar. Quinto, aprender a lidar com a dor da perda (do passado infantil e do presente) , suportando-a, sem fugir para meios destrutivos, acreditando e dando tempo para ver que esta dor irá diminuir e até desaparecer justamente na medida que for enfrentada com a verdade, a lealdade, a paciência, a compreensão, o perdão (por si e pelo outro), e o desejo que pode surgir na alma de amar melhor. A depressão tem cura. E o que cura é a verdade e o amor maduro.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

BANANA PODE REDUZIR DEPRESSÃO, REVELA ESTUDO FILIPINO



Fruta também reduz risco de ataques cardíacos e reforça a massa muscular"

MANILA - Comer duas ou três bananas por dia é um excelente remédio para superar a depressão, segundo um estudo elaborado nas Filipinas, que destaca o alto conteúdo do trytophan, um antidepressivo natural, na fruta. A conclusão é do Instituto de Pesquisa de Alimento e Nutrição (FNRI). 

A pesquisa publicada nesta segunda-feira, 25, assegura que os níveis de trytophan nas bananas mantêm os níveis de serotonina no cérebro e melhoram o humor das pessoas. 

O FNRI recomenda a ingestão de duas ou três bananas por dia, equivalentes a entre 20 e 30 gramas de carboidratos e a entre 80 e 120 quilocalorias. 

Os pesquisadores filipinos observaram outras virtudes da banana para a saúde, como os altos níveis de vitamina A, C, K e B6.  

A B6, especificamente, é essencial na dieta e sua ausência pode provocar insônia, fraqueza e irritabilidade. Os cientistas destacam que a vitamina regula o nível de glicose no sangue, o que também repercute no estado de ânimo das pessoas. 

O instituto acrescenta que a banana não produz colesterol nem causa obesidade, reduz o risco de ataques cardíacos e contribui para reforçar a massa muscular e a energia, especialmente nas crianças.

 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Quando alguém que amamos tem um distúrbio mental



