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quarta-feira, 1 de junho de 2011

A força do nosso PENSAMENTO - um ensinamento fundamental para se curar



Para alcançarmos a felicidade, uma vida plena, usufruindo de todas as benesses que esta vida nos oferece, devemos ter conhecimento, dentro de nossa condição de discernimento, como funciona esta máquina maravilhosa que é o ser humano.
Devemos entender que nossas ações, no dia a dia, passam por influências que fogem do nosso comando, mesmo que seja naquele momento em que necessitamos acionar nosso mecanismo de ação corporal e mental.
Uma simples sede passa a ser um ato complexo que aciona outra gama de mecanismos do nosso organismo, influenciado por determinações, no primeiro momento fora de nossa consciência.
A vontade externa, isto é, a consciência de beber água veio de uma necessidade interna de nosso organismo que naquele momento necessita dessa água.
Cientistas têm descoberto que muitos atos que no primeiro momento acreditamos ser de nossa vontade consciente surgem primeiramente do nosso inconsciente.
Nosso organismo possui células das mais variadas, que tem inteligência e função própria independente.
Todas as células têm função específica em nosso organismo, sem nosso conhecimento e domínio.  Algumas  células produzem secreção por contra própria.
As células dos testículos secretam o sêmem, as células dos rins secretam  a urina.
Há células que tem a função de soldados que defendem o corpo das investidas ou ataques de matérias venenosas ou de germes.
Essas células detectam tais organismos estranhos e os expulsam de nosso corpo.
Há células que tem a função de transportar os alimentos  para os tecidos e órgãos.
Assim entendendo, as células fazem seu trabalho sem nosso conhecimento e vontade.
Essas funções são controladas pelo sistema nervoso simpático que os mantêm conectados e em comunhão com nosso cérebro. Todos os impulsos cerebrais são transmitidos às células.
Sendo assim, passamos a entender que nosso organismo depende de nosso estado cerebral e está diretamente ligado e enormemente afetado pelas condições de nosso estado de ânimo.
Se houver em nosso cérebro estado de desânimo, depressão e outras emoções e pensamentos negativos, de imediato essas influências serão absorvidas  por cada célula de nosso corpo.
Desta forma, fica criada uma confusão e um desconforto que serão sorvidos pelo nosso sistema nervoso, e as células soldados entram em descompasso, criando um estado de pânico, perdendo suas funções, tornando-se ineficientes, ocasionando as doenças do corpo e da mente.
A força vital passa a não funcionar satisfatoriamente, baixando o nível de sua vitalidade, criando em nossa mente, pelo descompasso do funcionamento das células, o desânimo, a infelicidade, a desarmonia, a ansiedade e outros malefícios da mente e do corpo.
Passamos assim a entender que o pensamento é a maior força do universo, e a arma mais poderosa de que se tem notícia. O pensamento move montanhas, transforma e edifica, quando é constituído de forma construtiva, sadia.
Sendo assim, precisamos aperfeiçoar nossa técnica para utilizar nossa força do pensamento.
O pensamento passa a ser palpável, sentido.
O pensamento é uma grande força que tem a capacidade de mover e criar coisas.
O pensamento é dinâmico e sutil. 
Através do pensamento você se torna poderoso, criador e destruidor, conforme a direção dada a esse pensamento.
Quando  aprende a controlar o pensamento em busca de seus objetivos  e sonhos, você passa a ser uma pessoa poderosa, provida de uma força descomunal.
O mundo é movido por pensamentos.
Toda a exteriorização da realidade é em virtude do pensamento.
O bem, o mal, o amigo, o inimigo, a virtude, o malefício existem somente em sua mente.
O homem cria em sua mente um mundo do bem ou do mal, da alegria e da felicidade, do sofrimento e da paz.
Toda situação em que se possa encontrar uma pessoa parte de sua imaginação, de sua criação mental.
Sendo assim, devemos estar atentos e vigilantes para a qualidade de pensamento que aflora à nossa mente.
Só e somente dessa forma podemos alcançar a felicidade tão almejada por todos.



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Escrito por Luiz Roberto Teixeira de Siqueira   

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A Tireóide e as Emoções

A tireóide ou tiróide é uma glândula responsável pela regulação do metabolismo geral do organismo e muito relacionada ao sistema neuropsíquico. As alterações clínicas e francas dessa glândula, para mais (Hipertiroidismo) ou para menos (Hipotiroidismo) comprometem significativamente o psiquismo, entretanto, pequenas alterações (subclínicas), muitas vezes sem sintomas claros e evidentes também podem envolver as emoções (Romaldini, Sgarbi JA, Farah, 2004).

 Recentemente é forte a tendência nas pesquisas sobre estados subclínicos das alterações de tiróide, mas suficientes para produzir complicações emocionais. O diagnóstico desses casos subclínicos se firma laboratorialmente. O Hipotiroidismo Subclínico e o Hipertiroidismo Subclínico são caracterizados por concentrações normais de T4 e T3 nos exames e valores mais elevados de TSH elevado Hipotiroidismo Subclínico ou diminuído no Hipertiroidismo Subclínico. As prevalências são baixas e os sintomas e sinais clínicos de disfunção tiroideana escassos. No Hipotiroidismo Subclínico, colesterol total e LDL-C estão ligeiramente elevados.
 O Hipotiroidismo e o Hipertiroidismo subclínicos foram, por muito tempo, considerados apenas uma alteração laboratorial, supostamente sem manifestações clínicas. Estudos mais recentes e muito mais criteriosos revelaram anormalidades clínicas importantes decorrentes desses dois quadros. Essas conseqüências clínicas causam, principalmente, alterações hematológicas, neuropsiquiátricas, cardíacas e vasculares, além de distúrbios no metabolismo dos lipídeos (Caron, 1990; Kahaly, 2000).
Funcionamento
A tireóide mede aproximadamente 5 cm de diâmetro localizada no pescoço, sob a pele, abaixo do pomo de Adão. Os dois lobos (metades) da tiróide estão conectadas em sua parte central (istmo), dando à glândula o aspecto da letra “H” ou de uma gravata borboleta. A secreção dos hormônios tiroideanos é regulada à distância pela Hipófise, situada no Hipotálamo, a mesma região cerebral mobilizada desde o início do estresse. O Hipotálamo produz o neuro-hormônio chamado Hormônio de Liberação de TireotropinaTireotropina age na Hipófise estimulando a produção de outro hormônio, o Hormônio Estimulador da Tireóide (TSH).
(TRH), e esta
 Assim, o TSH fabricado na Hipófise irá agir na Tireóide, estimulando a produção de tiroxina (T4), que é o hormônio tiroideano. A tiroxina é muito importante na regulação do metabolismo, principalmente dos carboidratos, proteínas e lipídios. Mas ela não faz isso sozinha e nem diretamente. Na realidade a tiroxina tem apenas um efeito discreto (quando o tem) sobre o aumento da taxa metabólica do organismo. No fígado e em outros órgãos, ela é convertida na forma realmente ativa, a triiodotironina (T3). Esta conversão produz aproximadamente 80% da forma ativa do hormônio. Além disso, a T4 e a T3 potencializam a ação de outros hormônios, como por exemplo, as catecolaminas e o hormônio do crescimento.
 A partir de determinado nível de T4 na circulação, ela acaba por estimular retroativamente a própria Hipófise, para que esta interrompa a secreção de TSH, fazendo “supor” que os níveis de tiroxina já estão suficientes. Este mecanismo de retroalimentação é chamado de bio-feedback e permite um controle do nível do TSH e do hormônio tiroideano.
 A tiróide é envolvida nas questões emocionais por conta do envolvimento do Hipotálamo diante das emoções. Começa no Hipotálamo as alterações na secreção da Tireotropina (TRH), conseqüentemente alterando a produção hormonal da Hipófise de TSH e, conseqüentemente também, produzindo alterações da Tiroxina na tiróide, tanto aumentando quanto diminuindo a produção. Na Fase de Alarme do estresse é comum o hipertiroidismo e no Esgotamento o hipotiroidismo, embora essas alterações possam acontecer inversamente.
 O curioso em relação à tireóide, é a reciprocidade entre essa glândula e as emoções; os estados emocionais mais contundentes e o estressem leva a alterações da tireóide, entretanto, as alterações da tiróide também levam à alterações emocionais, fechando assim um círculo vicioso.
 Assim sendo, alterações de tireóide junto com alterações psiquiátricas são muito comuns, chegando a chamar atenção dos clínicos, psiquiatras e endocrinologistas. Explicar, entretanto, se elas ocorrem porque a tireóide interfere no psiquismo ou se o psiquismo interfere na tireóide tem sido objeto de muitos estudos.
 Inquestionável na prática é o fato dos tratamentos psiquiátricos melhorarem muito a função da tireóide alterada e vice-versa. Além disso, em depressões resistentes e quando precisamos de um tratamento mais rápido, a associação dos antidepressivos com hormônios tereoideanos é brilhante.
 Hipertiroidismo
As anomalias funcionais da glândula tireóide são freqüentes, acometendo cerca de 5 % da população geral, com forte predomínio nas mulheres. Calcula-se que, no mundo, mais de 200 milhões de pessoas sofrem com alguma forma de doença da tireóide.