PARECIA ser uma manhã como outra qualquer para a família. Os quatro membros da família estavam prontos para as atividades do dia. Gail lembrava o filho, Matt, de 14 anos, que ele estava atrasado para pegar o ônibus escolar. O que aconteceu em seguida foi completamente inesperado. Em meia hora, Matt pichou uma parede do quarto, quase incendiou a garagem e tentou se enforcar no sótão.
Desesperados, Gail e seu marido Frank seguiram a ambulância que levava Matt, tentando entender o que acabara de acontecer. Infelizmente, porém, era só o começo. Seguiram-se muitos surtos psicóticos, mergulhando Matt no mundo obscuro da doença mental. Foram cinco anos de angústia com várias tentativas de suicídio, duas prisões, internações em sete clínicas psiquiátricas e inúmeras consultas com especialistas em saúde mental. Amigos e parentes muitas vezes ficavam perdidos, sem saber o que dizer ou fazer.
Segundo estimativas, 1 em cada 4 pessoas no mundo serão afligidas por uma doença mental em algum momento de sua vida. Considerando essa surpreendente estatística, é provável que você tenha pai ou mãe, filho, irmão ou amigo que sofra de algum distúrbio cerebral. O que fazer se alguém que você ama apresenta esse quadro?
Reconheça os sintomas. Um distúrbio mental talvez não seja diagnosticado imediatamente. Amigos e familiares podem achar que os sintomas são provocados por mudanças hormonais, doenças físicas, fraqueza de personalidade ou circunstâncias difíceis. A mãe de Matt vinha percebendo há algum tempo que algo estava errado com Matt, mas ela e o marido acharam que sua instabilidade emocional era uma fase da adolescência e que logo passaria. No entanto, mudanças significativas no sono, na alimentação ou no comportamento podem indicar algo mais sério. Procurar um especialista pode ser de ajuda para conseguir um tratamento eficaz e melhorar a qualidade de vida de quem passa por isso.
Informe-se. Pessoas com distúrbios mentais geralmente têm pouca capacidade de entender sua própria condição. Por isso, a informação que você conseguir de fontes atuais e confiáveis poderá ajudá-lo a compreender o que a pessoa está passando. Poderá também ajudá-lo a saber conversar com outros abertamente e com conhecimento de causa. Gail, por exemplo, deu aos avós de Matt alguns impressos médicos sobre a doença para que ficassem mais informados e soubessem como cooperar em vista do problema.
Procure um tratamento. Apesar de alguns distúrbios mentais serem de natureza persistente, com tratamento adequado os portadores dessas doenças podem ter uma vida estável e produtiva. Infelizmente, muitos definham por anos sem conseguir ajuda. Assim como um problema sério de coração requer um especialista, doenças mentais necessitam da atenção de pessoas que saibam como tratar esses distúrbios. Psiquiatras, por exemplo, podem prescrever medicamentos que, quando usados corretamente, podem ajudar a controlar o humor, aliviam a ansiedade e corrigem padrões de raciocínio distorcidos.
Incentive o paciente a buscar ajuda. Pessoas com distúrbios mentais nem sempre se dão conta de que precisam de ajuda. Você talvez possa sugerir que o paciente procure um especialista, leia alguns artigos sobre o problema ou converse com alguém que tenha conseguido lidar com um distúrbio similar. Pode acontecer de a pessoa não ser receptiva aos seus conselhos. Mas não deixe de fazer tudo ao seu alcance para ajudar alguém que está sob seus cuidados e corre o risco de prejudicar a si mesmo e a outros.
Evite lançar a culpa em alguém. Os cientistas ainda não conseguiram chegar a uma conclusão quanto à interação complexa de fatores genéticos, ambientais e sociais que contribuem para o funcionamento anormal do cérebro. A combinação de fatores que pode provocar um distúrbio mental, inclui lesão cerebral, abuso de substâncias, ambientes estressantes, desequilíbrios bioquímicos e predisposição genética. Não adianta acusar o paciente de coisas que você acha que ele fez e que possam ter levado à doença. É melhor canalizar suas energias para dar apoio e encorajamento.
Tenha expectativas realistas. Exigir demais do doente pode ser desanimador. Por outro lado, enfatizar demais as limitações dele pode fazê-lo sentir-se derrotado. Por isso, procure ser realista nas suas expectativas. Logicamente, não se devem tolerar atitudes erradas. Assim como acontece com outras pessoas, os que têm um distúrbio mental também podem aprender com as conseqüências de seus atos. Caso haja comportamento violento, talvez seja necessário recorrer à lei ou impor certas restrições a fim de proteger a própria pessoa e outros.
Mantenha-se achegado. A comunicação é vital, mesmo que às vezes lhe pareça que seus comentários são mal-interpretados. As reações de alguém com distúrbio mental podem ser imprevisíveis e impróprias para aquela situação. Contudo, repreender a pessoa por suas palavras impensadas só vai acrescentar sentimento de culpa à depressão já existente. Quando tudo o que você diz parece não surtir efeito, fique quieto e escute. Respeite os sentimentos e pensamentos do doente, sem condená-lo. Esforce-se em manter a calma. Você e a pessoa amada se beneficiarão se você simplesmente mostrar que se importa com ela e o fizer de maneira constante. Foi assim no caso de Matt. Alguns anos mais tarde, ele expressou seu apreço dizendo: “[Essas pessoas] me ajudaram apesar de eu não querer ajuda.”
Leve em conta as necessidades dos outros membros da família. Quando a família se vê obrigada a concentrar sua atenção em alguém que está doente, os outros membros podem acabar sendo negligenciados. Por algum tempo, a irmã de Matt, Amy, sentiu-se “deixada de lado devido à doença dele”. Ela era modesta quanto às suas realizações, para não atrair a atenção a si mesma. Entretanto, parecia que seus pais exigiam cada vez mais dela, como que para compensar as deficiências do irmão. Alguns irmãos negligenciados dessa forma procuram chamar a atenção criando problemas. As famílias que enfrentam esse tipo de situação precisam de ajuda para lidar com isso. Por exemplo, quando a família Johnson ficou absorta nos problemas de Matt, os amigos da congregação local das Testemunhas de Jeová ajudaram Amy dando-lhe atenção extra.
Promova a boa saúde mental. Um programa abrangente para cultivar o bem-estar mental, entre outras coisas, deve dar ênfase à alimentação, exercícios, sono e atividades sociais. Atividades simples com pequenos grupos de amigos são geralmente menos constrangedoras. Também é bom lembrar que o álcool pode agravar os sintomas e interferir na ação dos medicamentos. A família Johnson procura seguir uma rotina de higiene mental que beneficia a todos, mas especialmente a seu filho.
Cuide-se. O estresse resultante de se cuidar de alguém que tem um distúrbio mental pode colocar em risco seu próprio bem-estar. Portanto, é essencial prestar atenção às suas necessidades físicas, emocionais e espirituais. A família Johnson é Testemunha de Jeová. Gail é da opinião que sua fé a ajudou bastante a lidar com os problemas familiares. “As reuniões cristãs aliviavam o nosso estresse”, ela diz, “um momento para se colocar de lado as preocupações imediatas e voltar a atenção para assuntos mais importantes e para a nossa derradeira esperança. Inúmeras vezes, eu orava desesperadamente por alívio e sempre acontecia alguma coisa para aliviar a dor. Com a ajuda de Jeová Deus, conseguia ter paz mental apesar de nossas circunstâncias”.
Matt, agora um adulto jovem, tem um novo conceito sobre a vida. “Sinto que sou uma pessoa melhor devido ao que já passei”, ele diz. Sua irmã, Amy, sente que também foi beneficiada por essa situação. Ela diz: “Tornei-me menos crítica de outros. Você nunca sabe o que realmente está por trás dos problemas de alguém. Apenas Jeová Deus sabe.”
Se uma pessoa amada tem um distúrbio mental, lembre-se sempre de que um ouvido atento, ajuda quando necessária e uma mente aberta podem ajudá-la a sobreviver — e até a ter uma boa qualidade de vida.
Homens conversando
Quando tudo o que você diz parece não surtir efeito, fique quieto e escute