 A glândula tireóide pode produzir hormônio demais (hipertireoidismo), ou de menos (hipotireoidismo), fazendo o corpo usar energia mais lentamente do que ele deve. O hipertiroidismo, diagnosticado facilmente pelos sintomas clínicos e por exames de laboratório, é uma condição na qual a tireóide se encontra hiperativa, produzindo excesso de hormônios.
O hipertiroidismo possui várias causas, incluindo reações imunológicas (possível causa da Doença de Graves). As pessoas portadoras de tireoidite (inflamação da tireóide) comumente apresentam um período de hipertiroidismo no início da doença. Posteriormente, entretanto, a hiperatividade inicial é substituída pelo hipotireoidismo transitório ou permanente.
Doença de Basedow (bócio difuso tóxico) e/ou Doença de Graves, pode ter origem autoimune, cuja natureza parece depender do estresse, pode ser devido à um adenoma tóxico (hiperfuncionamento primário da glândula) ou decorrente de uma tireoidite subaguda, cuja origem poderia ser viral.
Todo quadro clínico do hipertireoidismo pode aparecer rapidamente ou insidiosamente, pode estar associado à presença de bócio, taquicardia, palpitações, pele mais quente, sudorese excessiva, emagrecimento junto com aumento do apetite. Podem estar presentes alguns sinais oculares próprios na Doença de Basedow, como olhar frio, piscar demorado, retração palpebral, conjuntivas injetadas e lacrimejamento.
Em caso de hipertireoidismo franco, as determinações de hormônios mostram valores altos de T4 e T3 (totais e livres), e valores baixos ou nem detectáveis de TSH. O teste de estimulação de TSH com TRH é negativo. Nos casos de hipertireoidismo subclínico, a Hipófise "percebe" as pequenas variações de T4 e T3 livres, e diminui sua produção de TSH, muito antes que o T4 e T3 sejam francamente anormais.
No hipertireoidismo pode haver também um quadro depressivo, entretanto, aqui a depressão costuma ser do tipo agitado, com alto grau de ansiedade. Com freqüência os pacientes se queixam de fadiga associada a insônia.
Alguns transtornos psicóticos, de aspeto confusional e delirante, se manifestam em casos de fortes crises agudas ou de fases muito avançadas de hipertireoidismo. Nos idosos a apatia é freqüente, havendo instabilidade do humor, do tipo disfórico, ansiedade e, menos freqüentemente, um quadro de melancolia.
Esses sintomas neuropsiquiátricos do hipertireoidismo podem desaparecer apenas com um tratamento antitireoideano (por exemplo, com carbimazol, propiltiuracil, etc). Quando existem manifestações psicóticas é necessária a prescrição de antipsicóticos e neurolépticos, mesmo durante o tratamento endocrinológico.
 A produção excessiva de hormônios pela tireóide no hipertiroidismo, seja ele devido a qualquer causa, gera um quadro de irritação e ansiedade, além de suor excessivo, taquicardia, emagrecimento, pele quente, tremores e insônia, podendo ainda ocorrer aumento de volume do pescoço e dos olhos. Por outro lado, a ansiedade também pode resultar em hipertiroidismo, pelos mecanismos hipofisários vistos acima.
 O hipertiroidismo causado pela Doença de Graves, bastante grave, é capaz de afetar substancialmente a qualidade de vida. Acredita-se que a Doença de Graves (bócio difuso tóxico) seja causada por um anticorpo que estimula a tireóide a produzir quantidades excessivas de hormônios tireoidianos. Os indivíduos com Doença de Graves apresentam os sinais típicos do hipertiroidismo.
Essa doença incide em aproximadamente 2% das mulheres e 0,25% dos homens. Apesar de ser considerada uma doença autoimune por estar associada à Imunoglobulina G (IgG), uma proteína que estimula o receptor do Hormônio Estimulador da Tireóide (TSH), pode ser desencadeada por fatores ambientais e, principalmente pelo estresse (Romaldini, 2001).
 Ela produz os hormônios tireoideanos (T4 e T3), que modulam a velocidade com que a energia será consumida. A glândula tireóide é estimulada a produzir o T3 e T4 por outro hormônio, o TSH (hormônio tíreo-estimulante ou tireotrofina), produzido na Hipófise (glândula situada no cérebro).
 A Hipófise, por sua vez, é estimulada a produzir o TSH por outro hormônio ainda, o TRH (hormônio liberador da tireotrofina), este produzido no Hipotálamo (uma área do cérebro).
 Hipotireoidismo
O hipotireoidismo é também diagnosticado facilmente pelos sintomas clínicos e por exames de laboratório, é uma condição na qual a tireóide se encontra trabalhando menos do que deveria (hipoativa) e a produção de hormônio tiroideano é baixa. O hipotireoidismo também pode ser muito grave.

 De um modo geral o hipotireoidismo mais comum é do tipo primário, geralmente causado por uma tireoidite de Hashimoto, que se caracteriza por uma inflamação crônica da tireóide ocasionada por anticorpos que atacam a própria tireóide (doença autoimune). Algumas pessoas já nascem com hipotireoidismo (congênito).
 Na tireoidite de Hashimoto a tireóide freqüentemente se encontra aumentada e o quadro completo de hipotireoidismo pode se manifestar anos mais tarde. Nesses casos a glândula vai sendo destruída gradualmente.
 Por incrível que pareça, a segunda causa mais comum de hipotireoidismo é o tratamento muito entusiasmado do hipertireoidismo e algumas dietas inconseqüente para emagrecimento. Uma causa muito freqüente de hipotireoidismo em países subdesenvolvidos é a carência crônica de iodo na dieta, acarretando aumento do tamanho da tireóide e redução de sua atividade.
 Em caso de hipotireoidismo, a produção hormonal da glândula está diminuída, portanto, o T4 total e/ou a FT 4 (T4 Livre) estão diminuídos. A vantagem de fazer a dosagem de T4 Livre é por se tratar de um método direto, rápido e preciso. O TSH, por sua vez, está alto, devido à falta do feedback (retrocontrole) dos hormônios produzidos pela glândula, já que eles estão baixos.
 Como o defeito não está na Hipófise, nem no Hipotálamo, a estimulação da Hipófise com o TRH tem uma pronta resposta na secreção de TSH, mas os hormônios tireoideanos não aumentam. Portanto, a pessoa que tem uma combinação de baixos níveis de T4 com um TSH elevado é conhecida como portadora de hipotireoidismo subclínico, o qual, não tratado, levará 20% dos casos a desenvolver um hipotireoidismo mais evidente a cada ano que passa.
 O hipotireoidismo pode ser primário, quando o defeito é da própria glândula tireóide, como por exemplo, na atrofia tireoideana ou na tireoidite de Hashimoto, ambas de origem autoimune, ou nas alterações da glândula por terapêutica hormonal (geralmente em regimes alimentares que usam hormônio tireoideano), nos tratamentos por iodo radioativo ou por cirurgia com retirada da glândula.
 O hipotireoidismo pode ser ainda secundário, ou seja, ter origem fora da glândula com repercussões nela. Normalmente isso ocorre quando há diminuição da produção do Hormônio Estimulante da TireóideHipófise. Pode ainda, o hipotireoidismo, ser terciário, cuja origem é uma falha na secreção do Hormônio Liberador do TSH (TRH) no Hipotálamo. (TSH), resultado de aliterações na
 O hipotiroidismo pode gerar sintomas tais como, desânimo, apatia e depressão, além de fraqueza, diminuição da memória, aumento de peso, pele seca, queda de cabelos, intestino preso, etc. Reciprocamente, a depressão, por sua vez, também pode levar ao hipotiroidismo.
 Sintomas Psiquiátricos
Quando o hipotireoidismo é de intensidade média, a sintomatologia é predominantemente dominada por um quadro depressivo, ao qual se associam lentificação da fala, diminuição do rendimento intelectual, fadiga, diminuição do apetite e apatia.

 Como se desenvolve um quadro depressivo no hipotireoidismo ainda não está bem esclarecido, mas em ratos, o hipotiroidismo associado à extirpação cirúrgica da tireóide afeta o sistema noradrenérgico (neurotransmissor importante na regulação do humor), sendo aventada possível ligação entre esta ocorrência e alteração em funções neuropsíquicas.
 Outra possibilidade é a de que o hipotireoidismo se associa com uma redução na atividade da serotonina (outro neurotransmissor importante na regulação do humor). Com a reposição de medicamentosa de tiroxina observam-se melhora dos sintomas depressivos e melhora da atividade serotonérgica em todos eles. Esses achados sugerem que a neurotransmissão serotonérgica é afetada pelo hipotireoidismo e pode ser revertida com reposição de T4.
 Miriam Oliveira destaca achados de alto número de pacientes hipotiroideanos com sintomas sugestivos de transtornos depressivos, sugerindo que muitos desses pacientes poderiam ser beneficiados com avaliação e atendimento psiquiátrico adequados, concomitante ao tratamento endócrino (Miriam C. Oliveira e cols., 2001).
 O quadro psicológico classicamente associado ao hipotireoidismo grave é de ansiedade severa e agitação, manifestado por alucinações, comportamento paranóide e até demência, quadro este conhecido por "loucura mixedematosa". Esse tipo de demência associada ao hipotireoidismo é, felizmente, reversível com a reposição hormonal (Clarnette, 1994).
 Segundo Rosalinda Camargo (2005), “Até o raciocínio fica mais lento" na falta de hormônio da tireóide”. Depressão, ganho de peso, dificuldade para engravidar e até queda de cabelo... É longa a lista de conseqüências das disfunções da glândula tiróide, assunto da hora e da vez nos consultórios médicos.
 Apesar de mais casos estarem sendo descobertos hoje em dia, devido ao aprimoramento dos meios de diagnóstico, a própria incidência também tem sido cada vez maior, segundo ainda a endocrinologista Rosalinda Camargo, da Unidade de Tireóide do Hospital das Clínicas de São Paulo.
 O hipotireoidismo na população geral, antes de 1994, era em torno de 9%. Agora 15 a 20% da população apresenta tireoidite, que é uma das principais causas do hipotireoidismo. Esse assunto deve preocupar, sobretudo, as mulheres. Elas são muito mais propensas a disfunções na tireóide, tendo uma incidência de dez mulheres para cada quatro homens com o problema.
 A maioria dos pacientes hipotiroideanos apresenta um quadro depressivo, mas o tratamento com antidepressivos não é eficaz enquanto o hipotireoidismo não for corrigido pela administração de tiroxina. É de bom senso, nos casos de má resposta da depressão a um tratamento antidepressivo, realizar um exame do funcionamento da tireóide. Alguns autores acreditam que o hipotireoidismo estaria presente em 8 a 17 % das pessoas deprimidas. Essa incidência estaria diretamente relacionada ao fato do hipotireoidismo ser autoimune.
 A par do que se sabe, concretamente, das alterações da tireóide na depressão (e vice-versa), também nos casos de estresse o funcionamento da glândula está alterado. Há uma diminuição da produção de TSH pela hipófise e uma inibição da conversão de T4 em T3. Trata-se de um mecanismo fisiológico de defesa e proteção no estresse, provocado pelos corticóides, com objetivo de conservar a energia durante a reação de alarme.
 Pacientes com Anorexia Nervosa apresentam também uma alteração característica que pode, à primeira vista, parecer contraditória. Alguns sintomas da Anorexia são sugestivos tanto de hipotireoidismohipertireoidismo (bradicardia, diminuição do reflexo aquileo, aumento do colesterol), como de (hiperatividade, aumento do metabolismo basal).
 Como, exatamente, se desenvolve um quadro depressivo no hipotireoidismo ainda não está bem esclarecido. Em ratos, o hipotireoidismo associado à extirpação cirúrgica da tireóide (tireoidectomia) afeta o sistema noradrenérgico, sendo aventada possível ligação entre esta ocorrência e alteração em funções neuropsíquicas.
A forma mais grave de alteração emocional decorrente do hipotireoidismo é chamada de loucura mixedematosa (mixedema é um quadro de edema geral de origem tireoideano), que se caracteriza por um quadro verdadeiramente psicótico, do tipo confusional, delirante e alucinatório ou, quando não, por um profundo estado melancólico, com freqüência estuporoso. Algumas outras raras vezes a alteração do humor se dá por um quadro de hipomania. Nos idosos essas alterações podem lembrar um quadro demencial.
 Sinais Físicos
Os sintomas começam paulatinamente, no início com aumento do peso, hipersensibilidade ao frio, pele seca, infiltração pseudoedematosa do rosto e dos membros (inchaço), cabelo seco e fino, freqüência cardíaca lenta (bradicardia) e irregularidades do ciclo menstrual.