  Alguns nomes foram mudados.
Devido ao estigma associado a “distúrbio mental”, alguns preferem o termo “distúrbio cerebral”, visto que sugere de imediato causas neurobiológicas.
Deve-se levar em conta os potenciais benefícios e os possíveis efeitos colaterais. Despertai! não endossa nenhum tratamento específico. Os cristãos devem certificar-se de que o tratamento escolhido não entre em conflito com princípios bíblicos.

Sintomas de distúrbios mentais

Se alguém apresentar alguns dos seguintes sintomas, talvez precise consultar um médico ou um especialista em saúde mental:
  • Tristeza ou irritabilidade prolongadas
  • Reclusão
  • Altos e baixos emocionais
  • Raiva excessiva
  • Comportamento violento
  • Abuso de substâncias
  • Temores, preocupações e ansiedades excessivos
  • Pavor de ganhar peso
  • Mudança significativa nos hábitos alimentares ou de sono
  • Pesadelos constantes
  • Confusão mental
  • Delírio ou alucinações
  • Fixação com a morte ou suicídio
  • Incapacidade de lidar com problemas e atividades diárias
  • Negação de problemas óbvios
  • Numerosas e inexplicadas doenças físicas

Mensagens populares

About Me

A minha foto
ANALUZ
Infinitamente sonhadora... O meu maior sonho: - encontrar o sentido da VIDA
Ver o meu perfil completo
Visitors
Locations of Site Visitors