 Tiroide2    Em geral, os sinais físicos e psiquiátricos, sobretudo se o hipotireoidismo é diagnosticado precocemente, melhoram com o tratamento hormonal substitutivo, porém, calcula-se que 10% dos pacientes continua a apresentar sintomas neuropsiquiátricos residuais.
Os sintomas do hipotireoidismo são os seguintes:
Bócio (papo);
Aumento de peso;
Cansaço crônico;
Depressão;
Dificuldade de concentração;
Lapsos de memória;
Pele ressecada;
Cabelos ásperos e quebradiços;
Constipação intestinal (prisão de ventre);
Anemia ;
Dificuldade para engravidar e abortamentos;V Inchaço de tornozelos e face;V Colesterol elevado;
Dor e fraqueza muscular;
Dores nas juntas.
 Hipotiroidismo Subclínico e Hipertiroidismo Subclínico
O Hipotiroidismo Subclínico é uma disfunção caracterizada, curiosamente, por valor sérico aumentado do TSH com concentrações normais FT4 e FT3, na ausência de sintomas clínicos manifestos. Esta entidade já foi denominada de hipotiroidismo pré-clínico ou diminuição da reserva da tiróide (Bastenie e cols, 1971).

 O hipotiroidismo franco pode, realmente resultar em certo ganho de peso. Isso porque o organismo trabalha mais lentamente, queima menos gordura. É bom ter em mente também que a incidência de hipotiroidismo aumenta com a idade. Com o passar dos anos, nosso metabolismo cai, por isso é que o ideal seria comermos cada vez menos. Mas, como comer é um hábito, a tendência é manter o mesmo volume de comida, senão mais ainda.
Também com o avanço da idade o Hipotiroidismo Subclínico tende a evoluir para hipotiroidismo clínico franco, dependendo da causa e do grau de dano da função tiroideana. Segundo Vanderprum (1995), quando a causa do Hipotiroidismo Subclínico for a tireoidite de Hashimoto, a progressão é mais rápida.
 A comunicação principal que todos médicos insistem em afirmar e o público leigo insiste no contrário, por conforto ou consolo, é sobre uma eventual relação forte e obrigatória entre obesidade e tiróide. Na realidade não existe essa relação nas gigantescas proporções que os(as) amigos(as) da mesa acreditam. Normalmente, a culpa pela maioria dos quilos a mais na balança não é da tireóide e a grande parte das pessoas engorda porque, de fato, come mais e gasta menos.
 A Depressão, Doença do Pânico e alterações de testes cognitivos são freqüentes no Hipotiroidismo Subclínico e seu tratamento endócrino é indicado quando o TSH é maior do que 8mU/L e se constata a presença de anticorpos antitiroideanos, e o tratamento do Hipertiroidismo Subclínico, quando existem sintomas, em idosos ou concentração de TSH menor do que 0,1mU/L (Romaldini, Sgarbi e Farah, 2004).
 A prevalência do Hipotiroidismo Subclínico varia com idade e sexo variando entre 2,5 a 10,4%. Quando o quadro é acompanhado de valores elevados de anticorpos antitiroideanos, o risco de progressão para hipotiroidismo clínico franco aumenta em 5% ao ano (4-6). Incide mais no sexo feminino, e principalmente em pacientes com mais de 60 anos de idade, podendo alcançar, nesta faixa etária, índices de 15% (Sawin, 1985; Rosenthal, 1987).
 Associação de Hipotiroidismo Subclínico com Depressão e Doença do Pânico é bem estabelecida. Haggerty e cols. (1993) detectaram maior incidência de depressão em pacientes com Hipotiroidismo Subclínico (56% a mais) do que em pessoas com tiróide normofuncionante (grupo controle). Recentemente, Chueire e cols. (2003), estudando 451 pacientes idosos (acima de 60 anos) na PUC-Campinas e UNICAMP, demonstraram que 14% das depressões nesta faixa etária está associada com elevação de TSH sérico, mas maior incidência ainda nos casos de Hipotiroidismo Subclínico (49%).
 É de extrema importância para o tratamento da depressão em pacientes idosos, reconhecidamente difícil para qualquer psiquiatra, a pesquisa de Toffe e cols. (1992), na qual demonstraram que idosos deprimidos associados ao Hipotiroidismo Subclínico geralmente apresentam resposta insatisfatória às drogas antidepressivas, caso não estejam recebendo levotiroxina.
 Há algumas décadas vários trabalhos vêm mostrando a eficácia do tratamento do Hipotiroidismo Subclínico com hormônios tiroideanos, justificados pelas presenças significativas de sintomas clínicos no Hipotiroidismo Subclínico comparados com pessoas sem problemas de tiróide. Cooper e cols (1984) obtiveram melhora em 50% dos pacientes tratados com hormônios (contra 12% dos que receberam placebo), cujo objetivo era a correção da elevação do TSH com levotiroxina. Esse fato sugeria que esta freqüência aumentada de sintomas estava relacionada com uma deficiência mínima nos hormônios tiroideanos.
 Outros estudos dirigidos para a cognição e a função mental (memória de curta duração e tempos de reação físicos), constataram melhora importante em 25% dos pacientes com Hipotiroidismo Subclínico durante o período de tratamento com levotiroxina, sugerindo que aquelas deficiências cognitivas foram causadas pela insuficiência dos hormônios tiroideanos em nível celular (Bough e cols., 1978; Bell e cols., 1985). Nyström e cols. (1988) constataram diminuição em 50% no índice de sintomas durante o período de tratamento sugere que essa sintomatologia independe dos valores séricos de T4.
 O Hipotiroidismo Subclínico tem as mesmas causas do hipotiroidismo clínico, sendo as doenças auto-imunes as mais freqüentes e responsáveis por mais de 50% dos casos, com maior proporção (10%) no sexo feminino na menopausa (Tunbridge e cols,. 1981).
 O tratamento inadequado do hipotiroidismo clínico, com doses insuficientes de hormônio de reposição também pode manter o paciente em Hipotiroidismo Subclínico, com TSH elevado. Alguns medicamentos de uso comum na maior idade, como por exemplo a amiodarona (antiarrítmico cardíaco) ou carbonato de lítio (usado no Transtorno Afetivo Bipolar) também podem alterar a função tiroideana.
 Hipertiroidismo Subclínico
O Hipertiroidismo Subclínico é definido pela combinação de níveis baixos ou ausentes do TSH, juntamente com níveis normais de T4-livre e T3-livre. O termo subclínico sugere a ausência ou minimização de manifestações clínicas de hipertiroidismo. Mas isso não quer dizer que sintomas possam estar presentes em freqüência e intensidade variáveis.

 A prevalência do Hipertiroidismo Subclínico é muito variada, dependendo da etnia, sexo, idade e até método de pesquisa. De qualquer forma o Hipertiroidismo Subclínico é muito menos comum que o Hipotiroidismo Subclínico.
Whickham (citado por Tunbridge e cols., 1997), um dos primeiros pesquisadores a estudar a prevalência de Hipotiroidismo Subclínico entre 1972 e 1974, na Inglaterra, alertou para um alto número de mulheres com níveis de TSH baixo (10%) e nenhum homem. Houve seguimento de 20 anos desse grupo de pessoas pesquisadas, os métodos de pesquisa foram aprimorados (Vanderprum, 1995), chegando-se a prevalência de Hipertiroidismo Subclínico de 0,6%.
Canaris (2000), no Colorado, encontrou uma prevalência de 0,9% de pessoas com valores baixos do TSHKonno, 1993). Essa prevalência baixa do Hipertiroidismo Subclínico aumenta um pouco entre idosos, mas mesmo assim não passa de valores entre 1,3 e 2% (Samuels, 1998). Assim sendo, em qualquer desses estudos o Hipertiroidismo Subclínico é bem menos comum que o Hipotiroidismo Subclínico, cuja prevalência é de aproximadamente 6%. entre 25.862 participantes. No Japão, foram encontradas prevalências entre 0,27 e 0,7% (
As pesquisas que envolvem alterações emocionais relacionadas ao Hipertiroidismo Subclínico não têm sido significativas, tanto quanto são em relação ao Hipotiroidismo Subclínico, entretanto, tendo em vista outras alterações produzidas no organismo, recomenda-se tratar também o Hipertiroidismo Subclínico.
Eixo Hipotálamo-Hipófise-Tireoideano e Psiquiatria
Em pessoas normais a secreção de TSH aumenta durante a noite, quando os níveis de T3 e T4 diminuem. Em pacientes deprimidos esse ritmo circadiano da TSH pode estar perturbado, chegando a haver ausência do pico noturno de secreção de TSH (Duval,1990). Estas alterações tendem a normalizar-se com a cura do Episódio Depressivo (Souetre,1988).

 É antigo o interesse da psiquiatria em relação aos níveis de hormônios tireoideanos e a depressão. Joffe (2000) pesquisou a relação entre o curso vital da doença depressiva e os níveis basais dos hormônios triiodotirodina (T3), tiroxina (T4) e tireotrofina (TSH) em 75 pacientes com Transtorno Depressivo Unipolar e concluiu que o tempo de recorrência da depressão grave (ou Maior pelo DSM.IV) se relaciona de forma inversa aos níveis de T3, mas não com os níveis do T4.
 Muitas pesquisas foram realizadas com o teste de estimulação com TSH em pacientes psiquiátricos. O fato de ter-se constatado que 25 a 30% das pessoas deprimidas, e sem alteração prévia de tireóide, apresentavam uma diminuição na resposta de TSH mediante a administração de TRH, animou muitos pesquisadores quanto à uma pretensa maneira laboratorial de se detectar a depressão (Loosen, 1982; Baumgartner, 1995; Holsboer, 1995).
 Entretanto, esta anomalia não se mostrou específica da Depressão Maior (ou Grave, pelo CID.10). Ela aparece também nos pacientes maníacos, esquizofrênicos, esquizoafetivos, em alcoolistas e nos pacientes que sofrem ataques de pânico.
 Outros estudos procuraram definir, então, o perfil clínico dos pacientes cujas respostas do teste de estimulação pelo TSH estavam diminuídos. O que se pode constatar é que estes pacientes, se têm algo em comum, era uma maior freqüência de agitação, de características psicóticas, de risco de suicídio, de ataques de pânico ou de depressão crônica (Joffe & Levitt, 1993).
 Apesar do teste de estimulação para o TSH alterado não acontecer nos Transtornos de Personalidade com sintomatologia afetiva, ele não é específico para depressões como gostariam muitos pesquisadores. Além disso, há inúmeras possibilidades de resultados falsos positivos e falsos negativos, o que acaba por tornar problemática sua utilização na prática clínica.
 Uso de Hormônios como Tratamento Psiquiátrico Coadjuvante
Assim como é conhecida a associação entre hipotireoidismo e depressão, também o uso dos hormônios tireoideanos como coadjuvantes dos antidepressivos tem sido uma prática comum em pacientes portadores de depressão resistente ao tratamento habitual.

 Como se sabe, os hormônios tireoideanos podem estimular a atividade dos sistemas noradrenérgico e serotoninérgico, ambos intimamente relacionados à depressão, notadamente à depressão do tipo apático. O T3, para esse propósito, seria mais eficaz que o T4 nas depressões unipolares, diminuindo bastante o tempo de resposta aos antidepressivos. Alguns poucos trabalhos sugerem o uso do T4, profilaticamente para as crises de oscilação do humor em pacientes bipolares (Bauer, 2001). Nesse último caso, não temos nenhuma experiência.


Ballone GJ, Tireóide e Emoções, in. PsiqWeb.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

REIKI - uma cura pelas mãos





Das origens do Reiki sabemos que Mikao Usui viveu de 1865 até 1926; era padre cristão em Kioto (Japão) e professor na Universidade local. Seus estudos se concentravam em descobrir como Jesus conseguia realizar seus milagres. Ele sabia que era possível curar com as mãos através da força vital que as mesmas emanavam, mas desconhecia de que modo isso funcionava.

Em vão foi à América, para a Universidade de Chicago, tentar desvendar o segredo das curas milagrosas de Cristo. Ali se tornou Doutor em Teologia.


De volta ao Japão, e mais tarde na Índia, estudou sânscristo e as antigas escritas budistas, encontrando finalmente a chave da sabedoria antiga: uma fórmula em sânscrito baseada numa série de símbolos, os quais, acionados, ativam e captam a energia vital universal.


Depois, Usui ensinou a sabedoria a vários japoneses e fundou o sistema dos Mestres do Reiki. Um Mestre de Reiki recebe uma iniciação ligada a uma transmissão de energia de um grão-mestre, e é assim qualificado para despertar energias nas outras pessoas e transmitir o "Dom da Cura"


.A americana de origem japonesa - Hawayo Takata - levou o Reiki para o Ocidente nos anos 40 e , em 1983, o Reiki entrou pela primeira vez no Brasil, trazido pelo Dr. Egídio Vecchio- PHd e tendo a Dr.ª Claudete França como primeira Mestre em Reiki em toda a América do Sul.Reiki é um método de cura natural pelas mãos.

   
REI significa universal e KI a força da energia vital que está presente, pois pertence ao que é cósmico.

Reiki pode ser então definido como " a Arte e a Ciência da ativação, do direcionamento e da aplicação da Energia Vital Universal, para promover o completo equilíbrio energético, para prevenção das disfunções e para possibilitar as condições necessárias a um completo BEM ESTAR ".


Esta é a ENERGIA que forma os indivíduos em todas as etapas da vida, a porção de FORÇA VITAL (que é uma luz invisível que passa pelo cérebro, o sistema nervoso e as veias) que anima todos os corpos, fazendo com que uns sejam saudáveis, e outros, devido a sua falta, enfermos.


O Reiki deve percorrer todo o ser vivo. Mas o "stress" diário, as tensões que as crises pessoais e sociais nos criam, a má alimentação, a má respiração, impedem o fluxo desta energia natural. Todos sabemos os efeitos da depressão, da ansiedade, do medo, mas poucos de nós somos treinados para evitar estes estados negativos.


O grande sucesso do Reiki é que é seguro, é fácil, acessível a qualquer criança, é simples e, uma vez ativado, permanece energizando o sistema orgânico que recebeu sua aplicação. Também por não ter conotação religiosa e não intervir com outros tratamentos, sua prática vem crescendo dia a dia.


O seminário tem como objetivo geral o de fazer com que as pessoas interessadas numa vida mais equilibrada possam saber como entrar em harmonia com esta energia vital-universal, tornado-se instrumentos canalizadores e disseminadores dos efeitos positivos que a ENERGIA REIKI propicia.


Por meio de inúmeros exercícios práticos, a Mestre ensinará a todos os presentes métodos de auto-ajuda, assim como de ajuda ao próximo, seja ele ser humano, planta ou animal. 

1) Reiki é uma ciência energética. Reiki trabalha independente de qualquer sistema religioso.

2) Reiki é energia não polarizada, portanto, sempre segura.

3) Como o Reiki é não-polarizado, pode ser usado até por uma criança; pode ser usado para tratar, até mesmo, doenças crônicas; ou por um adulto de qualquer meio social.

4) Sendo não-polarizado, Reiki trabalha conjuntamente com qualquer outra forma de terapia incluindo medicamentos, quimioterapia, cirurgia, homeopatia, acupuntura, etc.

5) Porque Reiki é energia que emana do nível subatômico, quando fazendo o tratamento, o terapeuta utiliza primeiramente a Energia Reiki e de uma maneira menor, de toda energia inata do corpo. O terapeuta de Reiki não arrisca nada ao tratar de outros e o Reiki na verdade estará energizando-os quando eles tratam de outra pessoa. Após tratar muitos pacientes, por mais que estejam doentes, o terapeuta Reiki geralmente se sente mais energizado.

6) Reiki trabalha no plano causal, isto é, no nível da raiz da causa e como tal, trata o corpo como um todo; É holístico por natureza, porém não requer nenhuma habilidade em diagnosticar por parte do terapeuta. Por estas razões, Reiki pode ser usado eficientemente por qualquer pessoa de qualquer idade ou meio social.

O PRIMEIRO NÍVEL ( 1º. Grau ) é o nível principal, durante o qual você recebe REIKI para toda a vida. Você aprende, através de uma técnica específica (pela ajuda das suas mãos), a ativar a Energia Vital em si mesmo e nos outros, a fim de dissolver as causas de tensões, bloqueios e doenças. A energia despertada será absorvida onde for mais necessária naquele exato momento, por exemplo : pelo corpo, pelas emoções, pelo sentimento, pelo intelecto, pela criatividade, pela intuição.

SEGUNDO NÍVEL ( 2o. Grau ) é o nível que tem aplicações avançadas para aqueles que desejam conhecer melhor o REIKI, pois, neste nível, o foco é a cura mental com repercussão no corpo físico e etérico, assim como a cura à distância. Aqui o Reiki trabalhará diretamente no plano causal.

O TERCEIRO NIVEL A ( 3o. Grau A ) capacita ao Reikiano o uso de uma energia especial, que leva ao auto-crescimento, auto-transformação e a ser Mestre de si mesmo. Essa graduação inclui um nível de ativação de energia de alta potência, também para balanceamento energético, cura, integração e iluminação. O 3o. Nível A é de uso pessoal, para multidões e para trabalhar o planeta. Esta graduação está delineada principalmente para aq ueles que desejam se aprofundar mais na técnica da Energia Cósmica, sem terem adquirido um certificado, ou se qualificado como Mestre Reiki. O curso é completado, recebendo-se o total e original poder do Reiki do 3º. Nível B.

O TERCEIRO NÍVEL B ( 3º. Grau B ) é o Nível de Mestre, onde você aprende a iniciar pessoas nos Níveis I, II e III ( A e B ), e a ministrar cursos de Reiki.  

segunda-feira, 7 de março de 2011

A luta em que doença for

O rapaz da foto é Lorenzo Odone. Ele morreu hoje de uma rara doença que ele contraiu quando tinha seis anos: adrenoleukodystrophy, ou ALD, uma mutação genética que destroi o sistema neurológico e leva o paciente à morte em dois anos. Mas esse não foi o caso de Lorenzo. Ele viveu 20 anos mais do que a previsão dos médicos e morreu um dia depois de completar 30 anos. Seu pai, Augusto Odone, disse que "ele não podia ver ou se comunicar, mas estava com a gente". Agora pretende levar as cinzas do filho para Nova Iorque e misturá-las com a de sua mulher que morreu em 2000. Depois disso, vai vender a casa na Virginia e voltar à sua terra natal, a Itália.

De positivo, no caso de Lorenzo, é que a vida dele foi retratada no filme "Lorenzo's Oil", que teve Susan Sarandon e Nick Nolte nos papéis de pais de Lorenzo. O nome do filme tem a ver com um estudo, ainda sem comprovação científica, que o tratamento a base de óleo de oliva e azeitonas pode prevenir o aparecimento da doença.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Breve trecho do livro a Cura Quântica - fascinante




livro do Dr. Deepack Chopra -
A Cura quantica.1989

 
Entenda como funciona nossa mente:
Você não está aqui para tentar fazer com que o mundo seja tão justo quanto você gostaria que fosse. Você está aqui para criar um mundo em torno de suas escolhas ao mesmo tempo em que você permite que o mundo que outros escolheram também exista.
Você pode manter o foco nas coisas ruins que já lhe aconteceram ou mudar o foco para coisas boas que podem vir a acontecer. Quando as pessoas mantêm o foco no que elas querem, o que elas não querem perde a força.
Num certo sentido, temos dois cérebros, duas mentes e dois tipos diferentes de inteligência: racional e emocional.
Nosso desempenho na vida é determinado pelas duas não é apenas o Ql, mas a inteligência emocional que conta. Na verdade, o intelecto não pode dar o melhor de si sem a inteligência emocional. (equilíbrio das emoções)
O nome Ayurveda originou-se há mais de 4 mil anos; em sânscrito, significa “a ciência da vida”.  Os antigos médicos da Índia eram também grandes sábios e tinham como crença principal a idéia de que o corpo é criado pela consciência.
No Ayurveda, o requisito mais importante para a cura de qualquer desordem orgânica é um nível profundo e completo de relaxamento.Esse princípio se baseia no conceito de que o corpo sabe como manter o equilíbrio, a não ser que esteja abalado pela doença; desse modo, se alguém deseja restaurar a capacidade de cura do próprio organismo, é necessário que faça tudo para readquirir o equilíbrio.
As pesquisas de curas espontâneas de câncer realizadas tanto nos Estados Unidos como no Japão demonstraram que, pouco antes do restabelecimento, quase todos os pacientes passam por uma alteração de consciência entendendo que a cura provém de sua mente e que o ambiente também é responsável pelo seu equilíbrio.
Por que não consideramos um milagre o corpo soldar um osso partido? O motivo pelo qual a mesma pessoa considera milagre a cura do câncer e não pense o mesmo a respeito da fusão de um osso do braço está ligado à união entre mente e corpo.
O braço partido solda-se porque a consciência o emenda, e o mesmo acontece na cura de um câncer, na longa sobrevivência de um caso de AIDS, na cura pela fé e mesmo na capacidade de viver até a idade avançada, sem se deixar abater por uma doença. 
A razão de nem todos conseguirem levar o processo de cura até onde devem resulta do fato de nos diferenciarmos drasticamente quanto a nossa capacidade de mobilizá-la.
Aparentemente, os pacientes bem-sucedidos aprenderam a motivar a própria cura e conseguiram, nos casos mais felizes, ir além. Descobriram o segredo da cura quântica.
São os gênios da união entre a mente e o corpo
A cura quântica afasta-se dos métodos da alta tecnologia e penetra nos meandros mais profundos do sistema mente corpo nesse núcleo que ela se inicia. Para atingi-lo e aprender a provocar a resposta de cura é necessário que você atravesse todos os níveis mais densos do corpo: células, tecidos, órgãos e sistemas; atingirá, então, o ponto de união entre a mente e a matéria, o ponto em que a consciência realmente começa a causar um efeito.
A mente subconsciente é simplesmente programada para reconhecer e atrair aquilo que é familiar, não necessariamente o que é desejável.
O subconsciente é o armazém de suas atitudes,
valores e crenças, e ele controla a sua vida habitual nas respostas. 
Uma vez perguntaram ao Dr. Kari Menninger, famoso psiquiatra, o que ele recomendaria a alguém que estivesse a ponto de ter uma crise nervosa. Ele disse para a pessoa sair de casa, ir ao encontro de alguém necessitado e ajudar essa pessoa.
Um corpo doente é um corpo que não está tranqüilo. Nossa fisiologia cria doenças como um alerta para que nós saibamos que nós estamos fora de equilíbrio. Para que saibamos que não estamos amando, que não estamos firmes. Os sintomas do corpo não são coisas terríveis.
Nós temos o programa básico que se chama AUTO-CURA. Se você se cortar, a pele crescerá de novo. Se você tiver uma infecção bacteriana, o sistema imunológico entra em ação e dá conta de tais bactérias. O sistema imunológico é feito para curar a si próprio. Doenças não sobrevivem em um corpo que está emocionalmente saudável.
O seu corpo elimina milhões de células a cada segundo e cria milhões de células novas. Na verdade, literalmente, partes do nosso corpo são substituídas todos os dias. Outras partes levam alguns meses, outras levam alguns anos. Dentro de alguns anos, nós temos um corpo físico totalmente novo. 
Se você tiver uma doença e se concentrar nela, se você falar a outras pessoas a respeito, você irá criar mais doença.
São nossos pensamentos e emoções que, continuamente, re-montam, re-organizam, re-criam o nosso corpo. Remova o stress fisiológico do corpo e ele fará o que ele foi projetado para fazer. Ele irá curar a si mesmo.
O segredo, como quase todo o resto do declínio “natural” da velhice, depende dos hábitos mentais, e não do conjunto de circuitos do sistema nervoso. Enquanto uma pessoa se mantiver mentalmente ativa, continuará com a mesma inteligência da juventude e da idade madura. A senilidade não é fisicamente normal em um cérebro saudável.
Qualquer médico que exerça a profissão sabe que a vontade do paciente em se curar é parte vital do tratamento. Mesmo integrando a medicina “severa”, a maioria dos médicos aceita a idéia de que a atitude, a crença e as emoções são atuantes
Se a sanidade pode ser conservada por meio dos alimentos, capazes de promover até a melhora no estado de espírito, os princípios básicos da medicina mente-corpo ficam ainda mais confusos. Você pode confiar na mente para curar artrite e, ao mesmo tempo, alegar que comer chocolate o deixa deprimido?
Se você está descascando batatas e corta o dedo, o corte se cura e, evidentemente, você não fica deslumbrado com isso, porque o processo de cicatrização — a coagulação do sangue para fechar o corte, a formação de uma crosta e a regeneração da nova pele e dos vasos sanguíneos — parece uma coisa absolutamente normal.
Quando uma célula de sangue chega à borda de um corte e começa a formar um coágulo, não viajou até ali ao acaso. Sabe realmente aonde quer ir e o que fazer quando chegar, com a mesma certeza de um especialista — com mais até, de fato, já que age de forma completamente espontânea e não procura adivinhar.
Devemos admitir que o corpo tem uma mente própria. Quando compreendemos esse aspecto misterioso de nossa natureza básica, desaparece a natureza milagrosa que atribuímos à cura. Os corpos de todo mundo sabem como curar um corte na pele, mas aparentemente poucos deles sabem como curar o câncer.
A frustrante realidade, no que se refere aos pesquisadores médicos, é já sabermos que o corpo vivo é a melhor farmácia inventada até hoje.
Ele produz diuréticos, analgésicos, tranquilizantes, soníferos, antibióticos e tudo mais que é fabricado pelas indústrias de drogas, mas sua produção é muito superior.
A dosagem é sempre certa e ministrada no horário adequado; os efeitos colaterais são mínimos ou inexistentes; as indicações para o uso estão incluídas na própria droga, como parte de sua inteligência.
O filósofo grego Heráclito foi o autor do famoso comentário: “Não podemos entrar num rio duas vezes no mesmo lugar”, já que ele está em constante mudança com a chegada de novas águas. O mesmo acontece com o corpo.
Todos nós nos parecemos muito mais com um rio do que com qualquer coisa petrificada no tempo e no espaço. Se você pudesse ver seu corpo como realmente é, nunca o veria repetir-se. 90% dos átomos de nosso corpo não estavam nele há 3 meses.
É como se vivêssemos num edifício cujos tijolos fossem sistematicamente trocados a cada ano. Se for seguida a planta original, ele continuará parecendo o mesmo prédio.
Tudo o que acontece no universo mental
necessariamente deixa sinais no físico. 
Observando essas moléculas girarem enquanto o cérebro pensa, os cientistas viram que cada acontecimento distinto no universo da mente — como a sensação de dor ou de uma intensa lembrança — desencadeia novo modelo químico do cérebro, não apenas em um ponto, mas em muitos.
Literalmente, podemos ler a mente de outras pessoas pela mudança constante de suas expressões faciais; quanto a nós mesmos, ainda que sem notar, também registramos os milhares de gestos da linguagem do corpo como um sinal de nosso estado de espírito e das intenções das pessoas para conosco.
Nosso corpo é a imagem física, em 3D, do que estamos pensando.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

CURA ESPONTÂNEA



Denominamos “Cura” aos processos que se estabelecem quando há intenção de fazer voltar o Estado de Equilíbrio Energético, ao equilíbrio das reações químicas internas, à homeostasia e ao bom funcionamento de todos os órgãos. É o resultado final quando todo processo de equilíbrio é bem sucedido.
A “cura” pode ser expontânea, quando o organismo reage às condições adversas, ou quando há mudança de posicionamento de consciência e conseqüentemente de atitudes por conta própria (permissão). A cura expontânea pode ser total ou parcial. Total se a mudança interna foi radical, havendo uma CONVERSÃO, ou, uma mudança de padrões e valores PSICOLÓGICOS. É parcial se a pessoa por teimosia ou ignorância faz voltar às condições de tensão e desequilíbrio anteriores.
Quando a pessoa não consegue voltar ao estado de equilíbrio por si só e necessita de ajuda, poderá solicitar a mesma (dando PERMISSÃO), desde que acredite que alguém que participe de um Processo de Cura com a intenção de ajudar, possa fazer a pessoa doente voltar a experimentar um estado de saúde. A cura é uma evolução positiva do psiquismo e depende da mudança de valores e padrões internos que, muitas vezes está associada à idéia de evolução espiritual.
Essa pessoa que ajuda pode ser denominada de “Curador”, mas ninguém cura ninguém. Apenas ajudamos a que o outro se cure. Jesus o Cristo (do grego, Cristos = O Iluminado), curador por excelência, sempre afirmou: “a tua fé te curou, a tua fé te salvou”, afirmando assim que, o sucesso depende mais da disposição de PERMITIR SER CURADO de quem necessita de ajuda, do que do curador como um doador de energia com amor fraternal. É essencial que a pessoa que adoeceu seja física e mentalmente aberta e receptiva ao processo de cura.
Toda pessoa é um ser integrado por um físico com uma consciência que manifesta maior, ou, menor grau de percepção e de inteligência. Uma pessoa pode se relacionar com o meio ambiente tendo percepções e reagindo de modo objetivo e de modo subjetivo. A percepção depende do grau de compreensão e este da perspectiva usada para compreender.
Um dos tipos de reação poderá ser apenas no nível subjetivo (só imaginando) e retendo a energia nos centros nervosos o que é um foco de neuroses como ocorre nos adultos tímidos que, tendo reação objetiva fraca, “engolem o sapo” e adoecem por produção continuada de corticóides e de adrenalina com tendência à câncer.
Quando o adulto é amadurecido e equilibrado, tem a oportunidade de escolher um tipo de reação, como expressar objetivamente o que pensa de modo inteligente e controlado, liberando assim as tensões. As circunstâncias muitas vezes podem impedir essa expressão da verdade de modo autêntico; é quando deve haver maior cuidado na maneira como se expressa uma reação, pois a ação é mais importante para provocar o stress do que aquilo que verdadeiramente se pensa. Diante da Ignorância, calar é ser hábil e prudente sem deixar de ser justo e honesto.
Quanto mais infantil for uma pessoa, devido a fixações neuróticas na fase de infância e na adolescência, mais rápida é a reação com que manifesta desagrado, podendo ser por uma explosão em palavras, em gestos e em atitudes inadequados aos diferentes momentos.
Ações e reações sempre geram um “stress” que pode ser positivo (eutress), ou, negativo (distress). A criança aprende a agir e a reagir na medida em que adquire a noção de espaço e sente a noção de “domínio” e, os seus limites em relação ao mesmo. A criança está sempre tentando expandir esses limites e com isso aprende a sentir e a produzir emoções na medida em que interage com as pessoas de seu ambiente. Aprende a pensar de modo dedutivo e depois indutivamente, desenvolvendo o raciocínio que deve ser progressivamente mais lógico a partir dos sete anos de idade.
Acreditamos que o adulto normal desenvolvendo essas etapas, tem a noção de tempo e de causalidade, reagindo às condições do ambiente e escolhendo, na medida da maturidade, o modo mais adequado de como agir, como sentir e o que pensar, pois o adulto acaba aprendendo que apenas pensar é mais prudente do que simplesmente reagir, ou, pior se reagir sem pensar. Todo adulto maduro convive bem com as suas incertezas.
Adultos imaturos não convivem com incertezas e vivem de fantasias e de imaginação sem muito bom senso. Para o cérebro que funciona como máquina conduzida pela consciência, a realidade é o que a pessoa pensa e imagina, de modo que os pensamentos e a imaginação inadequados produzem reações fisiológicas internas inadequadas.
Estamos sempre escolhendo e fazendo opções. Se escolhermos, agir ou reagir de maneira adequada às circunstâncias há equilíbrio. Se fizermos opções que gerem tensões na consciência à simples imaginação das conseqüências, ou ainda, tomarmos consciência dos resultados de nossas ações e reações inadequadas, as tensões na consciência provocam um desequilíbrio energético e este abala a integridade do físico, surgindo um ou mais dos sintomas.
Portanto, resumindo, o estado natural é um equilíbrio energético. A saúde é conseqüência do equilíbrio e a cura é voltar ao estado de equilíbrio, tendo como objetivo a integridade da consciência que, tem como conseqüência a integridade mental e física. A integridade mental e a física dependem de uma consciência em paz. Dependem de honestidade, de veracidade de atitudes, gestos, palavras e ações. Dependem da harmonia que há entre o nível consciente e subconsciente da Consciência, o que é normal quando não há hipocrisia. Todo hipócrita é um doente.
Levando em conta que, uma pessoa é um ser integrado por um físico e por uma consciência e que a consciência se manifesta através do cérebro com maior ou menor inteligência, um estado alterado de consciência pode influir energeticamente nas reações químicas que determinam o estado físico. Podemos considerar que haja um grande número de motivos e de tipos de tensões de ordem física, emocional, intelectual e espiritual para gerar doenças e, a serem modificados para a cura.
Em função disso há possibilidade de que haja mais do que um tipo de desconforto, de doença e de enfermidade quanto as suas origens e que, também haja um bom número de diferentes curadores, cada qual adequado a uma ou mais circunstâncias. Consideremos que:- “A EFICÁCIA É A MEDIDA DA VERDADE” e que, “EXISTE SEMPRE OUTRA MANEIRA DE SE FAZER ALGUMA COISA”. Também é verdade que, “É PRECISO SER FLEXIVEL”, isto é, as pessoas rígidas dentro de uma linha de crença e de conduta, deixam de aprender as outras possibilidades. Às vezes mostram profundos conhecimentos teóricos e filosóficos, mas impede a ação de quem pense diferente e, o que é mais lamentável, não mostra ação criativa com resultado eficiente na prática.
Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel, Licenciado, Especialista, USP - 1955

domingo, 16 de janeiro de 2011

AS CORES E A CURA



A cor VIOLETA

Características - O violeta é uma cor resultante da mistura do vermelho com o azul, conservando as propriedades de ambos, embora seja uma cor distinta. O violeta tenta unificar a conquista impulsiva do vermelho com a entrega delicada do azul. É a cor da identificação com o lado misterioso da vida. Permite a sensação de fusão entre sujeito e objeto, entre o indivíduo e o todo. É, definitivamente, uma cor ligada ao encantamento, ao sonho, ao estado mágico da mente, aos desejos espirituais, ao deleite espiritual ou astral. O violeta é uma cor preferida mais pelas crianças e por pessoas imaturas ou que estejam em processo de busca de sentido espiritual para as suas vidas. Mas isso não quer dizer que a escolha do violeta signifique falta de maturidade ou de experiência. Quem prefere o violeta é claramente sensível e delicado. É a cor das pessoas que têm insegurança emocional e certa instabilidade psíquica. O violeta é uma cor feminina, transmitindo misticismo, identificação cósmica, intimidade sensível, encantamento e irrealidade. 
Efeitos orgânicos: O violeta age em diversos órgãos, produzindo equilíbrio entre o sistema simpático e parassimpático. 
Indicações : Carência afetiva, auto-destruição, crises de personalidade, materialismo excessivo, remorso e sentimento acentuado de culpa.
Contra-indicacões:  Mistificação, manias, psicoses, vícios de drogas, alcoolismo, hipoglicemia, fanatismo, dispersão menta!.





Uma cor ativa e estimulante, que produz impulsividade, avidez, excitabilidade, impulso sexual, desejo. O vermelho favorece também a força de vontade, a conquista, a vitória, a glória e a liderança. É ativo, ofensivo, agressivo, competitivo, sensual, excêntrico, autónomo e móvel. Sua contemplação estimula à ação, à luta, à conquista. É a cor das pessoas detentoras de magnetismo pessoal e de grande força vital psíquica ou orgânica. São pessoas dinâmicas, instáveis, empreendedoras e às vezes até violentas em casos extremos. O vermelho é escolhido por preguiçosos e deprimidos. Mas é rejeitado por pessoas agitadas e irritáveis. Estessintomas podem aparecer mesmo quando há carência de energia, como nos casos de cansaço extremo. 

Efeitos orgânicos:  Aumenta o pulso, a frequência cardíaca, a pressão arterial e o ritmo respiratório. Estimula a força vital, a atividade nervosa e glandular, e produz contração da musculatura estriada (músculos comuns).
Indicações:  Alterações cardio-vasculares não congestivas, pressão baixa, insuficiência cardíaca, anemias, fraquezas nervosas, convalescenças, impotência sexual, frigidez, tristeza, depressão, melancolia, desinteresse pela vida e pelas coisas, excesso de práticas psíquicas (ioga, meditação, etc), doenças musculares atróficas, paralisias musculares, preguiça e doenças debilitantes em geral. 

Contra-indicações:  Em todas as formas de loucura, ira, nervosismo, neurastenia, tensão emocional excessiva, pressão alta, exaltação sexual, tensão prémenstrual, paranóias, esquizofrenias com agitação, fase maníaca da psicose maníaco-depressiva (mas útil na fase depressiva), cãimbras musculares, doenças do fígado e da vesícula biliar, insónia e excitabilidade exagerada .






O verde é a cor da firmeza, constância, perseverança, resistência, esperança. E também da segurança, do amor-próprio, da auto-afirmação e do orgulho. É uma cor passiva, defensiva, concêntrica, imutável, possessiva e repressiva. Sua influência assinala persistência, determinação e, em casos extremos,'obstinação. O verde dá maior flexibilidade ao poder da vontade, estimula o amor-próprio e até a arrogância. Não é uma boa cor para pessoas apegadas à rotina e que sejam muito metódicas. Favorece a repressão de sentimenfos, bloqueando-os e aumentando assim a pressão psíquica. Determina impulsos de orgulho, superioridade, maior auto-controle, contribuindo para um temperamento austero e despótico. Estimula ainda a busca de condições mais adequadas de ação. A escolha do verde revela uma pessoa com força de opinião, reformadora, conservadora e criativa, dentro de um critério fechado de opções. Já a aversão ao verde pode significar um estado de ansiedade para libertar-se de tensões reprimidas, bem como a perda da capacidade própria de resistência a situações adversas, redução da auto-estima e da auto-afirmação, sensação de culpa e de fracasso. Pode ser também sinal de capricho excessivo e de teimosia. 

Efeitos orgânicos: Leve contracão dos músculos involuntários. 

Indicações:  Depressão crônica, complexo de inferioridade, psicose maníaco-depressiva, personalidade fraca, medo do fracasso, falia de motivação, auto-estima diminuída, prisão de ventre, falta de memória, crianças desatentas. •

Contra-indicacões:V Hipocondria, sadismo, masoquismo, megalomania, úlcera gástrica e duodenal (úlceras pépticas), cólicas menstruais, espasmos viscerais, diarreias dolorosas.


Características: O preto transmite a sensação de renúncia, entrega, abandono e introspecção. Sua condição de total ausência de cores a relaciona simbologicamente com a ideia do nada, do vazio. Por isso expressa a concepção abstrata do zero, da negação, do espaço infinito, do não ser, do não {o branco dá a ideia do sim). Preto ou branco são tons extremos que estão ligados ao simbolismo cabalístico do alfa e do òmega, do princípio e do fim. O preto significa também o destino e a morte, favorece a auto-análise e permite um aprofundamento do indivíduo no seu processo existencial. No Ocidente, o preto é a cor do luto por expressar melhor a eternidade em seu sentido mais profundo: a não existência. As pessoas que preferem o preto ou que têm atração por ele são estranhas, distantes, taciturnas, procuram a renúncia e o isolamento. É a cor predileta de monges e outros tipos de religiosos, pois permite um maior contato com o inconsciente e com a vida interior. 

Indicações:  O preto tem o efeito de isolar; por isso, muitas vezes é usado antes de uma aplicação específica, para neutralizar o paciente da influência de outras cores. Também pode funcionar como antídoto ao efeito indesejável de uma determinada cor. Tem ainda o curioso efeito de aumentar a capacidade de ação de outras cores, quando é aplicado simultaneamente a essas cores. Nesses casos, a técnica de aplicação da cor preta é simplesmente a permanência da pessoa num aposento escuro e totalmente sem luz. 

Contra-indicacoes:  O preto é contra-indicado, mesmo nas roupas, em caso de tristeza excessiva, depressão, melancolia, medo, senilidade e paranóia. Por isso, jamais deveria ser usado por pessoas que acabaram de perder um ente querido — o amarelo seria bem mais indicado. A tradição do uso do preto como a cor do luto era comum entre sacerdotes somente durante cerimônias fúnebres.

Características: O marrom representa a constância, a necessidade de segurança, a dependência, a disciplina e a uniformidade, induzindo ainda à observação de regras. Como o marrom é uma espécie de vermelho escurecido, ele possui a vitalidade e a força impulsiva do vermelho, só que de forma atenuada pelo preto neutralizador. Assim, o marrom é uma cor que transmite uma vitalidade passiva. É uma cor indiferente, comumente preferida por religiosos e andarilhos. Por isso é que se diz que o marrom realça a importância das raízes, do lar e do agrupamento social.


Indicações:  Nos casos de inconstância, indisciplina, neurastenia, psicose maníaco-depressiva, atritos familiares, rebeldia infantil.


Contra-indicações : Auto-disciplina excessiva, apego familiar exagerado, dependência afetiva, dependência psicológica à família ou ao grupo, ascetismo e isolamento.






Características Trata-se de uma cor inteiramente neutra e insenta de qualquer capacidade de influenciar o ser humano, já que é o equilíbrio entre o preto e o branco, ou exatamente o meio do espectro cromático. O cinza não emite estímulo psicológico e, em qualquer tonalidade que se apresente, não produz nem tensão nem relaxamento: é completamente neutro. Transmite, assim, essa mesma neutralidade que dá a sensação de equilíbrio e estabilidade. As pessoas que têm atracão pela cinza sentem necessidade de buscar o equilíbrio, a redução de conflitos psicológicos e pode estar carente de energia vital. O cinza é também preferido por aqueles que procuram isolar-se do mundo ou não se identificam com os padrões e valores mundanos. 


Efeitos orgânicos:  O cinza não exerce influência sobre os órgãos e as funções orgânicas ou metabólicas.


Indicações : O cinza é indicado quando se deseja reduzir alguma tendência psicológica ou emocional. Ele ajuda a melhorar os defeitos do caráter através da auto-análise e do auto-conhecimento. O cinza melhora também o temperamento irascível. 


Contra-indicações:  Nos casos de distanciamento da realidade, nas esquizofrenias, no autismo, em casos de memória fraca e desorientação no tempo e no espaço.





 É a cor da vivacidade, da alegria, do desprendimento e da leveza. Produz relaxamento, desinibição, brilho, reflexibilidade, alegria espirituosa e espiritualidade. Psicologicamente, o amarelo está ligado à liberação da carga da responsabilidade excessiva, à redução dos complexos, à diminuição da inquietação, da ansiedade e das preocupações. Tudo de um modo suave, mas não inconsequente. O amarelo é uma cor ativa, expansiva, ambiciosa, excêntrica e inquiridora. Está ligada a certos estados d'alma, como a euforia, a variabilidade, a expectativa e a espontaneidade. E está relacionada com a originalidade. a mente radiante, a franqueza, a luz solar e a felicidade. A pessoa atraída pelo amarelo é irregular em sua atividade, mas não chega a ser irresponsável ou volúvel. Se o verde significa persistência, o amarelo é mutabilidade; se o verde é tensão, o amarelo é relaxamento e flexibilidade. É uma cor infantil e ingénua. Efeitos orgânicos O amarelo tem acao antidistônica, estabelecendo certo grau de equilíbrio entre o sistema nervoso simpático e o parassimpático. Como o vermelho, o amarelo também tende a elevar um pouco a pressão sanguínea, só que com menos intensidade. Reduz levemente a produção de ácidos gástricos. 


Indicações:  Manias, ideias fixas, preocupação excessiva, fixação em aspectos materiais da vida como lucros, acúmulos de bens, etc., estafa mental, excesso de senso de responsabilidade, fraqueza com pressão baixa, úlceras gástrica e duodenal, choro excessivo e constante, falta de confiança no futuro, diarreias nervosas, colites nervosas, doenças psicossomáticas em geral. 


Contra-indicações:  Imaturidade, infantilidade, doenças mentais, oligofrenia (demência), síndrome de Down, crianças com distúrbios da fala, mau desenvolvimento psicomotor, impuberdade psíquica, sugestionabilidade, pressão alta, atraso menstrual, falta de memória, baixa capacidade de concentração e de cálculo.





sábado, 15 de janeiro de 2011

ETIOLOGIA DAS DOENÇAS DA ALMA




As doenças da alma estão relacionadas fundamentalmente, aos pensamentos impregnados de emoções negativas, que determinam diferentes modalidades de distúrbios, desde que os que atingem a própria pessoa, causando-lhe diretamente sofrimentos e doenças, até os que levam a comportamentos anti-sociais, induzindo-a às práticas delituosas, à agressividade, aos vícios e às perversões sexuais.


Muitas vezes, essas perturbações estão relacionadas a ações que ocorrem na própria vida, ou, então, a fatos que incidiram em vidas passadas, e cujas consequências podem manifestar-se na presente existência, como doenças cármicas. Na Medicina, a ação dos pensamentos é fundamental, podendo causar doenças e dificuldades na vida, quando impregnados de emoções negativas e podem, igualmente, promover a saúde e o bem-estar, quando aureolados de emoções positivas.

Da espiritualidade nos chegam mensagens de mentores, que movidos pelo propósito de estimular o progresso nos diferentes campos da ciência, mostram o valor do pensamento para o progresso nos diferentes setores da Medicina. Assim, Miguel Couto, espírito, o insigne professor de Clínica Médica, quando esteve entre nós, nos envia a sábia mensagem que considera fundamental para a saúde, como está no livro Falando à Terra, página 177, 7° parágrafo: 

"A ciência mental, como base nos princípios que presidem a prosperidade do espírito, será, no grande futuro, o alicerce da saúde humana".

E idêntico parecer encontra-se em André Luiz, no livro No Mundo Maior, página 63, 5° parágrafo, falando sobre problemas relativos às perturbações que acometem os seres humanos, afirma: " No pensamento residem as causas". Do mesmo modo, Emmanuel, abordando o problema das causas que levam ao sofrimento humano e que podem causar traumas e distúrbios da alma, diz, no livro Pronto Socorro, página 9, 1° parágrafo: 

"Nos domínios da alma surgem os acidentes e lesões, traumas e equimoses de origem mental, tanto quanto no corpo físico".

E ainda o mesmo autor, no livro Leis do Amor, página 18, item 12, respondendo à questão que indaga se a mente invigilante pode ser responsável por doenças do organismo, diz: "

A mente é mais poderosa para instalar doenças e desarmonias do que todas as bactérias e vírus conhecidos".

Do mesmo parecer é o dr. Joaquim Murtinho, espírito, no livro Falando à Terra, página 121,4° parágrafo, discorrendo sobre a saúde, faz a seguinte afirmação: 

"O pensamento, qualquer que seja a sua natureza, é uma energia, tendo, conseguintemente, seus efeitos". 

E, à página 120, 5° parágrafo, o mesmo autor, analisando os distúrbios do pensamento, diz: 

"Transformando-se em núcleo de correntes irregulares, a mente perturbada emite linhas de força, que interferirão, como tóxicos invisíveis, sobre o sistema endócrino, comprometendo-lhe a normalidade das funções".

E continua, no parágrafo seguinte: 

"Mas não são somente a hipófise, a tireóide ou as cápsulas supra-renais as únicas vítimas da viciação. Múltiplas doenças surgem para a infelicidade do espírito desavisado que as invoca. Moléstias como aborto, a loucura, a nevralgia, a tuberculose, as afecções do coração, as úlceras gástricas e as duodenais, a histeria e todas as formas de câncer podem nascer dos desequilíbrios do pensamento".

Os autores espirituais citados são unânimes em afirmar a importância do pensamento na vida humana, podendo causar diferentes modalidades de transtornos à saúde das pessoas.



Os pensamentos impregnados de emoções negativas podem atuar de diferentes maneiras, prejudicando os seres humanos. Quando movidos pelas emoções de ódio, de inveja, de ciúme, de violência, de crueldade, causam males às pessoas às quais são direcionados e são, igualmente, danosos às criaturas que os emitem, gerando sofrimentos mais ou menos intensos, visto que os pensamentos obedecem à lei de causa e efeito e, com a mesma intensidade com que são emitidos, voltam para a fonte de origem.
 



Desse modo ninguém deve esperar colher milho se plantou feijão. Essa lei tem sua equivalência no Evangelho quando afirma que "a cada um será dado segundo as suas obras". (Mt 16, 27)

Os pensamentos são dotados de ideoplasticidade e formam uma névoa que envolve o campo mental das pessoas que os emitem e das pessoas que os recebem, causando males de intensidades variáveis. Quando negativos, são responsáveis por distúrbios da conduta das pessoas que se inclinam para a prática de ações prejudiciais a si mesmas e aos semelhantes. Causam verdadeiro desequilíbrio à sua própria estrutura psíquica, fazendo que muitas vezes se comportem como seres estranhos, anormais, desajustados.

Certos comportamentos dos seres humanos, que constituem pesadas cargas para sua própria alma, são decorrentes da falta de controle dos pensamentos, voltados para o negativismo. Apresentam reações que se manifestam, inicialmente, por diferentes formas de insatisfação do ego, como ansiedade, insegurança, angústia, frustração, aflição, raiva, fazendo com que sejam atraídos pela fascinação dos vícios, dos distúrbios da sexualidade, da volúpia, dos comportamentos anti-sociais, como o roubo, a sequestro, o crime.

Há, também, formas atenuadas dessa modalidade de comportamento, de pessoas que se comprazem em passar horas em bares, tomando bebidas alcoólicas, fumando, ocupando-se em conversas ou em entretenimento fúteis, em jogos de baralho e outros, perdendo precioso tempo fazendo comentários sobre fatos desagradáveis que aconteceram consigo mesmas, ou com outras pessoas. Há outras formas de insatisfação do ego nas pessoas que apelam, inconscientemente, para reações negativas contra si mesmas, mas que lhes proporcionam certa satisfação íntima. São pessoas que apresentam alguma modalidade de masoquismo e vivem procurando doenças para justificar seus problemas.
Queixam-se constantemente de sintomas de males orgânicos ou psíquicos, de doenças imaginárias. Sentem insegurança, ansiedade, medo, depressão. E fazem exames médicos e de laboratórios repetidamente, procurando encontrar uma explicação para os seus problemas, mas os mesmos se apresentam repetidamente normais. Há pessoas que se auto-agridem, inconscientemente, apresentando sintomas de inapetência que podem levá-las à morte, pela rejeição dos alimentos, e outras que comem muito, e só se satisfazem quando estão comendo, e se tornam duplamente insatisfeitas, pela própria ansiedade e pelo excesso de peso a que são levadas, e são, igualmente, resistentes a diferentes modalidades de tratamento.

Esses problemas, em geral, são, abordados superficialmente pelas terapêuticas vigentes, sem penetrar as causas intrínsecas que os determinaram. São perturbações cujas causas, aparentemente desconhecidas, podem estar relacionadas a distúrbios do pensamento, ou vinculadas ao passado e teriam suas marcas gravadas no corpo espiritual. Há formas de perturbações do pensamento que levam a ações mais sérias, de agressões à própria vida ou à vida dos semelhantes, e que estariam relacionadas â inobservância do segundo mandamento da Lei de Deus, pela falta de amor aos semelhantes e a si mesmos.
Nessa máxima do Cristianismo, está contido o preceito de amar com responsabilidade cristã, que abrange, em essência, toda a mensagem do Mestre da Galiléia. Há pessoas que maculam sua existência, vinculando-se à crueldade, à violência, à tortura, ao estupro, ao rapto, ao roubo, ao sequestro e ao próprio suicídio, ações que causam sofrimento e desespero a si mesmas e aos seus semelhantes e que terão julgamento especial no Tribunal de Justiça divina. São modalidades de ações causadoras de distúrbios que podem passar despercebidos ou não receber a devida importância por parte dos profissionais da saúde.

São ocorrências que causam verdadeiros estigmas, maculando os seres humanos na sua constituição mais sensível, o espírito, que no dizer de Emmanuel, no livro do mesmo nome, página 36, 2° parágrafo: "É a única realidade imutável da existência." Nas coletividades do planeta Terra encontram-se inúmeras pessoas aparentemente sadias, mas torturadas por diferentes modalidades de sofrimentos, causados pela falta de controle dos pensamentos. Entre outros, são os seres movidos pelo egoísmo, que se encontram com a visão obscurecida para as belezas da vida; os que, torturados pelo ódio, andam pelos caminhos do mal, sem vislumbrar a harmonia que há em toda a Natureza; e outros ainda, em maior número, sofridos pela miséria e pelos males físicos e morais se apresentam, torturados pelas dificuldades, pela dor e pelo sofrimento, desanimados, vivem sem esperança de vislumbrar os horizontes belos da vida.
Quando uma pessoa chega ao consultório apresentando diferentes modalidades de sintomas, dizendo que já procurou inúmeros profissionais de saúde, que fez diferentes exames de laboratório e que são todos normais, é quase sempre uma pessoa que apresenta males da alma, para os quais as terapias médica, psiquiátrica e psicológica são parcialmente eficazes. Sendo a alma de natureza divina, de constituição energética, os recursos espirituais para o seu tratamento não devem ser desvalorizados, a par da terapêutica normalmente instituída.

Na verdade, a primeira dificuldade, ao se atender um doente dessa natureza, consiste em estabelecer o diagnóstico etiológico, para o qual devem ser afastados todos os sinais e sintomas possíveis de doenças orgânicas, e das tipicamente psíquicas, dos que se manifestam em decorrência de causas anímicas, oriundos de distúrbios da mente voltada para o negativismo. A pessoa pode apresentar-se aparentemente sadia, em condições físicas condizentes com a normalidade, mas torturada pelos sintomas psicossomáticos, de ansiedade, de medo, dores generalizadas ou em certas partes do corpo, como enxaqueca, esperando obter uma prescrição que a livre de sua angústia e sofrimento.

A par desses transtornos, que se caracterizam pela subjetividade dos sintomas, podem ser relatados certos males orgânicos que têm suas raízes nos distúrbios da alma e que devem ser igualmente tratados. São casos de pessoas que se entregam continuamente a pensamentos negativos, impregnados pelas emoções de raiva, inveja, insatisfação, ciúme e
outros semelhantes, e portam sintomas de baixa resistência orgânica, não apenas para os esforços físicos habituais, mas também para as infecções comuns, apresentando-se constantemente cansadas, enfraquecidas, desanimadas, queixosas.

Queixam-se de tudo, do tempo, das pessoas, da família, da saúde, das dificuldades no trabalho, dos vizinhos, das pessoas que colaboram em casa, das cousas que acontecem no país e no mundo. São pessoas que vivem imersas em queixumes, desperdiçando a valorosa fonte de energia inerente à sua própria alma. Desconhecem que o ser humano tem na alma um poderoso recurso responsável pela vitalidade das células do seu organismo e, se a alma se mantém desmotivada, imersa em negativismos por tempo prolongado, haverá um desfalecimento energético geral que abrange todos os setores da organização biológica.

São casos cujo exames se mostram constantemente negativos e os recursos utilizados para o tratamento, como o repouso e o apelo para as vitaminas e medicamentos energizantes não respondem, freqüentemente, aos resultados esperados. Enquadram-se no grupo as pessoas que passam por sérios transtornos psíquicos e emocionais, motivados por dificuldades na família, no trabalho ou por circunstâncias da própria vida, e podem apresentar, depois de algum tempo, sintomas agudos de doenças orgânicas como diabetes distúrbios cardiovasculares, intestinais e outros.

E, do mesmo modo, pessoas que passaram por graves e incontroláveis dificuldades emocionais, podem apresentar disfunções de outras glândulas endócrinas, como a tireóide, sem causa aparente, e para as quais não bastam as atenções em relação aos males apresentados, mas necessitam de cuidados que devem alcançar, igualmente, as causas que as desencadearam, possibilitando restabelecer o equilíbrio das energias da alma. E o próprio câncer apresenta, frequentemente, nos antecedentes da pessoa enferma, relatos de distúrbios psico-emocionais intensos que ocorreram algum tempo antes da eclosão da doença.

As enfermidades cardiovasculares apresentam, igualmente, um forte contigente de influências psico-emocionais, responsáveis pela manifestação de doenças como a hipertensão arterial, a angina de peito e o enfarte do miocárdio. Do mesmo modo, distúrbios do aparelho digestivo como a colite ulcerativa e a hemorróida podem ser decorrentes de distúrbios psíquicos e emocionais. E, também, certas afecções do aparelho gênito-urinário, como cistites, cólicas e hemorragias uterinas, são problemas que requerem atenção médica tradicional mas que deve ser complementada pelo tratamento psiquiátrico e, possivelmente, por um tratamento espiritual que possa trazer alguma contribuição para a cura da pessoa enferma.

Como o pensamento é um atributo da alma, o seu controle sendo direcionado para o bem maior, sob o impulso da vontade, da determinação e do amor, pode resultar em benefício altamente eficaz para o ser humano.
As pessoas não deveriam deixar-se influenciar pelos problemas que lhes chegam constantemente através dos recursos de comunicação, voltados inteiramente para a transmissão de notícias desagradáveis, que podem causar o desequilíbrio das vibrações energéticas da alma das pessoas desprevenidas.
Devem fazer o propósito de viver em paz e em harmonia consigo mesmas, reconhecendo que podem ser envolvidas pela ideoplastia dos seus próprios pensamentos, saudáveis ou danosos, e procurar anular as suas próprias reações negativas que viriam empanar o seu propósito de elevar-se, embora paulatinamente, pelo seu próprio equilíbrio físico, psíquico, emocional e espiritual.


Pelo: Dr. Roberto Brólio

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